quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O SR. ULRICH, A BANCA E OS SEUS ACCIONISTAS AGUENTAM PAGAR MAIS PELAS TRANSACÇÕES FINANCEIRAS, PELOS DIVIDENDOS E PELO COMBATE À EVASÃO PARA OS PARAÍSOS FISCAIS? AI AGUENTAM, AGUENTAM!!!




Ontem reagimos a quente às vergonhosas e descaradas provocações proferidas pelo presidente  do BPI, o sr. Fernando Ulrich.

É que, perante tanta desfaçatez e falta de respeito por aqueles que estão a pagar para a crise já não há pachorra para atitudes racionais. Só nos resta cada vez mais a atitude de um Bordalo Pinheiro e mandá-los para o mesmo sítio para onde eles nos costumam mandar, de modo mais velado e “educado”, cada vez que abrem a boca.

A desfaçatez do individuo foi ainda mais escandalosa quando se sabe que ele, e outros como ele, tem responsabilidade pelo sector financeiro que é o principal responsável pela trágica situação do país e, mesmo assim, continuam impunes à crise, quanto  muito levando um ligeiro beliscão aqui ou acolá, mas que não abalam os lucros sempre crescentes da banca, muito à custa da especulação à volta dos juros da dívida e da aquisição de dinheiro barato junto do BCE, beneficiando ainda da maior fatia do bolo do empréstimo que estamos todos a pagar.

De facto, sabe-se que quem compra a dívida portuguesa é, maioritariamente, o “mercado” nacional, o mesmo é dizer, a banca nacional, que beneficia assim dos juros usurários e especulativos desses juros, que o Estado tem de pagar à custa do aumento de impostos e dos cortes salariais nos funcionários públicos.

Percebe-se assim os lucros fabulosos da banca, apesar de vivermos em “crise”, o que é um contra-senso ao histórico deste tipo de situações e só demonstra a falácia desta “crise”.

Uma outra situação que beneficia o sector do qual o sr. Ulrich é um dos rostos conhecidos do mal que causam aos cidadãos e trabalhadores portuguese é a disponibilidade que existe da banca aceder em condições muito benéficas a uma grande fatia do “bolo” do empréstimo da troika, que está a ser pago por todos nós, á custa do aumento de desemprego, ao empobrecimento generalizado de quem trabalha e produz, ao aumento da dos impostos e ao aumento dos níveis de pobreza.

Se juntarmos a tudo  isso a forma como a banca está a estrangular empresas e cidadãos com restrições ao crédito, ainda mais razões nos assistem para perder as estribeiras quando ouvimos esse senhor.

Por isso as afirmações do sr. Ulrich nos merecem o maior desprezo e  os piores  impropérios, pois é preciso muito descaramento par vir em defesa do aumento de austeridade, com o á vontade de quem sabe que os sacrifícios lhe vão passar ao lado, podendo até beneficiar com ela, falando aos portugueses como o falaria o sr. feudal aos seus servos.

A desfaçatez foi ainda mais longe, aos desvalorizar os níveis de desemprego em Portugal e dando a atender que ainda havia espaço para mais  desemprego, comparativamente com o que sucede na Grécia.

Mas a boçalidade do senhor foi ainda mais completa quando desvalorizou as manifestações de violência desesperada na Grécia, como umas meras “montras partidas”. Não gostávamos que a situação portuguesa descambasse para a violência da Grécia, mas, se chegarmos aí, espero que os manifestantes mais radicais se lembrem das palavras do sr. Ulrich e se apliquem nas montras do BPI….

Num ponto estamos de acordo com o sr. Ulrich, um parte do país aguenta mais austeridade, “ai aguenta, aguenta!”. Estamos  a pensar, por exemplo, no sector financeiro.

Recordando aqui algumas propostas apresentadas pela CGTP e outras pessoas e instituições para aumentar a receita do Estado, sem ser à custa dos mesmos de sempre (trabalhadores, pensionistas, empresários produtivos e cidadãos no geral), é caso par afirmar, pegando naquelas palavras:

 - O sr. Ulrich, a banca e os seus accionistas aguentam a criação de uma taxa de 0,25% sobre as transacções financeiras, que permitia arrecadar uma receita fiscal de mais de dois mil milhões de euros? Ai aguentam, aguentam!.

- O sr. Ulrich, a banca e os seus accionistas aguentam a criação de um novo escalão de IRC sobre a banca, que permitia arrecadar mais de um milhão de euros? Ai aguentam, aguentam!

- o sr. Ulrich, a banca e os seus accionistas aguentam uma tributação adicional dos dividendos que permitiam arrecadar mais um milhão e meio de euros? Ai aguentam, aguentam!

- o sr. Ulrich, a banca e os seus accionistas aguentam o combate à fraude a à evasão fiscal, que permitia arrecadar mais dois mil milhões de euros? Ai aguentam, aguentam!

Temos de agradecer ao sr. Ulrich ter-nos levado a  recordar aqui essa proposta da  CGTP que permitiria arrecadar cerca de 6 mil milhões de euros à especulação financeira, um bom contibuto para as necessidades do país …

MANIFESTAÇÕES CONTRA A APROVAÇÃO DO ORÇAMENTO DE HORROR:





ANTI-MERKEL - 8


O SOM DO DIA - 444- This Mortal Coil - "Acid, Bitter and Sad"


O SOM DO DIA - 443 - This Mortal Coil - Sixteen Days - Gathering Dust


O SOM DO DIA - 442 - This Mortal Coil - Song to the Siren (1983) HD


terça-feira, 30 de outubro de 2012

"SACANAS SEM LEI":Fernando Ulrich: «O país aguenta mais austeridade?... Ai aguenta, aguenta!"...

....Desculpem lá, mas agora perdi as "estribeiras"...este tipo é uma besta e um sacana sem lei, um dos  rostos do mal que caiu sobre a vida dos portugueses...
 
A austeridade ainda não bateu à porta deste senhor nem dos seus capangas, que continuam impunes, eles que são os grandes responsáveis pelo estado deste país e que estão acumular para usufruto das suas negociatas financeiras o valor do empréstimo que estamos a pagar...
Este senhor, e outros como ele, continuam a falar de barriga cheia...
...vamos bater onde mais doi à gente da sua laia, vamos boicotar tudo o que esteja relacionado com o banco BPI e com este banqueiro desavergonhado...

UGGIE, Um cão famoso, "lança" a sua Biografia: Canine star of 'The Artist' Uggie launches his autobiography - News - Books - The Independent

Mais Fotografias dos efeitos do Furacão Sandy - uma imagem falsa e muitas verdadeiras

UMA FOTOGRAFIA FALSA....
A imagem de cima é falsa, correu ontem as redes sociasi como verdaeira e "tirada por telemóvel". Trata-se de uma montagem, com uma fotografia de Nova Iorque à qual foi sobreposta uma fotografia de um tufão no Nebrask. O dia foi fértil na divulgação de outras fotografias falsas, e nós também caímos na esparrela ao publicarmos esta fotografia que, se não fosse falsa, era muito bela. Pelo engano em que caimos pedimos desculpa aos nossos seguidores.
As de baixo são todas verdadeiras e foram recolhidas na imprensa norte-americana on-line:
 
..NO MEI DE OUTRAS VERDADEIRA:













... Entretanto o NYT publica um conjunto vasto de fotorafias tiradas ao longo dos dois dias por leitores do jornal novaiorquino, e que podem ser vista clicando em baixo:

"REFUNDAR" PORTUGAL - Um Filme de Terror Social, dirigido por um fanático neoliberal:



Todas as semanas este governo acrescenta uma palavra ou uma frase à “novilíngua” em que transformou a sua retórica política: ela já foi “os portugueses a viver acima das suas possibilidades”, ela já foi a “o desemprego como oportunidade”, o convite à “emigração como solução para o desemprego jovem e qualificado”, o povo “piegas” e “o melhor povo do mundo”, as “cigarras” que não deixam as “formigas” do governo trabalhar para o “nosso bem”,  e agora a “refundação” do memorando e, por arrasto, da Constituição e do Estado Social.

Ao que parece,  o primeiro-ministro entusiasmou-se com esta última “invenção”  e já vem “convidar”, de modo chantagista, o PS para participar nessa “refundação”.



Não que não acreditemos na necessidade de repensar as funções do Estado, mas quando pensamos em “refundação” pensamos em coisas diferentes daquelas que estão por detrás da retórica  fundamentalista neoliberal deste governo. Já ontem AQUI falámos na nossa idéia de “refundação”.

É o modo como o Primeiro-ministro se dirige ao PS para participar nessa “refundação” que “cheira” a chantagem, até porque já vai insinuando que, se o PS não colaborar, será necessário um segundo pedido de resgate .

Parece assim que Passos Coelho  tenta desviar as atenções políticas, quer da tragédia anunciada com a aprovação do Orçamento de 2013, quer do falhanço das políticas de austeridade, comprovadas por todos os indicadores económico-sociais que vão sendo conhecidos, quer pela crescente desconfiança dos portugueses em relação a essas medidas.

Ou seja, já se sabendo que o programa de austeridade e a aplicação do Orçamento vai conduzir o país para um dos maiores desastres da sua história, e que vai obrigar o país a um novo resgate, mas não podendo recuar, não sei se por teimosia, se por ignorância, se por incompetência, se por fé fundamentalista nos princípios neoliberais, se por tudo isso, Passos Coelho tenta desde já arranjar um bode expiatório para o tragédia para onde nos está a conduzir.

Também não deixa de ser estranho, depois de ter desbaratado nos últimos dois meses todo o seu capital de estabilidade social (que tinha conseguido través da Concertação Social e do compromisso com o PS em relação ao cumprimento do  memorando da troika), como resultado da sua teimosia ideologicamente oportunistas de “ir para além da troika”, como resultado da trapalhada à volta da TSU, como resultado dos constantes avanço e recuos orçamentais, sem consultar parceiros sociais, os partidos da oposição, o Presidente da República e, ao que parece, nem sequer os parceiros da coligação, que Passos Coelho venha agora tentar encostar o PS à parede para o fazer aceitar uma “misteriosa” “refundação” que pretende impor ao país.

É um mito o peso do Estado em Portugal, como o demonstram todos os indicadores comparativos com a União Europeia. O que acontece é que muitos dos meios de que o Estado Social devia ter ao dispor do seu desenvolvimento e funções têm sido desbaratados pela corrupção, pela fuga aos impostos, por privilégios concedidos aos “boys” colocados em lugares chave da administração pública, pelas opções erradas tomadas em relação à educação, à saúde, aos transportes públicos, e em tantos outros sectores, transformando o Estado num grande negócio para bancos, grandes  empresas privadas, gabinetes de advogados , institutos, fundações…etc, etc, etc…

Mas não será essa a visão que o primeiro-ministro tem para “refundar” o Estado. Por aquilo que já provou, pelo que disse e pelo que fez, o seu objectivo será entregar a educação, a saúde, a segurança social, todas as funções até hoje atribuídas ao Estado, aos apetites vorazes de bancos, grandes empresas, multinacionais, dos “boys” do centrão, do dinheiro sujo de Angola e da China…

Portugal está a transformar-se num filme de terror social, dirigido por um mau  realizador de cinema “gore” chamado Passos Coelho, produzido por um desumano e lunático  Vitor Gaspar.

Veremos se o PS se vai deixar enredar na armadilha que Passos Coelho lhe preparou ou vai despertar par a realidade do país, rompendo de vez com o seu passado socrático e “refundando” o seu ideal em defesa de  um Estado Social forte, organizado e justo. O futuro político e a crediblidade de Seguro também se jogam agora.

ANTI-MERKEL - 7 - Chula da Merkel


O SOM DO DIA - 441 - Cocteau Twins - Donimo

O SOM DO DIA - 440 - Cocteau Twins - Pandora


O SOM DO DIA - 439 - Heaven or Las Vegas - Cocteau Twins


O SOM DO DIA - 438 - Cocteau Twins/Mazzy Star (lista de reprodução)


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

IMAGENS QUE ESTÃO A MARCAR A NOITE: Aproximação do Furacão Sandy à Costa Leste dos Estados Unidos:







LIVE Hurricane Sandy Coverage - The Weather Channel


...e se fossem todos...."Refundar-se"!!!!



 (cartoon de Antero Valério)

Numa coisa estou de acordo com Passos Coelho: este país precisa de uma “refundação”  de alto a baixo (eu chamar-lhe-ia antes “revolução”, mas sei que a palavra é politicamente incorrecta…).

Contudo essa intervenção do primeiro-ministro cheira-me a mero eufemismo para justificar a continuação da destruição do já de si irrisório “Estado social” português e a desvirtuação dos direitos consignados pela Constituição e pela lei.

Passos Coelho já deu provas daquilo que pensa em temos sociais e sobre as funções do estado. Assim, só por ignorância ou ingenuidade se pode acredita nas boas intenções dessa “refundação”.
Mas vamos fazer o exercício de acreditar na boa-fé daquela afirmação de Passos Coelho. Neste caso, quando fala da “refundação” “acreditamos” que só pode estar a falar que vai defender:

- que as funções fundamentais do Estado são as de garantir a saúde, a educação, a segurança e a justiça a todos os cidadãos;

- que as funções fundamentais do estado são as de recolher equitativamente e garantir o bom uso dos impostos, dos descontos sociais e das poupanças  feitos pelos cidadãos, com vista a garantir a qualidade daqueles serviços e a dignidade no auxilio e apoio a esses mesmos cidadãos em caso de desemprego e doença, garantindo igualmente uma reforma digna;

- que estes auxílios e apoios não devem ser inferiores à simples dignificação das pessoas, mas também não podem  ser uma espécie de pensões dourada vitalícias para aqueles que ocuparam cargos políticos ou funções publicas administrativas, muitas vezes de nomeação política, durante uma dúzia (ou ainda menos) de anos. Assim haja coragem de impor um leque nesses auxílios numa relação de 1 para 10 (por exemplo, um mínimo de 400 euros e um máximo de 4 mil euros no valor desses auxílios e pensões);

- que, embora podendo ser assumido por entidades privadas, cumprindo a lei e um verdadeiro serviço público, o Estado deve garantir o acesso de todos à cultura, à informação (sem interferir nos conteúdos), aos transportes, à energia, à água, ao saneamento e ao bom ambiente;

- que o Estado deve garantir a transparência na sua relação com os funcionários públicos, nomeadamente garantindo a separação de águas entre os trabalhadores públicos do quadro, propriamente ditos, par onde entraram por mérito e concurso público, e aqueles que são nomeados por inerência de nomeação política;

- que o Estado não possa pagar um salário superior àquele que é auferido pelo primeiro-ministro e que recorra aos próprios serviços existentes nos ministérios em vez de pagar a consultadorias externas; 

- que o Estado defina e reduza drasticamente as ajudas de custo, nomeadamente as frotas automóveis individualizadas, os cartões de crédito sem limite, os telemóveis fornecidos a um leque vasto da altos cargos da administração pública e políticos;

- que o Estado defina com transparência a sua relação com Institutos, Fundações e outras instituições externas ao aparelho de estado;

- que o Estado vai tomar medidas drásticas para combater a fuga de capitais, a fuga aos impostos e a corrupção generalizada do sector financeiro e de alguns sectores económicos.

Se é disto que o nosso primeiro-ministro fala, quando se refere à “refundação” do Estado, estamos de acordo. Mas só podemos estar de acordo se for mesmo isto e não outra coisa, como as atitudes deste governo fazem temer.

Se, há um ano, já emparceirávamos como os países nórdicos em termos da carga fiscal, situação que se vai agravar no próximo ano, é tempo, de facto, de todos exigirmos a “refundação” do Estado de acordo com as ideias expressas acima ou de outras idênticas.

Como não somos ingénuos, sabemos, infelizmente, que o que se pretende com essa “refundação” é desbaratar o Estado Social e entregar tudo aquilo que deviam ser as funções do Estado à mera especulação financeira…

...e se fossem todos... "Refundar-se"!!!!

O FUTURO QUE NOS ESPERA: Como é que o neoliberalismo tomou conta das nossas vidas. Catastroika (legendas em português)


ANTI-MERKEL - 6 -


O SOM DO DIA - 437 - mazzy star - blue light


O SOM DO DIA - 436 - Mazzy Star - Into Dust


O SOM DO DIA - 435 - Mazzy Star | Fade Into You (Official Video)


domingo, 28 de outubro de 2012

Nova Iorque em Estado de sítio, à espera da chegada do Furacão Sandy, que pode ser um dos piores de sempre a atingir essa cidade.

ANTI-MERKEL - 5 -


ALDRABÕES E SACANAS SEM LEI:Advogado de Jardim Gonçalves diz que Carlos Costa devia sentar-se no banco dos réus .

Zangam-se as comadres descobrem-se as verdades. E é esta gente bem instalada na vida deste país que depois vem debitar sobre a situação económica do país e exigir austeridade!!!!!

O SOM DO DIA - 434 - Lila Downs - El Feo


O SOM DO DIA - 433 - Lila Downs - La Bamba


O SOM DO DIA - 432 - Frida- Alcoba Azul by Lila Downs


sexta-feira, 26 de outubro de 2012