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quarta-feira, 9 de março de 2011

O DISCURSO DE CAVACO SILVA.


LEIA AQUI O DISCURSO DE CAVACO SILVA NA ÍNTEGRA - Portugal - DN (clicar para ler).

Não fosse o seu autor o "fundador" das situações que ele tão bem refere no seu discurso de tomada de posse e subscreveria por baixo todo o seu conteúdo.
...é que este é um dos mais interessantes e sumarentos discursos alguma vez feito por Cavaco  Silva.
Percebo a indignação do PS face a esse discurso, pois o alvo é a política deste partido sob a liderança de Sócrates.
De facto, e citando o líder parlamentar do PS, este discurso não foi para "todos os portugueses", não o foi para Sócrates nem para os seus "boys" ou para os seus mais fiéis seguidores.
Já não percebo que o resto da esquerda não se tenha manifestado aprovando o conteúdo do discurso...é que está lá tudo do que nos temos queixado em relação à política neo-liberal e de clientelismo do centrão.

A Ironia Carnavalesca do meu País...


Este Carnaval iniciou-se e terminou marcado pela ironia na vida nacional.

Logo a abrir tivemos a inesperada vitória dos meus amigos do facebook “Homens da Luta”.

Mas o mais surpreendente dessa vitória foram as reacções “parvas” que se escreveram e disseram sobre esse assunto.

Alguns sentiram-se ofendidos, não percebendo sequer que os “Homens da Luta” não são para levar a sério (nem eles se levam a sério) são antes uma caricatura de certos mitos fundadores do regime. Mas essa reacção não nos surpreende, depois de termos assistido à reacção que, muitas vezes os mesmos, tiveram em relação à canção dos Deolinda.

Ficamos assim a saber que temos uma classe de comentadores e políticos sem sentido de humor, com uma cultura musical conservadora e elitista, incapazes de perceber a ironia de certas canções.

Claro que o grande apoio que os Deolinda receberam pela seu tema ou que levou à vitória dos “Homens da Luta” revela, não só um grande descontentamento, que se manifesta de forma ainda surda, como uma grande vontade de aproveitar todos os pauzinhos para gozar com a engrenagem.

Outros ainda ficaram muito aflitos com a imagem que vamos dar de Portugal na Alemanha da srª Merkel, país onde terá lugar a final europeia desse moribundo e inócuo festival, que ganhou um novo interesse com o resultado português. Alguns já podem encontrar assim culpados para a subida dos juros impostos pelos agiotas das empresas de rating, ou para a imposição de medidas de “contenção” ainda mais severas que nos podem ser impostas pela suserana da Europa…mas que “parvos” que eles são!

E já agora convém aqui recordar uma outra canção vencedora desse festival, a célebre Tourada, que provocou reacções idênticas em 1973, então por parte dos esbirros do regime decadente e que cairia de podre no ano seguinte, empurrado por uns punhado de capitães determinados. A história não se repete, mas…este regime também já começa a cheirar a podre, mesmo com democracia e liberdade, embora cada vez mais ao serviço de uns tantos.

Mas a riqueza transgressora deste Carnaval não se ficou por aí.

Um grupo de jovens resolveu interromper o repasto (pago por quem, já agora?) de uns apoiantes de Sócrates para manifestar o seu descontentamento e foi recebido com a violência de uns jagunços da segurança do evento ( já agora, também, pagos por quem?) sobe o olhar alarve do “Primeiro”, que teve uma reacção de quem está a leste do paraíso, tentando gozar com a situação, relacionando-a com a época carnavalesca (veremos a resposta que terá no dia 12…), fazendo-me recordar a célebre cena de Caucescu (aliás um velho amigo do nosso PS…) acenando para uma multidão que o apupava e que ele julgava que estava ali para o apoiar, ou as ainda mais patéticas palavras de Kadaffi (outro amigo do Sócrates) comentando os recentes acontecimentos no seu país…

Mas, para a época terminar em beleza, temos, em pleno dia de cinzas, a tomada de posse de Cavaco Silva para o seu segundo mandato, quem sabe se a augurar um enterro à maneira do Entrudo em que Sócrates transformou este país…

sexta-feira, 4 de março de 2011

O ÚLTIMO CARNAVAL EM MONARQUIA - O CARNAVAL DE LISBOA DE 1910

"Aspecto do Chiado no final de Domingo"


"A Tuna de Valladolid em Lisboa"


"Na Avenida da Liberdade em Domingo Gordo"


"Carro da família Ponce"


"Três manolas"


"Na Avenida da Liberdade em segunda feira de entrudo"


"Um aspecto do Chiado em domingo gordo"


"O carro da Casa das Bengalas"


"Velhinhas de...10 e 8 annos"


"Carro das andorinhas"


"Cá está O Século"


"No baile infantil do Atheneu Commercial"


"As creanças no baile infantil do Club Hespanhol"


(reportagem fotográfica publicada na "Ilustração Portuguesa" nº 208 de 14 de Fevereiro de 1910, com fotografias de Joshua Benoliel)

Notícias Antigas do Carnaval Português

País formado por acção dos cristãos peninsulares contra o domínio muçulmano , é de crer que o Entrudo estivesse calendarizado desde tempos remotos.

Uma das primeiras referências ao Entrudo data dos tempos de D.Afonso III (1),num documento de 1252 citado por José Pedro Machado(2).

Contudo,o Entrudo deverá ser entendido aqui,mais do ponto de vista do calendário religioso, do que em relação com a "anormalidade" dos festejos carnavalescos.

A primeira referência concreta às brincadeiras caracteristicas da época só são conhecidas a partir do século XVI:

“ (859) Indo ele por uma rua um dia de Entrudo , tirou-lhe um mancebo com uma laranja e depois pôs-se a olhar para outra parte, para lhe fingir que outro lhe tirara . E D.Simão , virando e entendendo nele o artifício de que usava, disse-lhe:
“-Gentil-homem, vós de tirardes,tirai (3), mas não dissimuleis, que eu sou o que dissimulo”(4).

Vários documentos do tempo de D.Sebastião referem a realização de brincadeiras no entrudo, nomeadamente “lançando farelos” ou “jugando as farelladas” , brincadeiras que muitas vezes acabavam em violência(5) .

A violência nos festejos de rua atingiria tal proporção que um alvará de Filipe III , proibia as "laranjadas e brigas de Entrudo" nas ruas de Lisboa. (6).

A Igeja introduziu em 1608 o "jubileu das quarenta horas", durante os dias de carnaval , com o objectivo de retirar ao Carnaval o seu significado.

"No jubileu das quarenta horas que ainda se celebrava no tempo de D.João V, enfeitava-se a Igreja de São Roque "(em Lisboa) "com a maior pompa,l evantava-se na capela-mor uma pirâmide doirada e por cima dessa pirâmide, onde se expunha o Sacramento, via-se um Arcanjo que, por determinado artifício, abria e fechava as asas, ocultando ou descobrindo a custódia. (...)"
"No Domingo Gordo, saíam em procissão, os meninos que frequentavam as escolas , acompanhados pelos mestres.Na segunda-feira, outra procissão saía do Colégio de Santo Antão, organizada pelos estudantes desse colégio, levando cada classe um andor.
"Por fim,na Terça-feira de Entrudo, saía outra procissão organizada pela Congregação de Nossa Senhora da Doutrina de São Roque , levando a imagem num andor de prata, indo o rei a uma das varas do pálio, seguido da corte.Tudo isto entretinha o povo, desviando-o dos folguedos carnavalescos."(7).

Sobre o carnaval português do séc.XVIII , conhecem-se vários testemunhos da autoria de diversos estrangeiros que, acompanhando a moda literária da época, descreveram coloridos , curiosos , por vezes preconceitoosos relatos sobre os usos e costumes do Portugal oitocentista.

Uma das mais completas descrições deve-se à pena de Joseph-Berthélemy-François Carrère:

"(...)O Carnaval em Lisboa é muito triste;esta quadra,usualmente destinada aos divertimentos mais ou menos variados, mais ou menos animados, é aqui das mais monótonas do ano . As famílias não se associam, as reuniões de sociedade não são nem mais numerosas nem mais elegres do que é uso;não se dá notícia nem de festins, nem de assembleias,nem de música, nem de bailes, e o único divertimento a que esta gente se dá é o de molhar os transeuntes ou de ser encharcado pelos que estão às janelas.
"Nos oito últimos dias do Carnaval, principalmente nos três finais , os dias gordos , as mulheres de todas as graduações sociais, e particularmente as senhoras, conservam-se às janelas despejando sobre os que passam cartuchos de pó de talco, que se pega à cara e aos fatos de tal maneira que é difícil limpá-los.Munidas de bexigas de goma-elástica, seringas, garrafas , potes, cântaros, caçarolas, caldeirões, despejam água, por vezes copiosamente, sobre quem vai passando na rua - ao que os homens se associam algumas vezes .E já se poderá dar por feliz quem ficar apenas molhado, porque há quem apanhe na cabeça não só com a água, mas também com a vasilha que a contém.Houve alguém que viu uma fidalga, dama da corte, depejar a água por meio de uma grande bomba, cujo jacto era suficiente forte para derrubar um homem.
"Os portugueses, habituados a esta galanteria, resignam-se a nestes dias só vestirem fatos velhos ou casacões, abrigando-se debaixo de grandes chapéus-de-chuva .Os estrangeiros, menos conformistas, ripostam muitas vezes com pedradas. Assim, todos os anos por esta época há vidros partidos, discussões,brigas, pancadaria , quando não cenas de sangue, e até mortes, quando calha.
" As rondas ,ou patrulhas, constituídas por burgueses, percorrem as ruas, mas não lhes incumbe impedir este divertimento; pelo contrário, o que lhes compete é proteger os despejadores de água e impedir que sejam insultados.De resto, as próprias rondas não conseguem chegar ao termo da sua volta sem terem sido frequentemente regadas"(8) .

Um outro viajante famoso,Carl Israel Ruders, não só confirma as afirmações anteriores,como
acrescentava novas informações sobre o carnaval urbano português setecentista:

"À noite soltavam-se foguetes .Para evitar desordens, as ruas eram patrulhadas. A populaça amarrava os cães prendendo-lhes à cauda caçarolas velhas, panelas funis e outros objectos semelhantes, largando-os em seguida.O barulho aterrorizava os pobres animais, fazendo-os correr pelas ruas da cidade."(9).

Em 1817, o Intendente Pina Manique publicava editais proibindo os folguedos de carnaval.Só com o advento do liberalismo o carnaval lisboeta irá ganhar alguma importância .

Com a definitiva vitória dos liberais a caricatura política passa a estar presente nos festejos, tendo aparecido então a máscara mais famosa de Lisboa, o “xéxé", que caricaturava os miguelistas.

Eis uma descrição do carnaval burguês na Lisboa oitocentista :

"Nas salas que davam para as janelas, as criadas em azáfama enrolavam os tapetes e as esteiras, preparando-se os donos da casa para a luta que começava, em geral, por volta das duas horas da tarde.
"E vinham os cestos de ovos e de farinha, os cartuchos de pós de goma, os sacos de alqueire cheios de tremoços, as laranjas, as batatas, a luva com areia que tinha a missão de esborrachar o chapéu de quem passava e até fogareiros,tachos e alguidares partidos eram empregados na refrega.A assistência dos foliões variava.No Baile Nacional, à Guia,dançavam as costureiras e na Floresta Egípcia bailava a caixeirada e divertia-se a burguesia.
"Os divertimentos eram diabólicos ,como passamos a narrar: entrava-se em casa da vizinhança com as mãos cheias de cal e empoava-se o cabelo de toda a gente, estragando os fatos sem piedade.
"Besuntavam-se as escadas de sabão e os trambulhões eram certos. (...)
"Quem quisese apanhar uma moeda de prata do chão arriscava-se a grande vexame, porque a moeda estava presa a um cordel que se puxava no momento preciso.
"Das janelas faziam-se novas brutalidades.
"Despejavam baldes de água sobre quem passava e atiravam sobre os transeuntes tudo o que encontravam no caixote do lixo:folhas de couve,cascas de batata, ossos, espinhas,etc.(...)"(10).

Em oposição ao tradicional e desordeiro carnaval de rua começam a ganhar importância os mundanos bailes de carnaval promovidos pelas novas classes dirigentes.Destinguem-se então os burgueses"Bailes Públicos",dos Teatros S.Carlos (onde em 1809 se havia realizado o primeiro baile de máscaras autorizado),D.Maria e Trindade e no Casino Lisbonense e Circo Price,dos aristocráticos"Bailes Privados" organizados pela nova nobreza liberal.Destes,os mais famosos foram os organizados pelos Condes de Penafiel (no seu palácio da rua de S.Mamede ao Caldas, atingindo o seu auge em1865),Condes da Anadia,Marquês deValada,Marqueses de Viana (no seu palácio do Largo do Rato,que 1855 contou com a presença do rei D.Pedro V)ou pelo Conde deFarrobo(no seu palácio das Laranjeiras,sendo famoso o de 1843,oferecido a D.Maria II)(11).

Para o final do século ensaiam-se novas formas de festejar o carnaval de rua,com o aparecimento das"Batalhas de Flôres":à imitação do carnaval de Nice,ensaiou-se em Lisbo,no carnaval de 1887,uma batalha de flôres.No ano seguinte era organizada a perceito, em recinto fechado e pago(”na rua central da Avenida”).As receitas revertiam a favor da fundação de um hospital para tisicos e para o cofre de beneficencia da câmara municipal de Lisboa.O desfile teve lugar na tarde de 2ª feira de Carnaval.Tomaram parte no cortejo carruagens e carros decorados com flôres da época e arremeçavam-se projecteis feitos com vários tipos de flôres.Participou toda a alta sociedade de Lisboa.Um dos carros lançava sobre a assistência pequenos saquinhos de setim com bombons.(12).

