Pesquisar neste blogue

terça-feira, 19 de abril de 2011

FILMES DUMA VIDA - 12 - BEM-VINDO AO NORTE

Ingenuidade, Errro ou facciosismo? - Partidos à esquerda do PS recusam encontro com 'troika'


O encontro com a "troika" seria uma boa oportunidade para a esquerda, de olhos nos olhos, dizer aquilo que pensa da austeridade e das causas das dificuldades financeiras do país.
Seria também um oportunidade de, olhos nos olhos, denunciar a entrega do BCE à especulação dos mercados e das decisões dos piratas das agências de rating.
Seria ainda uma oportunidade de, olhos nos olhos, alertar para as gritantes desigualdades na distribuição das medidas de austeridade.
Por último, seria uma óptima oportunidade de, olhos nos olhos, apresentar propostas concretas para desenvolver o país e defender os trabalhadores das medidas de austeridade.
Infelizmente continuamos a ter uma esquerda de visão curta e sectária.
Com essa atitude a CGTP vai ser uma voz isolada na defesa de quem trabalha e produz e vai dar espaço ao oportunismo concertado entre as centrais patronais para defender a redução do Estado Social, a redução dos salários, o congelamento das pensões e o adiamento do aumento do salário mínimo, tudo aquilo que a "troika" quer ouvir.
...e depois não se venham queixar.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

FILMES DUMA VIDA - 11 - "Blade Runner (1982)"

Esta pode ser "A BOA NOTÍCIA": Ramos Horta defende que o Brasil, Angola e Timor devem comprar dívida portuguesa para moralizar os mercados.

Fonte: Agência Lusa , Publicado em 18 de Abril de 2011

“O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, defendeu hoje que o seu país, juntamente com Angola e o Brasil, devem negociar diretamente com o próximo governo português a compra de dívida, para moralizar os mercados

“Ramos-Horta defende uma concertação de esforços entre Brasil, Angola e Timor-Leste, e eventualmente Moçambique, para comprar dívida portuguesa, negociando diretamente com Portugal.

"Vamos aguardar pelas eleições. Em período eleitoral seria absurdo fazermos algo, com os constrangimentos de um governo em gestão, naturalmente mais preocupado com as eleições. Vamos aguardar pelo novo governo que sair do dia 5 de junho", declarou em entrevista conjunta à Lusa e RTP.

“O Presidente timorense considera que "é a oportunidade de intervir para moralizar o mercado financeiro internacional" e dar substância à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), "que não se pode ficar por declarações de intenção no final das cimeiras de chefes de governo e chefes de estado".

"Havendo condições para a CPLP intervir com visibilidade e com impacto vamos intervir. Por isso espero que o Brasil tenha a mesma visão e sentido de estado. O Brasil tem defendido ao longo dos últimos anos uma nova ordem económica internacional mais justa e esta é a altura de fazermos por isso", sustentou.

"Quanto a Angola, não me parece que haja dificuldades, até porque já está a investir fortemente em Portugal. Timor-Leste, claro que com uma dimensão muito menor, também tem alguma liquidez", disse.

“José Ramos-Horta esclareceu que o plano não é comprar dívida portuguesa a um ano, o que na sua perspetiva seria participar na especulação e não ajudaria em nada a economia portuguesa.

"O que defendo é um investimento concertado a cinco e a 10 anos, com um juro comercial negociado diretamente com Portugal. Contando com o peso do Brasil, com isso conseguiríamos arrastar para baixo o juro elevadíssimo que é praticado e que está a minar as finanças portuguesas", esclareceu.

“Para o Presidente timorense, a concretizar-se esse plano, será um marco na história financeira mundial.

"Serão três países do terceiro mundo a fazer baixar os juros insustentáveis que são impostos a um país europeu amigo, e sem prejuízo do nosso interesse porque o juro a cobrar seria superior ao que temos vindo a receber das aplicações no tesouro americano", conclui”.

Esta pode ser uma alternativa à decadente Europa e, a prazo, ao moribundo euro.
Assim haja vontade e imaginação por parte dos nossos políticos. Infelizmente estes fazem parte do problema.
É bom recordar que Portugal existe como país porque fez o seu caminho à margem da "Europa".
Agora que a Europa representa tudo o que existe de mais degradante e decadente do ponto de vista social, político e económico e que não passa do tão sonhado "espaço vital" dos alemães, países com Portugal só têm a ganhar se procurarem alternativas fora da Europa e, a prazo, fora do euro.
E estamos muito melhor que a maior parte dos países europeus, pois temos o privilégio de privar com países como o Brasil, Angola e, por, intermédio de Timor e Macau, com a China e o continente asiático.
Se continuarmos agarrados à Europa, vamos afundar-nos com ela .
O futuro está na CPLP e, em conjunto com a Espanha, nas relações com a comunidade de países latino-americanos.
Deixemo-nos de "tretas" e vamos procurar solução fora dessa Europa dos egoismos nacionalistas.
Continuar na "Europa" espera-nos a miséria, económica, social, política e cultural, até talvez a guerra.
As crises podem ser uma oportunidade. Vamos repensar este país e preparar alternativas à "Europa" e ao euro.
Foi sempre a procurar alternativas à Europa que Portugal singrou.
Temos o nosso "espaço vital" que é o mar. Temos o nosso trunfo nas relações com o mundo, que é a língua.
Só é preciso vontade!





domingo, 17 de abril de 2011

FILMES DUMA VIDA - 10 - "M" Fritz Lang

oh pr'á "solidariedade" europeia e pr'á europa a desagregar-se: Francia bloquea trenes desde Italia para impedir la llegada de emigrantes ·

~

Francia bloquea trenes desde Italia para impedir la llegada de emigrantes · ELPAÍS.com (clicar para ler).

Mais uma machadada na "solidariedade" europeia.
...e Portugal ainda tem alguma coisa a esperar desse bando de líderes incompetentes em pânico perante as finanças e a sociedade?
Leiam o artigo de Ramos Horta hoje no Público e talvez encontrem aí a solução para o país, sem necessidade de estar à espera da "ajuda" europeia. Portugal existe porque se virou para o Atlântico.
A Europa destruiu a nossa economia e invadiu-nos de ilusões e consumismo
A Europa é secundária, agora cada vez mais...

FOTOS DA SEMANA - A mesma composição, dois mundos opostos

(Criança trabalhadora na Índia.Fotografia de  Danish Siddiqui/Reuters)

(Ciclista na City de Londres, fotografia de Toby Melville/Reuters)

Vistas de cima estas são duas realidades que espelham as grandes desigualdades do nosso mundo e do nosso tempo.