sábado, 29 de junho de 2013

Tem hoje início a Volta à França , que comemora a sua 100ª edição:

Tem hoje início a 100ª edição do mítico Tour.

Ainda sou do tempo da rivalidade  entre Anquetil e Poulidor,, que o primeiro, já falecido, levou quase sempre a melhor, ou, mais tarde, do grande Eddy Merckx, ou do nosso torriense Joaquim Agostinho.

Todos os anos, na minha adolescência,  pelo verão, seguia entusiasticamente, cada etapa, muitas vezes pela rádio ou pelas reportagens dos jornais, pois a televisão ainda nãos dominava nos directos.

Mais tarde eu, e os meus amigos, imitávamos as míticas etapas do Tour com corridas de "caricas" (as tampas de refrigerantes, disputadíssimas por todos nós no chão dos cafés..).

Este ano o Tour atinge a sua 100ª edição, que pode ser acompanhada nos dois sites em baixo, um do jornal Público, outro o site oficial:


sexta-feira, 28 de junho de 2013

Imaginando o futuro em 1954


O Futuro é sempre imaginado à medida da nossa realidade, como o comprova este curioso filme.
Ou seja, dois anos antes de eu nascer era assim que alguém imaginava o futuro.
Alguma coisa dos dias de hoje já se anunciava nessa previsão. Outras não passam hoje de "ficção científica" bem imaginada.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

ESTAMOS EM GREVE!


Este é o homem que não faz Greve...



Este é o homem que convidou, há pouco mais de uma semana, os professores a aderirem à greve geral, para não fazerem greve aos exames, esquecendo-se que, quando falou, estavam marcados exames para o dia da Greve Geral.

Este é o homem que vem criticar a Greve Geral porque “ o país precisa de trabalho”, mas cujas políticas mandam para o desemprego mais de mil pessoas por dia, precariza o emprego da maior parte dos que trabalham e retira direitos fundamentais.

Este é o homem que conseguiu unir, pela segunda vez, as duas centrais sindicais e que consegue a compreensão dos patrões para a Greve Geral.

Este homem, ou é idiota, ou é cínico, ou é ignorante, ou é irresponsável. Tenho por mim que ele é um pouco de tudo isso.

Só por isso, esse homem merece que esta seja uma das maiores Greves Gerai da história recente de Portugal…

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Os nove maiores álbuns de rock da história

Estas listas são sempre relativas e subjectivas.

Conheço a maior parte dos álbuns referidos na lista em baixo e até  tenho alguns ainda em vinil.
Antes do CD e muito antes das actuais possibilidades da net, comprar um album tinha um encanto especial ( e era também bastante caro para o nível de vida de então).

Escolhia-se pelo gosto, mas também pela curiosidade e as capas dos discos tinham um papel importante na escolha.

Muitas delas eram autênticas obras de arte, com concepções artísticas arrojadas e incluiam no seu interior as letras das canções e vários documentos visuais.

Um LP (havia também o EP e o Single) obedecia geralmente a um conceito e as musicas tinham uma relação entre si.

Aqui vos deixo com os tais "nove melhores albuns de sempre":
 









O TEMA DO MOMENTO: Legião Urbana - Perfeição (Animação legendada em português)



terça-feira, 25 de junho de 2013

DESMASCARANDO MENTIRAS -3 - Professores portugueses são dos que mais tempo passam a dar aulas .

A Decadência Demográfica de Portugal foi tema de 1ª Página no The Washington Post:

A triste realidade social portuguesa mereceu destaque na edição de ontem do Washington Post. 

O jornal responsabiliza a crise económica pela tragédia demográfica de Portugal.

Em baixo podem ler o artigo e aceder à fotoreportagem de Matt McClain: 

DESMASCARANDO MENTIRAS - 2 - Portugueses trabalham mais 400 horas que os alemães

A Comissão Europeia, a Dona disto tudo, a srª Merkel, o BCE, O FMI, os comentadores habituais da nossa comunicação social, os pilíticos do regime e os banqueiros que andam a assaltar os nosso bolsos, continuam a repetir até à exaustão a mentira de que os portugueses trabalham pouco e ganham "acima das suas possibilidades", mesmo que todos os relatórios sérios digam exactamente o contrário, com se pode ler na notícia em baixo:

DESMASCARANDO MENTIRAS - 1 - :"O problema não está nos custos salariais, mas na punição financeira sobre Portugal"

segunda-feira, 24 de junho de 2013

O caos nas democracias europeias e as diferenças de Dilma.

Até aqui, revoltas como aquelas que se veem no Brasil e na Turquia, eram normais em regimes ditatoriais, como aconteceu na revolta àrabe.

Já se tinha percebido na Europa, depois de mega manifestações que tinham tido lugar em países democráticos  como Portugal, Grécia ou Espanha, que hoje em dia as democracias não estão imunes às manifestações  populares, cada vez mais agressivas e que a revolta se vai generalizando, minando a própria democracia.

Mas o problema não é da democracia em si, mas da crescente falta de democracia que se está a generalizar, um pouco por toda a Europa. A Hungria é "apenas" o caso extremo, bem como a recente vitória da extrema-direita francesa em eleições regionais (mais de 40% dos votos).

A responsabilidade principal pela descrença dos cidadãos na democracia, no caso da Europa, cabe à Comissão Europeia, para vergonha de todos nós liderada  por um português, uma comissão que não foi eleita pelos cidadãos e que eterniza no poder, apesar de todos os abusos e erros que vai cometendo contra o bem-estar dos seus cidadãos.

Um pouco por toda a Europa as pessoas começam a perceber que só podem mudar o rumo às suas vidas combatendo os poderes dessa Comissão, do BCE e da troika. 

 Muitos começam a perceber que os próprios governantes democraticamente eleitos são meros joguetes daquela "troika", enfeudada ao poder financeiro, e por isso começam a ter dúvidas se a democracia serve para alguma coisa.

Mas mais uma vez dizemos que o problema não está na democracia, mas no seu constante atrofiamento que, no caso da Europa, tem sido apanágio da poderosa Comissão Europeia e do BCE, instituições não eleitas e que, por isso, têm no seu ADN a falta de democracia das suas decisões, apesar de se escudarem na "democracia".

O problema reside também na forma como se procura atrofiar a opinião pública fazendo crer que a democracia começa e acaba no acto eleitoral. 

A democracia é muito mais do que isso, ela manifesta-se nos sindicatos, nas organizações sociais e nas manifestações de rua, tão legitimamente como a legitimidade do voto.

Há ainda uma agravante, que é o não cumprimento de promessas eleitorais ou o total desvirtuamento dos programas políticos por parte do poder eleito, que lhe tira toda a legitimidade perante o poder democrático dos cidadãos.

É também tudo isto que se questiona nas ruas do Brasil.

Muitos quiseram ver nas manifestações brasileiras  a deslegitimação da "esquerda" que está no poder no Brasil. Mas, ouvindo bem os manifestantes, tudo o que reivindicam nunca poderá ser cumprido pela "direita" e o problema reside exactamente no facto de alguma esquerda, quando chega ao poder, rápidamente se esquecer das suas origens e da sua base social de apoio, como aconteceu em Portugal com os governos de José Sócrates.

Mas Dilma demonstrou que a esquerda, mesmo quando é contestada nas ruas, pode fazer a diferença. As afirmações de Dilma, no último fim-de-semana, demonstraram que está atenta ao que se passa à sua volta e anunciou medidas concretas para responder ao descontentamento popular, como a de canalizar os lucros do petróleo para a educação.

Havia de ser cá...vinham logo com a lenga-lenga da liberdade dos mercados, pois a Europa da Comissão Europeia e do BCE presta mais atenção à liberdade especulativa dos "mercados" do que à liberdade dos cidadãos terem uma vida digna.

A presidente brasileira tem agora uma forte base social de apoio para promover as reformas, as verdadeiras reformas, de que o Brasil precisa para reforçar o estado social e combater as gritantes desigualdades sociais.