As Batalhas de Flôres não eram,exclusivas da quadra carnavalesca."Batalhas de flôres" relizavam-se também por ocasião da quinta- feira da Ascensão, no início da Primavera .Pelo menos assim aconteceu em Lisboa em 1894(13).

Data do final do século XIX esta outra descrição do carnaval lisboeta :

"(...) é mania na nossa capital as mascaradas de chéchés e gallegos com castanholas. O carnaval em Lisboa é brutal, grosseiro, impudico .
"Chovem os tremoços, abatem-secochichos , qualquer cidadão leva um remoque ou é empulhado por qualquer mascara com um halito vinoso, repellente.Pelas ruas,trens repletos de marafonas semi-nuas,vomitando grosserias, fazem côro com os amantes, que escondem na facha a tradicional navalha.É um esborrachar de bisnagas inaudito, uma vozearia enjoativa de falsete, ou rouca como a buzina do Cabo Carvoeiro. Depois ... nos bailes dos theatros, rapazes inconscientes, suam n'um redopio doido as quadrilhas estafadas, ceiam nos gabinetes com firma de má nota e corrupta; esvasiam-se as algibeiras ... e o hospital espera-vos ... a tuberculose ameaça-vos ! "(14).

Em 1903 o carnaval de Lisboa tinha lugar durante 3 dias: domingo, 2ªfeira e 3º feira. Incluia a chegada do carnaval à estação do Cais do Sodré,bailes e desfiles de mascarados e de carros alegóricos, sendo atribuidos prémios aos melhores enfeites e às melhores máscaras.Havia também um rei do carnaval.(15).

Curiosament,o carnaval urbano de Lisboa, que serviu de modelo a outros carnavais,foi morrendo progressivamente ao longo do século XX,enquanto à sua volta íam crescendo e afirmando-se as festas de Carnaval,como as de Loures,Torres Vedras e Samora Correia a norte e Montijo,Sesimbra eSines a sul. Nos ultimos anos importantes festejos carnavalescos vão-se realizando, também,no Funchal,em Ovar,na Mealhada e em Loulé, este ultimo reivindicando -se como o mais antigo dos carnavais (tem a sua origem no ano de 1825).

Notas:

(1)regente desde 1245,reinou de 1248 a 1279
(2)José Pedro Machado ,na sua obra "Dicionário Etimológico de Língua Portuguesa" (2º vol.,ed.Livros Horizonte, 6ª edição de 1990 (1ª ed.1952),pág.413
(3)“ TIROU-LHE ; arremessou-lhe . DE TIRARDES , etc. : "quando a atirardes , podeis atirar ; mas é escusado fingir que o não fazeis , porque quem tem de fingir (que não foi atingido) sou eu"
(4)Fonte : Ditos Portugueses Dignos de Memória , autor anónimo , história íntima do século XVI (tempo de D.João III) anotada e comentada por José Hermano Saraiva , Publicação Europa-América ).
(5) (notícias referidas por Pedro de Azevedo no estudo “Costumes e Festas Populares dos Séculos XV e XVI” in REVISTA LUSITANA, Lisboa 1912 pp. 118-120).
(6)(Lourenço Rodrigues "Boémia de Outros Tempos" in ALMANAQUE , Lisboa Maio6)(6)(Lourenço Rodrigues "Boémia de Outros Tempos" in ALMANAQUE , Lisboa Maio de 1960 , pp.93 a 97)
(7)Lourenço Rodrigues, ob.cit. , p.97).
(8)(PP.48-49,J.B.F.Carrère -PANORAMA DE LISBOA NO ANO DE 1796 -ed.B:N:L,1989)..
(9)SANTOS , Piedade Braga ; RODRIGUES , Teresa S. ; NOGUEIRA, Margarida Sá , in LISBOA SETECENTISTA-vista por estrangeiros ed. Livros Horizonte, lx , 1987.p.65,citando Carl Ruders).
(10)(Lourenço Rodrigues , ob.cit. , p.96).
(11)(fonte Lourenço Rodrigues , ob.cit.).
(12)referência em “O Occidente”, p.46, nº330, 21 de fevereiro de 1888).
(13)”O Occidente”, p.107, nº1022 de 20/05/1907)
(14)(14). ( Martinho Torres , in "O Neophyto" , nº 4 , T.Vedras , 29 de Fevereiro de 1892). .
(15). (”O Occidente”, p.42, nº870, 28/02/1903).

