sábado, 29 de outubro de 2016

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Morreu Jaime Fernandes, uma das grandes vozes da nossa rádio.

JAIME FERNANDES foi uma das grandes referências da rádio portuguesa, e a sua voz faz parte da história desse meio de comunicação, de um tempo  em que era através da rádio que todos seguíamos as últimas notícias e os acontecimento mais palpitantes.
 
Com 69 anos, Jaime Fernandes continuava em actividade, agora na RTP, com provedor do telespectador.
 

A Noite de Polly Jean

PJ Harvey, regressa esta noite a Portugal para apresentar o seu mais recente trabalho, The Hope Six Demolition Project.

A artista britânica, nascida numa zona rural do sul da Inglaterra, inspirou-se para este álbum nas viagens que fez entre 2011 e 2014 ao Afeganistão e ao Kosovo, na companhia do fotojornalista irlandês Seamus Murphy,(clicar para ver trabalho do fotógrafo) viagem que terminou em Washington, local onde se tomaram as decisões que decidiram a situação de guerra vivida por aqueles dois países.

Desta viagem, para além no novo albúm de Polly Jean, resultou também o primeiro livro de poesia da cantora, The Hollow of the Hands, editado no ano passado, com a colaboração fotográfica de Seamus.
 

Harvey, além de musica de grande mérito criativo, também se dedica às artes plásticas, actividade que muito a inspira nas suas performances musicais.

Esta noite promete ser mais um memorável momento no Coliseu de Lisboa.

Em baixo transcrevemos o texto de Mário Lopes, hoje editado no jornal Público, sobre este evento:
 
PJ Harvey tem coisas muito importantes para dizer – outra vez
Por Mário Lopes   In Público de 27/10/2016
 The Hope Six Demolition Project resultou de viagens ao Afeganistão, ao Kosovo e a Washington. É um álbum negro, habitado pelos fantasmas bem vivos deste nosso tempo. Agora chega ao Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
“Não será um concerto de blues endiabrado e guitarra em punho a corroer o rock’n’roll. Não. Isso já foi há muito tempo e, neste tempo, não é isso que PJ Harvey persegue. Ou melhor, será um concerto de blues, mas blues arrancado às entranhas, blues enquanto retrato e denúncia. Sabemos porque vimos o que aconteceu dia 10 Junho no Nos Primavera Sound, no Porto, quando PJ Harvey assinou o concerto mais relevante, o mais negro e emocionalmente intenso do dia, com entrada directa para a história do festival. Quem o viu, ou quem ouviu os relatos do que se passou, não pode não estar ansioso pelo reencontro esta quinta-feira no Coliseu dos Recreios, em Lisboa (21h, bilhetes a 40 euros).
“Cinco anos antes víramos a primeira parte desta história, quando PJ Harvey apresentou Let England Shake em duas datas esgotadas na Aula Magna, em Lisboa. Era um álbum inspirado em leituras sobre a Primeira Guerra Mundial e sobre a poesia que brotou daquele cenário. Um álbum habitado por fantasmas dolorosos e permanentes, os da guerra que tudo ceifa, das trincheiras que sufocam, da impotência do homem soldado que não passa de peão de uma máquina que não controla. Cantou-o vestindo de negro, plumas caindo-lhe sobre o rosto. “What is the glorious fruit of our land?”, perguntou em The glorious land, “Its fruit is deformed children”.
“The Hope Six Demolition Project foi o passo seguinte, o segundo tomo de um díptico (afirmamo-lo com margem para erro, dado desconhecermos se terá continuidade) que começou em terras distantes, o das trincheiras de 1914/1918, e que, depois, inspirada pelo trabalho do fotojornalista Seamus Murphy, levou PJ Harvey a perseguir a morte, a turbulência, a iniquidade das desigualdades e a impunidade de quem decide no Afeganistão, no Kosovo e em Washington – o título do álbum é uma referência a um programa federal americano de revitalização de bairros sociais problemáticos.
“No Nos Primavera Sound vimos um palco onde o negro imperava, onde a luz era trabalhada para que se destacassem mais as sombras dos músicos do que os seus corpos. As vozes graves uniam-se como um coro gospel, ou como um coro de tragédia grega, acentuando a sensação de que o presente cantado tinha raízes fundas no tempo. PJ Harvey não pegou na guitarra uma única vez, substituindo-a pelo saxofone que dardejava notas sobre as melodias e sobre as tarolas rufadas como marcha assombrada, acentuando o ambiente fantasmagórico vivido durante todo o concerto. The Hope Six Demolition Project foi, como não podia deixar de ser, o centro de tudo. PJ Harvey só se afastou dele para recuperar os longínquos To bring you my love e Down by the water ou The words that maketh murder, do antecessor Let England Shake.
“A julgar pelo alinhamento dos últimos concertos da digressão, em Itália, essa estrutura manter-se-á razoavelmente inalterada na apresentação portuguesa, em nome próprio, de The Hope Six Demolition Project. Não se espere, portanto, uma celebração de carreira, uma visita guiada ao percurso iniciado por PJ Harvey em 1992, com Dry. Polly Jean tem coisas muito importantes a dizer e quer mostrá-las sem distracções. A julgar pelo extraordinário concerto de Junho, onde surgiu acompanhada, por exemplo, pelos habituais cúmplices Mick Harvey ou John Parish, resta-nos ouvi-la muito atentamente”.

