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quinta-feira, 18 de junho de 2020

COVID-19 – Outra Maneira de Olhar para os Números (11ª Semana)

Aqui registamos, pela 11ª semana consecutiva, a   evolução da mortalidade do COVID-19 ao longo da última semana, a que decorreu entre o dia 11 e o dia  18 de Junho, a partir dos  dados hoje publicados no site da Organização Mundial de Saúde.

Continuamos a ter por base um grupo de 35 de países.

(Podem clicar AQUI para melhor comparar com a situação anterior e poderem ligar 10 post’s anteriores).

Começamos, como é habitual, pela lista do número de mortos registados até à data de hoje, embora os dados possam ter um atraso de um ou dois dias:

TOTAL DE MORTOS POR COVID-19 em todo o MUNDO – 444 813 mortos;

Estados Unidos – 116 702;
Brasil – 45 241;
Reino Unido – 41 969;
Itália – 34 405;
França – 29 481;
Espanha – 27 136;
Índia – 12 237;
Bélgica – 9 663;
Irão – 9 185;
Alemanha – 8 830;
Canadá – 8 213;
Rússia – 7 478;
Holanda – 6 070;
Suécia – 4 939;
Turquia – 4 842;
China – 4 645;

MÉDIA MUNDIAL POR PAÍS – 2 281; 

Irlanda – 1 709;
Suíça – 1 677;
África do Sul – 1 674;

PORTUGAL – 1 522;

Japão – 935;
Áustria –  681;
Dinamarca – 598;
República Checa – 331;
Finlândia – 326;
Israel – 302;
Coreia do Sul – 280;
Noruega – 242;
Grécia – 185;
Austrália – 102;
Cuba – 84;
Singapura – 26;
Nova Zelândia – 22;
Islândia – 10;
Palestina – 5.

Registaram-se algumas subidas no trágico “raking” da mortalidade, com o Brasil a tornar-se o segundo país com mais mortos, a Índia a aproximar-se do topo, a Suécia a ultrapassar a Turquia e Portugal a ser ultrapassado pela África do Sul e o Irão a ultrapassar a Alemanha e a Irlanda a ultrapassar a Suíça.

Um outro modo de olhar para esses números é observar o crescimento percentual de mortes registadas ao longo desta semana, podendo observar os países onde esse crescimento é maior, mais rápido e mais preocupantes e aqueles que registam um maior abrandamento:

Situação “descontrolada” (crescimento semanal acima dos 15%):

Índia – 51,40;
África do Sul – 38,34%;
Brasil – 17,79;
Rússia – 17,61;

com uma velocidade de crescimento “preocupante” (entre 15% e 7%):

Irão – 7,98;

“Velocidade” média MUNDIAL – 7,81% (7,47% na semana anterior);

Evolução “lenta” mas ainda perigosa (entre 7 e 3,5%):

Suécia – 4,70;
Israel – 4,56;
Estados Unidos – 4,21;
Canadá – 4;

Singapura – 4 (situação enganadora, pois parte de um crescimento baixo, de 25 para 26);

Ritmo aceitável, mas ainda não controlado (crescimento entre 3,5 e 2%):

Turquia – 2,38;

PORTUGAL – 2,01 (3,89% na semana anterior);

A caminho da “extinção” (entre 2 e 1%):

Japão – 1,63;
Coreia do Sul – 1,44;
Áustria – 1,33;
Noruega – 1,25%;
Cuba -1,20;
Alemanha – 1,15;
Irlanda – 1,06;
Grécia – 1,09;

A “finalizar” (entre 0 e 1%) ou “Extinto” (0%)

República Checa – 0,91;
Suíça – 0,90;
Dinamarca – 0,84;
Reino Unido – 0,76;
França – 0,74;
Holanda – 0,62;
Finlândia – 0,61;
Bélgica – 0,45;
Itália – 0,005;
Nova Zelândia – 0;
Austrália – 0;
Palestina – 0;
China – 0;
Islândia – 0;
Espanha – 0;

No geral regista-se um abrandamento na velocidade de crescimento, embora, a nível mundial, se tenha registado um ligeiro crescimento, mercê de um aumento em países com uma grande base demográfica .

A Índia passou a liderar a velocidade de crescimento.
Também o Irão registou uma subida no ”patamar” de crescimento

De registar o crescimento do número de países que registaram uma mortalidade próxima dos 0%, ou mesmo sem mortos a registar.

Mesmo as situações de Cuba e  Singapura são enganadoras, referindo-se a um único morto a mais numa semana.

Sendo assim podemos considerar a epidemia práticamnete extinta em 17 países, cerca de metade dos 35 países analisados.

Portugal continua a descer a sua velocidade de mortalidade de forma significativa, juntando-se aos países de “ritmo aceitável” embora ainda não controlado.

Contudo é o segundo país europeu, a seguir à Suécia, a crescer mais, embora menos que na semana anterior.

É significativo a quase estagnação no número de novos casos mortais nalguns dos países europeus mais atingidos.

Existe uma outra forma de observar os dados da mortalidade, a percentagem de falecidos em relação ao total de infectados, que pode ser revelador da melhor ou da pior resposta do Sistema de Saúde de cada país, da melhor ou pior actuação das autoridades, sem esquecer ainda outros factores que podem interferir, como a capacidades imunológicas da população, hábitos, envelhecimento, clima ou genética.

Situação “negativa e trágica” (mortalidade acima dos 10% dos infectados):

França – 19,26 % de mortos em relação ao número de infectados registados;
Bélgica – 16,06;
Itália – 14,48;
Reino Unido – 14,07;
Holanda – 12,36;
Espanha – 11,10;

Situação “preocupante” (entre os 10 e os 5%):

Suécia – 9,26;
Canadá – 8,25;
Irlanda – 6,74; BCG
Grécia – 5,87; BCG
Estados Unidos – 5,48;
China – 5,47;

Média MUNDIAL – 5,40;

Suíça -5,39;
Japão – 5,29;

Situação “aceitável” (entre 5 e 2,5%) :

Brasil – 4,90;
Dinamarca – 4,88;
Alemanha – 4,71;
Irão – 4,70;
Finlândia – 4,58;

PORTUGAL– 4,07; BCG

Áustria – 3,98;
Cuba – 3,68;
Índia – 3,33;
República Checa – 3,27; BCG
Noruega – 2,80;BCG
Turquia – 2,67;

Situação “boa” (abaixo de 2,5%):

Coreia do Sul – 2,28;
África do Sul – 2,03;
Nova Zelândia – 1,90;
Israel – 1,57;
Austrália – 1,38;
Rússia – 1,35;
Palestina – 0,67;
Islândia – 0,55; BCG
Singapura. 0,06.

Este é um dos quadros que melhor consegue aferir sobre a eficácia na resposta à crise.

Mais uma vez é muito positiva a posição de Portugal, que consegue estar melhor do que países como a Holanda e a Suécia (dois mitos com “pés de barro” e em situação muito preocupante), ou que a Grécia, a Dinamarca, a Finlândia ou a Alemanha, países geralmente apontados como “exemplares”, e pouco pior que a Áustria.

Muitos países registaram algumas melhoras neste ítem, em parte pelo aumento de testagem que, aumentando o número de infectados, manteve o ritmo da mortalidade

Contudo, estes números podem incorrer em erro, tendo em conta algumas falhas e algumas diferenças na forma de contabilizar os infectados ou registar os mortos por COVID-9.

Por isso, devemos cruzar aquela informação com o último quadro, onde se registam os números de mortos por cada 100 mil habitantes, dados que, apesar de mostrarem melhor a realidade comparada, podem ser “contaminados” pela base demográfica e pela dimensão de alguns países, disfarçando a gravidade da situação, muitas vezes concentrada apenas em certas zonas, como é o caso do Brasil.

Assinalamos pela primeira vez,  em itálico, os países com uma dimensão demográfica idêntica a Portugal (com, entre 7 milhões e 18 milhões de habitantes):

Bélgica – 84,35 mortos por cada 100 mil habitantes;
Reino Unido – 63,55;
Espanha – 58,06;
Itália – 56,68;
Suécia – 48,31;
França – 44,00;
Estados Unidos -35,50;
Irlanda – 35,18;
Holanda – 34,77;
Canadá – 21,60;
Brasil – 21,52;
Suíça – 19,66;

PORTUGAL – 14,78;

Irão – 11,17;
Alemanha – 10,64;
Dinamarca – 10,29;
Áustria – 7,68;
Finlândia – 5,90;
Turquia – 5,82;

MÉDIA MUNDIAL – 5,76;

Rússia – 5,09;
Noruega – 4,50;
Israel – 3,28;
República Checa – 3,09;
África do Sul – 2,84;
Islândia – 2,73;
Grécia – 1,72;
Índia – 0,89;
Cuba – 0,74;
Japão – 0,74;
Coreia do Sul – 0,54;
Singapura – 0,45;
Nova Zelândia – 0,44;
Austrália – 0,39;
China – 0,33;
Palestina – 0,10.

Este tipo de observação parece, contudo, distorcer bastante a realidade, “beneficiando” principalmente os países de grandes dimensões, devido à concentração regional dos surtos, com acontece, por exemplo, com o Brasil e a Rússia.

Neste quadro Portugal não se sai tão bem como nos anteriores, apesar de a mortalidade ser relativamente baixa, mas mantendo-se próximo de países ditos “exemplares” como a Alemanha, a Dinamarca ou a Áustria.

Em relação à semana anterior é de registar o agravamento da situação em países como a Irlanda, os Estados Unidos, o Brasil, o Irão, a África do Sul e a Índia

Sem mais comentários, fiquem com os dados e tirem as vossas conclusões.

Voltaremos para a semana com nova análise dos dados.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

domingo, 14 de junho de 2020

O regresso dos “Meninos Rabinos Pintores de Paredes”.


“Meninos Rabinos Pintores de Paredes” era a  designação irónica como eram tratados pelos adversários políticos os militantes de um  dos partidos mais extremistas do PREC, o MRPP (“Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado”) que considerava o PCP um partido “burguês”, “revisionista”, “traidor da classe operária” e do “marxismo-leninismo”, numa palavra, “social-fascista”.

O MRPP fazia jus de exibir Stalin ou Mao Tsé Tung como verdadeiras estrelas pop.

Para isso recorria à pintura de grandes murais heroicos, idealizando uma classe operária dirigida pelos “heróis” nacionais do momento, substituindo muitas vezes as figuras de Stalin ou Mao pelos líderes nacionais do MRPP ou pelos políticos que esse partido apoiava em determinadas conjunturas, chegando, no limite do absurdo, a colocar Ramalho Eanes a figurar como “líder” dessas multidões idealizadas (fanatizadas, diríamos nós!).

A maior parte dessas pinturas inspirava-se nos grandes murais da China maoista, parecidos com os que vemos actualmente na Coreia do Norte, chegando ao absurdo de muitas desses murais representarem os “operários” e “camponeses”, pretensamente portugueses, de olhos em bico.

Seja como for, alguns desses murais eram verdadeiras obras de arte, bem pintados, símbolos de uma época convulsiva.

Infelizmente, muitos desses magníficos murais acabaram vandalizados e destruídos, alguns substituídos por painéis publicitários de gosto duvidoso, ou destruído pela voragem urbanística dos tempos do cavaquismo, ou simplesmente apagados e pintados de branco, quando deviam ter sido preservados pela sua qualidade estética e como documentos vivos de uma época.

Esta recordação vem a propósito da recente onda de vandalismo contra a estatuária pública ou com o regresso de pichagens políticas, estas de cariz racista, de sinal contrário do acima citado.

Apagar vestígios públicos de momentos políticos ou de figuras controversas é uma situação frequente em momentos históricos mais agitados.

Aconteceu no pós 2ª Guerra com os vestígios do nazi-fascismo,  nos anos 70 em Portugal e Espanha com os vestígios do salazarismo e do franquismo, e nos anos 80 no leste da Europa com os vestígios dos ícones comunistas.

Há, contudo, uma grande diferença quando esses símbolos são destruídos na voragem do momento histórico, símbolos de uma presença incómoda, pela tragédia que representam, como os símbolos  do nazismo ou, mais tarde, do stalinismo, ou do colonialismo nos países descolonizados, de quando a ignorância se sobrepõe à racionalidade desses actos e varre tudo à sua passagem, como aconteceu em Portugal com a vandalização da estátua do Padre António Vieira.

A estátua é uma alegoria infeliz, que ofende a memória do próprio Jesuita, defensor dos  índios e critico dos excessos da escravatura, esteticamente aberrante e conservadora, mas é o que existe e, por isso, mesmo de gosto estético duvidoso, contribui para, no mínimo, nos lembramos de um dos homens mais importante da cultura portuguesa.

O mesmo podemos dizer de muita “arte pública” por esse país fora.

Nada justifica, muito menos em regime democrático, a vandalização dessa arte pública só porque não gostamos dela ou discordamos do seu conteúdo.

Em democracia deve discutir-se a pertinência dessa arte pública, pode decidir-se a sua remoção para um museu ou para outro local, mas nada justifica a sua destruição ou vandalização.

O mesmo podemos dizer dos actos de vandalismo e de ofensa pública representada por pichagens em monumentos ou edifícios, onde os autores se escondem no anonimato cobarde.

É também curioso a forma ideologicamente selectiva como alguns comentadores nas redes socias se referem a esses actos de vandalismo.

Estou curioso em conhecer a opinião dos ditos quando esses actos de vandalismo são praticados em cemitérios judeus, um pouco por toda a Europa, nas estátuas de pensadores de esquerda, nas sedes de partidos de esquerda, ou em relação às recentes pichagens de repugnante cariz racista.

Haja coerência.

Vandalismo é vandalismo, seja de “esquerda” ou de “direita”!

sexta-feira, 12 de junho de 2020

O Cartoon da semana


O Respigo da Semana : "A Destruição das Estátuas", por Jaime Ceia


(Bansksy)

“A DESTRUIÇÃO DAS ESTÁTUAS

“A chamada “psicologia das massas” não é muitas vezes mais do que a expressão descontrolada de variados instintos individuais que encontram no anonimato do grupo o campo da desresponsabilização individual e, frequentemente, um palco para a falta de coragem camuflada através do vandalismo descontrolado.

"Enroupadas em acções de protesto esses excessos parece ganharem uma legitimidade que, muitas vezes, desacredita a própria acção e acaba por desvendar mais os medos e as frustrações individuais do que a razão dos protestos. Os media e as redes sociais contribuem para enfatizar e ampliar a necessidade de agir em nome seja do que for – única e simplesmente porque surge essa pulsão de correr a integrar-se no no man‘s land em que se torna a multidão nestes casos. 

"Esta energia colectiva alimenta tanto as boas como as más intenções.

"Sim senhor, a barbaridade (mais uma) da polícia contra o negro americano precisa de ser denunciada, as manifestações de racismo e o exarcebar das diferenças sociais e económicas das populações exigem formas organizadas de reacção e de políticas públicas escrutinadas. 

"No entanto, agora a coisa virou histeria e espectáculo, no derrube e destruição de dezenas de estátuas em diversos países do mundo – maxime nos EUA. Critérios? Vagamente expressos como sendo aquelas figuras de bronze ou pedra antigos defensores da escravatura, do colonialismo, do racismo, ou de outra iniquidade qualquer, de preferência em tempos longínquos. Não é necessário fazer prova de nada, basta seja o que for para justificar a “justa indignação” e o pôr em prática as consequências da “justiça popular”. Bóra lá, malta, isto é como ir para o estádio chamar filho da puta ao árbitro: facilidade e impunidade. 

"Fora com a rainha Vitória, Cristóvão Colombo, os confederados (são 11) no Capitólio americano, etc. etc. e o mundo fica mais limpo! A merda da História ou o que com ela nos relaciona vai para o caixote do lixo ou para o fundo do mar, que o que nós precisamos hoje não é de reflexão e de crítica, mas da velocidade da acção, do imediatismo do dia a dia e da radicalidade escondida atrás da sombra das multidões (finalmente) indignadas – sem consequências que se vejam a não ser a destruição. É difícil responsabilizar justa e equitativamente cinco centenas (ou cinco milhares) de cidadãos...

"Geralmente são os infiltrados que contribuem para os desmandos mais violentos e, sendo isso verdade em quase todos os casos, a realidade dá-lhes acolhimento e as consequências caem sobre todos – os que destroem e os outros.

"Lamento, mas não, não concordo com a destruição das estátuas dos colonialistas, como forma de equacionar o problema do colonialismo. Onde isso nos pode levar! Recolher piedosamente aos armazéns da república as estátuas do Salazar, muito bem – é consequência do assumir livre de um novo status político, de forte valor simbólico e representativo e não consequência da turbamulta fanatizada que vibra ao cheiro do sangue. Eu sei que é discutível. Discuta-se.  

“AGORA FOI O PADRE ANTÓNIO VIEIRA 

“No largo Trindade Coelho apareceu vandalizada com tinta vermelha a respectiva estátua.

"Quem o fez sabe quem foi o homem? Não querem saber, sabem vagamente que andou pelo Brasil, achando por isso que andou a colonizar e escravizar (?) os índios. Dispenso-me de aqui descrever a sua acção. 

"A verdade é que este vandalismo de ontem não difere muito de outros factos similares. A estupidez contra esta estátua é a mesma, por exemplo, da pinchagem permanente e repetida sobre a escultura de Artur Rosa (uma peça lindíssima de arte contemporânea), implantada em 1999 num extremo da Avenida Conde Valbom, perto da Gulbenkian. Trata-se de uma estrutura metálica formando um arco de grandes dimensões com um conjunto de cubos em aço inox, de vermelho vivo, diríamos abstracta e de significados múltiplos. É a ignorância que move a vontade e as mãos que grafitam aquilo como se a coisa não valesse nada.

"A mesma ignorância que ataca, vezes sem conta, a peça representando Eça de Queiroz e uma senhora desnudada, perto do Chiado, ao ponto de ter sido retirada e substituída por uma réplica. 

"Não merecem nada, estes imbecis, e chamam com desprezo elitistas aos que estudam, aos que abominam a ignorância complacente e respeitam a diferença.  

"Bom, mas agora somos um povo moderno e não bacoco, já acompanhamos o que de novo se faz lá fora, porra! Estamos à la page! Estamos in! Já não somos os desvalidos macambúzios do tempo do Salazar, vamos para a rua, engrossamo-nos no Bairro Alto e vandalizamos justamente as estátuas dos esclavagistas. Só nos falta um polícia a asfixiar com o joelho no pescoço um desgraçado qualquer apanhado na rua, distraído. Lá chegaremos, portugueses, continuem que estão a ir bem”. 

(In NOVÌSSIMAS NOTÍCIAS DO BLOQUEIO de 12 /6/ 2020, por  Jaime Aurelindo Ceia)