quarta-feira, 26 de junho de 2019

sexta-feira, 14 de junho de 2019

O Cartoon da Semana

(Jean Gouders/Cartoon Movement)

O jornal New York Times baniu os cartoon's das suas ediçãos, num acto de cobardia face à grande influência sionista nos Estados Unidos.

O que motivou esse acto de censura permanente foi a reacção provocada pela publicação, sem pedido de autorização, de um cartoon do português António,onde se denunciava a ligação entre Trump e a extrema-direita que governa Israel.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Regionalização, o pilar que falta para consolidar a democracia.

Áreas Metropolitanas, CCR’S, Círculos Eleitorais, Distritos, , Regiões de Saúde, Regiões Educativas, Associações de Intermunicípios, Nut’s, Círculos Judiciais, Comarcas…

…de facto, a regionalização existe no papel e na prática, sem esquecer as grandes regiões “Históricas” (Minho, Douro, Trás-os-Montes, Beiras, Ribatejo, Extremadura, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira).
O problema é que tais “regiões” não coincidem geograficamente entre si, vivem de costas voltadas umas para as outras, e praticamente sem controlo democrático.

Parece que a regionalização volta a estar na ordem do dia e, tal como tudo, regionalizar o país tem prós e contras.

Foi um erro (ou, pior ainda, um crime e uma cobardia) muito grande não se ter feito a regionalização de Portugal há uns vinte ou trinta anos.

Muitos dos nossos desequilíbrios, como a quebra demográfica, o envelhecimento da populacional, as desigualdades socias e o abandono do interior (factos que, conjuntamente com as alterações climatéricas, se conjugaram para provocar a tragédia dos incêndios de há dois anos), tem origem no facto de não se ter avançado para a regionalização.

Não tendo acontecido, cresceram anarquicamente as várias “regiões” acima mencionadas, com custos acrescidos pela falta de coordenação e falta de coincidência geográfica entre elas e sem qualquer controle democrático.

Uma regionalização que fizesse coincidir geográfica e administrativamente todas aquelas “regiõezinhas” no mesmo espaço tinha contribuído para uma maior eficácia de recursos, um maior desenvolvimento social e económico e uma maior aproximação aos cidadãos, desburocratizando e democratizando o acesso aos respectivos serviços e às respectivas funções.

Argumenta-se que o país é demasiado pequeno para a regionalização.

Mas então assuma-se a centralidade e macrocefalia baseada em Lisboa e, num plano mais restrito, no Porto e…que o resto do país é paisagem. E, neste caso, acabem-se com todos aqueles organismos e assuma-se que “todo o poder” ( e responsabilidade) deve caber aos Ministérios sedeados em Lisboa.
Dizem também….mas “já existem os municípios”! Só que estes, excluindo mais uma vez Lisboa e Porto, não têm poder económico para assumir os serviços básicos necessários aos cidadãos e têm peso politico e demográfico muito diverso.

Concordo que não se possa pensar na regionalização seguindo o modelo espanhol, onde existem de facto grandes diferenças culturais e históricas, que não existem entre as regiões de Portugal.
Nem me parece que se possa pensar em regiões como os Açores ou a Madeira, com governo próprio e parlamento.

Mas parece-me que tem de se criar um organismo intermédio, entre o município, pequenos de mais para um eficaz desenvolvimento regional, e o governo central, distante de mais das realidades do interior.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Constâncio, o incompetente e a conveniente “falta de memória”


(Público de 7/6/2019)

Este é aquele tipo de notícia que já não me surpreende.

Os “rostos do mal” que conduziram o país e a Europa para o descalabro económico e financeiro estão há muito identificados.

Victor Constâncio sempre fez parte desse clube dos convenientemente incompetentes, com uma grande falta de memória sobre as atitudes que tomaram e que sempre protegeram os poderosos e os corruptos do mundo financeiro e da política, não hesitando em tomar medidas ou dar opiniões que degradam as condições de vida do cidadão “normal”, aquele que recebe pensões baixas, recebe salários miseráveis, ocupa empregos precários, desespera no desemprego e paga os impostos que alimentam os cargos dessa gente.

Desde há muito que é conhecida a incompetência de Victor Constâncio, primeiro como governador do Banco de Portugal e depois, como prémio dessa incompetência, como um dos principais responsáveis pelas políticas antissociais do Banco Central Europeu.

Continuar a proteger essa gente ou justificar os seus actos e malfeitorias só vai contribuir para o crescimento do populismo da extrema direita, que explora o justo descontentamento com a forma como essa gente conduziu o país e a Europa, desrespeitando e atropelando os direitos dos cidadãos, em nome da salvação de um sistema financeiro corrupto que continua a dominar as decisões europeias.

Que gente como Victor Constâncio ainda tenha defensores e ainda continue com cartão de militante de um partido de esquerda é um insondável mistério, bem como é que gente dessa ainda tem coragem para dar a cara em público e conseguir dormir em paz.

Mas o descaramento é a primeira condição para que esse tipo de gente continue a proliferar nas nossas elites financeiras, económicas e financeiras.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Dois filmes para recordar o DIA D

Pessoalmente, recordo dois filmes que retratam, na perfeição, o que se passou há 75 anos, no Dia D, aquele que iniciou a rápida derrocada do poder nazi na Europa.

Até esse dia, os britânicos, no início, e os soviéticos, a partir de 1942, foram os único a enfrentar o poder das tropas de Hitler.

Com a abertura dessa nova frente, depois de, a partir de Novembro de 1942, as tropas soviéticas terem começado a contra-ofensiva que só terminou em Abril de 1945 com a conquista de Berlim, as dificuldades de resistência do exército nazi acentuaram-se.

Abria-se assim, não a segunda frente da ofensiva aliada, com é habitual referir-se, mas a terceira, se tivermos em conta a invasão da Itália por tropas aliadas desde Setembro de 1943.

É vasta a filmografia que relata esse famoso dia D de 6 de Junho de 1966, mas, quanto a nós existem dois filmes que relatam, com bastante realismo, o drama desse acontecimento.

Um é o clássico O DIA MAIS LONGO, de Darryl F. Zanuck, de 1962, aquele que contribui para a minha geração, a primeira que viveu sem guerra na Europa, sentir e conhecer o que foi aquele dia decisivo.

Este é, talvez, o mais realista de todos, sendo muitas vezes confundido com um documentário, tal o realismo das cenas, que ainda hoje surpreendem e são muitas vezes confundidas com a realidade.

O DIA MAIS LONGO

Outro filme, muito mais recente, e que beneficiou de um aparato tecnológico desconhecido até então, é O RESGATE DO SOLDADO RAYAN, de Steve Spielberg, de 1998.

Neste filme quase que somos transportados para o meio do conflito e, de meros espectadores, quase nos transformamos naqueles soldados, sentindo as balas a assobiarem à nossa volta, a dor das feridas, o cheiro da morte e o desespero do medo, dando-nos uma imagem muito pouco romântica da guerra.

O RESGATE DO SOLDADO RAYAN

O realismo desses filmes é, assim, uma autêntica viagem no tempo, para nos "juntarmos " àqueles soldados que contribuíram para, até hoje,  acabar com a guerra em solo europeu (embora a Jugoslávia e a Ucrânia aí estejam para nos recordar que a guerra pode voltar em qualquer momento).

A melhor maneira de respeitar os milhares que caíram pela liberdade da Europa, na frente leste, na frente ocidental ou na frente sul, é continuarmos a defender uma Europa democrática e onde se possa continuar a viver sem conhecer os horrores da guerra, algo que parece começar a ser esquecido por uma geração que beneficiou desse clima de paz e liberdade que se começou a desenhar nas praias da Normandia.

O DIA D e a Banda Desenhada

BêDêZine: O DIA D e a Banda Desenhada: A Segunda Guerra Mundial serviu de inspiração a muitos romances, filmes e a muitos autores de Banda Desenhada. recordamos alguns exemplos da forma como o Dia D foi tratado pela BD (clicar para ver).

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Como Londres "recebeu" Trump:


Foi esta a recepção dos londrinos à visita de Trump à capital britânica (fotografias do jornal The Indpendent):









 









segunda-feira, 3 de junho de 2019

Homenagem a Agustina Bessa Luís, hoje falecida aos 96 anos de idade

Morreu uma das maiores escritoras portuguesas, Agustina Bessa-Luís.

Tinha 96 anos e tinha sido biografada recentemente por Isabel Rio Lobo, na obra "O Poço e a Estrada", embora estivesse há alguns anos longe do contacto com o Público.

Em sua homenagem, aqui reproduzimos dois excelentes documentários sobre a sua obra, um intitulado "Agustina Bessa Luís - Nasci e Morrerei Criança", produzido em 2013 e realizado por António José de Almeida e outro "Conversa no Porto", realizado em 2005 por Daniel Segre,  este último uma conversa entre a escritora e o realizador Manuel de Oliveira que adaptou ao cinema algumas das suas obras.

"Agustina Bessa Luís - Nasci e Morrerei Criança"

"Conversa no Porto"

Stuart Franklin, o fotógrafo de Tiananmen.

A FORMA E A LUZ: Stuart Franklin, o fotógrafo de Tiananmen.: Stuart Franklin foi o autor da icónica fotografia do “homem do Tanque” tirada em Tiananmen em 5 de Junho de 1989. (clicar para ler e ver mais).

Cartoon´s para recordar o 30º aniversário de Tiananmen

quinta-feira, 30 de maio de 2019