quinta-feira, 28 de maio de 2015

O Regresso da Feira do Livro


E vão 85 anos...

Contra ventos e marés, contra mudanças e repetidos anuncios de decadência, contra críticas várias, a festa do livro regressa mais uma vez a Lisboa a Parque Eduardo VII.

Aqui ficam algumas das primeiras imagens e anuncios promocionais de algumas das actividades deste ano.

A partir de hoje à tarde já a podem visitar.








quarta-feira, 27 de maio de 2015

O "Crime" Compensa...ou "estão bem uns para os outros" :Balsemão escolhe Durão Barroso para lhe suceder em Bilderberg


Barroso acaba de ser recompensado pelas malfeitorias que executou contra os cidadãos europeus ao longo dos piores anos da história da União Europeia:


Durão Barroso, recorde-se, foi um dos mais ferrenhos apoiantes da política de Bush para o Médio Oriente, que abriu o caminho à formação do Estado Islâmico, sendo premiado com a presidência da União Europeia, cargo em que conduziu a Europa para a actual crise financeira, que resgatou a alta finança à custa da perda de direitos dos cidadãos europeus.

Durão Barroso acabou com a solidariedade europeia e começou a desmantelar o modelo social europeu, para beneficiar o corrupto sector financeiro europeu e fortalecer o poder da Alemanha.

Não é por isso de admirar que receba um alto cargo na organização secreta que está por detrás da organização do roubo mais bem organizado da história, a actual "crise" financeira.

Podem consultar AQUI como é que esse sinistro grupo ultra secreto da alta finança internacional planeou a crise em que vivemos.

Num livro recentemente editado em Portugal, a jornalista Cristina Martinez Jimenes foi uma das muitas que teve a coragem de desmontar as intenções dessa organização, que funciona ao estilo mafioso. Entre uma dessas intenções está a de substituir a  democracia por um governo sombra de poderosos, uma das principais missões desse bando mafioso, como podem ler também AQUI .

Aliás, em Março já essa jornalista chamava a atenção para a importância que Durão Barroso tinha para os objectivos dessa organização, como se pode ler AQUI.

Também nós já nos tinhamos referido a essa organização anti-democrática AQUI.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Cortes nas Pensões - Maria Luís Albuquerque, uma ministra que diz a verdade no meio de um governo liderado por um mentiroso.


Uma coisa não se pode negar à ministra das finanças, Maria Luís Albuquerque: ser sincera, não fugir à verdade e acreditar sinceramente naquilo que diz.

Ao falar para uma assembleia de “jotinhas”, futuros líderes do país, limitou-se a fazer aquilo que este governo faz bem , que é o de virar portugueses contra portugueses, usando a velha técnica de dividir para reinar.

Segundo a retórica situacionista, quem é o principal inimigo de os jovens não terem emprego ou ganharem salários baixos em trabalhos precários? As gerações mais velhas, que “ocupam” os “bons lugares” que deviam pertencer a essa juventude ou os pensionistas que “consomem” as finanças.

Por isso não é de admirar que, perante uma assembleia rendida e com esse preconceito martelado na cabeça pela propaganda do partido que apoiam, se entusiasmasse e lhe fugisse a boca para a verdade: se continuar a governar este governo vai cortar nas pensões, nas futuras e nas actuais.

Maria Luis Albuquerque limitou-se a dizer a verdade, coisa que caiu muito mal entre muitos dos seus apoiantes em momento eleitoral.

Toda a gente se recorda das promessas de Passos Coelho em relação aos cortes nas pensões, nos salários e aos despedimentos na função pública, na última campanha eleitoral, acabando por fazer exactamente o contrário que prometeu. Só que na altura não tinha ao seu lado Maria Luis Albuquerque para nos esclarecer sobre as suas verdadeiras intenções.

Pode vir agora o motard ministro do trabalho, Mota Soares desmentir a sua colega de governo ou a própria ministra, provavelmente apertada nos bastidores, a tentar desmentir o que disse, que ninguém acredita que esta maioria, se ganhar as eleições e continuar a governar, não vai cortar nas pensões, indo, aliás, ao encontro de uma intenção já ensaiada anteriormente e chumbada pelo tribunal Constitucional.

Mesmo se vier um governo diferente, o actual, numa atitude que desrespeita a vontade do eleitores, já deixou o terreno armadilhado com a apresentação em Bruxelas de uma promessa de cortes de 600 milhões de euros. E claro, o eixo Bruxelas-Frankfurt-Berlim, pouco preocupada com as escolhas democráticas dos cidadãos europeus, pois obedece apenas ao corrupto mercado financeiro que alimenta a sua burocracia, esfrega as mãos de contentamento face a este compromisso feito nas costas dos portugueses.

É óbvio que existe um problema nas pensões, mas foi um problema criado pelo próprio governo da ministra. As medidas de austeridade do memorando, abraçadas pela actual maioria como o seu programa, indo mesmo “além da troika”,  levaram o país a um aumento do desemprego, do emprego precário, das desigualdades, da emigração de jovens qualificados, tudo resultando num aumento de despesas com a segurança social e a uma redução drástica das suas receitas, reflectindo-se tudo isso numa das mais graves crises demográficas da história do país.

Além disso foi este governo que resolveu assumir as pensões privadas dos bancários, com reflexos graves no equilíbrio das contas da segurança social no futuro, comprometendo-se a gerir essas pensões de forma diferente e sem os cortes dos restantes pensionistas.

Foi também este governo que, em vez de fazer uma profunda “reforma estrutural” que criasse um tecto nas pensões (que não deviam ultrapassar os 3 ou 4 mil euros), que fizesse com que  os administradores do banco de Portugal e de outras empresas públicas ou os políticos subvencionados passassem a receber  pensões de acordo com o que de facto descontaram ao  longo da vida, como acontece com os restantes pensionistas, se limitaram a cortes cegos em todas as pensões e tentando, até ao momento sem êxito, (mas, como disse a ministra, tentarão novamente), reduzir pensões já atribuídas a partir de um patamar de 500 euros, tentando aplicar os mesmos cortes a pensionistas que recebem de acordo com o que descontaram de facto, recebendo pensões calculadas de forma mais desvantajosa, e a outros que foram beneficiados com pensões onde as formas de cálculo foram mais benevolentes, para não falar dos privilegiados que receberam pensões, bem acima da média, como políticos e administradores de empresas públicas e da banca.

Numa coisa as afirmações de Maria Luís Albuquerque têm mérito: a partir de agora a questão das pensões tornou-se uma questão fulcral da campanha eleitoral e os partidos concorrentes não podem fugir ao tema.

Espero que todos os trabalhadores, futuros pensionistas e actuais pensionistas estejam atentos  e forcem os candidatos a governantes a esclarecerem o que pensam sobre o tema.



                                                       

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Eleições regionais e municipais em Espanha - mais um aviso para os defensores do modelo austeritário da União Europeia


Apesar de ter sido o partido mais votado, beneficiando da pulverização de partidos à esquerda, o PP perdeu quase três milhões de votos e quase todas as maiorias absolutas que detinha nas regiões e municípios.

O caso mais paradigmático foi o de Madrid onde, apesar de ser o partido mais votado, perdeu quase metade dos votos e, além de perder a maioria absoluta perdeu igualmente o poder que detinha há 24 anos, pois a segunda candidata mais votada, Manuela Carmen, apoiada por uma coligação encabeçada pelo Podemos, atingindo quase a votação do PP, já recebeu o apoio do PSOE para governar a capital.

Esta vai ser a situação em muitas comunidades e municípios.

Contudo o PSOE ficou-se em muitos sítios pela terceira posição, não beneficiando do descalabro do partido querido da srª Merkel, tendo perdido centenas de milhares de votos.

Práticamente todos os partidos tradicionais, como os nacionalistas da catalunha ou a Esquerda Unida (herdeira do PC espanhol) perderem votos e lugares nestas eleições.

A Esquerda Unida só obteve bons resultados onde apoiou ou concorreu em coligação com outros movimentos de esquerda  e de cidadãos.

O partido nacionalista catalão perdeu a cidade de Barcelona para Ada Colau, a candidata de uma plataforma de esquerda, apoiada pelo Podemos.

Em muitas regiões e municipios o recém criado partido populista "Cidadãos", de centro direita, teve igualmente um excelente resultado e vai ser o partido charneira para decidir muitas maiorias.

Mais uma vez os eleitores deram um sério aviso aos defensores do modelo austeritário imposto pela comissão europeia, eurogrupo e BCE e mostraram todo o seu descontentamento com o rumo da União Europeia, penalizando os representantes históricos locais do poder europeu.

Se, em Inglaterra, um sistema eleitoral defeituoso e anti-democrático acabou por beneficiar o infractor, o mesmo já não aconteceu em Espanha.

Será que, desta vez, o aviso chega à cabecinhas dos burocratas que governam a Europa, e que andam a impor  o actual modelo austeritário aos seus cidadãos para continuarem a salvar o corrupto sistema financeiro que representam?

É bom que percebam o que está acontecer se querem ainda salvar alguma coisa do projecto europeu.

Mas também do resultado destas eleições, fica um sério aviso aos partidos social-democratas, que continuam a hesitar num rumo que vá ao encontro do seu eleitorado histórico, que não se revê nas politicas neo-liberais preconizadas por estes partidos deste o despontar da famigerado terceira via Blairista.

À esquerda tradicional em geral fica ainda um sério aviso: a sua pulverização pode beneficiar o infractor, como foi o caso do PP que, apesar de fortemente penalizado, ainda é o  maior partido espanhol.

Os avisos estão dados.

Os resultados de todos os concelhos podem ser consultados AQUI

sábado, 23 de maio de 2015

FESTIVAL DA EUROVISÃO DA MUSICA PIMBA


Longe vão os tempos em que o país parava para assistir, numa transmissão a preto e branco, à final do Festival da Canção da Eurovisão.

Era uma das rara ocasiões em que a programação televisiva, de um único canal, fugia à rotina cinzentona de séries e programas que não passavam, muitas vezes, de mera propaganda dos valores do Estado Novo.

Apesar da fidelidade ao regime, também a RTP era sujeita a uma censura férrea, da qual era difícil escapar.

Muitas vezes uma das raras ocasiões em que se consegui escapar à censura era através do festival da canção, onde se escolhia o finalista para o Festival da Eurovisão, e onde a metáfora poética das canções a concurso escapava ao crivo dos censores, como foi o caso de várias canções com poemas de Ary dos Santos e outros.

O caso mais paradigmático foi o caso de “A Tourada” interpretado por Fernando Tordo, ou daquele verso de uma canção de Simone, “quem faz um filho fá-lo por gosto” que abalou os valores tradicionais do Estado Novo e provocou acesa polémica.

Longe vão também os tempos em que, no Festival da Eurovisão, desfilavam grande nomes da musica popular francesa, inglesa, espanhola ou italiana e onde cada um cantava a sua língua.

Hoje o Festival segue um modelo cada vez mais estereotipado e pouco original, dominado por musicas todas iguais, onde dominam os países do leste, que seguem deforma acrítica os cânones do pior que se faz na musica popular ocidental, obedecendo a critérios meramente comerciais.

Para a maior parte este Festival dá-lhes os efémeros 15 minutos de fama. Depois, os temas, os autores e a musica, regressam a um merecido esquecimento.

Destaque-se apenas os países que continuam a remar contra a maré, como é o caso de Portugal, insistindo em cantar na sua língua original, mesmo que isso lhes custe a eliminação precoce dessa montra da musica pimba internacional.


quinta-feira, 21 de maio de 2015

As reacções ao Programa do PS


Não me vou pronunciar, por agora, sobre o programa eleitoral do PS, ontem apresentado, mas sobre as reacções que essa apresentação provocou, nomeadamente entre alguns comentadores e economistas, os do costume.

Esses comentadores e economistas, geralmente defensores da austeridade e  do “equilíbrio financeiro”, dos cortes nos salários e pensões, da redução do peso do Estado na economia, da redução dos impostos sobre o sector financeiro , da redução dos direitos sociais e das “reformas estruturais” que estão na base da justificação de todas essas malfeitorias, argumentam sempre, contra qualquer proposta política que recuse aquele caminho, com a “falta de dinheiro” e a “realidade” (a deles, é bom de dizer!!!).

Para já, o dinheiro existe, o problema é a forma como ele está distribuído. Como alertam vários autores e investigadores, esses sim verdadeiros economistas e comentadores que pensam de facto com a sua cabeça e com base em informação credível, e não com base em preconceitos ideológicos, é que tem havido, nos últimos anos (ou décadas, já que tudo terá tido início na década de 80 do século passado com a afirmação do neoliberalismo), uma enorme transferência de capital dos sectores produtivos, dos sectores de apoio social e do factor trabalho, através de cortes salariais, congelamentos nas carreiras, aumento de impostos e de leis que visam retirar e desmantelar as funções sociais do Estado, para o sector financeiro, nomeadamente o seu sector mais especulativo.

Foi assim que a enorme dívida que a banca possuía, mercê de opções erradas, foi transferida para os cidadãos e para os Estados, através do “resgate” imposto pelas medidas de austeridade (foi o que aconteceu na Grécia, onde a banca alemã, que detinha a maior parte da dívida do país e fechou os olhos à corrupção política generalizada quando isso lhe convinha, conseguiu transferir essa dívida para os Gregos, à custa da miséria generalizada imposta pela austeridade). Por isso, haver ou não dinheiro é uma questão de opções políticas.

Quanto à idéia de impedir que os cidadãos almejem a um melhoria das suas condições de vida, e possam  construir um futuro melhor para si e para os seus em nome do “choque com a realidade” é mais uma falácia ideológica do neototalitarismo neoliberal, não muito diferente do caminho único stalinista (ou não fossem muitos dos ideólogos do neoliberalismo antigos stalinistas “convertidos” …) ou do império de mil anos do nazismo. A diferença está apenas no grau de violência, menos directa e selectiva .

A “realidade” humana deixou de estar, há muito tempo, dependente das leis da natureza ou das leis do mais forte, embora existam muitos que procuram manter essa realidade, pelo exercício de leias financeira e económicas que desrespeitam os direitos humanos e pela forma como muitos procuram desvirtuar os princípios democráticos das relações humanas (veja-se o fascínio que as condições financeiras, económicas e socias da ditadura chinesa , do corrupto estado angolana ou do dumping social exercido no México ou na Índia exercem sobre muitos desses economistas e comentadores).

Se a humanidade se restringisse à “realidade” e não tivesse capacidade de inovação, criação e imaginação provavelmente ainda vivíamos todos na Pré-história.

Se alguma critica podemos fazer à postura do PS ao longo da sua história recente é a de não ser demasiado ambicioso nem se demarcar suficientemente da realidade imposta pela ideologia neoliberal.

Esperemos que desta vez o PS não se limite a fazer de “polícia bom” das medidas de austeridade.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Uma Reflexão sobre a Europa e o mundo : Noam Chomsky entrevistado pela RTP


Com 86 anos, o conhecido linguista Noam Chomsky é uma das vozes mais lúcidas da actualidade.

Há uns dias atrás esteve em Lisboa e foi entrevistado pela RTP.

Nesse entrevista, reproduzida em baixo, e que apenas foi divulgada parcialmente, Chomsky percorre vários temas da actualidade, como a decadência da democracia na Europa, a sujeição da política ao sistema financeiro,  o logro da austeridade, usada para resgatar os grandes bancos, ou o Estado Islâmico.

Desta entrevista ressaltam, quanto a mim, quatro temas, a saber, a degradação da democracia no Ocidente e em especial na Europa, o funcionamento do poder financeiro e  a necessidade de se recuperar do conceito de "dívida odiosa", bem como ainda as raízes do terrorismo islâmico, entre tantos outros temas referidos nesta rica entrevista.

Chomsky denuncia a degeneração e devastação que a austeridade está a provocar na democracia europeia, sob a liderança dos oligarcas que dominam as instituições europeias e da banca alemã. Alerta par o facto de a maior parte dos cidadãos no ocidente revelarem em inquéritos de opinião o seu descrédito face aos representantes  eleitos e para o facto de hoje em dia só ser eleito ou ganhar eleições, nas sociedades ocidentais, quem tiver grandes quantidades de dinheiro, ficando refém do poder financeiro.

Por sua vez faz o historial do modo como esse mesmo poder financeiro provocou a actual crise da dívida para se salvar e fugir às suas responsabilidades. A austeridade imposta aos cidadãos euroepus, em especial aos que vivem do seu trabalho, através da redução dos seus salários e pensões, da degradação dos seus direitos sociais e do aumento dos impostos tem servido para resgatar esse mesmo poder financeiro, na Europa dominado pela banca alemã, ao mesmo tempo que, desde que se instalou o neoliberalismo a partir dos anos 80 do século passado (neoliberalismo que ele considera como contrário ao próprio capitalismo), a dívida do poder financeiro tem sido transferido para os cidadãos e para os Estados, à custa da destruição das obrigações sociais e da degradação do factor trabalho, a uma média de 80 mil milhões de dólares por ano.

É assim que, segundo ele, faz cada vez mais sentido recuperar o conceito de "dívida odiosa", que foi usado pelos Estados Unidos, no século XIX, para apoiar Cuba que, após se ter libertado do domínio colonial espanhol com a ajuda da nação norte-americana, se recusou a pagar a sua colossal dívida à Espanha, argumentando que a dívida tinha sido contraida pelos colonizadores espanhóis e não pelo povo de Cuba, objectivo que foi alcançado e que faz parte do direito internacional.

Se os povos do sul da Europa se unirem podem recuperar esse conceito contra Bruxelas e a banca alemã, pois a dívida dos Estados do Sul não foi contraida pelas populações mas pelas sua elites políticas, que tomaram as decisões erradas que levaram à crise para obedecer e agradar aos "donos" de Bruxelas e da banca, nomeadamente a alemã, que, como já vimos, através da austeridade tem vindo a resgatar os criminoso  sistema financeiro à custa da degradação da vida dos cidadãos europeus.

Chomsky faz ainda o historial do terrorismo islâmico, começando por alertar para o duplo significado das palavras (não só "terrorismo", como "democracia", "liberdade". "mercados"), o significado literal e aquele que é usado pela propaganda dos ideólogos neoliberais.

Esse tipo de terrorismo tem origem naquele que ele considera o maior crime das últimas décadas, a invasão do Iraque, e alerta para o facto de esse terrorismo ter também por detrás aquele que ele considera um dos estados mais criminosos de sempre, a Arábia Saudita, principal aliado do ocidente no Médio Oriente.

Uma voz lúcida, no pantanal opinativo que nos domina, a ver em baixo na integra:

segunda-feira, 18 de maio de 2015

BENFICA - A FESTA ESTRAGADA PELAS CLAQUES E PELA ACTUAÇÂO DESASTRADA DA POLÍCIA

Sendo benfiquista, envergonha-me a actuação das claques, deste e doutros clubes.

As claques de futebol são hoje integradas, maioritariamente, por energúmenos, marginais e arruaceiros.

São eles que dominam o ambiente antes, durante e depois dos desafios, afastando dos estádios e daquilo que devia ser uma festa, as famílias, os adeptos sinceros e as pessoas que gostam de assistir a um bom espectáculo desportivo.

Acompanhar uma equipa que se desloca a um campo adversário devia servir de pretexto para que os seus adeptos usufruíssem da estadia e do relacionamento com gentes diferentes, de cidades e vilas diferentes, aproveitando essas deslocações para usufruir da cultura, do património, da paisagem, da gastronomia dos locais a onde se deslocam.

Ver a chegada das claques a um estádio de futebol é um momento confrangedor e vergonhoso , uma miséria e com o qual não devia haver contemplações de qualquer espécie.

Infelizmente esses vândalos continuam a beneficiar do apoio das direcções dos clubes, da compreensão e da publicidade de muito jornalismo de sarjeta e do silêncio cúmplice da classe politica e das autoridades.

O que se passou ontem, primeiro em Guimarães, durante o próprio jogo (as claques do Benfica, numa atitude que revela toda a estupidez dessa gente, resolveu lançar archotes para o estádio, a pouco minutos do fim, atitude que podia ter alterado o resultado do jogo ao dar de bandeja mais seis minutos de jogo suplementar), e a forma vergonhosa como acabaram com a festa em Lisboa, deviam fazer as nossas autoridades reflectirem sobre o destino a dar a esses bandos de arruaceiros.

Infelizmente também vimos, por parte da polícia, um modo de actuação condenável e pouco ponderado, levando tudo a eito, não sabendo separar o trigo do joio.

As imagens que foram divulgadas do que aconteceu em Guimarães, onde vemos um adepto do Benfica a ser violentamente agredido em frente de uma criança, aparentemente apenas porque terá dirigido palavras menos felizes a um agente, têm de ser bem esclarecidas e, em  último caso, devem levar a um pedido de desculpa dos responsáveis políticos pela polícia.

É pena que a festa tenha acabado assim.

Apesar de tudo...Viva o Benfica!!!








(fotografias maioritariamente originárias do Expresso on-line)

  ...E que as imagens em baixo não se voltem a repetir!!:











sexta-feira, 15 de maio de 2015

Morreu o Rei do Blue, "pai" do rock and roll, B.B.King

Morreu B. B. King, com 89 anos, uma lenda do blues e grande influência na história do rock and roll.

Grande criador, colaborou com alguns dos grandes nomes do rock, com Eric Clapton ou os U2.

Em Portugal acompanhou Rui Veloso,

Mais notícias podem ser lidas aqui: B. B. King, Defining Bluesman for Generations, Dies at 89 (clicar para ler).

Ver também referência do jornal Público AQUI , do Jornal de Notícias AQUI

Será igualmente interessante uma visita ao site oficial do musico AQUI.









Homenagem a B. B. King : B.B. King: The Life of Riley - Official US Theatrical Trailer [HD]

O SOM DO DIA _ 786 - B. B. KING & RUI VELOSO STORMY MONDAY

O SOM DO DIA - 785 - BB KING Best Solo Guitar King of Blues

O SOM DO DIA - 784 - Stevie Wonder - John Legend - BB King

O SOM DO DIA - 783 - Rock Me Baby-BB King/Eric Clapton/Buddy Guy/Jim Vaughn

O SOM DO DIA - 782 - U2 & B.B. King - When Love Comes To Town (Non R&H Version)

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Dois Cartoon´s para o 13 de Maio (por Antero Valério)



Festival de Cannes 2015

Começa hoje mais uma edição do histórico Festival de Cinema de Cannes.

No site oficial do evento podem ver a lista da selecção oficial: La Sélection officielle 2015(clicar para ver)

Podem tambéms seguir em Directo a abertura do Festival de Cannes AQUI.

Tem ainda interesse acompanhar o dossier do jornal Público sobre o evento AQUI.




segunda-feira, 11 de maio de 2015

Máscaras Ibéricas em Lisboa

Desfile de máscaras na Baixa de Lisboa, este fim-de-semana, integrado na 10ª edição do Festival Internacional Máscaras Ibéricas: