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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A Crónica de Daniel Oliveira: Manifestação de amanhã ainda há vida fora das redes sociais?

É já amanhã que se realiza a manifestação organizada pelo colectivo "QUE SE LIXE A TROIKA", que tem início às 15 horas, partindo do Rossio até à Assembleia (o percurso pode ser visto em baixo).

Entretanto sugerimos a leitura AQUI do blog do grupo, onde pode encontrar depoimentos bastantes interessantes, bem como a crónica de Daniel Oliveira, que pode ser lida clicando em baixo:



AMADORABD 2013


Abriu hoje a 23ª edição do Festival Internacional se Banda Desenhada da Amadora.
O programa do AMADORABD 2013 pode ser consultado na sua página oficial, em baixo:

AMADORABD 2013(clicar para aceder à página oficial)

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

o Regresso de Astérix

Astérix está de regresso, e pela primeira vez sem o traço de Uderzo:


 

AS VERDADEIRAS CAUSAS DA CRISE: "Χρεοκρατία" (Dividocracia), (Legendado em Português).





Este é um documentário sobre as razões da crise que está a destruir a vida de muitos europeus.


Nele se denunciam os verdadeiros responsáveis, o sistema financeiro e a globalização por ele dominada, os políticos coniventes, o neoliberalismo das instituições internacionais como o FMI, o BCE ou a Comissão Europeia.

O filme mostra ainda quem está a ganhar com esta crise e mostra o roteiro para acentuar o caminho de desigualdade e empobrecimento crescente entre os cidadãos europeus.

Embora centrado na situação grega, o filme não deixa de fora a situação no resto da Europa e mostra, como um espelho,o que espera os portugueses.

O roteiro é o da espiral a que continuamos a assistir, nomeadamente com o OE de 2014: austeridade para salvar o incompetente e corrupto sistema financeiro, à custa do aumento do desemprego, dos cortes em salários e pensões, do aumento da recessão, que levam ao aumento de falências, descida do PIB e empobrecimento generalizados, recessão e, como consequência,levam à quebra nas receitas do estado, ao aumento da dívida e ao aumento do déficit, para grande gáudio dos especuladores financeiros , que ganham em juros com o aumento da dívida e do deficit e que recebem as ajudas que deviam estar a ser canalizadas para os cidadãos e, como a receita não resulta, aplica-se mais auteridade, com todas as consequências referidas.

Essa roda sem fim, potenciada pelo euro e pela forma errada como foi criado,  vai conduzir os cidadãos europeus, em especial os das Europa periférica, os trabalhadores, os pequenos e médios empresários, os pensionistas, para uma acentuada situação de pobreza.

O empobrecimento dos Europeus é o principal objectivo dos "resgates", já que interessa ao poder financeiro internacional destruir a solidariedade social europeia, reduzir e desvalorizar o preço do trabalho, pois esta é a única forma de colocar a Europa em concorrência com o "modelo social" dos países que dão mais lucro ao sector financeiro e às grandes empresas, países como a Índia, o Bangla Desh ou a China...

Vejam o filme, porque é um sério aviso sobre o futuro que espera o nosso país:

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A mim também...só que eu pensava que eram mais..."Faz-me impressão que 15 pessoas tenham o poder de condicionar a vida de milhões de pessoas", diz presidente do BPI .

 O sr Ulrich disse:


Pensava que eram mais...
Aqui só vejo Cinco...ah! falta o Mira Amaral...:
Só se ele fala nos administradores das empresas do PSI 20...

 
mas assim são mais que 15!!! 

...Agora a sério...o Ulrich estava a referir-se...ao Tribunal Constitucional....

...estes banqueiros não têm mesmo vergonha nenhuma nessa cara?

terça-feira, 22 de outubro de 2013

“Obrigado Troika”…uma manifestação que só podia ser mesmo a gozar..




Afinal a manifestação de apoio à troika, convocada por um hipotético grupo auto-intitulado “Obrigado Troika”,não passou de uma original e irónica brincadeira organizada pelos promotores da manifestação do próximo fim-de-semana, o grupo “Que se lixe a Troika!”.

Talvez por isso, e porque se deixaram enganar de forma indecente, os órgãos de comunicação social procuraram disfarçar o ridículo em que caíram silenciando maioritariamente esse “não acontecimento”.

Eu próprio acreditei na iniciativa, pois julgo que, infelizmente, até existirá espaço para uma iniciativa a sério de apoio à troika, pois há muitos que estão a ganhar com esta crise, basta olhar à nossa volta…

Já estava a imaginar uma manifestação liderada por Poiares Maduro, em representação do governo, ombreando como o funcionário da União Europeia em Portugal que redigiu o conhecido vergonhoso documento de chantagem e ataque às instituições democráticas portuguesas, acompanhados por representantes das embaixadas da Alemanha, Holanda, Finlândia e, porque não, de Angola e da China, empunhando megafones de onde debitavam as palavras de ordem da manifestação:

“Portugueses trabalhadores e qualificados fora de Portugal, Já!”;

“Trabalho com direitos Não! Precaridade Sim!”;

“Nem mais um português com Pão, Saúde, Educação e Habitação!”;

“Os funcionários públicos e os pensionistas que paguem a crise!”;

“Sindicalistas? Vamos a eles, carago!”;

“Tribunal Constitucional para a Rua, já!”;

“Constituição? Só por cima do meu caixão!”;

“O povo não aguenta? Ai aguenta, aguenta!!!”;

“Salários, impostos, desempregados e reformados? Não pagamos! Não pagamos! Não pagamos! Não pagamos…”;

“Estado Social? Querias…contenta-te com a sopa dos pobres!”.

Logo atrás, um grupo de banqueiros e grandes empresários, liderado por Eduardo Catroga,  Fernando Ulrich e Ricardo Salgado, marchava à frente de milhares de especuladores bolsistas e de accionistas de grandes empresas, onde estavam representados todos os membros das empresas do PSI 20 que colocaram os seus impostos nos paraísos fiscais, agradecidos pelos sucessivos perdões fiscais e pelo dinheiro do empréstimo da troika, pagos por todos nós, que vieram salvaguardar o seu estilo de vida . Podiam-se ver ainda muitos antigos gestores e accionistas do BPN.

Seguia-se uma ala liderada por Camilo Lourenço, César das Neves, Vitor Bento, e Ricardo Arroja, formada por cerca de 500 manifestantes, que incluíam os comentadores, economistas e jornalistas que circulam revezadamente por jornais e televisões, a tropa de choque da propaganda em favor do memorando e que nos tenta impingir o caminho único, massacrar-nos a convencer-nos da nossa culpa por vivermos “acima das nossas possibilidades”, isto é, vivendo com mais de 600 euros, ou ainda justificando-nos todos os cortes com a “falta de dinheiro” (..mas…o dinheiro não foi queimado, não depende da meteorologia e, se existe na Alemanha, país com a mesma moeda e fazendo parte do mesmo espaço económico comum, porque é que não pode existir em Portugal ou na Grécia???...).

Vinham depois todos aqueles, mais alguns milhares, que conseguiram ludibriar o fisco, e continuam alegremente a exibir os seus sinais  exteriores de riqueza, prova de que é injusto acusar a troika de empobrecer o país. Estes chegaram ligeiramente atrasados, por dificuldade em estacionar os Ferraris, Jaguares , Porches e topos de gama, ainda a cheirar a fresco..

Seguia-se uma impressionante ala de milhares de secretários de Estado, gestores de institutos, fundações e empresas públicas, assessores, representantes de conhecidos escritórios de advogados, representando o empreendedorismo que a troika preserva.

Logo atrás milhares de anónimos militantes do PSD e  do CDS que ainda acreditam no pai Natal nas benesses do estado, na esperança de serem rapidamente promovidos a “boys” para os muitos “jobs” que a troika vai criar com a sua política de “desenvolvimento”.

A encerrar a manifestação, liderados pela srª Isabel Jonet,  os milhares de pobrezinhos que o Paulo Porta citou, que não participam em manifestações da CGTP , mas que marcaram a sua presença nesta grande manifestação, na esperança de poderem partilhar a boda aos pobres prometida para o final.

Chagados ao Largo Jean Monet, juntos da representação da Comissão Europeia em Portugal, foram lida mensagens  de Durão Barroso, de Olli Rehn,  Angela Merkel, srª Lagarde e de, a partir de um sitio qualquer da América Latina, de Cavaco Silva e Passos Coelho (Paulo Portas estava em lugar incerto), de incentivo na luta contra a Constituição, contra  o Tribunal Constitucional, contra os Sindicatos e toda a oposição, contra os direitos sociais e contra os piegas de toda a espécie, e de apoio caloroso ao grande trabalho de empobrecimento colectivo e de salvação dos mercados financeiros, levados a cabo pela nobre acção da troika e dos seus executantes em Portugal .

Terminada a manifestação, instalou-se a confusão à entrada do Gambrinos e do Tavares Rico, aberto até altas horas da madrugada, até esgotar todas as reservas de marisco e o whisky.
Como se vê, uma manifestação como aquela, levada a “sério” até que podia reunir alguns milhares de manifestantes e estar bem compostinha…os 5% dos portugueses que escapam ou beneficiam da crise acentuada pela acção da troika, até podiam encher uma avenida ou … (sem malícia…) o  Campo Pequeno…

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

União Europeia perde a vergonha : Documento da Comissão fala em "colapso do Governo" e tece considerações sobre o tribunal Constitucional .

 (o cartoon refere-se à Grécia, mas pode adaptar-se metafóricamente aos países Europeus sob resgate).

A União Europeia, através do seu representante em Portugal, perdeu de vez toda a vergonha e teceu considerações  sobre o "ativismo político" do Tribunal Constitucional.

Seria bom lembrar a esses burocratas bem pagos e privilegiados, face ao que exigem  ao comum dos cidadãos, que um dos princípios da democracia, que esteve na origem do sonho europeu, reside no respeito pelas Constituições livremente apovadas pelos cidadãos dos países membros.

Seria bom recordar a esses propagandistas da austeridade e das malfeitorias da troika e deste governo sobre os cidadãos, que a causa da actual situação reside nos sucessivos erros económicos, sociais e financeiros cometidos pelos burocratas da União Europeia nos últimos anos.

...e que o erro principal foi a forma apressada e incompetente como se criou o euro.

Seria bom recordar a esses eurocratas, que estão entre o grupo de inuteis mais bem pagos dos últimos tempos, que a causa da crise reside na especulação financeira dos mercados que eles tanto protegem.

Enfim, um governo que defendesse os interesse de Portugal estaria a convidar esses senhores a pedirem desculpa pelas suas afirmações arrogantes ou a abandonarem o país...

Já chega! Basta! Não contem comigo para votar na próxima fraude eleitoral europeia! Pela primeira vez vou-me abster.

o Neoliberalismo anticonstitucional ...




Os ataques descabelados por parte de políticos, economistas, banqueiros  e comentadores contra a Constituição e o Tribunal Constitucional só podem gerar alguma admiração porque essa mesma gente continua a jurar a pés juntos pela sua fé “liberal”.

Sempre aprendi e ensinei que uma das principais características do liberalismo é a defesa de uma Constituição onde estão consagrados a igualdade perante a lei, os direitos e os deveres, a separação dos poderes e o contrato social entre o Estado e os cidadãos de um país.

Claro que, ao longo do século XX, nem as mais desprezíveis ditaduras e regimes totalitários prescindiram da sua Constituição, embora este não passasse de um mero “verbo de encher”.

Mas como, penso, ainda vivemos num regime democrático,  faz-me impressão a forma agressiva como toda aquela gente que citei no princípio revela diariamente o seu desprezo por esse documento e pelo cumprimento dos direitos e deveres nela consagrados, com a desculpa do “estado de excepção”  em que vivemos.

Ora uma Constituição existe exactamente para evita os abusos do poder em nome dos “estados de excepção” que qualquer governo autoritário pretenda impor aos seus cidadãos, como é o caso presente.

Não deixa contudo de me espantar que um governo, que foi eleito, governa e jurou cumprir a Constituição se comporte deste modo em relação ao cumprimento desse documento e em relação ao Tribunal Constitucional, colocando-se assim em ilegalidade.

Também me espanta que muitos dos comentadores “liberais” argumentem em favor do governo nesta ( e noutras matérias).

Esta é mais uma situação que revela da confusão que se tenta fazer entre liberalismo e neo-liberalismo.

É também a prova que a diferença entre “neo-liberalismo” e liberalismo é tão grande como aquela que existe, noutro campo político, entre social-democracia estalinismo.

Aliás, talvez não seja por acaso que os defensores do “neo-liberalismo” por estas bandas, sejam, na maior parte dos casos, oriundos dos movimentos stalinistas mais radicais do passado, que consideravam então que o Partido Comunista era demasiado “liberal”…