Kadafi fala aos Portugueses



...É Carnaval, ninguém leva a mal....

quinta-feira, 3 de março de 2011

A Fotografia da Semana

Um teatro em Londres coloca cavalos verdadeiros em palco...

O CARTOON DA SEMANA - A "última moda" de Galliano..

(Fonte : The Telegraph)

UMA BOA NOTÍCIA - 9 - :Mais um prémio para o documentário “48” de Susana Sousa Dias - Cultura - PUBLICO.PT



Nem tudo se resume ao futebol, à política e às finanças.
Ao contrário daquelas àreas, Portugal continua a revelar jovens talentosos na cultura, na ciência, na investigação e noutros desportos para lá do futebol.
É esta gente que nos faz continuar a acreditar que este país ainda tem muito para dar.
O documentário agora premiado é sobre a tortura durante o "Estado Novo", um período que tem sido alvo de várias tentativas de branqueamento e que este filme pretende recordar com verdade.

LÍBIA - AS PAREDES DA LIBERDADE



As caricaturas de Kadafi invadiram as paredes das primeiras cidades livres da Líbia.

Os regimes ditatoriais dão-se mal com o humor, principalmente se este põe em causa o próprio regime ou as suas figuras.

A Líbia não era excepção e a forma como as caricaturas de Kadafi se espalharam pelas paredes das cidades libertadas são bem o sintoma de um desejo de manifestar uma atitude que estava contida pelo medo em ridicularizar o ditador.

Os exemplos que aqui divulgamos foram publicados pelo jornal espanhol ABC.





quarta-feira, 2 de março de 2011

UMA BOA NOTÍCIA - 8 - :Há 902 entidades candidatas ao seu IRS este ano.



Ainda há muita gente que desconhece que pode canalizar uma percentagem daquilo que paga de IRS para apoiar vários organismos e entidades com actividade solidária e social.
Neste artigo pode saber como o fazer e consultar a lista de entidades que pode apoiar.
Pessoalmente já o faço há três anos, apoiando a AMI.
pelo menos uma parte dos nossos impostos pode ser bem utilizada.

UM POUCO DE HISTÓRIA DO CARNAVAL BRASILEIRO:Carnaval: a festa acontece nos quatro cantos do país


Carnaval: a festa acontece nos quatro cantos do país Acervo Digital - VEJA.com (clicar para ver página).


A conhecida revista brasileira "Veja" publica um intererssante artigo sobre a história do Carnaval brasileiro, sendo possível consultar vários artigos publicados por essa revista, sobre esse tema, ao longo de pouco mais de 40 anos.

Uma reportagem fotográfica pelos territórios livres do Líbano

No dia em que Kadafi lança uma ofensiva militar contra as cidades rebeldes do leste, cujo desfecho pode ser decisivo para o regime, divulgamos aqui uma reportagem fotográfica do fotógrafo Sean Smith, do The Guardian, junto dos rebeldes das cidades livres de Benghazi e Brega:






terça-feira, 1 de março de 2011

Teixeira dos Santos chamado a Berlim .


Teixeira dos Santos chamado a Berlim - Economia - DN (clicar para ler notícia).

Afinal...quem manda na Europa? É o parlamento europeu, o único orgão europeu com legitimidade democrática dada pelos cidadãos europeus? É Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia? É o senhor Rom...qualquer coisa, o presidente de ...qualquer coisa europeia? ou será o patético sr.Trichet, presidente do Banco Central Europeu?...ou o colectivo de líderes dos 27?...
...Nada disso! Quem manda mesmo é a srª Merkel, com um poder sobre a Europa com o qual nem o Hitler sonhou.
É assim que se pode interpretar esta chamada "ao gabinete da srª reitora", à qual Sócrates e agora Teixeira dos Santos obedecem sem um mínimo de dignidade e de forma vexatória.
E já agora, o que acontecia se não obedecessem "à voz do dono"? Tinham falta? eram suspensos dos seus cargos políticos? eram expulsos da Europa?deixavam de receber vencimento?
Que grande palhaçada em que se transformou a União Europeia!

O "Star System" está de Luto: Actriz Jane Russell morre aos 89 anos.



O "Star System" está de luto com o falecimento hoje de Jane Russell, a morena do filme "Os Homens Preferem as Loiras", que andou a partir os corações dos nossos pais e avós.
Reproduzimos aqui um conjunto de fotografias, publicadas pelo The Guardian, que ilustram a vida dessa grande actriz, que marcou o mundo do cinema nos anos 40 e 50 do século passado: