quinta-feira, 26 de julho de 2012

ESTE BLOG METE FÉRIAS...MAS PROGRAMOU UM ESPECTÁCULO DIÁRIO ATÉ SETEMBRO:


Este blog voltará em Setembro.

Até lá, diariamente, programámos a edição de espectáculos ao vivo “pescados” no Youtube, a que intitulámos o FESTIVAL DE VERÃO DE PEDRAS ROLANTES.

Dia a dia, de hoje até aos inícios de Setembro, basta consultar o nosso blog diariamente para assistirem a espectáculos ao vivo e integrais, todos os dias diferentes,  de alguns dos nomes mais interessantes do panorama musical pop e rock.

Até lá, um bom Verão…e muita força para um amigo especial…

"FESTIVAL" DE VERÃO PEDRAS ROLNTES - 1 - Pink Floyd - Live in Venice (Full Version)



segunda-feira, 23 de julho de 2012

UM POEMA DE SOFIA PARA ESTES DIAS:



Eis-me

Tendo-me despido de todos os meus mantos
Tendo-me separado de adivinhos mágicos e deuses
Para ficar sozinha ante o silêncio
Ante o silêncio e o esplendor da tua face

Mas tu és de todos os ausentes o ausente
Nem o teu ombro me apoia nem a tua mão me toca
O meu coração desce as escadas do tempo em que não moras
E o teu encontro
São planícies e planícies de silêncio

Escura é a noite
Escura e transparente
Mas o teu rosto está para além do tempo opaco
E eu não habito os jardins do teu silêncio
Porque tu és de todos os ausentes o ausente

Sophia de Mello Breyner Andresen, Livro Sexto (1962)

O SOM DO DIA- 352 - Morrissey - Everyday Is Like Sunday (Live from Move Festival, Manchester...


O SOM DO DIA - 351 - Morrissey - The Boy With the Thorn in His Side Live at Hollywood Bowl


O SOM DO DIA - 350 - Morrissey - Please, Please, Please, Let Me Get What I Want (Live at the ...


domingo, 22 de julho de 2012

Veleiros em Lisboa

A esta hora já estão a caminho de Cádiz.
Ontem foi assim:




















sexta-feira, 20 de julho de 2012

Aos Heróis do Dia (recordando uma crónica recente de Miguel Esteves Cardosos)


"Graças aos bombeiros

por Miguel Esteves Cardoso 

"Ainda ontem.

"Anteontem quando voltávamos para Sintra, com a serra a arder, passaram por nós dois carros dos bombeiros de Algés, que chegavam para ajudar. Estava um ciclista parado em Galamares, a ver os helicópteros e os aviões. Não se viam os bombeiros. Eram 281 a lutar. Houve dois feridos: os dois eram bombeiros.

"Falámos com alguém que viu os feridos e ficou assustado e, ao mesmo tempo, cheio de admiração. Por que se ferem os bombeiros, que conhecem tão bem os perigos do fogo? Porque arriscam tudo e acreditam que é dever deles arriscar até a vida, que muitas vezes dão, para salvar vidas que, o mais das vezes, nem se sentem ameaçadas.

"Vivemos numa época de direitos e de vontades. A noção do dever não como obrigação, mas como pagamento, necessariamente glorioso, de uma dívida que outros contraíram em nosso nome, só não desapareceu porque ainda há indivíduos teimosos e honrados, que se orgulham de pertencer a corporações que juntam as forças para proteger e defender os fracos, os velhos, os indefesos, os pobres, os vizinhos, os animais e até as pessoas estúpidas que nem sabem quanto precisam da ajuda deles.

"Mais uma vez os bombeiros salvaram a serra de Sintra, para todos os que cá vivem ou vêm. 

"Entretanto não conheço ninguém que por aqui viva que não tenha sido ajudada pelos bombeiros.

"Andam a ver se tramam os bombeiros.

"Não andem: vejam o que eles fazem. Ajudem quem nos ajuda. Hoje foi só mais um dia: mais dois que se magoaram por nossa causa".

In Público de 13 de Julho de 2012.

Para recordar neste dia...sem mais comentários...


Morreu o historiador José Hermano Saraiva


José Hermano Saraiva ajudou a vulgarizar a História entre os leigos.

Quando apareceu pela primeira vez na televisão com um programa de divulgação da história de Portugal, ainda antes do 25 de Abril, essa aparição foi vista como uma lufada de ar fresco e inovação, apesar do seu apoio declarado ao regime anterior, onde assumiu as funções de Ministro da Educação durante a célebre crise académica de 1969.

Cultivou como ninguém  o tradicional modelo de "historiador cronista", dando vida e colorido, com algum exagero formal, mesmo aos temas mais obscuros da nossa história.

Foi um dos poucos historiadores que percorreu o país para reconstruir a história de cada local e de cada sítio.

Não foi um dos historiadores mais inovadores, por vezes exagerava na adjectivação dos factos e das figuras históricas, mas era um homem de uma grande cultura e com a sua morte, como alguém hoje escrevia, "ardeu uma biblioteca".

SÍTIOS DE PORTUGAL - 11 - Forte de S. Filipe (Setúbal).


O forte de S. Filipe de Setúbal domina a margem esquerda do rio Sado e o Atlântico e é o melhor lugar para se ter a dimensão do estuário desse rio.

Foi construído no início do reinado de Filipe I para defender a entrada do estuário e controlar a cidade de Setúbal, famoso pela oposição ao domínio espanhol.

O próprio monarca assistiu em pessoa ao lançamento da primeira pedra em 1582. A obra foi dirigida pelo arquitecto Filippi Terzi, estando concluída em 1600.

A capela do forte foi revestida com azulejos da autoria de Policarpo d Oliveira Bernardes em 1736.

Desde 1964 aí funciona uma pousada, integrada no Roteiro das Pousadas de Portugal.