terça-feira, 30 de junho de 2015

“Horror” e “Extremismo” na Desunião Europeia...


 Que horror!!!....parece que na Europa da “democracia e da liberdade” houve um governo que foi eleito com um programa que procura pôr travão às  “reformas estruturais”, impostas pelos “credores” e pelas “instituições”, que estavam a levar os seus cidadãos à miséria permanente e a destruir a sua economia.

Que horror!!!!...parece que na Europa da “democracia e da liberdade” houve um governo que foi eleito para, em caso de dúvida, optar por cumprir, em primeiro lugar, com os compromissos assumidos para com os seus cidadãos , acima dos compromissos assumidos por outros governos, que não o seu, para como os “credores” e as “instituições” que ninguém elegeu.

Mas que Horror ainda maior!!!....parece que há um governo eleito num país da Europa da “democracia e da liberdade” que insiste em cumprir as suas promessas eleitorais….

Mas o cúmulo do horror é que esse governo, democraticamente eleito, colocado entre a espada e a parede, enganado pelos “credores” e pelas “instituições”, que não foram eleitas por ninguém, que passam a vida a prometer uma coisa e a voltar com a palavra atrás logo de seguida, chantageado e humilhado todos os dias, resolveu devolver a palavra ao povo através de um referendo !!!!.

Eu que, como cidadão de um país da Europa da “democracia e da liberdade”, nunca fui ouvido nem achado sobre os tratados europeus, sobre a escolha dos líderes das “instituições” europeias (excepto para o Parlamento Europeu, uma instituição meramente decorativa ), sobre a adesão ao euro, sobre os “programas de ajustamento” ou as “reformas estruturais”, tudo coisas de “pouca importância”…. e ainda por cima, pelo menos desde 2005, não conheço um único governo que tenha cumprido o que prometeu em campanha eleitoral, estou mesmo muito confuso!!!

É um horror e um escândalo que o governo de um país na Europa da “democracia e da liberdade”, para além de insistir em cumprir o programa com que foi eleito, ainda por cima resolva consultar os cidadãos sobre o seu próprio destino!!!

São mesmo “extremistas” !!!

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Kant em Atenas - A opinião de Viriato Soromenho-Marques sobre a situação na União Europeia:



A nossa indignação com a atitude da União Europeia em relação à Grécia é tão grande que já não temos palavras para exprimir, a não ser com uma bolinha vermelha à frente de cada uma delas.

Por isso hoje recorremos às palavras que quem as sabe usar melhor do que nós, um eupopeísta convicto e informado.Viriato Soromenho-Marques:

Kant em Atenas

por VIRIATO SOROMENHO-MARQUES


"Primeiro, o FMI destruiu a base negocial de um frágil acordo com Atenas. Depois, o Eurogrupo deu um golpe político, talvez mortal, na integridade da Zona Euro. A alergia a um referendo sobre a austeridade, revela o verdadeiro rosto da atual eurocracia. As leis fundamentais da União Europeia e da Zona Euro (ZE) são hoje dois tratados intergovernamentais, entrados em vigor no dia 1 de Janeiro de 2013: o Tratado Orçamental, e o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE). 

"A relação entre ambos faz da democracia uma paródia sinistra. 

"Está escrito em letra de lei que no caso de um país rejeitar o Tratado Orçamental, este perderá direito a qualquer apoio do MEE. Os parlamentos de Lisboa, Dublin, Atenas e Nicósia votaram, celeremente, o Tratado Orçamental, que impõe uma austeridade perpétua, como alguém que assina uma confissão sob tortura. Quando o BCE interromper a liquidez de emergência (ELA) à banca grega, a crise transitará da política para a física. 

"O controlo de Atenas sobre o seu sistema financeiro, e a introdução de uma nova moeda, não serão sinais de liberdade política, mas os inevitáveis recursos contra a total implosão do país. No próximo domingo, os gregos vão referendar não apenas as algemas que os prendem, mas também as regras em vigor no campo disciplinar em que a Europa se está a transformar. 

"Se a Grécia acabar por ser expulsa da ZE, os que ficarem dentro do muro de uma "Europa alemã", com uma prosperidade cada vez mais aparente e efémera, talvez contemplem o espetáculo de desespero, sofrimento e grandeza de um povo que rejeitou a gamela para recuperar o direito à liberdade. 

"Só Merkel poderá evitar que os gregos sigam o rigorismo de Kant até ao limite da crueldade: "Seja feita a justiça, mesmo que o mundo pereça" (fiat justitia, et pereat mundus)" .

(in Diário de Notícias on-line)

sábado, 27 de junho de 2015

Esta Europa mete nojo.


Segundo se afirma no Público on-line de hoje sabe-se que os “os lucros conseguidos pelo BCE na compra de dívida grega” são  “no valor de 1900 milhões de euros” mais que o montante do reembolso  de Atenas ao FMI que termina na terça-feira.

Sabe-se também que o próprio FMI tem obtido lucros fabulosos com o resgate dos países foram obrigados a recorrer aos fundos dessa instituição.

É cada vez mais claro que esta crise tem servido para encher os cofres do BCE e do FMI, e para transferir para os contribuintes e cidadãos europeus as dívidas da banca europeia.

No caso da Grécia essa dívida estava nas mãos da Banca Alemã e da Banca Francesa, que conseguiram, através do “resgate” verem-se livre da mesma, que ficou no poder do Estado grego, ou seja, que vai ter de ser paga pelos cidadãos gregos.

Por sua vez, o Estado grego, com a conivência dos partidos do “arco do poder”  das últimas décadas, o PASOK e a NOVA DEMOCRACIA, dois partidos corruptos e que funcionam em esquema mafioso, receberam “ajudas” para pagar essa dívida, à custa de cortes nas pensões e nos salários, no grande aumento de impostos e na desvalorização do sector trabalho, as ditas “reformas estruturais”, aos mesmo tempo que a União Europeia fechava os olhos à corrupção generalizada do sector político e financeiro grego. Só agora essas instituições se mostram “preocupadas” com a corrupção grega, como se ela fosse da responsabilidade do actual governo.

Desde que recebessem as tranches regularmente, e  desde que os cidadãos gregos pagassem, à custa do desemprego e do empobrecimento brutal, estava tudo bem para as instituições da troika, que continuavam a emprestar dinheiro que, em vez de servir para melhorar a situação económica e social do país ou combater a fraude financeira e política, servia para, num círculo vicioso, salvar os bancos alemães e franceses, tudo  pago pelos cidadãos gregos, com juros altíssimos e em prazos escandalosamente curtos.

Foi para alterar esta situação que o Syriza foi eleito. Infelizmente esbarrou como a atitude criminosa das instituições europeias e do FMI e está a ser empurrada para um beco sem saída, mas que, se inicialmente vai sair caro aos gregos, a prazo vai sair caro à União Europeia.

Parafraseando Pacheco Pereira na sua crónica de hoje no Público, esta Europa é uma vergonha.


O Respigo da Semana - a crónica de hoje de Pacheco Pereira no Público :"A Europa que nos envergonha"


A Europa que nos envergonha

Por José Pacheco Pereira

In Público de 27/06/2015.

“Bater nos gregos tornou-se uma espécie de desporto nacional. Tem várias versões, uma é bater no Syriza, outra é bater nos gregos propriamente ditos e na Grécia como país. As duas coisas estão relacionadas, bate-se na Grécia porque o Syriza resultou num incómodo e, mesmo que o Syriza morda o pó das suas propostas, – que é o objectivo disto tudo, – o mal-estar que existe na Europa é uma pedra no orgulhoso caminho imperial do Partido Popular Europeu, partido de Merkel, Passos e Rajoy e nos socialistas colaboracionistas que são quase todos que os acolitam. É isto a que hoje se chama “Europa”.

“Se não fosse sinal de coisas mais profundas, e péssimas, seria um pouco ridículo que nós portugueses nos arrogássemos agora o direito moral de bater nos gregos. Somos mesmo um belo exemplo! Ah! Fizemos o “trabalho de casa” e isso dá-nos a autoridade moral, “sacrificamo-nos” para ter agora esta gloriosa “recuperação” e os gregos não, Passos Coelho dixit. Para além de estar certamente a falar para a Nova Democracia e para o Pasok e não para o Syriza, o balanço do “ajustamento” grego foi devastador para a economia e para a sociedade. Porquê? Nem uma palavra. Ninguém fala da “herança” do Syriza, recebida em princípios de 2015, das mãos de dois partidos da aliança dos “ajustadores”, a Nova Democracia irmã da CDU, do PP espanhol e do PSD e do CDS português, que governou a Grécia com a eficácia que conhecemos e pelo PASOK, irmão do PS, que a co-governou. Eram esses que a “Europa” queria que ganhassem as eleições.

“Só que os gregos “não fizeram o trabalho de casa”… e por isso tem que ser punidos. Caia o Syriza na lama, e venha um qualquer outro governo dos amigos e ver-se-á como muita coisa que é negada ao Syriza será dada de bandeja ao senhor Samaras e os seus aliados. O problema não é o pagamento aos credores, não é a “violação das regras europeias” (quais?), não é uma esforçada dedicação pela “recuperação” da Grécia, é apenas e só político: não há alternativa, não pode haver alternativa, ninguém permitirá nesta “Europa” nenhuma alternativa que confronte o poder dos partidos do PPE e seus gnomos de serviço socialista, porque isso fragiliza aquilo que para eles é a Europa.

“A ideia de que a Grécia não é um Estado ou que é um “país falhado” é um absurdo. A julgar por esses critérios muitos países da Europa não são Estados, a começar pelo “estado espanhol” aqui ao lado e a acabar nalgumas construções de engenharia política ficcional que a Europa ajudou a criar nos Balcãs, seja o Kosovo, seja mesmo a bizarra FYROM. É evidente que a Grécia não é a Alemanha, mas Portugal também não é. A Grécia não é a França, mas vá-se à Córsega perguntar pela França, ou mesmo às zonas dialectais do alemão na Alsácia. Ou então a esses territórios muito especiais da União Europeia, sim da União Europeia, que são por exemplo a Reunião e Guadalupe, “departamentos franceses do ultramar”.

“A Grécia é a Grécia, muito mais parecida com Portugal naquilo é negativo que os que hoje lhe deitam pedras escondem, e bastante menos parecida com Portugal, numa consciência nacional da soberania, que perdemos de todo. No dia da vitória do Syriza, o que mais me alegrou, sim alegrou, como penso aconteceu a muita gente, à esquerda e à direita, não foi que muitos gregos tenham votado num “partido radical” ou num programa radical, ou o destino do Syriza, mas sim o facto de que votaram pela dignidade do seu pais, num desafio a esta “Europa” que agora os quer punir pelo arrojo e insolência. Escrevi na altura e reafirmo que mais importante do que a motivação de acabar com a austeridade, foi o sentimento de que a Grécia não podia ser governada por uma espécie de tecnocratas a actuar como “cobradores de fraque” em nome da Alemanha. Por isso, mais grave do que o esmagamento do Syriza, que a actual “Europa” pode fazer como se vê, é o sinal muito preocupante para todos os que querem viver num país livre e independente em que o voto para o parlamento ainda significa alguma coisa. Nisso, os gregos deram uma enorme lição aos nossos colaboracionistas de serviço, que andam de bandeirinha na lapela.

“Voltemos ao não-pais. A Grécia é um país muito mais consistente na sua história recente do que muitos países europeus, principalmente do Centro e Leste da Europa. Tem dois factores fortíssimos de identidade nacional, a religião ortodoxa e a recusa do “turco”. E foi “feita” por eles. Vão perguntar ao fantasma de Hitler o que ele disse da Grécia quando a invadiu e não disse de nenhum outro país e vão perguntar aos ingleses que apoiaram os resistentes gregos, duros, ferozes e muitos deles, como em Creta, “bandidos da montanha”. Sem Estado.

“Esta identidade nacional dá para o mal e para o bem, como de costume, mas existe. Muitas aventuras militares e políticas resultaram dessa forte identidade e da relação mítica e simbólica com o passado, como seja a invasão da Anatólia numa Turquia em crise pós-otomana para reconstituir a Grande Grécia clássica e bizantina, ou as reivindicações sobre o Epiro albanês, ou mesmo a pressão contra a existência da Macedónia como estado. A aventura de Venizelos e a Megali Idea foi uma das grandes tragédias do século XX, apoiada irresponsavelmente pelos ingleses, mas mostram como é ligeiro apresentar a Grécia como um “não país”, quando nesses anos as poucas cidades “civilizadas” nessa parte do mundo não eram Atenas, mas Salónica e Esmirna. Esmirna, incendida pelos turcos e Salónica purgada dos seus judeus por Hitler.

“O argumento “geográfico” das ilhas para afirmar que a Grécia “não é um estado” então é particularmente absurdo. A Grécia tem centenas de ilhas e a Indonésia milhares. Então a Indonésia também não é um país? É-o certamente menos do que a Grécia, visto que a diversidade rácica, linguística e religiosa da Indonésia é muito maior e mais complicada do que as ilhas gregas cujo cimento, até mesmo a Rodes, que fica bem em frente da costa turca, é de novo, a religião e a história.

“Os gregos, povo de comerciantes e marinheiros, são um alvo fácil, como os camponeses do Sul de Itália e os alentejanos, para os do Norte industrial e “trabalhador”. É um estereótipo conhecido: ladrões, vigaristas e, acima, de tudo preguiçosos. Por isso “enganaram a Europa” e querem viver á nossa custa. A Grécia enganou a Europa? Sim with a little help from my friends. A Europa ajudou activamente a Grécia a falsificar os números, a Alemanha em particular, enquanto isso lhe interessou. E nós? Só para não ir aos inevitáveis exemplos socráticos, vamos para este governo e bem perto de nós. Com que então a TAP foi comprada por um português? O brasileiro-americano o que é, o consultor para a aviação? De onde veio o dinheiro, a pergunta que se faz sempre aos remediados, que já são vigiados por 1000 euros, e ninguém faz aos ricos e poderosos? Para que é esta cosmética? Para enganar a União Europeia dando a entender que a TAP foi comprada por um cidadão da União. O truque é tão evidente, que muito provavelmente, como aconteceu com os gregos, a União Europeia já assinou de cruz pelas aparências porque lhe convém. Atirem pois mais uma pedra aos gregos.

“Os gregos não querem pagar impostos? Não, não querem, mas nós portugueses também não queremos. Há uma diferença, é que em Portugal se aceitou nos últimos anos, um poder fiscal muito para além do que é aceitável numa democracia. Será que é isso a que se chama “fazer o trabalho de casa”, ter um Estado? Já agora, as estatísticas da economia informal na Europa são muito interessantes. Sabem que Estados tem uma economia informal muito superior à grega? A Noruega, a Suíça, o Luxemburgo, a Dinamarca, a Finlândia e… a Alemanha.

“A questão mais importante e que merece ser analisada e discutida mais a fundo, não é a Grécia e muito menos o destino do Syriza. É a mudança de carácter da União Europeia, da “Europa”, nestes anos de crise. A hegemonia alemã é um facto, mas a principal mudança foi a substituição de um projecto europeu de paz e solidariedade, por um projecto de poder. A substância desse poder é a hegemonia política do Partido Popular Europeu que, apoiado pelo papel do governo alemão, mas indo para além dele, transformou o “não há alternativa” na legitimação de todos os governos conservadores, muitos dos quais viraram francamente à direita nestes anos. Esses governos recebem todas as complacências (como Portugal a quem se fechou os olhos nos falhanços na aplicação do memorando) e todos os apoios.


“A “Europa” é hoje a principal aliada eleitoral e de governo de partidos como o PSD em Portugal e o PP em Espanha, interferindo qualitativamente nas eleições nacionais e transformando o reforço do poder comunitário num instrumento de poder “europeu”. Hoje qualquer passo que reforce a “Europa” reforça o PPE e o “não há alternativa”. Esta não é a Europa dos fundadores, é a Europa dos partidos mais conservadores, com os socialistas à arreata. Não terá um bom fim e, nessa altura, muita gente lembrará a Grécia”.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

A Europa Acabou…sobra um sucursal das máfias financeiras internacionais, comandadas pelo FMI, com decisões tomadas secretamente em BIlderberg.


A forma humilhante como se arrastam as negociações com a Grécia e a forma vergonhosa como as “instituições” não democráticas da União Europeia estão a tratar o problema dos refugiados no mediterrâneo, é a prova que a célebre “Europa dos cidadãos”, “Europa solidária” , “Europa Social” e “Europa da democracia e da liberdade” não passa de um conjunto de chavões para “inglês ver” e que ficam bem num qualquer discurso de políticos, burocratas e comentadores de serviço.

Na Grécia, mesmo que se chegue a “uma espécie de acordo” , este só será aceite se continuar a garantir a humilhação social e económica dos Gregos e possa de servir de “exemplo” para qualquer veleidade  de outro povo europeu que se atreva a votar em alguém que procure uma alternativa à austeridade e ao empobrecimento generalizado dos cidadãos.

Para esta “europa” os seus cidadãos só vão servir para trabalhar e pagar para salvar as máfias financeiras do descalabro para onde nos conduziram.

Mas mais grave ainda é a vergonhosa actuação dessas mesmas instituição não-democráticas que comandam os destinos da Europa em relação à não solução para o problema dos refugiados do mediterrâneo.

É bom recordar que foi a Europa que contribuiu de forma irresponsável para a destruição do já de si precário equilibro social e económico do norte de África e do Médio Oriente com o apoio que deu às criminosas milícias que derrubaram o ditador Kadhafi  e combatem o ditador da Síria, em nome da luta pela “democracia”, ao mesmo tempo que fecharam os olhos à instauração de uma ditadura no Egipto, para além do apoio que deram à desastrosa invasão do Iraque.

Aliás a mesma irresponsabilidade está a ser repetida na Ucrânia, mas essa é outra história.

A Itália, em primeiro lugar, mas também a Grécia e a Espanha, estão praticamente isolados nas acções humanitárias para salvar diariamente milhares de pessoas que procuram fugir ao caos económico e social que está instalado em África e no Médio Oriente.

Quando Bush filho, com a ajuda de Tony Blair , de Aznar e Durão Barroso, deram cabo da ONU para justificar a criminosa invasão do Iraque, abriram o caminho para este caos em que estamos a viver.

A Europa, com a qual muitos de nós sonhámos,  já não existe.

Sobra uma enorme sucursal, dividida por quatro instituições não democráticas, BCE, Comissão, Conselho Europeu e Eurogrupo, que paga principescamente aos seus funcionários políticos e à propaganda jornalística, para manter os lucros e salvar da crise o criminoso sistema financeiro, que vive do comércio do armamento, do tráfico humano, tanto o sexual como o do trabalho mal pago e precário,  da fuga aos pagamento de impostos, da especulação da bolsa, do tráfico de droga e do contrabando, da protecção aos capitais saqueados por ditadores de todo o mundo, o  que lhes paga os ordenado e as mordomias.

Por isso não se pode esperar nada de bom para os cidadãos e trabalhadores honestos da Europa dessa gente, seja na Grécia, seja em Portugal, seja em qualquer outro país da Europa.

Os povos que sofrem os crimes que resultaram da irresponsabilidade da política internacional e financeira do chamado “Ocidente” também não podem esperar grande coisa a não ser o crescimento da xenofobia nos países que os acolhem, pois a maior parte dos governos europeus, por razões de estratégia eleitoral, uns aliaram-se, outros integraram a partidos e ideias xenófobas.

A Europa Acabou…sobra um sucursal das máfias financeiras internacionais, comandadas pelo FMI, com decisões tomadas secretamente em Bilderberg.





quarta-feira, 24 de junho de 2015

O Cartoon da Semana

Um momento de humor, no dia em que o fanatismo ideológicos dos  "Credores" resolveu passar mais uma rateira à Grécia.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Quando o "menino" bem comportado leva um puxão de orelhas: Bruxelas alerta para desemprego elevado e arrasa resposta à pobreza em Portugal


Afinal Portugal não é o "paraíso na terra" que Cavaco e Passos tentam vender.

Afinal as "medidas estruturais" e o "ajustamento" levados a cabo pelo governo sempre estão a destruir o equilíbrio social do país e a aumentar as desigualdades e a pobreza, tornando o desemprego acima dos 10% estrutural.

Afinal o "bom aluno" não é assim tão bom aluno e também tem de ser chamado à pedra.

Mas também não deixa de ser irónico o cinismo de Bruxelas. Não foi o seu modelo de austeridade imposto pela troika e diligentemente executado pelo "governo amigo" de Passos Coelho que levou à situação denunciada?

Bruxelas denuncia o resultado das políticas impostas a Portugal, sem reconhecer a sua própria culpa  no processo.

É que reconhecer o erro das políticas de austeridade punha em causa a credibilidade das suas instituições. Assim é mais fácil apontar como bodes expiatórios os governos legitimamente eleitos, mesmo que esses governos até se prontifiquem a aplicar acritica e diligentemente as políticas de Bruxelas, como acontece em Portugal.

Pelos vistos nem os "bons alunos" estão a salvo do puxão de orelhas dos burocratas de Bruxelas. 

No Reino do Pinóquio : Pedro Passos Coelho -- Best of 2010-2011

segunda-feira, 22 de junho de 2015

O Parlamento foi "Vendido" - finalmente algo mesmo útil...espero que contribua para baixar o déficit:

O Dia de Todos os Perigos


Muita vezes só tomamos consciência dos dias históricos e decisivos muito tempo depois deles terem passado.

Mas há outros dias históricos e decisivos que são perceptíveis e previsíveis e  hoje é um deles.

Aquilo que se vai passar ao longo do dia de hoje em Bruxelas vai condicionar o futuro do euro e da Europa e, no imediato, o futuro da Grécia.

Por aquilo que se sabe o governo grego recuou até onde lhe foi possível e, continuar a ceder já vai raiar a humilhação e a punição pura e simples.

Correm por aí muitos “mitos urbanos” sobre a situação grega, mas o que é um facto é que cinco anos de crise e resgate, de austeridade e submissão aos ditames da troika, conduziram o país a um nível de desemprego acima dos 25%, atingindo quase 60% entre os jovens, levaram quase 50% dos seus pensionistas a entrar na pobreza, levaram à falência de milhares de empresas, provocaram um recuo no PIB de quase 30%, aumentaram a dívida para quase 200%.

Continuar com as “reformas estruturais” (outro mito urbano) conduziria o país a agravar todos aqueles índices e roçaria a pura humilhação social de um povo que, democraticamente e em liberdade, já disse que quer mudar de rumo.

Por tudo isso não podem ser instituições que nunca se submeteram ao voto dos cidadãos europeus e criadas e reguladas no segredo dos gabinetes que se podem impor à vontade democrática.

Não deixa de ser curioso que o argumento que hoje muitos usam para justificar a acção de punição contra os gregos,  como a corrupção generalizada ou injustiça do sistema de impostos, raramente tenha sido usado nos anos anteriores, nomeadamente por ocasião da integração da Grécia na moeda única e, posteriormente, nos anos de aplicação de medidas de austeridade impostas pela troika e executadas pelos partidos que sempre estiveram no poder ao longo das últimas décadas e que foram os responsáveis pela corrupção generalizada.

Há quem diga que se as actuais propostas fossem apresentadas por um governo desses partidos que estiveram no “arco do poder” da corrupção, muito provavelmente já tinham sido aceites pelas instituições anti-democráticas que lideram a União Europeia.

Se a as últimas propostas do governo Grego não forem hoje aceites por essas instituições anti-democráticas (BCE, Eurogrupo, FMI e Comissão Europeia) , então o que está em causa é a pura intolerância ideológica dessas instituições anti-democráticas, e concluir-se-á que o seu único objectivo é punir os gregos como vacina contra a veleidade de qualquer desvio político às medidas de austeridade por parte de outros países da União Europeia e para continuarem a negar a sua responsabilidade na tragédia social a que conduziram os países sob resgate e a negarem o erro que cometeram.

Se se optar pela ruptura ou por um acordo de pura humilhação social do gregos, estamos próximos do fim da democracia na Europa tal como a conhecemos desde o pós guerra e do fim do direito dos cidadãos europeus decidirem o seu destino em liberdade.

Ir por esse caminho, a insistência nas medidas de austeridade, será entregar  todas as decisões que contam para a vida dos europeus à pura lógica especulativa e mafiosa do sistema financeiro.

Por isso hoje é um dia histórico, é o dia da viragem e da clarificação: ou as instituições anti-democráticas europeias cedem à vontade democrática dos cidadãos ou se entregam de vez à voracidade do corrupto poder financeiro europeu e internacional, com as graves consequências que todos iremos sentir nos próximos anos, isto é, a desintegração do projecto europeu, o fim do Estado Social que garantiu a paz europeia nas últimas décadas, o empobrecimento rápido e continuado de todos aqueles que trabalham e o crescimento do populismo de direita.

Por tudo isso, hoje é um dia histórico.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

A Demagogia de Juncker


Jean Claude Juncker declarou ontem que "no que diz respeito à Grécia, eu não quero saber do governo grego. Preocupo-me, isso sim, com o povo grego, e em particular a parte mais pobre da população grega, que está a sofrer mais do que outros na UE, devido ao ajustamento que teve que ser posto em prática".

Essa declaração é de um cinismo atroz, vinda do mesmo homem que liderava o Eurogrupo à época em que foi imposto à Grécia um pesado programa de austeridade que agravou as condições de vida e atingiu principalmente a parte da população grega mais vulnerável, exactamente os mais pobres, e que lançou na pobreza quase 50% dos pensionistas e elevou o desemprego para mais de 25%.

Essa declaração envergonha todos os europeus que sustentam com os seus impostos a Comissão Europeia e devia envergonhar o presidente dessa comissão, o mesmo homem que, participando no governo luxemburguês durante 20 anos, ora como primeiro-ministro, ora como ministro das finanças, permitiu que 300 grandes multinacionais fugissem ao pagamento de impostos noutros países europeus, entre os quais a própria Grécia, agravando a situação financeira desses países, que tiveram depois, por essa e outras situações de fraude generalizado no sector financeiro da zona euro, de recorrer ao “resgate” que conduziu as suas populações para o empobrecimento . (a propósito, parece que esse “Luxemburgo Leaks”, que envolvia Junckers, foi convenientemente abafado…).

É ainda de uma enorme falta de respeito para com o povo grego que escolheu exactamente o seu governo, em eleições livres e democráticas, para inverter as danosas condições socias para onde foram conduzidos por cinco anos de aplicação das mesmas “reformas” que a troika (isto é, Comissão Europeia, FMI e BCE)  pretende continuara a aplicar nesse país, e não só.

De pouco serve Juncker tentar fazer de polícia bom, declarando na mesma ocasião que não é a favor de um aumento do IVA nos medicamentos e na eletricidade, "e o primeiro-ministro (Alexis Tsipras) sabe-o", tendo mesmo sugerido alternativas , como por exemplo "um corte modesto no orçamento de Defesa, e isso poderia ser facilmente feito", pois, insistiu, considera que obrigar a Grécia a aumentar os preços dos medicamentos e da eletricidade "seria um grande erro".

Ao rematar com a afirmação "Acho que o debate na Grécia e fora da Grécia seria mais fácil se o governo grego dissesse exatamente o que a Comissão, sendo uma das três instituições envolvidas, está realmente a propor", acabou por confessar nas entrelinhas que as outras duas instituições (BCE e FMI) da troika pensam de modo diferente, isto é, querem mesmo o tal aumento no IVA, como pretendem  também continuar a penalizar as pensões mais baixas e continuar o mesmo programa desumano de austeridade .

Então, se é assim tão bem intencionado,  era contra o BCE e o FMI que a sua voz se devia erguer. Mas a coragem de enfrentar os poderosos interesse financeiros instalados na União Europeia não é propriamente o seu modo de actuar. Ninguém chega onde ele chegou mordendo na mão do "dono".

É mais fácil continuara a culpar o governo grego pelo falhanço das negociações.

E, sendo Juncker, apesar de tudo, uma  das poucas figuras com alguma decência que ainda restam na liderança das instituições europeias, dá  para perceber o que não será o tipo de gente que enxameia a burocracia europeia e  o tipo de gente que os cidadãos europeus têm pela frente, ou, citando um ditado português, "se é assim na montra, imagine o que vai dentro da loja!".

terça-feira, 16 de junho de 2015

Chegou o momento: Solidariedade Europeia : Somos Todos Gregos!


A guerra aberta entre os “credores” da troika e o governo Grego democraticamente eleito está a atingir o seu auge.

Antes demais talvez seja bom esclarecer a que “credores” nos estamos a referir.

Não estamos a falar  de agiotas anónimos, de um sector  financeiro obscuro e que actua na sombra de um mercado globalizado, nem de grandes empresas produtoras de riqueza que emprestam o seu dinheiro.

Quando falamos dos “credores” estamos a falar de instituições bem conhecidas (BCE, FMI, Comissão Europeia e Eurogrupo), lideradas por rostos conhecidos do grande público, que alimentam uma imensa máquina burocrática e que vive do saque generalizado dos impostos pagos pelos cidadãos e pelas empresas produtivas  europeias, ou, no caso de uma delas (o FMI) de quase todo o mundo.

Os lideres dessas instituições ocupam os seus cargos, principescamente pagos, e com garantia de ajudas de custo e pensões que fogem ao controle dos cidadãos europeus, tudo pago pelo saque referido acima, sem que nenhum cidadão europeu os tenha eleito para esses cargos, sendo escolhidos pelos seus pares e em benefício do corrupto e obscuro poder financeiro europeu e mundial, que tão diligentemente servem.

Ganham também dos juros cobrados aos países que eles endividaram e empobreceram com as medidas de austeridade que impuseram aos cidadãos dos países em “resgate”, emprestam para que os países cumpram com o pagamento desses juros, num círculo vicioso que aumenta cada vez mais a divida desses países, ao mesmo tempo que impõem “reformas” que retirem direitos sociais e desrespeitem compromissos assumidos pelos Estados para com os seus cidadãos, enfraquecendo a própria cidadania e, a prazo, ameaçando a própria democracia.

Num artigo hoje publicado no jornal Público ficamos a saber o que divide o Governo Grego dos seu fanáticos “credores”:

“Bruxelas quer que Atenas dê novos passos para que o seu sistema de pensões se torne mais sustentável, e que o faça de forma rápida, garantindo também poupanças orçamentais significativas no curto prazo. A Comissão diz que não têm de ser necessariamente de cortes nas pensões, mas quer ver poupanças equivalentes a 0,05% do PIB este ano e a 1% do PIB no próximo. Qualquer coisa como 1775 milhões de euros.

“O Governo grego recusa qualquer tipo de novo corte de pensões e contrapõe com uma poupança planeada com pensões de 71 milhões de euros em 2016 (equivalente a 0,04% do PIB), sendo que para 2015 o valor pensado é zero. A medida que aceita implementar é uma limitação progressiva, a partir do próximo ano, das reformas antecipadas.

“O desentendimento entre as duas partes é o resultado de visões muito diferentes sobre o mesmo problema. Do lado da troika, o que preocupa são os números que mostram que a sustentabilidade do sistema de pensões grego está em risco. A Grécia é o país da União Europeia que mais gasta em pensões em percentagem do PIB (17,5% em 2015, contra um pouco menos de 15% em Portugal e pouco mais de 13% na média europeia).  Num ranking recentemente elaborado pela Allianz, a Grécia era o oitavo ´país com um sistema de pensões menos sustentável entre 45 países (Portugal era o 17º). Para além disso, num cenário em que se continua a exigir que a Grécia realize poupanças imediatas para reduzir os défices e travar a dívida, os gastos com pensões são vistos pela troika como incontornáveis em qualquer estratégia orçamental que venha a ser seguida.

“Do lado grego, a resposta é que os pensionistas já foram alvo de demasiadas medidas nos últimos anos e que pedir mais seria altamente negativo do ponto de vista social e económico. E contrapõem com outros números. Olhando para a despesa em pensões por beneficiário (com paridade do poder de compra), a Grécia já deixa de estar nos primeiros lugares do ranking, descendo para baixo da média europeia. E 45% dos pensionistas recebem um valor mensal que os coloca abaixo do limiar de pobreza.

“O problema da insustentabilidade, defende o Governo Syriza, tem a ver principalmente com a redução drástica registada no PIB e com a escalada do desemprego para valores acima dos 25%, que não só fizeram cair as contribuições como ajudaram a manter elevados os benefícios sociais que têm de ser pagos”.

Ou seja, enquanto Bruxelas e os “credores” se preocupam com diferenças de centésimas ou milésimas percentuais, sem se preocupar com o agravamento da situação social e com o empobrecimento dos pensionistas, graças a cinco anos de austeridade impostas pela troika e cumpridas pelos anteriores governos “amigos da troika”, o governo Grego preocupa-se com o efeito humano da aplicação das medidas de austeridade.

Não deixa de ser curioso que os “credores”, nos anos anteriores, quer os da adesão ao euro, quer os da aplicação das medidas de austeridade, nunca se tenham preocupado com a corrupção e os problemas da segurança social na Grécia e até tenham agravado essa situação naquele país (e não só) durante os anos de aplicação de tais “reformas estruturais”…

Ainda segundo aquela reportagem, o  “valor das pensões de que o Governo fala são também o resultado das alterações realizadas ao sistema grego durante os últimos anos, todas elas parte das medidas exigidas pela troika desde 2010, quando o país deixou de se conseguir financiar nos mercados internacionais.

"Logo no primeiro programa, a Grécia cortou na totalidade os 13º e 14º meses das pensões superiores a 2500 euros. Para as pensões mais baixas, o corte foi parcial. Estes cortes, ao contrário do que aconteceu em Portugal, não foram repostos, contribuindo decisivamente para a redução de rendimento sofrida pelos aposentados gregos e que vai dos 20% para os pensionistas mais pobres até aos 48% para os pensionistas mais ricos, segundo os números apresentados pelo Governo”.

“A Comissão Europeia sugere que parte da poupança possa surgir de mudanças a operar nas regras de acesso às reformas antecipadas, que são ainda consideravelmente mais generosas do que na generalidade dos países europeus.

"O Governo liderado por Alexis Tsipras aceita que se possam fazer mudanças a esse nível (é daí que vêm as poupanças de 71 milhões de euros em 2016), mas a um ritmo muito mais baixo do que o pretendido por Bruxelas. A razão, dizem, é que num cenário de desemprego recorde, as reformas antecipadas têm sido a solução encontrada por quem, já na fase final da sua carreira profissional caiu numa situação de desemprego. Retirar-lhes essa possibilidade, agravaria ainda mais a situação social no país, argumentou o Governo junto das autoridades europeias”.

As instituições da troika mostram-se assim insensíveis à grave situação social que criaram com  aplicação das suas medidas, querem é garantir os seus lucros. Emprestaram à Grécia (e a Portugal), não para ajudarem à melhoria da situação económica e social do país, ou para combater a corrupção e as desigualdades sociais, mas para o tornarem refém do pagamento da dívida. E continuam a emprestar chantageando um governo democraticamente eleito, desde que esse empréstimo seja usado para pagar os juros da dívida, naquilo que se chama a pescadinha de rabo na boca: “empresto-te x para pagares num prazo incomportável, com juros agiotas, para poderes ter dinheiro para me pagares os juros e, se não pagares os juros, recorres a mais empréstimos, cedidos nas condições de fazeres o que eu mando, para garantires que os meus bancos (alemães e franceses) continuem a obter grande lucros e pagarem os favores dos burocratas europeus…”.

E qual é a medida “extremista” defendida pelo governo grego, com alternativa àquelas sugestões desumanas dos “credores”?:

“Atenas aposta antes em medidas como a criação de um imposto especial de 12% sobre os lucros das empresas acima de um milhão de euros (com o qual espera obter 600 milhões de euros ao ano), a subida do IRC de 26 para 29%, combate à fraude no IVA e nos combustíveis e aplicação de taxas e licenças sobre os canais televisivos”.


…já não temos dúvida de que lado está o bom senso, e onde estão os fanáticos.

Visões diferentes do sistema de pensões dificultam acordo na Grécia (clicar para ler)

A propósito aqui transcrevemos uma esclarecedora crónica hoje publicada por Ana Sá Lopes:

“Grécia. Perdemos todos (e a democracia também)

Por Ana Sá Lopes

Jornal i – 16 /6/2015

“A derrota de Alexis Tsipras, que não conseguiu convencer a Europa da bondade de uma agenda antiausteridade, está longe de ser apenas a derrota do Syriza e da Grécia. Tsipras, eleito com um mandato para manter a Grécia no euro, provou que qualquer tentativa de conseguir uma alternativa de esquerda para um país está condenada ao fracasso ou à saída da zona euro. 

"A derrota de Tsipras é a derrota de qualquer tentativa de corte com a austeridade. Dentro da Europa não há matizes: infelizmente existe uma agenda única, a dos “compromissos europeus”, que podem ser mais ou menos bem desenvolvidos conforme as personagens envolvidas. Acabaram agora as ilusões: não há política sem austeridade na zona euro. A Europa ilegalizou a social--democracia quando aprovou o famoso “défice zero” do Tratado Orçamental, como na altura vários economistas notaram.

“Alexis Tsipras disse ontem que não cedia mais porque estava em causa a democracia, o programa com o qual foi eleito – e não queria deixar morrer a democracia no lugar onde ela nasceu, a Grécia. Mas os acontecimentos na Grécia provam que a democracia tal como a conhecemos deixou de existir na prática, fruto da confluência de várias democracias sobrepostas. Ou seja, os eleitores da Alemanha, da Finlândia e de muitos outros países não permitem uma agenda contra a austeridade.


“Os países mais frágeis, como a Grécia (e o nosso), têm duas alternativas: ou se submetem, fazendo das eleições legislativas nacionais uma escolha entre a opção A e a opção A+, ou saem do euro. A maioria do eleitorado grego não queria sair do euro e foi por isso que Alexis Tsipras sempre recusou apresentar a hipótese aos eleitores – mas ficou provado que a Europa não mudou e dificilmente irá mudar depois de tantos esgazeados de contentamento com a derrota grega. O problema desta história é que, como dizia Draghi, navegamos para “águas desconhecidas”. Imaginar que Portugal sai disto ileso não passa pela cabeça de nenhum economista”.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

A meio de mais uma passeata paga pelo contribuinte a múmia volta a abrir a boca: Cavaco espera acordo com a Grécia mas diz que não pode haver excepções


Cavaco Silva, o teórico do "aluno bem comportado", postura que vem dos seus tempos salazaristas como candidato a informador, o pai do monstro que é o governo actual, o turista de serviço que se arrasta pelo mundo com comitivas de dezenas ou centenas de convidados pagos pelo contribuinte, sem que se conheça ou avalie a vantagem para o país dessas passeatas , veio agora debitar algumas alarvidades sobre o impasse grego, receoso de que a acção do governo grego de enfrentar a "besta" europeia se revela eficaz em aliviar a austeridade, situação que desacreditaria a sua postura subserviente em relação aos burocratas das instituições europeias

O papel que os políticos portugueses no poder têm desempenhado na tragédia grega é vergonhosa e desrespeita a forma como os portugueses têm sido tratado pelas forças da troika.

A exibição pornográfica dos simbolos nacionais à lapela, exibidos  pela tropa de choque governamental liderada por Cavaco, mera revelação da sua má consciência no modo com estão a conduzir o país para a pobreza e para a miséria, vendendo ao desbarato tudo o que há para vender, é a imagem mais abjecta dessa gente que se prolonga no poder para além do mandato legal de quatro anos, tudo porque Cavaco continua a desrespeitar a democracia e pretende prolongar a agonia do país até onde for possível, andando já a ameaçar, nas entrelinhas, que vai "prolongar" a vida deste governo por mais um ano se não houver "maioria estável" nas próximas eleições, que vão ser marcadas 4 ou 5 meses depois do final do mandato legitimo.

Não admira que Cavaco venha agora lançar mais achas na fogueira contra a Grécia, pois ele é um fiel executor das medidas anti-democráticas da burocracia europeia e as malfeitorias que prepara para o final do seu mandato estão em linha com essa gente, que coloca  os "compromissos" com os éticamente pouco recomendados"mercados" financeiros, que inventaram esta crise em proveito próprio, acima dos seus compromissos democráticos com os cidadãos.

Por agora temos, por um lado, os burocratas da troika, com o apoio de políticos sem espinha dorsal como Cavaco, a exercerem chantagem terrorista contra os cidadãos europeus e, do outros, os gregos que apenas pretendem respeitar em primeiro lugar os compromissos com os seus cidadãos.

É evidente que, pesem todas as divergências, só podemos estar do lado dos gregos nesta hora difícil, até porque, se vergarem ao peso da chantagem, nós, os portugueses, seremos as próximas vítimas.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Venderam a TAP por 10 milhões?...só podem estar a gozar connosco!!!


Não me oponho à privatização de serviços públicos, mas considero que, em determinadas áreas, o Estado deve manter o controle, substituindo a venda pela concessão.

A Energia, a Água, os Transportes , a Educação e Saúde podem ser geridas e concessionada a privados, mas o Estado tem de ter sempre a última palavra, de forma a garantir os direitos dos cidadãos, podendo, a qualquer momento, se não for cumprido o que foi contratado, retirar a concessão e retomar o controle da situação.

Era isso que se devia ter passado com a TAP.

Mas o mais grave disto tudo são os valores que se anunciam para a venda dessa empresa aos privados.

Se o concorrente vencedor era o melhor dos três que se anunciaram, o único a dar algumas garantias de qualidade, já o valor anunciado de 10 milhões para a compra da companhia portuguesa de aviação é uma ofensa aos portugueses e uma atitude de pura negligência por parte de quem nos governa.

10 milhões para o comum dos cidadãos até parece muito dinheiro, mas para o orçamento gerido por um Estado é um valor irrisório.

Seria o mesmo que um qualquer cidadão, de classe média, vender o seu automóvel por 1 euro para ajudar a pagar a mensalidade da casa!!!!

Ao aceitar esse valor os governantes responsáveis por este mau negócio para o Estado e para os portugueses, o Primeiro-ministro Passos Coelho, o Ministro Pires de Lima e o secretário de estado dos transportes, ou são incompetentes, irresponsáveis e estúpidos ou então são mesmo criminosos e deviam ser julgado por esse mau negócio para o país.

Ainda vamos ver algum deles na gestão de alguma empresa ligada aos novos proprietário da TAP no futuro, só assim se explica um tão mau negócio...

Aos empresários portugueses sérios fica aqui um aviso: Não contratem um único governante deste governo para gerirem a vossa empresa, se querem continuar a fazer bons negócios.

É que, com se viu, esta gente revelou-se totalmente incapaz de realizar bons negócios e, a negociarem desta maneira, só vão contribuir para o desastre financeiro de qualquer empresa que venham a gerir.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

10 de Junho e Cavaco: o presidente de …alguns portugueses!


Este 10 de Junho teve um sabor especial…foi o último em que tivemos de ouvir os discursos enfadonhos, vazios, cheios de lugares comuns e frases feitas de Cavaco Silva.

Foi também o início da campanha eleitoral, com Cavaco a dar o mote à propaganda da coligação de direita.

Segundo ele, os portugueses que estão no desemprego, que foram forçados a abandonar a família para emigrar, que viram as suas condições de trabalho a agravarem-se, com cortes salariais e aumento de jornadas de trabalho, vivendo cada vez mais a prazo, os 50% de jovens, os mais qualificada do país, que não encontram emprego estável e os outros 49%  (os 1% restantes são os jótinhas empregados como assessores e gestores e os filhos daqueles que enriqueceram com a crise) que só encontram empregos mal pagos e precários, os pensionistas que viram as suas magras pensões ainda mais reduzidas, os que viram a pobreza aumentar , esses portugueses, ainda segundo o presidente de alguns portugueses (os que enriqueceram com a crise, os banqueiros, os gestores de topo, os “catrogas” com reformas chorudas, os “barrosos”  da nossa política, os “camilos lourenços” do comentário político”, os “césares das neves” e os “cantigas” das universidades…), não têm razão para o pessimismo.

Antes pelo contrário, aqueles portugueses que andam a semear o pessimismo  com a sua miséria, são meros “profissionais da descrença e os profestas do miserabilismo”, palavras do presidente que mais responsabilidade teve nesse miserabilismo, primeiro o miserabilismo ético e moral como primeiro-ministro, depois o miserabilismo económico e social como mentor do governo mais miserabilista dos último cinquenta anos (nem o  Marcel Caetano foi tão longe).

Felizmente o mandato de Cavaco, o pior presidente desde Américo Thomaz, está a chegar ao fim. Mas ainda pode fazer muito estrago no escasso tempo que lhe resta para exercer o cargo e as ameaças já começaram, com avisos a qualquer tentativa para inverter a austeridade ou para um governo que recuse a “estabilidade” que ele preconiza, que é a de continuar essas políticas.

Miserabilista tem sido a postura deste presidente, aquele que mais tem feito para descreditar a politica portuguesa, colocando a democracia em risco, e para desacreditar a própria função que exerce (os monárquicos devem estar a rir-se, a bom rir, de tudo isto).

Foi ele que nos avisou : vamos estar atentos às últimas malfeitorias que Cavaco ainda pode fazer aos portugueses e ao país.

Esqueçam o G7 - Bilderberg já está a decorrer: Forget the G7 summit – Bilderberg is where the big guns go


Temos vindo a divulgar AQUI o pouco que se vai conhecendo de Bilderberg.

A conferência deste ano está a decorrer, mas são escassas as notícias sobre o que aí se passa.

O jornal The Guardian foi dos poucos que até agora se referiu e esse evento, que funciona em moldes quase mafiosos, e onde se decide de facto o destino do mundo, ultrapassando o peso de um G7 ou de outras conferências internacionais.

Já aqui nos referimos também à presença de muitos portugueses nas conferências realizadas ao longo de décadas, políticos, jornalistas, grandes empresários e banqueiros, professores universitários.

Acredito que algumas dessas pessoas tenham ido lá apenas por mera curiosidade, por algumas delas até nutro consideração intelectual e pessoal. O facto de visitarmos um campo de concentração não faz de nós um judeu ou um nazi. Visitar esse antro de mafiosos como o Clube Bilderberg também não faz de ninguém um mafioso.

Contudo a minha maior estranheza vai para vários jornalistas e comentadores da nossa praça que lá estiveram e que nunca escreveram uma linha (ou, vamos lá, duas linhas) sobre o que lá se passou.

Sempre que possível, em inglês ou noutra língua, vamos tentar divulgar por aqui o pouco que se vai sabendo das decisões que lá foram tomadas, muitas delas com impacto na vida de todos nós.
 Poe agora ficamo-nos pelo link para a reportagem do The Guardian.

terça-feira, 9 de junho de 2015

O BCE explicado às criancinhas...ou ...uma cambada de ladrões muito competentes e... bem pagos


Do site Free Zone, um site de informação alternativo, alertado por um amigo, encontrei um interessante texto, da autoria de Luís Arriaga, intitulado "Explica-me como se eu fosse muito burro", sobre o funcionamento do Banco Central Europeu e como essa instituição serve para resgatar bancos à custa da austeridade sobre os cidadãos europeus.

É mais uma prova do modo com a actual crise foi organizada para efectuar o roubo mais bem organizado da história.

Ao longo da minha vida fui roubado algumas vezes.

Lembro-me de me terem roubado uma carteira na Feira de S.Pedro, quando era míudo. Perdi uma carteira boa e vinte cinco tostões que lá tinha para gastar na feira.

Já em adulto, numa viagem a Madrid, roubaram-me uma mala do carro, partindo um vidro, onde estava um rádio portátil e uma máquina fotográfica que não era minha mas que me tinha sido emprestada, e por isso tive de encontrar uma máquina parecida para devolver ao dono. Não sei calcular exactamente o valor desse roubo, talvez o equivalente a uns cem euros.

Mais tarde assaltaram-me o sótão de onde me roubaram uma bicicleta com os pneus furados, aí no valor de uns 50 euros.

Por três vezes partiram os vidros de carros da minha família, sem encontrarem nada para roubar, tendo-me custado uma despesa que, na totalidade, nos custou uns trezentos euros.

Conheço também histórias de assaltos sofridos por conhecidos ou amigos meus, ou velhas histórias de assaltantes de estrada, no caminho que ligava Torres Vedras a Lisboa.

Hoje, perante a roubalheira de que fui vítima nos últimos anos, desde que nos impuseram o euro e desde que a Comissão Europeia, principalmente a de Barroso, o BCE, de Vitor Constâncio, e o FMI de Vitor Gaspar,  inventaram este roubo generalizado às pensões e aos salários e este aumento "brutal" da carga fiscal sobre o trabalho, e depois de ler o artigo em baixo transcrito, considero que os assaltantes acima descritos foram uns heróis, que arriscaram a liberdade por uma valor irrisório que me conseguiram roubar o equivalente a uma pequena migalha, face àquilo que gente engravatada, da Comissão Europeia, do BCE, do FMI e outros, gente muito bem vista pela comunicação social e bem paga, que continua a aparecer sorridente e sem vergonha em conferências e entrevistas, me tem roubado na última década.

Aqueles, acima referido, que me roubaram sem rodeios ao longo da minha vida, afinal são mais honestos e humanos que todos os Barrosos, os Constâncios ou os Gaspares que povoam este filme de terror social chamado União Europeia....

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Terminado o “prefácio” G7, vem aí a verdadeira reunião onde os “donos disto tudo” vão decidir o nosso futuro – De 11 a 14 de Junho tem lugar mais uma reunião do Grupo Bilderberg


A 63ª Conferência Bilderberg vai ter início dia 11 de Junho, durando até ao dia 14, e decorres em Telfs-Buchen , na  Austria.

Aí vão estar 140 participantes de 22 países, representantes políticos, da economia e das finanças, das universidades e da comunicação social, os quais, em ambiente de total secretismo, vão tomar as decisões que contam para o futuro da humanidade e daí sairão as decisões a executar pelos empregados locais dessa gente poderosa, como já saíram , noutras conferências, a decisão de criar o euro, ou de inventar a crise financeira que destruiu o poder dos cidadãos e enfraqueceu a democracia para resgatar o sector financeiro.

Os temas a discutir este ano são bem significativos da importância da conferência deste ano para o futuro de todos nós (deixo-vos a lista no inglês original do site oficial dessa organização que funciona em moldes mafiosos):

“Artificial Intelligence”
“Cybersecurity”
“Chemical Weapons Threats”
“Current Economic Issues”
“European Strategy”
“Globalisation”
“Greece”
“Iran”
“Middle East”
“NATO”
“Russia”
“Terrorism”
“United Kingdom”
“USA”
“US Elections” 

Alguns dos temas são bem significativos do que nos espera, como três temas tratados independentemente, como a “Estratégia Europeia”, a “Grécia” e a o “Reino Unido”. Fica assim evidente onde é que a crise europeia, o destino da Grécia e o referendo britânico vão ser realmente tratados, mais uma vez nas costas dos cidadãos por essa organização mafiosa controlada pelos interesse estratégicos do poder financeiro que está por detrás  de Bilderberg.

Também não deixa de ser curioso que os Estados Unidos e as eleições nesse país sejam tratados como dois temas distinto. Hilary Clinton que se cuide.

“Irão” e  “Médio Oriente” , tratados em separado, sem uma referência directa ao Estado Islâmico, trás também “água no bico”.

Quanto à grave situação do ambiente, nem uma palavra, o que mostra que, para  o poder financeiro e económico que controla Bilderberg, esse tema não lhes interessa.

É ainda significativo que não haja um destaque para a China. O poder totalitário desse país parece assim agradar ao poder económico mundial, não merecendo qualquer atenção. Desde que lhes cheire a dinheiro e a negócios, o importante é não fazer muitas ondas em relação a quem lhe dá dinheiro. A democracia é secundária para essa gente sinistra.

Quanto à lista de participantes da conferência deste ano, ela é a seguinte (vai também  em inglês, tal e qual como vem publicada no lacónico site da organização mafiosa):

Final list of Participants

“Chairman
Castries, Henri de          Chairman and CEO, AXA Group                FRA
                               
Achleitner, Paul M. Chairman of the Supervisory Board, Deutsche Bank AG     DEU
Agius, Marcus   Non-Executive Chairman, PA Consulting Group              GBR
Ahrenkiel, Thomas Director, Danish Intelligence Service (DDIS)             DNK
Allen, John R.   Special Presidential Envoy for the Global Coalition to Counter ISIL, US Department of State   USA
Altman, Roger C. Executive Chairman, Evercore             USA
Applebaum, Anne Director of Transitions Forum, Legatum Institute    POL
Apunen, Matti Director, Finnish Business and Policy Forum EVA           FIN
Baird, Zoë CEO and President, Markle Foundation        USA
Balls, Edward M. Former Shadow Chancellor of the Exchequer               GBR
Balsemão, Francisco Pinto Chairman, Impresa SGPS     PRT
Barroso, José M. Durão                Former President of the European Commission             PRT
Baverez, Nicolas Partner, Gibson, Dunn & Crutcher LLP              FRA
Benko, René Founder, SIGNA Holding GmbH  AUT
Bernabè, Franco Chairman, FB Group SRL           ITA
Beurden, Ben van CEO, Royal Dutch Shell plc   NLD
Bigorgne, Laurent Director, Institut Montaigne               FRA
Boone, Laurence Special Adviser on Financial and Economic Affairs to the President FRA
Botín, Ana P. Chairman, Banco Santander          ESP
Brandtzæg, Svein Richard President and CEO, Norsk Hydro ASA             NOR
Bronner, Oscar Publisher, Standard Verlagsgesellschaft             AUT
Burns, William President, Carnegie Endowment for International Peace          USA
Calvar, Patrick  Director General, DGSI                FRA
Castries, Henri de Chairman, Bilderberg Meetings; Chairman and CEO, AXA Group     FRA
Cebrián, Juan Luis Executive Chairman, Grupo PRISA   ESP
Clark, W. Edmund Retired Executive, TD Bank Group   CAN
Coeuré, Benoît   Member of the Executive Board, European Central Bank           INT
Coyne, Andrew   Editor, Editorials and Comment, National Post                CAN
Damberg, Mikael L. Minister for Enterprise and Innovation      SWE
De Gucht, Karel     Former EU Trade Commissioner, State Minister             BEL
Dijsselbloem, Jeroen Minister of Finance          NLD
Donilon, Thomas E. Former U.S. National Security Advisor; Partner and Vice Chair, O'Melveny & Myers LLP  USA
Döpfner, Mathias CEO, Axel Springer SE             DEU
Dowling, Ann President, Royal Academy of Engineering            GBR
Dugan, Regina  Vice President for Engineering, Advanced Technology and Projects, Google USA
Eilertsen, Trine   Political Editor, Aftenposten    NOR
Eldrup, Merete     CEO, TV 2 Danmark A/S                DNK
Elkann, John Chairman and CEO, EXOR; Chairman, Fiat Chrysler Automobiles ITA
Enders, Thomas CEO, Airbus Group       DEU
Erdoes, Mary CEO, JP Morgan Asset Management         USA
Fairhead, Rona Chairman, BBC Trust      GBR
Federspiel, Ulrik Executive Vice President, Haldor Topsøe A/S              DNK
Feldstein, Martin S. President Emeritus, NBER;  Professor of Economics, Harvard University USA
Ferguson, Niall Professor of History, Harvard University, Gunzberg Center for European Studies USA
Fischer, Heinz Federal President           AUT
Flint, Douglas  J. Group Chairman, HSBC Holdings plc  GBR
Franz, Christoph  Chairman of the Board, F. Hoffmann-La Roche Ltd     CHE
Fresco, Louise O. President and Chairman Executive Board, Wageningen University and Research Centre NLD
Griffin, Kenneth Founder and CEO, Citadel Investment Group, LLC      USA
Gruber, Lilli Executive Editor and Anchor “Otto e mezzo”, La7 TV          ITA
Guriev, Sergei  Professor of Economics, Sciences Po    RUS
Gürkaynak, Gönenç Managing Partner, ELIG Law Firm TUR
Gusenbauer, Alfred Former Chancellor of the Republic of Austria        AUT
Halberstadt, Victor Professor of Economics, Leiden University               NLD
Hampel, Erich   Chairman, UniCredit Bank Austria AG  AUT
Hassabis, Demis Vice President of Engineering, Google DeepMind     GBR
Hesoun, Wolfgang CEO, Siemens Austria           AUT
Hildebrand, Philipp Vice Chairman, BlackRock Inc.        CHE
Hoffman, Reid Co-Founder and Executive Chairman, LinkedIn               USA
Ischinger, Wolfgang Chairman, Munich Security Conference   INT
Jacobs, Kenneth M. Chairman and CEO, Lazard                USA
Jäkel, Julia CEO, Gruner + Jahr DEU
Johnson, James A. Chairman, Johnson Capital Partners              USA
Juppé, Alain Mayor of Bordeaux, Former Prime Minister          FRA
Kaeser, Joe President and CEO, Siemens AG    DEU
Karp, Alex CEO, Palantir Technologies USA
Kepel, Gilles University Professor, Sciences Po              FRA
Kerr, John Deputy Chairman, Scottish Power    GBR
Kesici, Ilhan MP, Turkish Parliament     TUR
Kissinger, Henry A. Chairman, Kissinger Associates, Inc.            USA
Kleinfeld, Klaus   Chairman and CEO, Alcoa          USA
Knot, Klaas H.W. President, De Nederlandsche Bank   NLD
Koç, Mustafa V.     Chairman, Koç Holding A.S.      TUR
Kogler, Konrad Director General, Directorate General for Public Security         AUT
Kravis, Henry R. Co-Chairman and Co-CEO, Kohlberg Kravis Roberts & Co.        USA
Kravis, Marie-Josée Senior Fellow and Vice Chair, Hudson Institute    USA
Kudelski, André   Chairman and CEO, Kudelski Group      CHE
Lauk, Kurt           President, Globe Capital Partners          DEU
Lemne, Carola  CEO, The Confederation of Swedish Enterprise              SWE
Levey, Stuart     Chief Legal Officer, HSBC Holdings plc USA
Leyen, Ursula von der  Minister of Defence      DEU
Leysen, Thomas Chairman of the Board of Directors, KBC Group            BEL
Maher, Shiraz   Senior Research Fellow, ICSR, King's College London   GBR
Markus Lassen, Christina Head of Department, Ministry of Foreign Affairs, Security Policy and Stabilisation DNK
Mathews, Jessica T. Distinguished Fellow, Carnegie Endowment for International Peace        USA
Mattis, James   Distinguished Visiting Fellow, Hoover Institution, Stanford University              USA
Maudet, Pierre Vice-President of the State Council, Department of Security, Police and the Economy of Geneva                CHE
McKay, David I.   President and CEO, Royal Bank of Canada         CAN
Mert, Nuray      Columnist, Professor of Political Science, Istanbul University TUR
Messina, Jim     CEO, The Messina Group            USA
Michel, Charles    Prime Minister               BEL
Micklethwait, John Editor-in-Chief, Bloomberg LP        USA
Minton Beddoes, Zanny Editor-in-Chief, The Economist            GBR
Monti, Mario    Senator-for-life; President, Bocconi University              ITA
Mörttinen, Leena Executive Director, The Finnish Family Firms Association    FIN
Mundie, Craig J. Principal, Mundie & Associates            USA
Munroe-Blum, Heather     Chairperson, Canada Pension Plan Investment Board CAN
Netherlands, H.R.H.  Princess Beatrix of the     NLD
O'Leary, Michael CEO, Ryanair Plc          IRL
Osborne, George First Secretary of State and Chancellor of the Exchequer      GBR
Özel, Soli  Columnist, Haberturk Newspaper; Senior Lecturer, Kadir Has University    TUR
Papalexopoulos, Dimitri Group CEO, Titan Cement Co.               GRC
Pégard, Catherine President, Public Establishment of the Palace, Museum and National Estate of Versailles FRA
Perle, Richard N. Resident Fellow, American Enterprise Institute         USA
Petraeus, David H. Chairman, KKR Global Institute       USA
Pikrammenos, Panagiotis Honorary President of The Hellenic Council of State             GRC
Reisman, Heather M.   Chair and CEO, Indigo Books & Music Inc.          CAN
Rocca, Gianfelice    Chairman, Techint Group           ITA
Roiss, Gerhard CEO, OMV Austria          AUT
Rubin, Robert E. Co Chair, Council on Foreign Relations; Former Secretary of the Treasury USA
Rutte, Mark Prime Minister      NLD
Sadjadpour, Karim Senior Associate, Carnegie Endowment for International Peace     USA
Sánchez Pérez-Castejón, Pedro Leader, Partido Socialista Obrero Español PSOE              ESP
Sawers, John     Chairman and Partner, Macro Advisory Partners            GBR
Sayek Böke, Selin Vice President, Republican People’s Party  TUR
Schmidt, Eric E.   Executive Chairman, Google Inc.            USA
Scholten, Rudolf CEO, Oesterreichische Kontrollbank AG          AUT
Senard, Jean-Dominique CEO, Michelin Group               FRA
Sevelda, Karl     CEO, Raiffeisen Bank International AG                AUT
Stoltenberg, Jens Secretary General, NATO      INT
Stubb, Alexander Prime Minister           FIN
Suder, Katrin Deputy Minister of Defense         DEU
Sutherland, Peter D. UN Special Representative; Chairman, Goldman Sachs International IRL
Svanberg, Carl-Henric  Chairman, BP plc; Chairman, AB Volvo SWE
Svarva, Olaug    CEO, The Government Pension Fund Norway  NOR
Thiel, Peter A.  President, Thiel Capital               USA
Tsoukalis, Loukas President, Hellenic Foundation for European and Foreign Policy     GRC
Üzümcü, Ahmet Director-General, Organisation for the Prohibition of Chemical Weapons INT
Vitorino, António M. Partner, Cuetrecasas, Concalves Pereira, RL         PRT
Wallenberg, Jacob Chairman, Investor AB         SWE
Weber, Vin Partner, Mercury LLC           USA
Wolf, Martin H.  Chief Economics Commentator, The Financial Times    GBR
Wolfensohn, James D. Chairman and CEO, Wolfensohn and Company               USA
Zoellick, Robert B. Chairman, Board of International Advisors, The Goldman Sachs Group USA.

Uma lista curiosa e que merece ser alvo de uma investigação e atenção mais cuidada.

Por Portugal temos dois repetentes, Pinto Balsemão e Durão Barroso, o primeiro responsável máximo por escolher os convidados portugueses, o segundo , aquele que o irá substituir e aquele que vai, provavelmente receber aqui as indicações para o seu futuro politico, podendo continuar a desenvolver as malfeitorias que fez na Comissão Europeia, agora noutro qualquer posto que essa organização ache que venha a ser útil para executar fielmente as decisões secretas que aí vão ser tomadas.

Também não nos surpreende o convite a António Vitorino para estar presente nesta reunião, pela segunda vez.

Já agora, recordamos em baixo a lista de portugueses que estiveram presentes, de forma oficial, já que tem havido presenças mais secretas e de forma oficiosa, de acordo com algumas inconfidências que casualmente vão sendo conhecidas (deixamos o título também em inglês):

António José Seguro,(2013) Politician
Paulo Portas, Politician (2013)
Luis Amado, Politician (201…)
Paulo Rangel, Politician (201…)
Francisco Pinto Balsemão (1981, 1983–1985, 1987–2015), former Prime Minister of Portugal, 1981–1983 and CEO of Impresa media group
Manuel Pinho (2009), former Minister of Economy and Innovation
José Sócrates (2004), former Prime Minister of Portugal
José Pedro Aguiar-Branco , (201…) former Minister of Justice
Santana Lopes (2004), former Prime Minister of Portugal
José Manuel Durão Barroso (1994, 2003, 2005, 2013, 2015), former Prime Minister of Portugal and Minister of Foreign Affairs, and current President of the European Commission
Nuno Morais Sarmento, (201…) former Minister of Presidency and Minister of Parliament Affairs
António Costa (2008), former Minister of Interior and current Mayor of Lisbon
Rui Rio (2008), current Mayor of Porto
Manuela Ferreira Leite (2009), former Minister of Education and Minister of Finance and Public Administration
Augusto Santos Silva,(201…) former Minister of Education, Minister of Culture, Minister of Parliament Affairs, and current Minister of National Defence
Marcelo Rebelo de Sousa (1998),[ former Minister of Parliament Affairs
António Guterres (1994), former Prime Minister of Portugal, former President of the Socialist International and current United Nations High Commissioner for Refugees
Ferro Rodrigues,(201…) former Minister of Labour and Social Solidarity and Minister of Public Works, Transport and Communications
Jorge Sampaio,(201…) former President of Portugal
Luís Mira Amaral (1995), former Minister of Labour and Social Solidarity, chairman of Caixa Geral de Depósitos and CEO of Banco Português de Investimento
Vítor Constâncio (1988), governor of the Banco de Portugal, Vice President of the ECB
Fernando Teixeira dos Santos (2010), former Minister of Finance
José Medeiros Ferreira (1977, 1980), former Minister of Foreign Affairs
Joaquim Ferreira do Amaral (1999), former Minister of Public Works, Transport and Communications
António Miguel Morais Barreto (1992), former Minister of Agriculture, Rural Development and Fisheries
João Cravinho,(201…)former Minister for Environment, Spatial Planning and Regional Development
Artur Santos Silva,(201…) former vice-governor of the Banco de Portugal, chairman of Banco Português de Investimento and current non-executive chairman of Jerónimo Martins
Francisco Luís Murteira Nabo,(201…)former chairman of Portugal Telecom, Minister of Public Works, Transport and Communications, and current chairman of Galp Energia and president of the Portuguese Economists Association
Manuel Ferreira de Oliveira,(201…) CEO of Galp Energia
Ricardo Salgado,(201…) CEO of Banco Espírito Santo
Antonio Nogueira Leite (Portuguese) (2011), Economist.
Paulo Macedo,(2014)  actual Ministro da Saude;
Inês de Medeiros (2014) ,deputada do PS.

Recentemente o jornal I, refria-se assim a alguns desses convidados portugueses:

“O i revela 15 personalidades que foram aos encontros de Bilderberg, o que faziam antes e o que fizeram a seguir

“José Sócrates  - Foi convidado em 2004, pouco tempo antes de ser eleito para a liderança do PS com 80% dos votos. No ano seguinte chegou a primeiro-ministro e ocupou o cargo durante seis anos. Quando foi convidado por Balsemão já era influente dentro do PS e apontado por alguns como sucessor de Ferro Rodrigues, que enfrentou grandes dificuldades na liderança devido ao caso Casa Pia. Actualmente, José Sócrates está preso preventivamente por suspeitas de fraude fiscal, corrupção e branqueamento de capitais.

“Paulo Portas Portas é um dos raros convidados do mundo da política que não pertencem nem ao PSD nem ao PS. O líder dos centristas foi convidado em 2013, juntamente com António José Seguro (Portugal tem, no máximo, três representantes no encontro). Portas foi ao encontro quando era ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

“António Costa O actual líder do PS foi convidado para o encontro que junta a elite mundial em 2008. Um ano antes tinha sido eleito para a presidência da Câmara de Lisboa em eleições intercalares. No currículo já tinha os cargos de ministro da Justiça e da Administração Interna, entre outros. Há muitos anos que o seu nome  é falado para a liderança do PS, mas Costa só avançou em 2014. O mais provável, de acordo com as sondagens, é que seja o próximo primeiro--ministro. Curiosamente, Costa foi convidado juntamente com Rui Rio, que era presidente da Câmara do Porto. A proximidade entre os dois tem alimentado especulações de que no futuro se poderão vir a entender para criar um governo do bloco central.

“António José Seguro Foi convidado em 2013. Era líder do PS há dois anos e na altura era forte a possibilidade de vir a ser o próximo primeiro--ministro. Mas, ao contrário de que muitos previam, não foi o governo a cair mas sim o líder do PS, que nunca conseguiu ultrapassar as divergências com alguns sectores dentro do PS. Um ano depois, após a vitória nas eleições europeias, foi desafiado por António Costa para disputar a liderança e foi derrotado.

“Saiu da liderança do PS e abandonou o lugar de deputado. Desde que deixou de ser líder do PS que não tem intervenção pública.

“Paulo Macedo O actual ministro da Saúde foi  convidado por Francisco Pinto Balsemão no ano de 2014. Paulo Macedo ganhou notoriedade como director--geral dos Impostos, tendo conseguido bons resultados no combate à evasão fiscal. Foi também vice-presidente do conselho de administração executivo do Millennium BCP.

“Foi sempre um dos ministros mais populares deste governo e era até o preferido de alguns sectores da maioria, nomeadamente do CDS, para ministro das Finanças quando Vítor Gaspar se demitiu.

“Marcelo Rebelo de Sousa Foi convidado em 1998, quando liderava o PSD. Deixou a liderança dos sociais-democratas no ano seguinte, depois de entrar em ruptura com Paulo Portas, o que ditou o fim da aliança entre o PSD e o CDS. Não deixou, porém, de ter influência, sendo o comentador político mais ouvido do país. Quase 20 anos depois, Marcelo admite voltar à política, mas como candidato à Presidência da República, um dos candidatos mais fortes na área da direita. Marcelo contou à TVI, uns anos depois de ter participado no encontro, que não viu nada de “anormal” nessas reuniões. Descreveu o encontro como “muito interessante”, já que lhe permitiu “conhecer figuras importantes dos Estados Unidos da América e da Europa”. O professor está, porém, convicto de que destes encontros não resulta uma rede de ligação. “Eu não notei que tivesse ficado. Não tenho essa visão conspiratória.”

“Vítor Constâncio Foi governador do Banco de Portugal e participou no encontro em 1988, quando era secretário-geral do PS, e em 2010, ano em que deixou o Banco de Portugal para ocupar o cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), onde é responsável pela supervisão bancária.

“Teixeira dos Santos Teixeira dos Santos foi convidado quando era ministro das Finanças de José Sócrates. Um ano depois, o agora professor universitário entrou em ruptura com José Sócrates, quando decidiu acabar com as resistências do ex-primeiro-ministro à vinda da troika e assumiu que o país precisava de pedir ajuda externa. Actualmente é professor da Faculdade de Economia do Porto.

“Ricardo Salgado O banqueiro esteve duas vezes nos encontros de Bilderberg, em 1997 e 1999, quando a conferência se realizou no Hotel da Penha Longa, em Sintra (foi até hoje a única vez que se realizou em Portugal). O fundador destes encontros, Bernardo da Holanda, conta o livro “O Último Banqueiro”, das jornalistas Maria João Babo e Maria João Gago, era “visita assídua em casa de Manuel Espírito Santo, o tio--avô de Ricardo Salgado, que liderou o BES até 1973. Os convites a Salgado foram feitos por Balsemão “antes de as relações” entre os dois “se deteriorarem”, revela ainda o livro sobre o ex-presidente do BES.

“Paulo Rangel  O eurodeputado do PSD participou na reunião em 2010. No mesmo ano foi candidato à liderança do partido, mas foi Passos Coelho quem ganhou. Actualmente, Paulo Rangel é deputado ao Parlamento Europeu.

“Durão Barroso Durão Barroso participou três vezes nas conferências do Bilderberg. A primeira foi em 1994 quando era ministro dos Negócios Estrangeiros. O cavaquismo estava a dar as últimas e já se começava a discutir o sucessor do homem que mais tempo governou o país. Um ano depois de entrar no restrito clube mundial, Durão candidatou-se à liderança do partido, mas perdeu para Fernando Nogueira. Não desistiu e em 1999 foi eleito líder do partido. Não demorou muito tempo a chegar ao governo. António Guterres demitiu-se e em Março de 2002 foi eleito primeiro-ministro. Foi nessa qualidade que, no ano seguinte, voltou a ser convidado para o encontro da elite mundial. Não foi a última vez.

“Santana Lopes  Pedro Santana Lopes esteve no encontro em Junho de 2004. A reunião aconteceu três semanas antes da crise política em Portugal. Durão Barroso demitiu-se do governo, mas não partiu para o novo cargo na Comissão Europeia sem escolher o seu sucessor:Santana Lopes. O “enfant terrible” do PSD chegou a primeiro-ministro pouco tempo depois de ter participado no encontro, as nem um ano esteve na liderança do governo. Santana ainda concorreu nas legislativas, mas o vencedor foi José Sócrates, que também tinha participado no encontro de Bilderberg no mesmo ano. Santana não está actualmente na política activa, mas poderá ser candidato à Presidência da República nas próximas eleições. Actualmente é presidente da Santa Casa da Misericórdia.

“Manuela Ferreira Leite Era presidente do PSD quando foi convidada para participar na conferência do clube de Bilderberg, em 2009. Ao contrário de outros líderes da oposição, que já participaram nestas reuniões, nunca chegou à liderança do governo. Em Abril de 2010, após a derrota nas legislativas contra José Sócrates, Manuela Ferreira Leite deixou a presidência do PSD e foi substituída por Passos Coelho. Participou em vários governos, mas um dos cargos mais importantes que ocupou foi o de ministra das Finanças, no governo liderado por Durão Barroso. Actualmente Ferreira Leite está afastada da política activa, mas não deixa de ter influência através dos seus comentários políticos, que muitas vezes se traduzem em críticas ao governo de Passos Coelho. Foi um dos nomes falados para a Presidência da República, mas curiosamente a hipótese foi lançada pelo socialista Pedro Adão e Silva. Um desafio que Ferreira Leite dificilmente aceitará.

“Inês de Medeiros Foi convida em 2014 juntamente com Paulo Macedo. É deputada do PS. A actriz e realizadora está ligada no parlamento à área da cultura.

“Rui Rio Foi convidado em 2008, quando era presidente da Câmara do Porto, um cargo que exerceu até às últimas eleições autárquicas, em 2013. Desde essa data que está afastado da política activa, mas nem por isso deixou de ter uma intervenção pública permanente. O futuro poderá passar por uma candidatura à Presidência da República ou por uma candidatura à liderança do PSD, se Passos Coelho perder as próximas eleições legislativas. O ex-autarca do Porto participa com frequência em debates políticos e em conferências e é um adepto do bloco central. “Não será possível reformar o país sem consenso político e sem o entendimento, pelo menos, dos dois maiores partidos portugueses em matérias de regime”, defendeu Rio, numa biografia publicada no final do ano de 2014. Balsemão já admitiu que Rui Rio é o seu candidato preferido para Belém”.

Do site BLASTINGNEWS, de 25 de Fevereiro último retirámos o seguinte texto da autoria de Augusto Ramos, especialista em temas internacionais:

“A controverso grupo Bilderberg reúne-se este ano na Áustria. A reunião será realizada no sumptuoso hotel Interalpen, nos Alpes austríacos, a pouca distância do aeroporto de Innsbruck, de 11 a 14 Junho, confirmou a polícia austríaca, que se prepara para patrulhar o evento. A notícia foi também confirmada por Daniel Estulin, que tem publicado vários best-sellers acerca do Clube Bilderberg, o que lhe permite estar por dentro dos movimentos da organização.

“Considerado como um dos homens mais bem informados acerca desta organização, Estulin anunciou esta semana, numa entrevista ao popular Infowars de Alex Jones, que a reunião "secreta" será este ano na Áustria. Estulin revelou ainda na entrevista da emissão do passado 24 que "passados anos de exposição e denúncia pública do grupo Bilderberg, da sua agenda secreta e influência politico-económica, ainda sou perseguido e demonizado em meios políticos e jornalísticos".

“Foi um dos primeiros jornalistas a denunciar as reuniões secretas que congregam banqueiros, políticos, empresários e personalidades com visibilidade pública nos seus países e internacionalmente. Hoje são já inúmeros os jornalistas que divulgam ao público o que devia ser uma agenda secreta. O objectivo da Bilderberg é, para Estulin, "formatar a mente dos participantes para um futuro planeado em nome de um debate acerca da situação presente".

"Mas durante décadas o Clube Bilderberg foi mantido em segredo. Foi a expansão da Internet que colocou a Bildeberg na agenda mediática. Até há bem poucos anos a divulgação destas reuniões (realizadas à porta fechada, "para estarmos sossegados" justificou Pinto Balsemão, ao "i") eram ridicularizada. Mas desde a explosão da internet e de sites como o Infowars, que fazem directos e enviam repórteres in loco às reuniões da Bilderberg, acabou-se o "secretismo".

“A Bilderberg existe desde 1954. E a participação portuguesa faz-se desde 1988, com Francisco Pinto Balsemão, que ocupou mesmo a posição de vice-presidente da reunião, dirigindo David Rockfeller, Beatriz da Holanda (Shell), Bill Clinton e outras personalidades da elite internacional. Tem também sido Pinto Balsemão quem tem seleccionado os portugueses que o vão acompanhar à Bildeberg para uma carreira que a organização vai catapultar "fatalmente".

“Daniel Estulin teve o seu livro "Clube Bilderberg" impedido de ser publicado em Portugal, segundo carta de editor divulgada no "Semanário" e reproduzida no blog Filtro. Só muito recentemente Estulin viu editoras portuguesas arriscarem na compra do livro, depois de este ser incontestavelmente um best seller internacional.

“Alguns políticos portugueses foram convidados para a Bilderberg ainda antes de serem figuras públicas e/ou desempenharem cargos políticos e terem os apoios dos seus partidos, como Pedro Santana Lopes e José Sócrates. Muitas outras carreiras políticas e económicas internacionais tiveram o seu empurrão na Bilderberg, como aconteceu com Durão Barroso, Bill Clinton ou Tony Blair.

“A agenda do clube é secreta, mas por vezes há infiltrados ou convidados que as divulgam; foi o caso da reunião de 2013, em que Joseph Paul-Watson, do Truth Seeker, divulgou um raro exemplo da agenda a debater na Bilderberg, onde constavam por exemplo, "revoltas por toda a Europa"; "crise dos media"; "resistência a fármacos" e até "tecnologia de impressão em 3 dimensões".

“A unidade anti-terrorista COBRA vai patrulhar a área alpina e num perímetro de 15 Km serão proibidos voos e para-quedismo.

“Como complemento à noticia aqui publicada sobre a crescente influência do Club Bilderberg nas decisões político-económicas tomadas em Portugal, de que o grande «papa dos media», Francisco Pinto Balsemão, é o mentor máximo, respigamos, com a devida vénia, (complementando o texto com factos da actualidade, como foi o caso da última aquisição do Grupo, Clara Ferreira Alves, que participou numa reunião efectuada este ano na Suiça) do blogue «Portugal Global» acontecimentos históricos sobre esta «sociedade secreta» que actua no «rectângulo» com grande discrição, povoando as suas peças no xadrez mais interventivo e mediático da sociedade (veja-se como muitos membros do Club são figuras de topo da vida governativa nacional e europeia, não esquecendo o canal de Carnaxide ou no jornal dito de referência «Expresso» do mesmo grupo de Comunicação Social liderado por Pinto Balsemão), apostando em aniquilar (geralmente com recurso aos meios da «casa») outras organizações que lhe possam fazer sombra, como é o caso da Igreja e da Maçonaria.

Historial

“O texto publicado no «Portugal Global» foi retirado do extinto site PTNSA, onde se refere que a  Sociedade Bilderberg é um grupo americano que existe há longos anos,que leva a cabo uma conspiração antidemocrática, um plano oculto de dominação mundial. Este grupo conta nas suas fileiras, Presidentes, Famílias Reais, ministros, industriais e executivos de sucesso, jornalistas, directores de estações de TV, jornais etc.

“A primeira conferência da Bilderberg realizou-se em Maio de 1954, desde então esta organização secreta realiza todos os anos em diversas cidades europeias e norte americanas, conferências. A Bilderberg todos os anos preocupa-se em convidar as figuras mais poderosas ou futuros aliados, na execução da estratégia de dominação, para as suas conferências.Após analisarmos os participantes destes encontros, chegamos à conclusão que nós, povo, não passamos de peças, facilmente manipuladas por estes “grandes” senhores. Considerando como exemplo a última “luta”, durante as legislativas, entre PS e PSD que serviu, e serve, para ridicularizar o povo português.Em boa verdade, vendo os nomes em evidência do Clube em Portugal, facilmente verificamos que estão todos eles ligados ao chamado «centrão» da vida politica, ou seja, ao bloco PS/PSD.

“Imaginem o que se passa nos bastidores, as ricas gargalhadas que não se dão nessas reuniões à “nossa” custa. Vivemos portanto numa ditadura “invisível”, onde as nossas escolhas são limitadas a uma só “força”/”poder” com dois ou três nomes diferentes, de modo a nos iludir. Pinto Balsemão é o convidado assíduo da Bilderberg, pelo menos desde 1988.Podemos fazer uma pequena ideia de como a “nossa opinião” é controlada através desta força oculta, quem não vê TV para saber as últimas notícias nacionais e internacionais?

“Quem não compra o seu jornal de manhã para saber o que se passa ao seu redor?

“A maioria das pessoas não tem noção que a informação que lhes chega todos os dias através da comunicação social, que jamais é posta em causa a sua veracidade, é um excerto dos factos reais um QB de ficção.

“Conferência em Portugal

“No início de Junho de 1999, realizou-se na Penha Longa, Sintra, uma conferência da Bilderberg. Entre os participantes desta 47ª conferência estavam dez portugueses: Francisco Pinto Balsemão, Jorge Sampaio, Artur Santos Silva, Ricardo Salgado, Nicolau Santos ( colaborador do «Expresso» e comentador económico da SIC), Murteira Nabo, Vasco de Melo, Marçal Grilo, João Cravinho e Joaquim Ferreira do Amaral.

“De acordo com algumas fontes, a Bilderberg pagou milhões de dólares ao governo Português para este disponibilizar forças militares, policiais e helicópteros para localizar intrusos, de modo a “protegerem o seu secretismo”, pois a segurança nos encontros da Bilderberg é algo que nunca falta.

“António Guterres, que participou na conferência de 1994, na Finlândia, foi, curiosamente, eleito primeiro-ministro em 95. Guterres não constou na lista de convidados da 47ª Conferência e em nenhuma outra depois da de 94. Foi nomeado para Alto Comissário para os Desalojados nas Nações Unidas.Mas existem outras coincidências iguais a estas no historial da Bilderberg.

“Coincidências?

“Bill Clinton que participa no encontro Bilderberg na Alemanha em 91 foi eleito presidente dos Estados Unidos da América em Agosto de 1992.Tony Blair que participa no encontro Bilderberg na Grécia em 93 torna-se líder do partido em Julho de 94 torna-se primeiro-ministro em Maio de 97. Jack Santer o anterior chefe de estado (demitido por corrupção) participou no encontro Bilderberg na Alemanha em 91 e torna-se presidente da UE em Janeiro 95.

“Romano Prodi participou no encontro Bilderberg em Portugal em Junho de 99 toma posse como presidente da UE em Setembro de 99.George Robertson participa no encontro Bilderberg na Escócia em 98 e toma posse como secretário-geral da NATO em 99.

“Como atrás referimos, Francisco Pinto Balsemão é o  convidado assíduo da Bilderberg pelo menos desde 1988. Um magnata na imprensa e economia portuguesa, fundador do Jornal Expresso/Sojornal em 1972. Após a morte de Sá Carneiro em 1980, Pinto Balsemão, que até então era adjunto do primeiro-ministro, sucedeu-lhe como chefe do governo de coligação da AD. Balsemão tem um “império invejável”, tendo em sua posse desde jornais a estações de TV, tem grande influência nas mais “credíveis” e mais prestigiadas empresas nacionais.Diz-se que a sua ligação a figuras da banca, também ligadas ao Club Bilderberg, o livraram de recentes ( a famigerada crise que,pelos vistos, não toca a todos…) complicações financeiras no seu grupo empresarial…

“António Barreto, sociólogo, ex-ministro da Agricultura e actual comentador da SIC participou no Encontro da Bilderberg em 1992 em Evian-les-Bains, França. Ex-deputado à Assembleia Constituinte, Secretário de Estado do Comércio Externo, Ministro do Comércio e Turismo, Ministro da Agricultura e Pescas e Deputado à Assembleia da República. Publicou vários livros e artigos académicos, assim como ensaios. Colabora regularmente, desde os anos setenta, na imprensa diária, assim como na televisão.

“Durão Barroso participou num encontro da Bilderberg quando era ministro dos Negócios Estrangeiros. Foi Presidente do PSD e Primeiro-ministro Português, actualmente presidente da Comissão Europeia, cargo onde se tem «segurado» como uma lapa, apesar do crescente colapso da UE e das criticas de que tem sido alvo pelos seues pares europeus.

“Roberto Carneiro participou no encontro em 1992 em Evian-les-Bains, França. É ex-Secretário de Estado da Educação e antigo Ministro da Educação. É consultor do Banco Mundial, da OCDE, da UNESCO e do Conselho da Europa.

“Vasco Pereira Coutinho, empresário de sucesso do regime partidocratico, participou no encontro de 91 em Baden-Baden, Alemanha e de 98 em Turnberry, Escócia.

“José Galvão Teles, ligado a uma das mais influentes sociedades de advogados, participou no encontro de 1997 em Geórgia, EUA. Foi membro do PS e do Conselho de Estado.

“Teresa Patrício Gouveia participou no encontro de 2001 em Gothenburg, Suécia. Antiga deputada e porta-voz da Comissão Política Nacional do PSD, foi também secretária de Estado da Cultura durante o Governo de Cavaco Silva. É actualmente, presidente da Fundação de Serralves.

“Marçal Grilo, participou no encontro de 1999 em Sintra, Portugal. Ex-Ministro da Educação.

“João Cravinho, Ex-Ministro da Indústria e Tecnologia do IV Governo Provisório, ex-deputado à Assembleia da República, ex-delegado nacional ao Comité de Ciência e Tecnologia das Nações Unidas. Também foi Membro do Bureau da União dos Partidos Socialistas foi Vice-Presidente do Parlamento Europeu, Ministro do Planeamento e da Administração do Território, Ministro do Equipamento.

“Miguel Horta e Costa participou no encontro de 98 em Turnberry, Escócia. Presidente da Comissão Executiva (CEO) foi Presidente da Portugal Telecom. Regressou ao BES Investiment de Ricardo Espírito Santo,um dos membros mais influentes do Club Bilderberg.

“Margarida Marante participou no encontro de 96 em Toronto, Canadá e 99 em Sintra, Portugal. Uma das mais prestigiadas jornalistas da televisão portuguesa, segundo o «The News» recusa-se a fazer qualquer tipo de declaração sobre a sua participação nestas conferências. Certamente que as revelações vindas a lume da sua ligação amorosa com um traficante de droga, Fernando Farinha Simões, que lhe fornecia estupefacientes, segundo ela própria revelou, a fizeram cair em desgraça no seio da organização tendo perdido influência nos «media».

“Clara Ferreira Alves, jornalista, comentadora da SIC e da Visão ( do Grupo Impresa, de  Balsemão) participou ( e foi fotografada no interior de uma viatura que a foto documenta) na conferência do Grupo  Bilderberg realizada durante este ano no Suvretta House Hotel in St. Moritz, Switzerland. Foi esta a primeira vez que a comentadora do «Eixo do Mal» participou numa reunião do grupo Selecto Bildeberg.

“Vasco de Mello participou no encontro de 99 em Sintra, Portugal. É vice-presidente do Grupo José de Mello e em 2002 foi eleito presidente da Brisa por unanimidade.Defende os interesses dos accionistas privados na EDP.

“Murteira Nabo é actualmente presidente não executivo da Galp Energia. Participou no encontro de 93 em Atenas, Grécia. Da sua carreira destacam-se 10 anos de funções governativas, como Ministro do Comércio e Turismo, bem como a passagem por quatro Secretarias de Estado: Exportação, Adjunto do Primeiro-ministro, Tesouro e Finança. Foi ainda, administrador (não executivo) da TAP – Air Portugal,administrador do Banco de Fomento e Exterior, da Siderurgia Nacional, da CELBI, do ICEP, para além de empresas do Grupo IPE, director da Sorefame e docente universitário.

“Carlos Pimenta participou no encontro de 91 em Baden-Baden, Alemanha. Participou na Coordenação do Grupo Europeu do PSD em 1998/1999. Foi sec retario de Estado Ambiente, euro-deputado e é o actual director do Centro de Estudos em Economia da Energia dos Transportes e do Ambiente e membro do conselho de administração de várias empresas.

“Ricardo Espírito Santo participou nos encontros de 97 em Geórgia, EUA e 99 em Sintra. É presidente do Grupo Espírito Santo.

“Jorge Sampaio participou no encontro de 99 em Sintra, Portugal. Após a Revolução do 25 de Abril de 1974, é um dos principais impulsionadores da criação do Movimento de Esquerda Socialista (MES). Foi ainda co-Presidente do “Comité África” da Internacional Socialista. Em 1989, decide concorrer à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, cargo para o qual é, então, eleito e depois reeleito, em 1993. Em 14 de Janeiro de 1996, é eleito, Presidente da República, em 1996, apresentou-se de novo e voltou a ser eleito.

“Nicolau Santos participou no encontro de 99 em Sintra, Lisboa. É director-adjunto do jornal Expresso e comentador da SIC para os assuntos económicos.

“Artur Santos Silva participou no encontro de 99 em Sintra, Portugal. Foi recentemente nomeado presidente da Fundação  Gulbenkian,depois de deixar o cargo de Presidente do BPI; também foi nomeado presidente da sociedade anónima de capitais públicos (SACP) que geriu o projecto Porto 2001.

“Marcelo Rebelo de Sousa participou no encontro de 98 em Turnberry, Escócia. Fundador do Expresso, em conjunto com Francisco Pinto Balsemão, foi Ministro dos Assuntos Parlamentares e, em 1996, o secretário-geral do PSD. É também professor catedrático na Faculdade de Direito e um dos comentadores mais influentes da TV.

“António Vitorino participou no encontro de 96 em Toronto, Canadá. Foi ministro da Defesa, Comissário Europeu e é actualmente sócio da firma Cuatrecasas, Gonçalves Pereira & Associados, onde colabora na área de Direito Público.

“António Borges participou no encontro de 97 na Geórgia, EUA e 02 em Leiden, Holanda. É militantes do Partido Social Democrata, onde foi vice-presidente da Comissão Política Nacional, entre 2008 e 2010. Foi vice-presidente da Goldman Sachs Internacional à qual se juntou em 2000. O seu percurso passa por empresas como a Petrogal-Petroleos, vice-presidente do Conselho de Administração do banco Goldman Sachs International, em Londres. Do seu currículo consta ainda a passagem pela Administração do Citibank, BNP Paribas, Petrogal, Sonae, Jerónimo Martins, Cimpor e Vista Alegre. É actualmente administrador da Fundação Champalimaud, cargo que ocupou depois de ter deixado o lugar de responsável do Departamento Europeu do FMI.

“Elisa Ferreira participou no encontro de 2002 em Leiden, Holanda. Deputada europeia foi Ministra do Ambiente e Ministra do Planeamento e Vice-Presidente  do Grupo Parlamentar do PS.

“Guilherme de Oliveira Martins participou no encontro de 02 em Leiden, Holanda. É o actual Presidente do Tribunal de Contas. Foi Ministro das Finanças em 2001, na altura vice-primeiro-ministro, substituindo Joaquim Pina Moura que renunciou ao cargo. Foi também deputado do PS na Assembleia da República.

“Freitas do Amaral, antigo presidente e fundador do CDSS/PP, vice-presidente e presidente da União Europeia das Democracias Cristãs em 81. Foi ministro dos Negócios Estrangeiros, vice Primeiro-Ministro e ministro da Defesa. Candidatou-se à Presidência da República em 1986. Foi presidente da Assembleia-geral das Nações Unidas.

“Vitor Constâncio participou no encontro de 88.Vice presidente do Banco Central Europeu cargo que ocupa depois de ter deixado o lugar de Governador do Banco de Portugal – um mandato onde era o terceiro Governador de um banco central dos mais bem pagos do Mundo, com o valor de 250 mil euros anuais.Ex-ministro das Finanças e do Plano. Foi também Secretario Nacional do PS.

“António Guterres participou no encontro de 94 em Helsínquia, Finlândia. Ex-Primeiro-Ministro, deputado da Assembleia da República, pelo Partido Socialista, com mandato suspenso e ex-Vice-Presidente da Internacional Socialista, organização que agrupa mais de cem partidos e organizações socialistas e sociais-democratas à escala mundial. Actualmente preside à comissão dos Refugiados da ONU”.