Sobre o oportunismo da direita em relação à revolta dos brasileiros, aconselho a leitura do artigo em baixo


 Quem quiser acompanhar o que se passa no Brasil, de forma independente, aconselhamos a leitura da revista on-line Carta Capita:

A super-lua vista pelo mundo

COMO A TROIKA TRAMA O SUL:

quarta-feira, 19 de junho de 2013

O LE MONDE DENUNCIA AS JOGADAS DE BARROSO PARA ENTREGAR A IDENTIDADE CULTURAL EUROPEIA À VORAGEM DOS MERCADOS: M. Barroso, vous n'êtes ni loyal ni respectueux !

O mais incompetente e vendido aos interesses financeiros de todos os presidentes da Comissão Europeia, denunciado no editorial do Le Monde:

Conheça os responsáveis das PPP

O relatório agora divulgado mostra para onde vai o nosso dinheiro, como se organiza a roubalheira generalizada, a favor da alta finança, das grandes empresas e do bem estar dos "boys" deste país, à custa dos cortes salariais e  da destruição de direitos dos cidadãos e de quem trabalha.

Segundo o jornal Público de hoje, as PPP custam o equivalente a dez anos de subsidios de férias pagos pelo Estado...sim, leu bem...DEZ ANOS!!!! 

O caso das PPP's é apenas um ponta do iceberg dessa roubalheira generalizada que começou com o Cavaco, continuou com o Sócrates e atinge o seu "máximo esplendor" com o Coelho, que se cruza no BPN, nas administrações de empresas públicas, nos favores a grandes empresas privadas, na distribuição dos fundos europeus...até quando? 

A paciência tem limites, como se vê na Grécia, na Turquia ou no Brasil...

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Num Dia De Greve, com a ironia de Alice Vieira:



“DECLARACÃO ANTIGREVE:

“Eu,.............................................. , NIF . ..........................., Trabalhador/a da empresa.................................................,

“DECLARO:

“QUE estou absolutamente contra qualquer coação que limite a minha liberdade de trabalhar.

“QUE, por isso, estou contra as greves, piquetes sindicais e qualquer tipo de violência que me impeçam a livre deslocação e acesso ao meu posto de trabalho.

“QUE por um exercício de coerência com esta postura, e como mostra da minha total rejeição às violações dessas liberdades,

“EXIJO:

“1 º. QUE me seja retirado o benefício das 8 horas de trabalho diário, dado que este benefício foi obtido por meio de greves, piquetes e violência, e que me seja aplicada a jornada de 15 horas diárias em vigor antes da injusta obtenção deste benefício.

“2 º. QUE me seja retirado o benefício dos dias de descanso semanal, dado que este beneficio foi obtido, por meio de greves, piquetes e violência, e que me seja aplicada a obrigação de trabalhar sem descanso de domingo a domingo.

“3 º. QUE me seja retirado o benefício das férias, dado que este benefício foi obtido por meio de greves, piquetes e violência, e me seja aplicada a obrigação de trabalhar sem descanso os 365 dias do ano.

“4 º. QUE me seja retirado o benefício dos Subsídios de Férias e de Natal, dado que este benefício foi obtido por meio de greves, piquetes e violência, e me seja aplicada a obrigação de receber apenas 12 salários por ano.

“5 º. QUE me sejam retirados os benefícios de Licença de Maternidade, Subsídio de Casamento, Subsídio de Funeral dado que estes benefícios foram obtidos por meio de greves, piquetes e violência, e me seja a plicada a obrigação de trabalhar sem usufruir destes direitos.

“6 º. QUE me seja retirado o benefício de Baixa Médica por doença, dado que este benefício foi obtido por meio de greves, piquetes e violência, e me seja aplicada a obrigação de trabalhar mesmo que esteja gravemente doente.

“7 º. QUE me seja retirado o direito ao Subsídio de Baixa Médica e de Desemprego, dado que estes benefícios foram obtidos por meio de greves, piquetes e violência. Eu pagarei por qualquer assistência médica e pouparei para quando estiver desempregado/a.

“8 º. E, em geral, me sejam retirados todos os benefícios obtidos por meio de greves, piquetes e violência que não estejam contemplados por escrito.

“9 º. DECLARO, também, que renuncio de maneira expressa, completa e permanente a qualquer benefício actual ou futuro que se consiga por meio da greve do dia 17 de Junho de 2013”.

Alice Vieira

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Uma Campanha Ignóbil - a opinião de Maria do Rosário Gama sobre algumas opiniões sobre a Greve dos Professores.



UMA CAMPANHA IGNÓBIL
por Maria do Rosário Gama
In Público de 13 de Junho de 2013

Considero ignóbil a convocação de uma greve de professores para o primeiro dia de exames nacionais. É como se os médicos decidissem fazer greves às urgências hospitalares. Incompreensível, indigno, inaceitável.”
Francisco Assis, Público (23.05.2013)

“É triste. E é sempre assim quando uma greve é convocada. Muito poucos são os que conhecem os motivos da greve e se dão ao trabalho de considerar se esses motivos são ou não justificáveis. Tudo quanto lhes parece interessar é o transtorno que causam. E se se pergunta qual poderia ser uma alternativa a esta forma de luta, percebe-se que apenas admitiriam uma que não causasse transtornos a ninguém, ou pelo menos não a si próprios. De facto, o que esta atitude revela é um mecanismo atávico, herdado dos tempos da ditadura, de rejeição do direito à greve.
“O tecido social parece mais um mosaico de interesses estanques, do que um povo unido por laços de solidariedade e partilhando uma história e destino comuns. E é neste mosaico de interesses que o (des)governo encontra o terreno fértil para semear a cizânia, cavar divisões e tirar delas partido.

“A greve de professores que agora se inicia e que, tudo indica, conduzirá a uma greve aos exames, é uma espécie de “remake” da greve de 2005 e contra ela, como então, está a ser movida uma campanha ignóbil em que se apresentam concertados o Presidente da República, o Governo, o Ministro da tutela, os já habituais campeões da “moderação” no campo da oposição (ei-lo, o almejado consenso, conseguido à custa dos professores) as associações de pais e os “opinion makers”.

“A encenação montada apresenta os professores como facínoras capazes de comprometer o futuro dos alunos. O próprio ministro afirma que estas foram feitas reféns pelos professores, como se de terroristas se tratasse. Alguém acredita realmente que os alunos perderão o ano? É evidente que não. Mas convém fingir que sim. O futuro da escola pública parece não suscitar preocupação. Mas que possam ter que adiar as férias por uma meia dúzia de dias, isso sim. Não que o admitam. Ele é a possibilidade de um ano perdido (e de chegarem atrasados ao desemprego), a instabilidade dos alunos, a repercussão nos resultados. Só quem não conhece o Ensino podia acreditar na seriedade destes argumentos.

“No fundo, todos os argumentos se reduzem a dois, por muito mascarados que se apresentem. Ou se trata de apoio à política do (des)governo ou da defesa de interesses particulares. Alguns alegam que apoiam os professores, mas não esta greve aos exames. Não se percebe, claro, que a mesma preocupação se não manifeste quando os alunos, por motivos idênticos, perdem aulas, tempos de trabalho e de estudo. Enquanto o adiamento de uma prova provoque um tal alarido. Hipocrisia, claro. Porque se apoiassem os professores pressionariam o Governo a negociar com eles.

“A verdade é que o futuro duma escola pública de qualidade, e a dignificação da profissão docente que é sua condição, não parece mobilizar ninguém. Giga-agrupamentos que podem representar algumas magras poupanças mas grandes prejuízos pedagógicos? Turmas a abarrotar? Professores a dar mais aulas do que as que podem preparar com seriedade e tendo que corrigir mais trabalhos do que os que podem comentar adequadamente? Precariedade dos postos de trabalho? Instabilidade dos corpos docentes? Alterações curriculares que visam exclusivamente a dispensa de professores? Nada disto preocupa os indignados, com o Ministro a acusar os professores de fazerem dos alunos reféns, como se de terroristas se tratasse. E variantes desta atoarda multiplicam-se, vindas de todos os quadrantes.

“Ninguém parece ter em conta que sem professores motivados não será possível assegurar uma escola pública de qualidade. Quem quer que tenha um real conhecimento do ensino, sabe que um professor sério, com 4 turmas, 100 alunos, trabalha muito, mas muito mais que 40 horas por semana. De borla! Toda a vida! E a maioria tem 5 ou 6 turmas, mais de 150 alunos! Mas não chega. Baixam os salários, cortam subsídios, aumentam o número de horas e, sobretudo, é preciso despedir mais e obrigar os novos escravos pedagogos (gozando, porém, de prestígio e estatuto bem inferiores ao dos seus antepassados) trabalharem mais e mais para substituir os que forem mandados para as minas (os que tiverem sorte).

