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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O FIM DA EUROPA ÀS MÃOS DO TERRORISMO FINANCEIRO...


Um dos momentos mais dramáticos e emblemáticos dos ataques terroristas de 11 de Setembro foi a atitude dos passageiros do voo 93:
Sabendo o que se estava a passar, decidiram, depois de votarem democraticamente, atacar os piratas do ar. Acabaram por morrer à mesma, mas o seu acto colectivo e corajoso impediu uma tragédia ainda maior.
Esse acto representou o começo da guerra aos terroristas da Al-Qaeda. Infelizmente a forma como  agiram não serviu de modelo à forma como a liderança política neo-conservadora dos Estados Unidos reagiu à crise.
Ultrapassando o poder de decisão colectiva e democrática, quer interna quer externamente, agiu de forma cega e irracional, desrespeitando os Direitos Humanos em Guantanamo e em prisões secretas, atacando um Iraque que nada tinha a haver com o assunto, desrespeitando e esvaziando o poder de uma ONU, provocando quase 200 mil mortos, entre civis e militares, ao longo destes dez anos, e lançando o mundo num clima de violência e desumanidade. Bin Laden não teria feito melhor!!
Em contrapartida pouco se  fez para combater o que alimenta o terrorismo: o seu financiamento e o tráfico de armas que está por detrás dele.
É que mexer nesses dois factores ia por em casa e desmascarar a forma como os mercados financeiros e a industria de armamento são, no mínimo, coniventes com o terrorismo internacional.
Um rigoroso controle das operações especulativas financeira, a maior parte com origem no branqueamento de capitais oriundos de actividades criminosas, ou do tráfego de armamento, iria desmascarar a origem de muita riqueza dos meios financeiros ocidentais.
Aliás, a  desumanidade da atitude actual desses mercados financeiros não é muito diferente dos actos desumanos da Al-Qaeda e outros bandos terroristas.
Metaforicamente, a Europa é hoje alvo de um violento ataque terrorista por parte dos mercados financeiros, cujo poder económico só pode ter origem na fuga aos impostos para os paraísos fiscais e off-shores, no branqueamento do dinheiros do crime e no tráfico de armamento , no crime ambiental e na aliança com ditaduras que não  respeitam os mais elementares direitos humanos, mas garantem mercados para os seus capitais, como a China, ou desrespeitam os mais elementares  direitos sociais, como a índia, ou, no caso dos meio financeiros portugueses, associando-se à corrupta oligarquia Angolana.
Metaforicamente, as ridículas e anti-democráticas lideranças europeias reagem ao contrário daqueles corajosos passageiros: em vez de atacar os terroristas das empresas de rating, os terroristas dos mercados financeiros e os seus aparelhos ideológicos nalguma comunicação social, onde se procura convencer os cidadãos europeus de que não existem outras soluções que não sejam as da destruição dos seus direitos e o assalto ao rendimento do trabalho, tudo fazem para agradar aos mesmos terroristas, para evitar que esses terroristas de colarinho branco se enervem, ao mesmo tempo que, em vez de agir colectivamente e concertadamente contra esses terroristas, cada um procura salvar-se como quiser...é como se aqueles passageiros, em vez de tomarema a atitude que tomaram, tivessem servido umas chávenas de chá aos terroristas para os demover dos seus intentos...
Tanta cobardia e falta de responsabilidade social e democrática por parte das lideranças europeias, já enjoa. É tempo dos cidadãos europeus, tal como aqueles anónimos passageiros, tomarem nas suas mão o combate ao terrorismo financeiro...

FILMES DUMA VIDA - 92 - "Nada a Declarar"


Um divertido retrato do "espírito" Europeu...

O Cartoon da Semana

(cartoon de Elroto. Fonte: El País)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O Outro 11 de Setembro:

O ÚLTIMO DISCURSO DE SALVADOR ALLENDE:


O 11 de Setembro já era uma data negra antes do ataque às Torres Gémeas.
Em 1973 uma coligação de grandes empresas multinacionais, de militares anti-democráticos e dos antepassados do neo-conservadorismo norte-americano iniciam um banho de sangue no Chile de Salvador Allende.
Salvador Allende foi um dos últimos socialistas autênticos.

Torres Vedras: É hoje entregue uma petição, com 7 mil assinaturas, contra instalação de aterro sanitário:

domingo, 11 de setembro de 2011

O "Meu" 11 de Setembro


Ao longo das nossas vidas são poucos os acontecimentos, entre os vividos pessoalmente e aqueles que se passaram no mundo à nossa volta, que conseguimos recordados com nitidez.
O primeiro grande acontecimento de que me lembro foi o assassinato do presidente John Kennedy, tinha eu quase sete anos. Recordo-me das imagens a preto e branco na televisão do momento em que o presidente era atingido, dos títulos dos jornais e dos comentários em casa.

O segundo grande acontecimento de que me recordo foi o da chegada do homem à Lua, em 1969, já tinha então 13 anos. O meu pai acordou-me no início da madrugada e recordo-me de ver Armstrong a caminhar em solo lunar e ver Aldrin a descer para se juntar a ele.

Mas muitos desses acontecimento foram vividos como factos distantes, sem impacto directo no nosso dia a dia.

Mais raros são aqueles acontecimentos que viram a nossa vida do avesso, e, tirando os pessoais, recordo-me de dois em especial: o 25 de Abril e o 11 de Setembro.

Do 11 de Setembro, recordo-me que nessa terça-feira negra não tinha ligado a televisão  para ver o noticiário à hora do almoço. Tínhamos decidido deixar de o fazer  para não sujeitarmos a nossa filha, a dois dias de fazer 3 anos, à visão das imagens macabras, mostradas e comentadas até à exaustão em todos os noticiários, do assassinato de um grupo de portugueses no Brasil ou do rescaldo do acidente de Entre-os-Rios.

Depois de almoço liguei o computador para fazer umas buscas na internet, seriam quase três horas da tarde. Então tinha de ligar um cabo ao telefone e só depois, ao fim de uma longa espera, conseguia entrar na net.

Quando esta abriu apareceram umas notícias que eu inicialmente atribui a uma qualquer campanha publicitária agressiva e de mau gosto, onde se falava de dois aviões que se tinha despenhado sobre as célebres Torres Gémeas.

Aquilo pareceu-me de tal modo fantasioso, que andei à procura no texto de um qualquer desfecho de tipo publicitário. Mas não encontrava nada e então, em descaro de consciência, convencido que aquilo era mais uma aldrabice da net, liguei a televisão e deparei-me com aquele cenário dantesco. A partir daí não mais larguei o televisor e ainda hoje não sei quais foram as imagens que vi em directo e aquelas que eram repetidas em diferido até à exaustão.

E foi assim que o 11 de Setembro  foi o primeiro acontecimento de que tomei conhecimento via  internet.

Ainda hoje penso no horror vivido pelas pessoas que viajavam nos aviões ou naquelas que ficaram encurraladas nas Torres.

A imagem que mais me marcou foi a das pessoas que se lançavam desesperadamente no vazio do espaço.

Há ainda muita coisa que está por esclarecer, alimentado as mais variadas teorias da conspiração, mas desde esse dia a minha percepção do mundo mudou radicalmente….

Por formação sei que um acontecimento isolado não muda nada e que é apenas um ponto de chegada ou um ponto de partida de causas e efeitos.

O 11 de Setembro foi o início violento deste novo século, que muitos apontavam como um século de esperança.

Foi um mau presságio para o novo século.

O oportunismo político dos neo-conservadores, braço ideológico das economias neo-liberais, contribui para transformar o mundo pós 11 de Setembro no horror social e económico em que se transformou o início deste novo século.

Desde essa data a desumanização de que essa tragédia foi o primeiro sinal, estendeu-se a todos os níveis da sociedade e da economia, não se vislumbrando uma réstia de esperança.

Em nome da luta contra o terrorismo e da construção de uma “nova ordem mundial”, a intolerância, a desigualdade, a violência e a destruição dos direitos tem sido o apanágio destes novos tempos.

Vencidos militarmente, confinados às montanhas do Afeganistão, apesar disso, e por culpa nossa,  os terroristas do 11 de Setembro continuam-nos a impor o desrespeito pela democracia, pela liberdade e pelos direitos humanos, sociais e civis….

FOTOGRAFIAS DE UM DIA - 11 de Setembro 2001- 11 de Setembro 2011.






















Video: September 11 photographer on capturing The Falling Man - Telegraph

The World Trade Center As It Was - Interactive Feature - NYTimes.

9/11 anniversary: photographers recall day of horror - interactive slideshow | World news | guardian

A "Arte" e o 11 de Setembro.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

DE REGRESSO....

E cá voltamos nós ao convívio dos seguidores e leitores dos nossos blogues…
Fechámos um mês para arejar, mas nesse mês de Agosto o mundo não parou…
Por cá começa a estalar o “verniz” da “candura” inicial do Governo de Passos Coelho. Começa-se a perceber onde pára o tão apregoado combate às “gorduras” do Estado: substituir os boys do PS pelos da coligação, com mais de 500 nomeações em menos de dois meses: cortes radicais na Cultura, na Educação, na Saúde e na Segurança Social; aumento dos impostos sobre o trabalho, deixando de fora os ricos…Ah! É verdade…Não há Ricos em Portugal, só uns trabalhadores que recebem “um pouco” acima da média e que “investem” os seus “parcos haveres”  nos paraísos fiscais e nos off-shores; os mais pobres e os remediados, que são muitos, que paguem a crise, porque os ricos “são tão poucos” que não compensa cortar nos seus rendimentos ….
Anunciou-se também o  aumento generalizado  no preço de vários bens essenciais como o dos transportes e  o da electricidade. Um grande “incentivo” ao uso dos transportes  públicos e os pobres, que já estão habituados, que voltem  ao uso das velas e dos candeeiros a petróleo…
Lá por fora as coisas não vão melhor: os graves acontecimentos na Inglaterra, onde se generalizaram os actos de vandalismo e roubalheira, são um forte aviso em relação àquilo que se pode esperar no resto da Europa se os jovens continuarem a serem o alvo das agressivas campanhas publicitárias de apelo ao consumo desenfreado, apresentado como único valor na sociedade ocidental, ao mesmo tempo que se lançam cada vez mais jovens para o desemprego e para o trabalho precário…infelizmente virão aí “cenas do próximos capítulos”…
Pela União Europeia tudo continua cada vez pior, entregue à irresponsabilidade de um Sarkhozy e de uma Merkel, com  a bênção do sr. Trichet e do seu ajudante Constâncio…
Entretanto aconteceu aquilo que há muito se esperava na guerra da Nato contra o ditador Kadafhi: a Nato ganhou a guerra com a ajuda de uns rebeldes mal amanhados  (sim, eu sei, entre eles existem uns democratas, mas não passam de “ornamento” ideológico…) e a Inglaterra e a França não esconderam a sua motivação: o Petróleo da Líbia. Entretanto vai-se sabendo da colaboração dos serviços secretos ocidentais com os esbirros do regime criminoso de Kadafhi…E muito mais se saberá se o ditador e os seus filhos forem apanhados vivos, o que é pouco provável..
A Al Qaeda do Norte de ÁFRICA  sai reforçada nesse acontecimentos e até já deu “sinais de vida” realizando um ataque terrorista na Argélia ,(notícia pouco divulgado na imprensa ocidental, por  ser politicamente inconveniente).Esse atentado, foi para provar o seu apoio aos rebeldes da Líbia, que contestavam o exílio dado por aquele país a familiares do ditador Kadafhi, nenhum deles indiciado pelo Tribunal Penal Internacional…
Voltaremos oportunamente a alguns dos temas acima abordados. Para já aqui estamos a anunciar o regresso deste espaço que queremos que seja irreverente, provocador, politicamente incorrecto e anti-situacionista…