terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O “Sinistro” Schãuble, o “Pateta” Juncker e o “Lambe-botas” Gaspar.



Quem acreditava que agora é que a União Europa encarrilava pelo eixo da igualdade de tratamento dos seus membros e regressava á solidariedade que esteve na base do êxito da sua construção, perdeu ontem todas as ilusões, após as cínicas afirmações do sinistro ministro das finanças alemão, que “desaconselhou” Portugal de recorrer às vantajosas condições recentemente negociadas com a Grécia, afirmando, como um cínico e sinistro aviso para os seus empregados no eurogrupo e em Portugal: “eu não gostaria de ser comparado com a Grécia”.

Os empregados apressaram-se, para agradar ao seu senhor, a desmentir o que tinham dito dias antes.

O mais patético dos desmentidos foi proferido pelo presidente do eurogrupo,  Jean-Claude Juncker. Este, tendo declarado dias atrás, que os países, como Portugal e a Irlanda, iam beneficiar das mesmas regras que tinham sido decididas para a Grécia, no sentido de atenuar os efeitos da austeridade, vem agora desculpar-se, perante o “puxão de orelhas” que lhe deu o ministro alemão, que as suas palavras foram mal interpretadas, e que terá respondido daquela maneira porque foi “surpreendido” por jornalistas portugueses “num canto escuro” e em “condições desconfortáveis”, tendo “percebido mal a pergunta porque nem sequer a ouvi”!!!.

Também o  olheirento Gaspar  se apressou a desmentir o que tinha dito no parlamento português dias antes, na sequência das afirmações de Juncker, tendo então dado sinais que pretendia aproveitar as condições mais favoráveis para Portugal abertas por essas afirmações.
Tal como aquele aluno lambe botas, sempre preocupado em agradar a todo o custo ao professor, Gaspar já veio declarar que também as suas afirmações no Parlamento tinham sido “descontextualizadas de forma pouco cuidada” e tinham sido um mal entendido.

Se os portugueses ainda acreditaram que era desta que o nosso governo ia bater o pé junto das instituições europeias para salvar o país do desastre para onde as medidas de austeridade nos estão a conduzir, terão agora perdido todas as ilusões.

O único objectivo deste governo é executar sem pestanejar as ordens da Alemanha, que vão conduzir-nos inevitavelmente para a situação da Grécia, e, pelo caminho, aproveitar a desgraça para empobrecer o país, desvalorizar o trabalho e destruir direitos socias.

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