terça-feira, 30 de julho de 2013

Gertrud Holer denuncia as verdadeira intenções de Merkel:

" No início dos anos 80 foi uma importante colaboradora do então chanceler Helmut Kohl. Agora, Gertrud Höhler, ensaísta e prestigiada consultora económica e política, lança o livro Estratégia Merkel. O projecto Implacável da Chanceler de Ferro que põe em perigo a União Europeia, afirmando-se como uma voz crítica da política de Angela Merkel. Em entrevista ao PÚBLICO, Gertrud Höhler criticou a Alemanha por beneficiar da fraqueza dos países europeus e elogiou Portugal por preservar a soberania nacional".(Público).

O livro em causa tem o título original de "A Madrinha" e avisa os países do Sul que a estratégia de Merkel é expulsá-los do euro, à "bruta", no "bom estilo" alemão.

Esse desejo ainda não foi assumido pela dita senhora porque primeiro tem de ganhar as eleições alemãs.

Merkel prepara-se para dar continuidade ao sonho de Hitler: Um continente (a Europa), um País (a Alemanha).

Desta vez não precisa de tropas. Estas foram substituídas  pelo sector financeiro, a "arma" que faz estragos sem "dar nas vistas".

Em vez de civis mortos, temos desempregados e pobres.

Em vez de judeus, temos trabalhadores, funcionários públicos e cidadãos do sul.

Vale a pena ouvir a opinião de Gertrud Höler. Ela é que "topou" bem a Merkel:

domingo, 28 de julho de 2013

O Erro Humano foi a única causa?: PORQUE HA DESCARRILADO EL TREN ? AQUÍ OS LO DICEN

A forma como se tem noticiado a situação do grave acidente na Galiza é bem o retrato do que se passa na comunicação social europeia.
Aliada do poder político e financeiro engolem tudo o estes poderes impingem.
Apressadamente vieream acusar o maquinista pela tragédia, procuraram logo analisar o carácter do maquinista para que tudo encaixasse. Até chegaram ao ridículo de divulgar uma imagem do seu facebook onde se via o conta quilômetros a 200 à hora, uma fotografia que o mesmo maquinista tinha alegadamente tirado da cabine do comboio, com se esta não fosse a velocidade normal do comboio.
O que não é normal é que a linha de alta velocidade acabe abruptamente à entrada da estação de Santiago, obrigando a uma drástica redução de velocidade.
O que não é normal é que a condução de um comboio daqueles dependa apenas no maquinista e os sistemas de travagem não tenham aparentemente funcionado...e se o maquinista adoecer repentinamente?...e se o maquinista se distrair por breves momentos?...estamos todos dependente do erro humano?...este tipo de comboios inclui tecnologia que permite travar o comboio em caso de excesso de velocidade...Porque é que nada funcionou desta vez?.
Talvez os negócios da companhia responsável por este comboio com o Brasil e países árabes possa explicar a pressa com que vieram acusar o maquinista...
Será que ainda há jornalistas a sério na Europa, capazes de fazer as perguntas sérias?...veremos nos próximos episódioa.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

terça-feira, 23 de julho de 2013

A FOTO DA SEMANA ...Finalmente temos um Papa que acredita em Deus e nas pessoas...

Não sou religioso nem crente, mas reconheço que só uma pessoa com coragem e que acredita em Deus e nas pessoas é que se arrisca a andar no meio da multidão como o fez ontem o Papa Francisco pelas ruas do Rio de Janeiro...uma viajem arrepiante e que o coloca com estadista a anos luz daquilo que temos por cá...

O Cartoon da Semana...Cavaquices...


quinta-feira, 18 de julho de 2013

..ainda as opiniões de Júdice...




Olá,amigo Venerando, eu diria que concordo com J.M. Júdice. Os partidos, como estão ou se apresentam, desde há muito deveriam acabar, no sentido de se reformularem,repensarem modernizarem,substituírem, por que não. Prestariam um bom serviço ao deixar que a Humildade seja também filiada, entre outras virtudes que lhes fazem falta. Digo isto com bondade, sem nem por um momento duvidar que Júdice, tal como eu, queira derrotar a democracia. Desde os gregos, concordo que discutir as pessoas é tornar-se medíocre, temos todos um caminho cheio de mistérios e mutações, só o radicalismo é um sinal de medo e insegurança. Desafio maior será abrir ao mundo e, se em clube, grupo ou partido, com mais obrigação de análise e alguma confiança no lado melhor da Humanidade. Com elegância, repito, para não se ferir nem ferir gratuitamente o propósito dos outros. Perdoe, amigo, não sou fan destes espaços, mas agradeço a oportunidade de deixar uma opinião e um abraço”. 

Maria Laura

A  minha amiga Maria Laura insurge-se contra a minha opinião sobre as afirmações de José Miguel Júdice, porque ponho à frente da análise do seu conteúdo o ataque pessoal , seguindo a velha máxima segundo a qual as pessoas “inteligentes” discutem ideias, os medianos discutem factos e os medíocres discutem pessoas.

No geral concordo com o conteúdo dessa frase, mas penso que esta não passa de mais uma frase feita, já que as ideias só se aplicam com os factos, e as ideias e os factos tem por detrás de si pessoas.

Por mim as ideias só me merecem credibilidade analisando os factos que resultaram da sua aplicação e conhecendo a coerência ou a falta de coerência de quem as defende.

Tenho por mim que muitos de nós subscreveríamos muitas das ideias defendidas por Salazar, Mussolini, Stalin, Goebeels, ou até…Hitler… se lêssemos algumas das suas ideias sem conhecermos o nome dos seus subscritores.

A partir do momento e que sabemos quem as subscreve, de imediato a sua credibilidade cai por terra, porque não as podemos isolar dos crimes cometidos por esses personagens.

Não estou a comparar José Miguel Júdice com qualquer um desses personagens, mas penso que as ideias deste senhor não podem ser separadas do seu percurso pessoal.

Numa época em que “opinadores” e comentadores de toda a espécie invadem todo o espaço informativo temos que fazer uma triagem de credibilidade com base no conhecimento do nome e da personalidade dos subscritores, para melhor podermos aferir da “boa-fé” e da credibilidade dessas ideias.

Admito que se José Miguel Júdice viesse falar de temas do Direito, teria em mim um leitor atento.

Mas quando vem falar da degradação dos partidos nacionais, a sua credibilidade cai logo por terra, mesmo que possa subscrever algumas das suas críticas.

É que Judice representa todos os males da nossa democracia e do sistema partidário português.
Aconselho-a vivamente a ler os livros “Os Donos de Portugal” (obra colectiva) e “Da corrupção à crise que fazer?” de Paulo de Morais para perceber onde quero chegar.

Quando é hoje cada vez mais claro que a situação a que chegámos e a crise democrática em que vivemos tem por detrás a tríplice aliança entre o poder financeiro, o poder político e os gabinetes de advogados, José Miguel Judice é um dos rostos mais evidentes dessa realidade.

Ele está em todas e subiu na vida encostado ao poder e aos partidos que, em cada momento, dominavam,: o Estado Novo e sua extrema direita antes do 25 de Abril; O PSD como partido central do regime democrático; o PS no tempo de Sócrates.

É a isto que eu chamo de oportunismo e carreirismo.

Como é que podemos acreditar nas ideias que  uma pessoa destas defende em relação  ao sistema partidário português?

E já agora, devo dizer que não acredito em “partidos puros” porque os partidos são sempre o reflexo da sociedade em que se inserem. A defesa dos partidos puros já mostrou o seu resultado na história, basta olhar para os anos 30 e 40 do século passado.

Mas, quanto a mim, o mais grave das afirmações de Júdice está nas opções que ele defende para alterar o sistema partidário: o “golpe de estado ou a revolução”.

O termo “revolução” recordo aqui, não é propriedade das esquerdas. Mussolini ou Hitler consideravam-se revolucionários e até o nosso Salazar comemorava todos os anos o aniversário da “Revolução Nacional” iniciada com o golpe de estado do 28 de Maios.

É quando Júdice defende a criação de partidos puros através de um golpe de Estado e de uma Revolução que o identifico com o seu passado de extrema-direita.

Basta ler a propaganda dos regimes autoritários, fascistas e nazis dos anos 30 para encontrar o mesmo tipo de argumentos.

O respeito que nutro por Maria Laura levou-me a inserir este esclarecimento, esperando que não me leve a mal.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

O Chilique de Cavaco



De Cavaco só se esperavam duas coisas: demitir o governo e convocar eleições antecipadas ou dar posse ao “novo” governo.

A imagem de defensor da “estabilidade” apontaria mais para segunda solução.

Mas o presidente mais uma vez optou pela “solução Nim”, para agradar a gregos e troianos, sem se comprometer, e, ao mesmo tempo, passar algumas rasteira política e ajustar algumas contas pessoais .

Para quem defendia a estabilidade, a sua intervenção contribui para agravar a situação política nacional e para aprofundar o buraco em que todos nos encontramos.

Claro que o Passos Coelho pode fazer birra com o PS, o Portas pode fazer birra como o Passos Coelho e o Cavaco fazer birra com todos.

Não são eles que pagam o resultado dos desmandos e das tácticas dessa política rasteirosa.

Mais uma vez cá estarão os de sempre (funcionários públicos e trabalhadores em geral, os pensionistas, os desempregados, os contribuintes que não fogem aos impostos) para pagar e manter o nível de vida de banqueiros, políticos, economistas de “topo” e dos comentadores do costume, mesmo que a crise se agrave.

…e pelo meio da confusão os “mercados” vão metendo dinheiro ao bolso com a especulação bolsista provocada por essas atitudes irresponsáveis.

De “birra em birra”, de “chilique em chilique”, de vingança pessoal em vingança pessoal (entre Cavaco e Portas) o “povo é que paga”….

Júdice regressa à sua ideologia de extrema direita de origem"Precisávamos de acabar com estes partidos"

A confusão política dos últimos dias, juntando-se à crise econômico e social é palco para oportunismos de todo o género e José Miguel Júdice, "oportunista de carreira", é o primeiro a enveredar pela defesa das teses da  EXTREMA DIREITA.

Aliás, tais opiniões, por parte do dono de um dos escritórios de advogados que mais tem beneficiado com o situacionismo  das últimas décadas, não são de estranhar.

Júdice limita-se a regressar às suas origens de extrema-direita, cultivadas na sua juventude de jovem estudante de direito em Coimbra...

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Mais um incompetente premiado: Vítor Gaspar já tem gabinete preparado no Banco de Portugal.

Na última edição do Expresso Miguel Sousa Tavares classificava o Banco de Portugal como a "brilhante escola de inúteis virtudes públicas".

Esta notícia confirma-o.

O Banco de Portugal é a cada vez mais a coutada dos futuros pensionistas de luxo e a prova de que, em Portugal, a incompetência continua a ser premiada.

terça-feira, 9 de julho de 2013

O GOVERNO FOI À MISSA...




O governo (ou ex-governo, ou novo ex-governo, ou futuro ex-governo, ou ex-ex-governo????...) foi à missa e ouviu fartos aplausos.

Tudo aconteceu na cerimónia de homenagem ao novo cardeal de Lisboa.

A mim, que não sou crente, faz-me confusão manifestações destas em cerimónias deste tipo, tanto mais que conheço e admiro o homenageado, pouco dado ao folclore da política.

Por isso tudo essa manifestação pareceu-me orquestrada pelo bem oleado sector de agitprop deste governo, que tem na comunicação social, na maioria dos comentadores e nalgumas elites políticas os seus mais fies serventuários.

Ora o homenageado era a D. Manuel Clemente e não o primeiro-ministro ou ao presidente da República.

Manifestações como aquela são tudo menos espontâneas e implicam uma programação bem  organizada.

D. Manuel Clemente não merecia tamanha falta de respeito.

A única compensação disto tudo foi o facto de o homenageado ter conseguido uma ovação bem maior do que as outras duas tristes figurinhas da nossa política.

E já agora, se pensam que têm em D. Manuel Clemente um aliado, é melhor começarem a desenganarem-se. 

Ao contrário dessas figurinhas políticas, D. Manuel Clemente é um homem que está com  o povo e contra as malfeitorias que esses políticos fazem contra os cidadãos e, acima de tudo, um homem culto e progressista.

Em Portugal tem acontecido nos últimos tempos um fenómeno curioso, e diferente do passado: uma hierarquia da Igreja (Bispos e Conferência episcopal) que toma medidas e argumenta contra o capitalismo selvagem (muito na linha do actual papa) e se põe ao lado dos desfavorecidos, enquanto uma certa elite católica (Universidade Católica, Rádio Renascença…) continua na senda do passado, ao lado dos poderosos de sempre.

O que aconteceu nos Jerónimos só aconteceu porque foi essa elite, e não o povo católico, que se manifestou de forma desavergonhada na cerimónia.

Mas não tenham ilusões. D. Manuel Clemente não é um dos vossos.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Merkel, a falsa "virgem" ofendida . Snowden denuncia que Alemania conocía el programa de espionaje de EEUU .

A verdade acaba sempre por vir ao de cima.

Lembram-se de, na semana passada, a srª Merkel assumir a posição de "virgem ofendida", secundada pelo seu empregado Barroso, por causa das escutas ilegais praticadas pelos serviços secretos norte-americanos?

Pois agora sabe-se que, não só os serviços secretos alemães colaboraram nessas escutas, como beneficiaram delas.

Isto de facto não anda a correr muito bem para a srª Merkel, a dois meses das eleições alemães.

Como europeu e democrata, espero que a vida política lhe corra mesmo mal nos próximos tempos... 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

..E AGORA CAVACO?




Cavaco Silva vai ficar na história como o pior Presidente da República do regime democrático.

Não sei porquê, mas sempre que vejo Cavaco Silva recordo-me de Américo Tomás, que, nas circunstâncias da época, foi o pior presidente do Estado Novo.

Tal como Américo Tomás na ditadura, Cavaco tem sido um mero “corta-fitas” do regime democrático.

Tal como Américo Tomás, os “discursos” de Cavaco Silva não passam de retórica vazia, cheia de lugares comuns, eivado por vezes de tentativas desastradas de fazer humor, muita vezes de um cinismo arrebatador, sempre a fazer pontaria ao lado e longe daquilo que os portugueses gostariam de ouvir da parte de um presidente de um país em crise.

Cavaco Silva ainda não chegou ao nível das gafes de Tomás. No tempo de Américo Tomás os discursos deste raiavam de tal modo o ridículo, que a própria Censura se encarregava de censurar a sua publicação, para não aumentar o descrédito sobre a ditadura. O curioso era ver publicações da oposição, como por exemplo a Seara Nova, a dedicar páginas à reprodução desses discursos. Como eram discursos do presidente, desviavam as atenções da censura, mas esses mesmos discursos eram usados pela oposição para ridicularizar o regime salazarista, e era esse o objectivo da revista ao reproduzi-los.

Contudo, houve um momento em que Tomás surpreendeu tudo e todos, talvez a única decisão corajosa que tomou, contra o que se esperava dele, que foi o de demitir Salazar, gravemente doente, e nomear para o seu lugar Marcelo Caetano, um homem que era visto então como um liberal do regime, em ruptura de longos anos com o salazarismo.

Na altura essa nomeação criou expectativas de mudança, e os primeiros tempos confirmaram essa esperança. Contudo, rapidamente o regime voltou à “normalidade” e o que se seguiu já de todos é conhecido.

Mesmo assim, nas circunstâncias da época, essa decisão de Tomás revelou alguma sabedoria.


Se Cavaco Silva continuar impávido e sereno a ver passar os “navios” deste governo moribundo, que ele, aliás, assumiu como o "seu" governo, à espera de um milagre de Nossa Senhora de Fátima, ou que outros resolvam por ele esta grave crise política, ficará ainda pior na fotografia dos presidentes da República do que Américo Tomás. 

Ao menos Tomás  teve a “coragem” de tomar a decisão certa, nas circunstâncias da época.