quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

No Centenário de Vergílio Ferreira


Recordando Vergílio Ferreira com uma frase adequada à época:

"CARNAVAL 
"Que ideia a de que no Carnaval as pessoas se mascaram. No Carnaval desmascaram-se"
Vergílio Ferreira.

...e uma págian evocativa do "Badaladas", da responsabilidade de Joaquim Moedas Duarte: 



Está a decorrer o Festival de Cinema de Sundance.

Está a decorrer mais uma edição do Festival de cinema independente de Sundance.

Fundado pela iniciativa do conhecido actor e realizador Robert Redford, este é um dos melhores festivais de cinema que se realiza nos Estados Unidos e onde se apresentam os melhores e mais inovadores projectos cinematrogáficos daquela país.

A programação e outras notícias sobre o festival podem ser consultados AQUI, no seu site oficial.

Belga Hermann vence Grande Prémio do festival de Angoulême

BêDêZine: Belga Hermann vence Grande Prémio do festival de BD de Angoulême...: Foi ontem anunciado o Grande Prémio do Festival de Angoulême. O vencedor foi um dos mais conhecidos autor da Banda Desenhada franco-belga (clicar para obter mais informações).

Apresentação do festival de Angoulême


BêDêZine: Apresentação do festival de Angoulême: Tem hoje início o Festival de Banda Desenhada de Angoulême.(clicar para ver notícia e programação).

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

OS "MEUS" PRESIDENTES DA REPÚBLICA

Desde que se realizam eleições democráticas para Presidente da República que tenho participado, umas vezes mais activamente, outras menos, muitas com maior convicção e outras com menos.

A propósito das eleições do passado Domingo dei por mim a recordar o meu sentido de voto ao longo destes últimos 40 anos de eleição presidencial.

Nas primeiras, realizadas em 1976, participei activamente na campanha eleitoral, a nível local, nos "GDUP'S", organização que nasceu para apoiar a candidatura de Otelo Saraiva de Carvalho, que acabou por ser batido à 1ª volta por Ramalho Eanes.

Nas segundas eleições, as de 1980, que reconduziram Eanes, e que foram as mais participadas de sempre, já votei com menos convicção, mais como voto de protesto, novamente em Otelo.

Em 1986 voltei a participar activamente na campanha eleitoral, como apoiante de Maria de Lurdes Pintasilgo, que cheguei a conhecer pessoalmente. Nestas eleições teve de se realizar uma segunda volta entre Freitas do Amaral e Mário Soares, votando "útil" neste último.

Em 1991 Mário Soares foi reconduzido e deste vez, também como voto de "protesto" votei em Carlos Carvalhas, o candidato do PCP.

Em 1996 voltei a participar activamente na campanha, fazendo parte do núcleo local de apoio a Jorge Sampaio desde a primeira hora e foi também a primeira vez que senti o "sabor da vitória". Cavaco Silva foi o derrotado.

Nas eleições que reconduziram Sampaio, e porque me pareceu que o meu voto não era necessário, optei por votar em Fernando Rosas, o candidato apresentado pelo Bloco de Esquerda, pessoa que muito estimo e que também conhecia pessoalmente.

As eleições de 2006, que deram a vitória a Cavaco Silva, são as únicas em quem não me recordo em quem votei, tal a indecisão até ao último momento. Terá sido em Jerónimo de Sousa, da CDU, ou em Francisco Louçã do BE? A dúvida vem do facto de muitas vezes ter votado, ora no PSR ora no BE quando eram liderado por Louçã.

Em 2011 exprimi logo de início o meu sentido de voto, desta vez no candidato independente Fernando Nobre, talvez a maior desilusão e, por isso o único arrependimento do meu sentido de voto.

Este ano voltei a manifestar desde cedo o meu apoio ao candidato Sampaio da Nóvoa, que fez uma excelente campanha, conseguindo tornar-se conhecido e ficando muito próximo de obrigar o candidato mediático Rebelo de Sousa a ir a uma segunda volta. Penso que a experiência política e eleitoral de Nóvoa não vai ficar por aqui.

Resultado das Eleições Presidenciais de 24 de Janeiro de 2016 no concelho de Torres Vedras

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Recordar Nuno Teotónio Pereira (1922-2016)

A FORMA E A LUZ: Recordar Nuno Teotónio Pereira: Faleceu ontem o arquitecto Nuno Teotónio Pereira, uma das principais referências da arquitectura portuguesa contemporânea (ler AQUI .

Tem hoje início a 7ª edição da Ilustrarte.

BêDêZine: Tem hoje início a 7ª edição da Ilustrarte - Bienal...: Tem hoje início mais uma edição da Bienal  Ilustrarte, dedicada à ilustração para a infância. O evento tem lugar nas instalações do Museu da Electricidade, em Lisboa.(clicar para ler).

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Presidenciais - O Último Debate


Teve ontem lugar no primeiro canal da RTP o último debate que reuniu a maior parte dos candidatos presidenciais (leiam AQUI a interessante reportagem que a TSF dedicou ao tem).

Faltou Maria de Belém, por razões que se prendem com o falecimento de Almeida Santos, um dos seus mais importantes apoiantes, situação que a livrou de ser o bombo da festa, no dia em que se soube que ela foi uma das ex-deputadas que, vergonhosamente, requereu ao tribunal constitucional a revisão das famigeradas subvenções vitalícias.

O debate foi dominado por Marisa Matias, que o ganhou, a única candidata presente que soube esclarecer e cativar a audiência.

Os dois mais fortes candidatos presentes, Sampaio da Nóva e Marcelo Rebelo de Sousa, primaram pela discrição e nada acrescentaram ao que deles já se sabe.

Foi pena Sampaio da Nóvoa ter desperdiçado esta ocasião para se afirmar, de forma clara e frontal, como o grande candidato que é.

Pelo contrário, para  além de Marisa Matias, que se revelou a anos luz dos restantes candidatos, outros candidatos conseguiram afirmar-se pela positiva neste debate, como Edgar Silva pela coerência e pela frontalidade, Henrique Neto, pela sobriedade e serenidade  ou o “Tino de Rans” que, genuíno, mostrou que não é o “pateta” que muitos querem fazer dele e que até pode ser uma surpresa nesta eleições.

Pelo contrário, pela negativa, estiveram os restantes candidatos, mostrando que pouco têm para acrescentar a esta campanha.

Paulo de Morais, se teve o mérito de trazer para debate o grave problema da corrupção entre os poderosos deste país, demonstrou que  não tem nada de novo para acrescentar a essa ladainha que já começa a raiar a pura demagogia.

Jorge Sequeira, além da sua boa disposição e descontracção, pouco tem para nos mostrar e revela-se o mais irrelevante de todos os candidatos.

Mas o pior de todos foi Cândido Ferreira, boçal, convencido e arrogante, recorrendo ao ataque pessoal contra os seus adversários e que, neste debate foi reduzido à sua pequena dimensão política por todos os candidatos que o confrontaram com as mentiras que tem andado a lançar nesta campanha.

Não sei se chegou, mas gostei de acompanhar o debate e espero que contribua para reduzir a abstenção.

Recordando Ettore Scola (1931-2016)


O cineasta italiano Ettore Scola faleceu ontem aos 84 anos.

Foi uma dos realizadores mais importantes do cinema italiano, tendo realizado mais de 40 filmes, alguns deles no âmbito do cinema documental e tendo ganho quase todos os prémios do cinema mundial, em Cannes, em Berlim e em Veneza, para além de um Globo de ouro. Só lhe ficou a faltar um Óscar.

Scola, que se formou em direito, desde cedo se ligou ao cinema  e começou como argumentista aos 22 anos, em 1953.

Em 1964 realizou o seu primeiro filme , "Fala-se de mulheres", mas foi na década de 70 que realizou os seus filmes mais conhecidos, "Feios, Porcos e Maus", em 1975, e "Um Dia Inesquecível", este último com Sophia Loren e Marcello Mastroiani, em 1977.

Para muitos o seu melhor filme foi "O Baile" de 1983.

O último filme que realizou foi dedicado a Fellini, "Que estranho chamar-se Fellini", de 2014.



Infelizmente a maior parte dos seus filmes dos últimos 30 anos são praticamente desconhecidos em Portugal, situação que se deve ao domínio quase absoluto de uma ou duas distribuidoras, enfeudadas ao cinema norte-americano, e ao encerramento de quase todas as salas de cinema independente, bem como da rendição da programação televisiva, com a honrosa excepção do segundo canal da RTP, ao cinema popularucho e d mau gosto.

A forma como a União Europeia abandonou o sector cultural à voragem dos grandes interesses financeiros também não é estranho à falta de divulgação do cinema europeu.

Pode ser que agora alguma televisão ou um dos raros projectos de divulgação do cinema independente se lembre de exibir a obra de Scola.

AQUI ,AQUIAQUI e AQUI podem ler o que, respectivamente, os jornais Público, Diário de Notícias,  Le Monde e  Libération escreveram sobre o cineasta.

FEIOS PORCOS E MAUS: 

UM DIA INESQUECÍVEL:

O BAILE:


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Morreu Almeida Santos, um dos pilares da democracia portuguesa.


"Encaro a morte com uma naturalidade imensa. Viver e morrer são igualmente naturais", disse um dia Almeida Santos, numa entrevista que deu à revista Sábado, em Novembro de 2006 ( e que pode ser lida integralmente AQUI).

Almeida Santos foi uma das figuras que mais se destacou na luta contra a ditadura, desempenhando um papel activo na construção da democracia portuguesa.

Nasceu em Seia em 15 de Fevereiro de 1926, estudou direito em Coimbra, onde se dedicou também à interpretação do fado de Coimbra, partindo depois para Moçambique, em 1953, onde viveu mais de 20 anos.

Em Moçambique foi um dos mais destacados militantes da Oposição Democrática e, enquanto advogado, defensor de presos políticos.

Regressou a Portugal depois do 25 de Abril, a convite de Spínola, para fazer parte do Primeiro Governo Provisório, mantendo-se nos governos provisórios seguintes (no 2ª, 3ª e 4º, liderados por Vasco Gonçalves, e no 6º, liderado por Pinheiro de Azevedo), desempenhando um papel central nas negociações que levaram à independência das antigas colónias portuguesas e continuando nos dois primeiros governos constitucionais liderados por Mário Soares, aderindo então ao PS.

Foi um dos mais destacados deputados do PS no parlamento, ao qual presidiu. Era o líder do PS quando este foi derrotado por Cavaco em 1985.

Foi um dos principais responsáveis pela elaboração da Constituição Portuguesa e pela legislação democrática.

Deixou escritas várias obras sobre de direito e memorialistas, estas últimas, peças fundamentais para o conhecimento dos bastidores da política nacional nas primeiras décadas da consolidação da democracia.

Apesar dos seus quase 90 anos, Almeida Santos continuava activo e empenhado, tendo aparecido há dois dias numa acção pública da campanha de Maria de Belém, a candidata que ele apoiava neste eleições presidenciais.

Tive o raro privilégio de lhe ter sido apresentado uma vez, há muitos anos, por um grande amigo do meu pai, o médico Mário de Sousa Dias, um dia em Torres Vedras, durante uma acção de campanha do PS.

Foram muitas as vezes que discordei de Almeida Santos , mas reconheço que, com a sua morte, é mais uma grande figura de referência democrática que se perde, um dos últimos exemplos de uma geração de políticos construidos na luta contra a ditadura e na consolidação da democracia, exemplos cada vez mais raros de coerência, coragem e dedicação, aos quais os portugueses, mesmo os seus críticos e adversários, muito devem.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Presidenciais, a semana decisiva.


Se dúvidas houvesse sobre a forma como a presidência de Cavaco Silva contribuiu para o desprestígio do cargo presidencial, a forma morna e desinteressante como decorre a campanha presidencial aí está para o provar.

Já aqui o dissemos que, depois de Cavaco Silva, qualquer candidato serve e até o Tino de Rans daria um “bom” presidente.

Mas, se subirmos a fasquia, isto é, se usarmos como comparação os três presidentes eleitos antes de Cavaco, isto é, Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio, então o leque de candidatos com qualidades reduz-se imenso e, quanto a nós, apenas quatro estão em condições de se compararem com esses três.

São eles, Sampaio da Nóvoa, Marcelo Rebelo de Sousa, Marisa Matias e Maria de Belém.

Nesta primeira semana de campanha, Marcelo Rebelo de Sousa mostrou-se igual a si próprio, popularucho quanto baste, procurando fazer esquecer que é o candidato da direita neoliberal  revanchista, que, ao votar nele, engole ao mesmo tampo um grande sapo, e, se dúvidas houvesse, Passos Coelho apareceu a recordar em quem vai votar.

Maria de Belém foi a grande desilusão. Mostrou-se pouco credível, muito “aparelhista”, sem convicção, mais preocupada nos ataques pessoais  a Sampaio da Nóvoa do que em apresentar ideias novas.

A grande revelação, pela positiva, foi a candidata Marisa Matias, com intervenções de grande qualidade, humilde quanto baste,  incisiva e credível, mostrando que o Bloco de Esquerda é o partido que produz os candidatos mais inovadores para o futuro do país. Contudo, não me parece que seja a candidata em melhor posição para bater o candidato da direita na segunda volta.

Por último, o candidato em quem vamos votar, Sampaio da Nóvoa, tem vindo a fazer uma campanha em crescendo, ganhando a visibilidade que lhe faltava e mostrando que é um candidato credível que, sendo de esquerda, é capaz de dialogar e lançar pontes ao centro e ao centro-direita, sendo assim melhor candidato para disputar a segunda volta contra Marcelo.

Entre os restantes candidatos, Edgar Silva tem sido outro candidato que tem desiludido, não sendo de estranhar que nem o eleitorado tradicional do PCP ele venha a conseguir garantir, enquanto Tino de Rans se destaca pela sua genuinidade.

O resto é paisagem…

"Os Doze de Inglaterra" , BD de Eduardo Teixeira Coelho reeditada:

BêDêZine: "Os Doze de Inglaterra" , BD de Eduardo Teixeira C...: É já nesta semana , no próximo dia 20 de Janeiro, que a Gradiva vai publicar o álbum de Banda Desenhada “Os Doze de Inglaterra”, de Eduardo Teixeira Coelho (clicar para ler mais)...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Já São Conhecidos os Nomeados para os "Óscares" de 2016:


Foram ontem anunciados os nomeados para os  “Óscares”  de 2016.



Eis a lista de nomeados:

Melhor Filme

Ponte dos Espiões
Perdido em Marte
Brooklyn
Quarto
O Caso Spotlight
Mad Max: Estrada da Fúria
The Revenant: O Renascido
A Queda de Wall Street

Melhor Realizador

Adam McKay (A Quede de Wall Street)
George Miller (Mad Max: Estrada da Fúria)
Alejandro G. Iñárritu (The Revenant: O Renascido)
Lenny Abrahamson (Quarto)
Tom McCarthy (O Caso Spotlight)

Melhor Atriz

Cate Blanchett - Carol
Brie Larson - Quarto
Jennifer Lawrence - Joy
Charlotte Rampling - 45 Anos
Saoirse Ronan - Brooklyn

Melhor Ator

Bryan Cranston - Trumbo
Matt Damon - Perdido em Marte
Leonardo DiCaprio - The Revenant: O Renascido
Michael Fassbender - Steve Jobs
Eddie Redmayne - A Rapariga Dinamarquesa

Melhor Atriz Secundária

Jennifer Jason Leigh - Os Oito Odiados
Rooney Mara - Carol
Rachel McAdams - O Caso Spotlight
Kate Winslet - Steve Jobs

Melhor Ator Secundário

Christian Bale - A Queda de Wall Street
Tom Hardy - The Revenant: O Renascido
Mark Ruffalo - O Caso Spotlight
Mark Rylance - Ponte dos Espiões
Sylvester Stallone - Creed

Melhor Argumento Original

Ponte dos Espiões
Ex Machina
Divertida-mente
O Casos Spotlight
Straight Outta Compton

Melhor Argumento Adaptado

A Queda de Wall Street
Brooklyn
Carol
Perdido em Marte
Quarto

Melhor Filme de Animação (Longa-Metragem)

Anomalisa
Divertida-mente
A Ovelha Choné - O Filme
Memórias de Marnie
O Rapaz e o Monstro

Melhor Filme Estrangeiro

Embrace of the Serpent (Colômbia)
Mustang (França)
Son of Saul (Hungria)
Theeb (Jordânia)
A War (Dinamarca)

Melhor Filme de Animação (Curta-Metragem)

Bear Story
Prologue
Sanjay’s Superteam
We Can’t Live Without Cosmos
World of Tomorrow

Melhor Documentário (Longa-Metragem)

Amy
Cartel Land
The Look of Silence
What Happened, Miss Simone?
Winter on Fire: Ukraine’s Fight for Freedom

Melhor Documentário (Curta-Metragem)

Body Team 12
Chau Beyond the Lines
Claude Lanzmann
A Girl in the River
Last Day of Freedom

Melhor Curta-Metragem (Live Action)

Ava Maria
Day One
Everything Will Be Okay
Shok
Stutterer

Melhor Fotografia

Carol
Os Oito Odiados
Mad Max: Estrada da Fúria
The Revenant: O Renascido
Sicario

Melhor Montagem

A Queda de Wall Street
Mad Max: Estrada da Fúria
The Revenant: O Renascido
Star Wars: O Despertar da Força
O Caso Spotlight

Melhor Banda Sonora Original

Ponte dos Espiões
Carol
Os Oito Odiados
Sicario
Star Wars: O Despertar da Força

Melhor Canção Original

Earned It - 50 Shades of Grey
Til It Happens To You - The Hunting Ground
Writings On The Wall - Spectre
Manta Ray - Racing Extinction
Simple Song 3 - Youth

Melhor Edição de Som

Sicario
Mad Max: Estrada da Fúria
Perdido em Marte
The Revenant: O Renascido
Star Wars: O Despertar da Força

Melhor Mistura Sonora

Ponte dos Espiões
Mad Max: Estrada da Fúria
Perdido em Marte
The Revenant: O Renascido
Star Wars: O Despertar da Força

Melhor Direção Artística

Ponte dos Espiões
A Rapariga Dinamarquesa
Mad Max: Estrada da Fúria
Perdido em Marte
The Revenant: O Renascido

Melhores Efeitos Visuais

Ex Machina
Mad Max: Estrada da Fúria
Perdido em Marte
The Revenant: O Renascido
Star Wars: O Despertar da Força

Melhor Guarda-Roupa

Carol
Cinderela
A Rapariga Dinamarquesa
Mad Max: Estrada da Fúria
The Revenant: O Renascido

Melhor Maquilhagem e Cabelo

Mad Max: Estrada da Fúria
The Revenant: O Renascido
O Centenário Que Fugiu Pela Janela e Desapareceu

Uma outra forma de olhar para essas nomeações é observar a quantidade de nomeações recebidas por cada filme (Fonte: site on-line da RTP):

The Revenant - O Renascido

12 nomeações
Melhor realizador
Melhor filme
Melhor ator
Melhor ator secundário
Melhor fotografia
Melhor montagem
Melhor guarda-roupa
Melhor design de produção
Melhor mistura de som
Melhor montagem de som
Melhores efeitos visuais
Melhor caracterização e cabelo

Mad Max: Estrada da Fúria

10 nomeações
Melhor filme
Melhor realizador
Melhor guarda-roupa
Melhor montagem
Melhor fotografia
Melhores efeitos visuais
Melhor mistura de som
Melhor montagem de som
Melhor design de produção
Melhor caracterização e cabelo

Perdido em Marte

7 nomeações
Melhor realizador
Melhor ator
Melhor argumento adaptado
Melhor montagem de som
Melhor mistura de som
Melhor design de produção
Melhores efeitos visuais

A Ponte dos Espiões

6 nomeações
Melhor filme
Melhor ator secundário
Melhor argumento adaptado
Melhor mistura de som
Melhor design de produção
Melhor banda sonora original

O Caso Spotlight

6 nomeações
Melhor filme
Melhor realizador
Melhor ator secundário
Melhor atriz secundária
Melhor argumento original
Melhor montagem

Carol

6 nomeações
Melhor atriz
Melhor atriz secundária
Melhor argumento adaptado
Melhor fotografia
Melhor banda sonora original
Melhor guarda-roupa

A Queda de Wall Street

5 nomeações
Melhor filme
Melhor realizador
Melhor ator secundário
Melhor argumento adaptado
Melhor montagem

Star Wars: O Despertar da Força

5 nomeações
Melhores efeitos visuais
Melhor montagem
Melhor banda sonora original
Melhor montagem de som
Melhor mistura de som

A Rapariga Dinamarquesa
4 nomeações
Melhor ator
Melhor atriz secundária
Melhor guarda-roupa
Melhor design de produção

Quarto

4 nomeações
Melhor filme
Melhor atriz
Melhor realizador
Melhor argumento adaptado

Sicario

3 nomeações
Melhor fotografia
Melhor montagem de som
Melhor banda sonora original

Brooklyn

3 nomeações
Melhor filme
Melhor atriz
Melhor argumento adaptado

Os Oito Odiados

3 nomeações
Melhor atriz secundária
Melhor fotografia
Melhor banda sonora original

Divertida-mente

2 nomeações
Melhor filme de animação
Melhor argumento original

Ex Machina

2 nomeações
Melhor argumento original
Melhores efeitos visuais

Steve Jobs

2 nomeações
Melhor ator
Melhor atriz secundária

Filmes apenas com 1 nomeação:
Winter on Fire: Ukraine’s Fight for Freedom
World of Tomorrow
Youth
A War
We Can’t Live without Cosmos
What Happened, Miss Simone?
When Marnie Was There
Theeb
Trumbo
Straight Outta Compton
Stutterer
Spectre
Filho de Saul
Sanjay’s Super Team
Shaun the Sheep Movie
Shok
Racing Extinction
Prologue
Mustang
The Look of Silence
Last Day of Freedom
Joy
The Hunting Ground
A Girl in the River: The Price of Forgiveness
As Cinquenta Sombras de Grey
Everything Will Be Okay (Alles Wird Gut)
Embrace of the Serpent
Day One
Creed
Cartel Land
Chau, beyond the Lines
Cinderella
Claude Lanzmann: Spectres of the Shoah
Body Team 12
O Menino e o Mundo
Bear Story
Ave Maria
Amy
Anomalisa
45 Anos

The 100-Year-Old Man Who Climbed out the Window and Disappeared

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Jornalista Ana Lourenço sai da SIC Notícias

O ano de 2015 foi um ano negro para a credibilidade da imprensa em Portugal e para a sobrevivência do jornalismo independente, e o que se anuncia para o início deste ano não mostra grande mudança.

Vários jornais foram alvo de recisões e despedimentos e alguns estão à beira de encerrar.

Mas na televisão a situação não se tem revelado muito melhor.

A SIC Notícias, um dos mais interessantes projectos informativos em Portugal, tem vindo a sofrer o impacto de algumas mudanças polémicas nos cargos de responsabilidade.

Depois da saida em Outubro de António José Teixeira e Martim Cabral, dois dos jornalistas mais independentes e credíveis daquele canal, respectivamente da direcção e da subdirecção da SIC Notícias, anuncia-se agora o pedido de demissão da jornalista Ana Lourenço, uma das mais independentes, irreverentes e cultas apresentadoras da televisão portuguesa.

Provávelmente essa imagem de degradação do canal não será estranha ao anuncio da nomeação do filho de Pinto Balsemão, Francisco Pedro, para CEO da SIC, substituindo o jornalista Pedro Norton.

O principal curriculum de Francisco Pedro na àrea do jornalismo é...ser filho do dono...

E assim se vai construindo a imagem do jornalismo em Portugal, cada vez mais enfeudado aos interesses financeiros, politicos e pessoais.

BêDêZine: Polémica no festival de BD de Angoulême 2016

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

O Respigo da semana : "Como pôde Bowie fazer-nos isto?", por Lia Pereira, jornalista do Blitz


Como pôde Bowie fazer-nos isto?

por Lia Pereira

In Blitz - 11.01.2016

"Mais do que uma surpresa, a morte de David Bowie, ontem, aos 69 anos, parece quase uma traição. Mas a forma como planeou tudo é apenas mais um sinal do seu génio.

"Acordar numa segunda-feira de manhã e, ao ligar o telemóvel, levar com uma enxurrada de mensagens de amigos e conhecidos, todos batendo na tecla do "já soubeste?" ou "que tristeza", não só não pode agoirar nada de bom como causa uma angustiante confusão.

"Naqueles segundos entre a remela e o abrir do estore, cheguei a pensar que tinha morrido alguém que conhecia na vida real. E, depois de perceber que quem tinha partido fora David Bowie, não fiquei bem convencida do contrário.

"Depois do choque, o rewind ensonado. Então mas o homem não tinha lançado um disco, ainda por cima dos bons, há poucos dias? Não estava "em exibição" no mural de metade dos meus amigos, encantados com a sua vitalidade artística e resistência à passagem de anos e modas, tão enamorados por “Blackstar” como outrora por “The Man Who Sold the World” ou “Ashes to Ashes”? Deve ter sido repentina, a sua morte, pensei. Não foi, claro, e se nas primeiras horas de confronto com a notícia a pergunta que mais me martelava a cabeça era “como pôde David Bowie morrer?", gradualmente a formulação passou a ser: “como pôde David Bowie morrer assim?”. E por assim refiro-me ao inacreditável controlo, criativo e não só, que, sabemo-lo agora, o britânico conseguiu manter até à sua última hora.

"25º disco da sua carreira e o primeiro sem a sua imagem na capa, Blackstar está cheio de mensagens nada crípticas. Das letras e vídeos do tema-título e de “Lazarus” (Look up here, I’m in heaven, começa por cantar), ao facto de, no passado mês de dezembro, David Bowie ter “mandatado” Michael C. Hall, o ator de Dexter e protagonista do musical bowiesco Lazarus, para cantar o single do mesmo nome num programa da televisão norte-americana, tudo nos parece (agora!) apontar para o canto de cisne do homem que escreveu – e quebrou – muitas das regras do livro da pop nas últimas cinco ou seis décadas. Não vimos porque não quisemos ver, ou não acreditámos porque quem se mostrava (no vídeo de “Lazarus”) preso a uma cama de hospital fez da ilusão o seu ofício vitalício?

"Tantas séries de crimes não nos prepararam para isto, ainda que com elas tenhamos aprendido que, por vezes, a melhor forma de esconder algo é deixá-lo bem à vista de todos.

"Resta-nos o espanto perante a grandiosidade do último ato de David Bowie (ao qual não é alheio o humor possível: a sua conta do Twitter regista que, na noite em que morreu, aquele a quem muitos chamavam Deus passou a seguir - o outro - Deus naquela rede social). 

"Showman até ao fim, passou os seus últimos meses a preparar um trabalho monstruoso, deixando-nos não só um belo e estranho álbum, como um rasto de pistas sobre o seu fim iminente. Pode não ter sido capaz do derradeiro truque – enganar a morte, como Lázaro, personagem bíblica que Jesus Cristo consegue, ao quarto dia, ressuscitar – mas controlou ao máximo cada pormenor da via-sacra que, tudo indica, percorreu até 10 de janeiro, dotando-a de uma beleza tão arrebatadora como improvável.

"Como pôde Bowie fazer-nos isto? Sendo Bowie, claro".

David Bowie no cinema : Merry Christmas Mr. Lawrence (1983)


Uma faceta menos conhecida de David Bowie, e que tem sido esquecida na maior parte das notícias publicadas por ocasião da sua morte, é a sua participação central no filme de Nagisa Oshima "Feliz Natal Mr. Lawrence", apresentado pela primeira vez no festival de Cannes de 1983.

David Bowie desempenha o papel de prisioneiro de guerra num campo japonês, durante a segunda guerra. 

O comandante do campo é representado por Ryuchi Sakamoto, que, juntamente com David Sylvan foi o autor da fabulosa banda sonora do filme.

O filme baseou-se na história verdadeira de Laurens van des Post, autor de um livro de memórias sobre essa traumática experiência.

David Bowie And The Story Of Ziggy Stardust (BBC Documentary)

Recordando a história de um musico genial, num documentário da BBC:

A despedida de David Bowie:Blackstar

Aqui reproduzimos dois dos temas do último album de Davia Bowie, "Blackstar", saido apenas dois dias antes da morte do musico.

É uma arrepiante despedida, mas mais uma grande e genial obra de Davie Bowie, um verdadeiro testamento musical.


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

David Bowie, 1947-2016

Morreu David Bowie. 
Como homenagem, convido-vos a visitar a página que o jornal Libération lhe dedica (   Libération.fr – David Bowie, 1947-2016) .
Também aconselhamos a consulta da edição especial on-line da revista Rolling Stone AQUI.
Até sempre Davis Bowie!!!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Uma “história” dos comentadores neoliberais: da “revolução permanente” neo-stalinista à “reforma estrutural” neoliberal.


Antes de mais nada, começava por recomendar a alguns políticos, economistas e comentadores da nossa praça que, antes de darem qualquer opinião sobre a crise, lessem com atenção a Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Depois que lessem a Constituição Portuguesa e, já agora a História da Europa, principalmente a dos anos 30, mas também a do pós guerra, nomeadamente a da própria construção das democracias ocidentais e da então CEE.

Recomendo essas leituras principalmente àquele que se dizem “liberais” e são defensores assanhados do “austeritarismo” actualmente dominante na Europa e que atinge, principalmente, quem trabalha ou trabalhou e visa retirar direitos de cidadania e reduzir os “Estado Social” à mera dimensão caritativa.

Esse “austeritarismo”, que esses “liberais” tanto defendem, tem em vista salvar bancos que se meteram  em negócios especulativos  e obscuros , salvar os salários e pensões de luxo dos seus gestores e ex-gestores ou os seus grandes accionistas, que visam apenas o enriquecimento rápido e sem esforço, sendo os riscos assumidos pelos “contribuintes” , pelos pequenos e médios depositantes, e pelos trabalhadores em geral.

Para atingirem esses objectivos de salvar o “bandido”, tais “liberais” não olham a meios argumentativos.

Oriundo, muitos deles, das revoltas estudantis dos anos 60 e/ou, no caso português, do maoismo do tempo do PREC, o seu radicalismo neo-stalinista de formação  mudou apenas de bandeira.

Hoje falam em nome de um radicalismo “liberal”, que nada tem de liberalismo. 

Não passam de radicais, fanáticos e intolerantes neoliberais, usando o mesmo radicalismo, fanatismo e intolerância que aprenderam nos tempos da sua juventude maoista.

Durante os últimos anos em Portugal andaram a defender, com todo o fanatismo habitual, as “reformas estruturais”, um eufemismo desses neoliberais de formação neo-stalinista para a permanente “revolução na revolução” com que romperam os equilíbrios e direitos sociais conquistados em décadas de evolução democrática .

Por cá, essas “reformas estruturais” foram apenas usadas para criar instabilidade social e económica, virar portugueses contra portugueses, empregados contra desempregados, jovens contra velhos, trabalhadores com contrato contra trabalhadores precários, assalariados bem pagos contra assalariados mal pagos, trabalhadores do privado contra funcionários públicos, ao mesmo tempo que criavam condições para cortar salários, desvalorizando o factor trabalho em benefícios dos grandes gestores e empresários, dos banqueiros e accionistas.

Essas “reformas estruturais” conduziram ao enfraquecimento da classe média, ao empobrecimento generalizado da população, ao aumento dramático da emigração, com a “expulsão” do país dos mais jovens e qualificados, num país já de si envelhecido e iletrado, ao mesmo tempo que vendiam ao desbarato tudo o que ainda podiam vender, sem olhar à origem dos capitais dos compradores.

Fazendo tábua rasa da estabilidade social, dos compromissos assumidos com trabalhadores e pensionistas, todos os dias assistimos à violação da lei e do seu documento fundamental, a Constituição, e tudo isso alegremente justificado pela maior parte dos comentadores políticos e económicos.

Por isso não deixa de ser irónico ouvi-los agora tão preocupados com o "desfazer" dessas políticas pelo actual parlamento e pelo actual governo.

Os mesmos, que todos os dias apelavam às “reformas estruturais”, com o mesmo fanatismo com que noutros tempos apelavam à “revolução permanente”, sem olhar à instabilidade social e económica provocadas por essas medidas, vêem agora defender a “estabilidade” e a permanência, apelando a que não se “desfaça” o que foi feito neste últimos quatro anos.

Também nós somos defensores da estabilidade nos contractos socias, nas decisões políticas e no funcionamento da economia e das finanças.

Mas, quem nos últimos anos andou a instaurar a instabilidade permanente, foi a direita neoliberal com a aplicação de medidas de austeridade que tanto agradaram a esses comentadores.

Na altura não se preocuparam muito com a “estabilidade” ou com o respeito pelos compromissos sociais consignados na Constituição, antes pelo contrário. 

Para esses, a  estabilidade e a Constituição da República não passavam de empecilhos à ”grandeza”  de tais “reformas estruturais”.

O que o actual parlamento e o actual governo estão a fazer não é “desfazer”, mas, pelo contrário , “refazer” essa estabilidade violentamente quebrada pela revolução radical neoliberal que nos andaram a impor nos últimos anos, e que, enganosamente, intitularam como “reformas estruturais”.