“Não há dinheiro! E quando não houver educação e ensino de jeito? E professores motivados para a assegurarem? A escola pública de qualidade é que deveria ser considerada serviço mínimo e necessidade social impreterível, não a realização dos exames na data aprazada!

“Por isso, se não vos interessa a educação dos vossos filhos e netos, a qualidade do ensino que lhes é ministrado, o futuro da escola pública, o futuro do país (será que pensam que à crise é alheia a qualidade do sistema educativo?), mobilizem-se contra os professores e deixem à solta os coveiros da escola pública. E valerá a pena? Por causa de uns dias de atraso na prestação de exames? Da ida para férias uns diazitos mais tarde? Por causa de uma greve que até poderia não ter lugar, acaso todos apoiássemos os professores?

“Apesar de já reformada, não me posso demitir da obrigação de expressar aos professores a minha solidariedade. A luta deles contra o (des)governo é também a nossa, dos reformados, bem como a dos jovens sem futuro, dos desempregados, dos trabalhadores da administração pública e de todos cuja confiança e segurança estão a ser destruídas.

Maria do Rosário Gama
Professora Aposentada

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Passos, Cavaco e Barroso…as aventuras dos três estarolas…




Espero que o termo “estarola” não seja passível de levar um processo em cima…mas com essa gente tudo é possível…Adiante:


Um destes dias Passos Coelho “convidava” os professores a juntarem-se à Greve Geral convocada pelas duas centrais sindicais para o próximo dia 27, com o pretexto de evitarem assim uma greve aos exames.


Foi a primeira vez na minha vida, desde os “saudosos” tempos de Pinheiro de Azevedo, “responsável” pela primeira e única greve feita por um conselho de ministros, que vejo um primeiro-ministro a “convocar” uma classe profissional para participar numa greve geral. O pretexto era evitar a tal greve aos exames, só que o primeiro-ministro, por ignorância ou estupidez (ups!...mais outro prego para um processo…), “esqueceu-se” que, no dia da greve geral ….também se realizam exames…


Segunda “estarolice”:


Neste “reino” cada vez mais surrealista da política nacional e europeia, Cavaco Silva deu uma entrevista sugerindo “despedir” o FMI da troika!!!


Não deixa de ser estranho que se apontem baterias ao “polícia bom” dessa troika, a única organização que, no meio desta gente, ainda revela algum bom senso, alguma preocupação com o crescimento, algumas reservas ao modelo “austeritário” imposto pela Comissão Europeia e pelo BCE, e aquela organização que empresta dinheiro a juros comportáveis e realistas…


Ao que parece Cavaco Silva tornou-se o porta-voz do incómodo que as últimas declarações daquela organização, criticando o modelo seguido na União Europeia para resgatar os  países em dificuldades, provocou junto dos irresponsáveis comissários europeus.


Como cereja em cima do bolo temos o silêncio do sr. Barroso em relação ao crime, contra a liberdade de imprensa, cometido pelo governo grego , ao encerrar, na forma como o fez,  os canais estatais de comunicação social.


Se o que se passou na Grécia tivesse acontecido em Cuba, na China ou na Venezuela, já andava toda essa gente a comentar os atentados à liberdade de expressão.


Como isso se passa num país da União Europeia, o silêncio já se torna “ruidoso”. Tal silêncio só se “percebe” porque aquele atentado à liberdade foi cometido em nome da austeridade e da troika e, ao que parece, com a conivência da Comissão Europeia…


Da Comissão Europeia, uma organização não eleita e que funciona cada vez mais como uma ditadura que governa a mando do sector financeiro contra os seus cidadãos, já nada é de espantar…recorde-se aliás o silêncio em relação ao que se está a passar na Hungria ou o mesmo silêncio em relação à repressão policial na Turquia…


Até quando vamos continuara a aturar esta gente?