Os dias que rolam, numa visão plural, pessoal e parcial de um mundo em rápida mutação. À esquerda, provocador e politicamente incorrecto, mas aberto à diversidade...as Pedras Rolam...
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terça-feira, 5 de setembro de 2023
terça-feira, 11 de julho de 2023
...Entra a Suécia..."saem" os Curdos...
Ainda não se conhece bem quais as cedências feitas pela Suécia ao lider "iliberal" Erdogan, para este aceitar a entrada desse país na NATO, mas já se sabe quem ficou a perder:... os Curdos!
O secretário da Nato, Stoltenberg, já deu a entender alguma coisa dessas cedências, ao usar várias vezes a palavra "terroristas", sobre as garantias dadas o líder autocrático turco.
Ao referir-se à garantia de combater os "terroristas", usa a mesma linguagem de Erdogan, quando este se refere à causa Curda.
Mais uma vez estamos perante os dois pesos e duas medidas que têm dominado a agenda política da NATO e da União Europeia nos últimos meses.
A partir de hoje, neste nosso blog, passamos a exibir a bandeira do curdistão, ao lado da Ucrâniana, e, já agora, da Palestiniana.
É que, para nós, não existem dois pesos e duas medidas, quando se trata da defesa dos povos à sua independência e liberdade.
(O cartoon exibido em cima é uma montagem a partir de um cartoon original de Marian Kaminsky, cartoonista autriaco, retirado do site Cartoon Movement em 2015. As bandeiras originais eram as do Estado Islâmico :
).
quarta-feira, 7 de junho de 2023
Pelo Teatro Romano de Mérida
O Teatro Romano de Mérida foi construido pelo genro de Augusto, Agripa, entre os anos 16 e 15 aC., quando a cidade se tornou a capital da província da Lusitânia, que incluia o actual território de Portugal a sul do Douro.
sexta-feira, 26 de maio de 2023
Homenagem ao António Carneiro
Faleceu António Carneiro
Por infeliz coincidência, publicámos ontem, no nosso blog Vedrografias, a reprodução de um texto que tinhamos publicado no jornal "Badaladas", sobre o livro de António Carneiro com memórias da sua vivência, relacionada com o Carnaval de Torres, intitulado "Aconteceu Assim".
Infeliz coincidência porque, poucas horas depois, recebemos a triste notícia do falecimento de António Carneiro.
O António Carneiro era um homem cheio de idéias e afectos, que preservava o convívio e a amizade com os outros, acima de todas as divergências.
E foram muitas as divergências que tivemos, mas sempre dentro da sã camaradagem e convívio.
Devo a António Carneiro, para além de tudo aquilo que qualquer torriense lhe deve, na àrea da cultura e do Turismo, o facto de me ter convidado várias vezes para publicar estudos meus, com principal destaque para o livro sobre o Carnaval de Torres, em conjunto com o Antero Valério, um êxito editorial.
Homem viajado e culto, o António Carneiro tinha histórias prodigiosas, parte delas relatadas no seu recente livro"Aconteceu Assim".
Junto dele, a boa disposição imperava, mesmo no meio de acaloradas discussãos políticas na Assembleia Municipal.
Diz-se que em África quando um velho morre é uma biblioteca que se perde.
O António Carneiro não era velho, principalmente no espírito e na abertura de cabeça, mas o seu falecimento deixa um vazio enorme na vida e memória torriense.
Um dia lá nos "reencontraremos", seja onde for, e lá iremos por a conversa em dia, acompanhada pelas saborosas histórias que ele tão bem sabia registar e contar.
Até Sempre Amigo!
quarta-feira, 24 de maio de 2023
"A Europa foi cumplice da cliptocracia russa"
Delia Ferreira, a argentina que preside à organização "Transparencia Internacional", denuncia AQUI, no jornal El País, a complacência das autoridades europeias para com os oligarcas russos, benificiando igualmente das relações com a China e os capitais deste país.
(É possivel que, não tendo uma assinatura do jornal espanhol, não seja possivel ler o artigo, mas o título fala por si).
De facto, seria bom investigar quem andou a beneficiar e a alimentar os oligarcas russos e a beneficiar dos negócios chineses (podendo acrescentar, por cá, os angolanos...).
Provávelmemte, numa invetigação levada até às últimas consequências, teriamos muitas surpresas!!!
Claro que chamar "oligarcas" apenas aos criminosos vindos do leste é redutor.
Os tão "adorados" "mercados" deste lado são o sinónimo de "oligarcas" para os criminosos do mundo financeiro, do lado ocidental, protegidos pela srª Lagarde do BCE e pelos burocratas de Bruxelas.
E será bom que os oligarcas russos, que alimentam a guerra ilegal e criminosa de Putin, não venham, no futuro, a ser substiudos por "oligarcas" ucranianos, como acontece por cá (conforme já foi denunciado pelo jornal Tal & Qual, em meados do ano passado). Basta fazer uma visita aos estacionamentos no aeroporto de Lisboa, ou circular por Cascais, para ver quais são os carros de matricula ucraniana, a maior parte topos de gama, pertencentes a esses "novos" oligarcas que, tal como a máfia, ocupam agora o lugar deixado pelos russos (ver AQUI quem eram, ou ainda são, alguns dos mais importantes oligarcas russos com negócios em Portugal).
terça-feira, 16 de maio de 2023
O Clube de Bilderberg e uma anedota de Salazar
Já aqui escrevemos outros textos sobre o Clube Bilderberg.
Acontece que esse "selecto clube" vai reunir-se esta semana em Lisboa, pouco se conhecendo, como é hábito na sua história, sobre o nome da maior parte dos convidados e sobre os temas aí tratados.
Apenas se sabe que essa organização "quase secreta" reune os homens mais influentes da política, da alta finança, da economia e do mundo universitário, os decisores mais poderosos do mundo.
Dessas reuniões apenas se sabe que saiem decisões que vão influenciar a vida da maior parte dos cidadãos do mundo, sem que estes tenham sido consultados para o efeito.
Não deixa de ser irónico que a maior parte dos participantes e organiadores desse evento, com caracteristicas quase mafiosas, passem a vida a falar em "democracia" e "liberdade" e se achem representantes do "mundo livre", mas tomam aí decisões pouco democráticas, não respeitando a liberdade de as conhecermos, achando-se no direito de estarem acima do escrutinio democrático.
Pelo contrário, muita dessa gente é responsável, por acção ou omissão, por muitas das desgraças que assombram este trágico século: desigualdades e injustiças sociais; crescente militarização das relações internacionais; crimes ambientais...
Além disso, todo esse secretismo só serve par alimentar quer a desconfiança em relação às instituições democráticas que dizem defender, quer as teorias da conspiração que fazem crescer o populismo.
Não sei porquê, ironicamente, essa reunião de "poderosos" e "influentes" num único lugar, trás-me à memória uma anedota que corria nos tempos do Estado Novo:
Salazar, Américo Tomás e o Cardeal Cerejeira sobrovoavam o país num pequenos avião. Às tantas o cardeal Cerejeira abre a janela, atira uma nota de cem escudos e diz: - vou fazer um português feliz!. Não lhe querendo ficar atrás, Américo Tomás, faz o mesmo, só que desta vez com duas notas de cem escudos e diz: - vou fazer dois portugueses felizes!. Salazar, sovina como era, a contragosto, mas não querendo ficar atrás do gesto dos outros dois, saca de três notas de cem escudos, abre a escotilha e, um pouco contrariado, atira-as pela janela, exclamando : - Vou fazer três portugueses felizes!. De dentro da cabine ouve-se o comentário do piloto para o co-piloto: - Se eu atirasse com esta merda por aqui abaixo fazia 10 milhões de portugueses felizes!.
Numa anedota idêntica que se passasse com alguns dos participantes do Clube de Bilderberg, era caso para dizer que o piloto não faria "apenas" 10 milhões de pessoas felizes, mas talvez uns 7 biliões...
segunda-feira, 15 de maio de 2023
Festival da foleirovisão
Depois de alguns anos onde até apareceram alguns temas interessantes, nos lugares cimeiros da classificação, o Festival da Eurovisão regressou à sua habitual exibição de foleirada gritada.
Com a entrada, no inicio deste
século, dos países de leste, o Festival
desceu imenso de nível, devido à imagem estereotipada que esses países faziam
do popmusic, justificada pelas décadas em que andaram arredados da evolução que
se tinha registado na musica pop, sendo quase os únicos que apostavam nesse
festival, que perdia cada vez mais audiências no ocidente.
Nos últimos anos as coisas evoluíram
e muitos desses países começaram a apostar nas suas próprias raízes musicais, como
aconteceu o ano passado com a Ucrânia, com uma ajuda dos países ocidentais que
íam resistindo à colonização da língua inglesa, como foi o caso de Portugal, naquele
momento alto desse festival que foi a vitória de Salvador de Sobral.
Após esta vitória, e até este
ano, as coisas pareciam evoluir positivamente e as audiências regressaram.
Contudo, este ano foi o
descalabro.
Veremos no futuro se estamos
no regresso à decadência dos primeiros anos do Século, ou se este ano foi a
excepção numa viragem qualitativa que parecia avizinhar-se.
Ganhou uma canção que é um
remake manhoso de uma velha canção dos Abba e quase vencia Israel, um contrassenso
em relação às sempre decorativas mensagens de “paz” dos júris.
Não se percebe aliás o que faz
Israel neste festival, não só por razões geográficas, mas devido à recente
deriva politica extremista desse país, não muito diferente do caso Russo. É
caso para dizer que estamos, mais uma vez, num claro exemplo da aplicação dos dois pesos e duas
medidas.
As únicas participações que
fugiram à foleirice dominante deste ano, França, Espanha, Moldávia e Portugal,
ficaram todos classificadas abaixo da 15º posição.
É caso para dizer que voltámos
ao “Festival da Foleirovisão”.
segunda-feira, 24 de abril de 2023
Uma Foto para o 25 de Abril
Esta fotografia, publicada na edição do dia 25 de Abril de 1974, nas páginas do Diário Popular é uma excelente síntese desse dia, o passado que passa e o futuro que se avizinha.
terça-feira, 18 de abril de 2023
Falar de paz é “estar ao serviço de Putin"??
..tanta gente “ao serviço de Putin”!!!: Guterres, o papa Francisco, Macron…e agora Lula!
Não deixa de ser curioso o
terrorismo intelectual exercido pelas redes socias, pelos “comentadeiros”
televisivos ou pela maior parte da classe política, sobre aqueles que acham que
a paz é a melhor solução para acabar com uma guerra criminosa e mortífera, como
aquela que está a decorrer na Ucrânia.
Defender a paz não é negar o
direito de justa defesa de um povo agredido, nem o de levar a tribunal os
responsáveis pelos crimes de guerra cometidos (de ambos os lados), nem o de condenar publicamente quem
violou o direito internacional ao invadir um país soberano.
Contudo, o objectivo último é
chegar o mais rapidamente possível a uma situação negociada que conduza à paz
no terreno dessa guerra.
Sabemos que existem, na comunidade
internacional, dois pesos e duas medidas, como vimos noutras guerras recentes ou
que continuam, como na questão palestiniana, na destruição da Jugoslávia, na
invasão do Iraque e do Afeganistão, na destruição do Líbano, da Síria, da Líbia, e do Íemen, nas muitas guerras de África,
com o desenvolvimento recente registado no Sudão.
Mas o objectivo final deve ser
sempre o de obter a paz.
Claro que no caso da Ucrânia a
questão é complexa, até porque não se pode beneficiar o infractor russo,
residindo aqui uma das dificuldades em obter a paz.
Qualquer paz negociada deve
ter no centro os interesses ucranianos em manter e recuperar territórios
ilegalmente ocupados pelo invasor, alguns desde 2014.
Mas, com realismo, alguns
desses territórios não podem ser recuperados nos anos (ou décadas) mais
próximos.
Com realismo, a reconquista
total dos territórios ocupados só será possível numa guerra ainda mais
violenta, eventualmente com a entrada da NATO nessa guerra, com todas as consequências
que isso acarreta para a paz no mundo e, mesmo, para a sobrevivência da vida
humana.
Por isso é irrealista que, a
curto ou médio prazo, a reconquistar do Donbass ou da Crimeia seja possível sem
um banho de sangue, muito pior do que aquele vivido pela Ucrânia até hoje.
Isto não quer dizer que a
situação no Donbass ou na Crimeia não tenha de ficar em aberto numa futura
negociação, criando condições, quer para a futura autonomia desses territórios
no seio do Estado Ucraniano, quer para um futuro referendo onde esses
territórios possam decidir democraticamente o seu futuro (regiões autónomas dentro
da Ucrânia, repúblicas integradas na Federação Russa ou mesmo a sua
independência).
Um referendo desses, com todas
as garantias, só pode ocorrer com acordo internacional, envolvendo a ONU, num
futuro em que a Rússia tenha abandonado a sua politica imperialista e autocrática,
e num futuro em que uma Ucrânia de facto democrática respeita a população russófona
do seu território.
Todas essas condições parecem
por agora impossíveis, mas tem de ficar em aberto em qualquer futura negociação
de paz, sob o risco dessa mesma paz ser de pouca dura.
Por isso, mesmo com
ambiguidades, falta de clareza, até de forma desajeitada ou injusta para com uma das partes, é bom que, no meio do
reforço da linguagem bélica dominante, que não vai levar a lugar nenhum, a não
ser a mais destruição e sofrimento humano, a grandes negócios com a indústria
do armamento, a um futuro cargo chorudo na estrutura da NATO, continuem a
existir vozes a falar de paz.
Falar de paz, nos dias de hoje, é cada vez mais um dos últimos actos de coragem e sensatez, no meio do desvario geral provocado por esta guerra criminosa.
quinta-feira, 30 de março de 2023
Chefe do Estado-Maior da Armada posto a rídiculo
Lembram-se? Há uns dias atrás o chefe do Estado-Maior da Armada, o Almirante Gouveia e Melo, humilhava em Público 13 militares da marinha que se tinham recusado a embarcar numa missão, invocando as más condições em que se encontrava a embarcação envolvida, o navio Mondego.
Segundo esses militares havia o risco de o barco se incendiar, para além de muitas outras falhas apontadas que punham em cusa a operacionalidade do navio militar.
Segundo o jornal "I" o mesmo almirante teria mesmo insinuado que os marinheiros "insubordinados" estavam ao serviço do PCP.
Além do Almirante, tivemos de ouvir vários "comentadeiros" a invectivarem violentamente os mesmos marinheiros, como se tivessem tentado uma espécie de golpe de Estado anti-democrático ao denunciarem a situação degradante do mesmo navio.
Alguns desses "comentadeiros" até insinuaram que os marinheiros estariam ao serviço dos russos, outros que seria "gente do "Chega".
Agora, afinal, chegou-se à conclusão que os mesmos marinheiros tinham razão.
Quem viu as imagens filmadas, quase clandestinamente, há uns dias, durante a noite, viu um barco que, assim que se pôs em movimento para nova missão, largou fumo por todo o lado, ficando imobilizado de imediato e sendo rebocado, a meio da madrugada, para outro molhe do mesmo ancoradoro, incapaz de cumprir essa nova missão, que era a de se deslocar às ilhas Selvagens para substituir a guarnição aí estacionada.
É caso para dizer que o bom senso dos 13 marilheiros evitou a suprema humilhação que seria a de serem salvos e rebocados pelo navio russo para conseguirem regressar a bom porto.
Talvez fosse bom recomendar menos arrogância, menos certezas e mais humildade por parte do sr. Almirante e dos "comentadeiros" de serviço.
quinta-feira, 23 de março de 2023
Um Problema de Cronologia (1)
Um dos maiores desafios para quem lê, investiga ou comenta a História ( a do H grande, mas também a de h pequeno) é balizar cronologicamente o tema estudado.
Dessa baliza cronológica depende
muitas vezes a nossa interpretação, valorização ou o simples julgamento dos
factos (embora a verdadeira missão da história não seja julgar).
Existem balizas cronológicas
facilmente aceites pelos historiadores ou pelo senso comum, embora também estas
possam vir a ser questionadas.
Por exemplo, é aceite, pela
generalidade dos historiadores ou do cidadão comum, que a 2ª Guerra Mundial
começou no dia 1 de Setembro de 1939 com a invasão da Polónia pelo exército
alemão e acabou no dia 2 de Setembro de 1945 com a rendição formal do Japão.
Contudo, existem outras cronologias
possíveis, à medida que se vão conhecendo outros contornos da vida política da
época e posterior.
Há quem considere que a 2ª
Guerra foi um prolongamento da “Grande Guerra Civil Europeia”, iniciada com a
primeira guerra em 1914, ou da guerra civil na Rússia entre 1918 e 1921, onde
se confrontaram vários exércitos, ou começou com a Invasão da Abissínia pelos
Italianos em 3 de Outubro de 1935, desrespeitando a Liga das Nações, ou com a
Guerra civil espanhola, entre 1936 e 1939, onde se ensaiaram novos armamentos, as novas tácticas fundamentais para o
desenrolara da 2ª Guerra e os confrontos ideológicos que a ela estiveram
associados, ou iniciada com a segunda guerra sino-japonesa em 7 de Julho de
1937, ou com a transformação do conflito europeu em conflito realmente mundial quando
as guerras no pacífico e na Europa se fundiram em 1941.
Há ainda quem considere que,
verdadeiramente, a Grande Guerra só terminou em 1991 com o fim da União
Soviética, já que esse país esteve no centro da grande luta ideológica que marcou
o final da primeira guerra, desde 1917, motivou a ascensão do fascismo, em 1922,
radicalmente anti-comunista, mas usando as “armas” do modelo que combatia, e levou
à divisão ideológica da Europa após a derrota alemã.
Há ainda quem culpe a
passividade ocidental, face à ascensão do nazismo, que culminou nos acordos de
Munique de 29 de Setembro de 1938, o mesmo ocidente que terá recusado negociar
com a União Soviética para travar o expansionismo alemão, e que, segundo
alguns, terá “obrigado” Stalin a assinar “pacto germano-soviético” em 23 de
Agosto de 1939 para prepara a defesa do seu país.
Para outros foi este último
pacto que abriu as portas para o início da 2ª Guerra que, ao contrário das
interpretações mais comuns, tenta ver no resultado desse pacto, a divisão da
Polónia entre alemães e soviéticos, como uma guerra iniciada por uma aliança
contranatura, embora, no fundo, tanto alemães como soviéticos talvez se tenham
limitado a adiar o confronto principal que marcou e decidiu a guerra, opondo os
nazis à União Soviética, tentando, com esse pacto, ganhar tempo para melhor se posicionarem nesse
confronto decisivo.
Muitas vezes, no
estabelecimento das balizas cronológicas para “limitar” determinado período,
entram as opções político-ideológicas, por muito que os historiadores se
classifiquem como “objectivos” ou “neutrais”, como acontece nos vários exemplos
que demos acima sobre a dificuldade em estabelecer essas mesmas “balizas”.
Em parte, é a essa mesma
dificuldade que estamos a assistir no debate sobre a guerra da Ucrânia.
Embora a invasão russa a um
país soberano, a Ucrânia, tenha sido um
acto de desrespeito pelo direito internacional, será mesmo que esta guerra
começo no dia 24 de Fevereiro de 2022?
Voltaremos a este tema.
sexta-feira, 17 de março de 2023
quinta-feira, 16 de março de 2023
O regresso dos eternos pedintes
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Parece que mais uma vez vamos
ter de pagar pelos desvarios do criminoso mundo da alta finança.
Pela Europa, o todo poderoso
BCE acaba de tomar mais uma medida suicida, aumentando as taxas de juro.
Foi exactamente a forma errada
como o Banco Central dos Estados Unidos lidou com o aumento das taxas de juros
que levou à bancarrota de vários bancos nesse país, com reflexo na Europa
(lembram-se do velho ditado que diz que, quando os EUA se constipam a Europa
apanha uma pneumonia?).
Aliás, ainda não percebi a
lógica de aumentar as taxas de juro para controlar a inflação.
É que, ao contrário do que
costuma acontecer, o actual aumento da inflação não tem origem numa maior concentração
de riqueza por parte dos cidadãos ou pelo aumento do consumo devido ao aumento
da riqueza, como os “inteligentes” do BCE e da União Europeia nos andam a
impingir, mas devido à falta de produtos provocada pelas sanções que, em vez de
prejudicarem o infractor, estão a fazer ricochete na economia europeia.
Claro que, nem a sr.ª Lagarde, nem os burocratas de Bruxelas,
se preocupam como o impacto da subida das taxas de juros na vida dos cidadãos
que dizem defender, pois nada lhes vai cair em cima, a não ser a falta de vergonha
dessa gentinha que nos (des)governa.
Só os grandes especuladores do
sistema financeiro vão beneficiar com a situação, como aliás é timbre das decisões
dos burocratas de Bruxelas. Estes estão ao serviço do sistema financeiro e não
dos cidadãos que dizem representar. Já vimos isto várias vezes.
E, claro, quem vai pagar os
maus negócios da alta finança (responsáveis pela grave situação na saúde, na
habitação e no consumo vivida pelos cidadãos europeus, negócios esses que têm
vindo a aumentar com a ligação desse “mundo”, os dos “famosos” “mercados”, com
os negócios, legais uns, ilegais outros, do armamento, da droga, da especulação
imobiliária …), vai ser o cidadão comum, com cortes nos salários e pensões,
através da inflação, ou com aumento de impostos, e o que mais se verá da “engenharia
social” em que essa gente é perita para nos “lixar” a vida.
A ver se, desta vez, não nos deixamos enganar mais uma vez.
sexta-feira, 10 de março de 2023
quarta-feira, 8 de março de 2023
Uma revista para o Dia da Mulher
Entre as 55 mulheres está Dália Summer, a primeira atleta olímpica portuguesa, que viveu em Torres Vedras e esteve ligada à Física de Torres.