Começam hoje as Festas da Cidade de Torres Vedras

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Artista gráfico conta como sobreviveu aos atentados no Btaclan, em França

BêDêZine: Artista gráfico conta como sobreviveu aos atentados do Bataclan...: Segundo o Diário de Notícias on line (21 de Outubro 2016) Frede Dewilde acaba de lançar uma novela gráfica sobre a sua experiência (clicar para ler mais).

Mais uma pesada herança de Crato.

Segundo se  revela numa notícia de hoje no jornal Público, os resultados do mais recente inquérito sobre o Potencial Científico e Tecnológico Nacional revelam que o ano de 2015 foi o 6ª ano consecutivo em que o investimento na ciência cresceu menos que a riqueza do país.
O resultado é ainda herança do anterior ministro da educação e ciência, Nuno Crato.
Nuno Crato, que apareceu como um homem "preocupado" com as questões do ensino, critico do chamado “eduquês”, grande defensor do primado das chamadas disciplinas “científicas” e “exactas” em detrimento das disciplinas ditas “sociais” e “humanas”, revelou-se um grande bluff e um autêntico desastre para o ensino e para a investigação científica em Portugal, situação agora mais uma vez confirmada por um relatório científico.
O desastre começou quando, no governo anterior, se aceitou que o ensino e a investigação eram áreas a cortar prioritariamente, assim como ter-se acabado com o Ministério da Ciência e Tecnologia, um dos que mais resultados tinha dado sob a orientação anterior de Marino Gago.
Que Nuno Crato, que vinha com a imagem, agora degradada e desmascarada (penso que em definitivo) de homem da ciência e preocupado com a educação, se tenha prestado ao “servicinho” de destruir uma área na qual Portugal tinha obtido bons resultados, percebe-se agora, é o normal em qualquer carreirista.
Já que, em Portugal, muito por responsabilidade de uma comunicação social indigente, provinciana e inculta, se criem mitos a partir de qualquer figurão bem falante (ou escrevente, como é o caso), é de lamentar e continua a ter custos para o país.
Felizmente, o tempo encarrega-se de desmascarar os mitos com pés de barro.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

A Foto da Semana

Uma manhã de Outono em Grandvaux, na Suiça (Fotografia: de Denis Belibouse/Reuters).

Começa Hoje o Festival de BD da Amadora de 2016

BêDêZine: Começa Hoje o Festival de BD da Amadora de 2016: Tem hoje início mais uma edição do Amadora BD. Trata-se da sua 27ª edição, este ano dedicada ao tema “Espaço, Tempo e Banda Desenhada. (clicar para ver mais).

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Sobre o "salário" dos gestores bancários: não é demagogia, é indignação...


Se há tema que se presta à mais boçal e reles demagogia é o dos salários e pensões.

A estratégia de troika e do governo anterior foi ampliar essa demagogia, lançando assalariados do privado contra assalariados do público, trabalhadores precários contra trabalhadores com contrato estável, trabalhadores desqualificados contra trabalhadores qualificados, trabalhadores jovens contra trabalhadores mais velhos, trabalhadores no geral contra pensionistas, desempregados contra quem trabalha (e vice-versa), sempre jogando com a argumentação das diferenças de salários, de horários ou de regime de pensões.

 O objectivo era justificar os constantes cortes nos salários, nos direitos socias e nas pensões e o aumento “brutal” dos impostos pagos pelos assalariados, tudo para se poder salvar um sector bancário corrupto e especulativo.

À frente dessa “cruzada” demagógica, para além dos burocratas da troika e de Bruxelas e dos governantes de então, encontrava-se todo um enxame de “gobelzinhos” bem pagos na comunicação social para propagandear até à exaustão os “princípios” dessa gente (com os comentadores de economia à cabeça). Alguns foram premiados com a direcção de jornais de referência (como aconteceu recentemente no Diário de Notícia e agora no Público).

Era igualmente frequente vermos todos os dias nas televisões , como comentadores ou como participantes activos em colóquios vários, a maior parte dos nossos banqueiros e gestores da banca e de grandes empresas, defendendo diariamente esses cortes nos salários, nas pensões e nos direitos sociais (destacando-se o célebre “bando” do “compromisso Portugal”, hoje substituído pelo “Fórum para a Competitividade”).

O argumento usado era o de que os portugueses, principalmente os assalariados e os pensionistas, viviam “acima das suas possibilidades” e até houve um banqueiro que teve o desplante de considerar que os portugueses aguentavam ainda mais cortes (a célebre frase de Ulrich do “Aguenta, aguenta!!!”).

Por estes dias ficámos a saber quem é que de facto, em Portugal, vive acima das possibilidades do país, os mesmos banqueiros que exigiriam que aguentássemos, e que beneficiaram com os empréstimo da troika que todos estamos a pagar e com os sacrifícios de todos com cortes nos salários e nas pensões e com o “brutal” aumento de impostos.

Mas, se a questão dos salários e das pensões se presta à mais boçal demagogia e ao mais perigoso populismo, a questão do salários e pensões dos banqueiros foge ao âmbito desse rótulo. Neste caso estamos mesmo no reino da mais legitima indignação.

Os salários que essa gente aufere roça o nível da corrupção ética.

Contudo, pessoalmente, nada tenho contra os salários pagos pelo privado aos seus gestores, desde que essas empresas cumpram os requisitos que o jornalista José Vitor Malheiro enumerava em crónica recente (ler AQUI):

“As empresas cumprem o seu papel social e assumem a sua responsabilidade social quando cumprem as leis, quando pagam os seus impostos sem usar subterfúgios, quando criam emprego e promovem a formação profissional, quando tratam e remuneram com decência os seus trabalhadores, quando apostam no desenvolvimento sustentável, quando tentam oferecer aos seus clientes os melhores produtos e serviços, quando assumem responsabilidade pelos seus erros e os corrigem, quando apostam na investigação e desenvolvimento”.

Ora quando falamos de bancos não é disso que falamos.

Para além disso, a maior parte da banca tem recebido do Estado várias ajudas nos últimos tempos e a maior parte delas à custa do bem-estar dos cidadãos contribuintes, pois são estes que têm de pagar o “processo de ajustamento” desses bancos. Ou seja, a maior parte da banca portuguesa recorreu a ajudas estatais para sobreviver e para pagar as aventuras especulativas em que se envolveu, e a conta é paga pelos cidadãos através dos cortes nos salários e nas pensões e pelo “brutal” aumento de impostos sobre o trabalho, bem como através da destruição do “estado social” e da perda de “direitos socias”.

Para além disso, esses bancários são os mesmos que opinam, para criticar, os aumentos dos salários mínimos e das pensões mais baixas, para além de defenderam a continuidade de medidas de austeridade.

Há ainda que não esquecer os estratagemas que essa mesma banca e esses mesmos gestores usam para escapar ao pagamento de impostos, recorrendo ao serviço de paraísos fiscais.

Por isso, o salário dos gestores desses bancos não é um mero assunto de “moral”, ou mesmo de populismo e demagogia, mas é um assunto que diz respeito a todos os cidadãos, principalmente os que pagam os seus impostos e sofreram cortes no seu rendimento.

A situação é ainda mais escandalosa quando se fala da situação de gestores de empresas públicas, e não colhe a desculpa da necessidade de ´para que os bens públicos sejam bem geridos, ser necessário pagar bem, pois o mesmo argumento podemos usar para pagar aos professores, aos médicos e a outros profissionais da administração pública.

Tenho por mim que o Estado, neste caso, deve dar o exemplo, limitando os salários em qualquer função àquilo que se passa nas carreiras públicas.

A referência primeira devia ser o salário do Presidente da República e a referência segunda, o que se passa com a carreira dos professores universitário. Um Professor catedrático no topo da carreira e em regime de exclusividade recebe um salário de 5mil e quatrocentos euros, descontando à cabeça mais de 1/3 deste valor para impostos vários.

Não há função mais exigente do que a de catedrático do ensino superior, por isso parece-me uma referência justa.

Mas o mais estranho disto tudo é o silêncio demasiado ruidoso de comentadores e políticos, que se revelaram tão preocupados com o aumento do salário mínimo e das pensões mas que, sobre este tema, nada dizem, a não ser para justificar a “excepção”.

A mesma admiração é extensível a instituições como a Troika, o FMI, o BCE ou a Comissão europeia, que tão preocupados se mostraram com o “grande aumento” do salário mínimo e das pensões ou com a reversão de algumas medidas de austeridade.

Haja decência!!!

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Ferreira Leite questiona esta “Europa”.


"Enquanto houver tratado orçamental, Portugal [e outros países europeus que estão na mesma situação] não vai crescer".
Quem fez essa afirmação foi a antiga Ministra das Finanças e ex-lider do PSD, Manuela Ferreira Leite, durante a  conferência "Economia de Pobreza", que ontem se realizou em Lisboa no Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.
Manuela Ferreira Leite realçou ainda que "a política europeia tem sido a causa da desgraça" em Portugal "e em toda a Europa".
O Tratado orçamental, recorde-se, impõe uma deficit de 3%, mas é a questão do déficit estrutural que levanta mais polémica, dada a quase impossibilidade de o calcular com rigor.
Também a questão dos 3% do deficit não é consensual, primeiro porque os grandes países da União Europeia, como a França ou a Alemanha, nem sempre o cumprem, dependendo das suas necessidades, e nunca foram penalizados por isso, como, por outo lado, aquela percentagem não tem qualquer base científica, isto é, porque 3% e não, 2% ou 5%???
Além disso, como aquela percentagem é calculada em relação ao PIB, quando o PIB desce ou estagna, como acontece com os países que têm adoptado as medidas de austeridade impostas pela troika, aquela percentagem sobe. Se houvesse medidas de desenvolvimento económico e social, o PIB seria maior e o mesmo valor representava uma percentagem menor.
Ao contribuírem para a estagnação, as medidas impostas pela troika fizeram cair o PIB, aumentar a dívida e o deficit, aumentando a pobreza e o desemprego, entrando-se assim num círculo vicioso do qual um país intervencionado não consegue sair.
Neste momento, sem se questionar a saída do euro ou as medidas impostas por Bruxelas, apenas têm existido duas vias, ou aceitar tudo o que é imposto por Bruxelas, indo mesmo “além da troika” , aproveitando-se a situação para impor um programa ideológico neoliberal que destrói direitos e obrigações sociais, que foi oque fez Passos Coelho, ou tenta-se negociar com Bruxelas no fio da navalha, procurando “redistribuir” a austeridade e retirar as medidas meramente ideológicas impostas pelo “além da troika”,  mas mantendo a economia quase estagnada, que é o que o actual governo está a fazer.
Contudo, a manter as actuais medidas e continuando a impor o “tratado orçamental” da forma cega como o tem feito o politburo de Bruxelas vai agravar a situação de países como Portugal .
Por isso,  questão é, cada vez mais,se será este o projecto europeu que interessa aos cidadãos europeus, àqueles que produzem, trabalham e pagam os seus impostos,  que não estejam do lado do corrupto sector financeiro que é o único beneficiado com tais políticas ???
Questionar a burocracia de Bruxelas e as políticas que impõe aos cidadãos é cada vez menos uma questão meramente ideológica, de direita ou esquerda, mas é cada vez mais uma questão de bom senso e inteligência, se é que se quer salvar o projecto europeu.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Troika, pobreza e... eurostat...

É mais um estudo oriundo da Europa, desta vez da Eurostat.
E mais uma vez se comprova a falência do modelo "austeritário" imposto pela União Europeia aos cidadãos do continente, em especial aos portugueses.
Para além disso, viviam em risco de exclusão social 26, 6% dos portugueses, isto é, quase 1/3 da população.
O estranho disto tudo não são os dados revelados, que confirmam muitos outros estudos, mas a origem desse estudo vir de uma instituição que está integrada na "troika", a mesma que impôs o modelo de austeridade que agravou aqueles criminosos dados socias!!!
É caso para perguntar se os burocratas do politburo de Bruxelas lêem esses estudos, quando impõem o seu modelo aos países em dificuldades e quando chantageiam os governos (como o português, o grego, o espanhol, o irlandês e o italiano, ente outros) que procuram tomar medidas para combater as desigualdade e a pobreza!!!???
Se esses estudos não são lidos e aqueles burocratas da troika não agem em conformidade, das duas uma, ou são incompetentes, ou estão de má fé ou andam a gastar impunemente o dinheiro dos contribuintes europeus em estudo inúteis...por mim, é um pouco de tudo isto!!!

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Bob Dylan - uma história através das capas dos discos

Até hoje, Bob Dylan publicou 37 álbuns de originais. Alguns desses discos e algumas das suas capas tornaram-se icónicas.
AQUI pode-se consultar a discografia completa do musico.
Este foi o seu primeiro álbum, editado em 1962:
 
Em baixo, sem uma ordem precisa, registamos as capas de alguns dos outros discos, muitas de grande qualidade estética, muitos deles ligados à vida da minha geração: