quinta-feira, 31 de maio de 2012

Goldman Sachs ajudou Grécia a "maquilhar" contas públicas em 2000 para aderir ao euro .

É hoje lançado em Portugal o livro de Marc Roche intitulado "O Banco -Como o Goldman Sachs Dirige o Mundo", que conta a história de um banco que, apesar de ser um dos principais responsáveis pela crise, tem sabido lucrar com ela, ao mesmo tempo que estende os seus tentáculos ao poder político na Comissão Europeia, no BCE e no governo de alguns dos países do euro.
A história mais incrivel é o facto desse banco ter ajudado a Grécia a aldrabar as contas para entrar no Euro, ao mesmo tempo que especulava para destruir a economia desse mesmo país.
Esse livro confirma também o que já se sabia, que o "líder" local das inteções desse banco para Portugal é António Borges, essa tenebrosa figura que foi escolhida pelo governo de Passos Coelho para conduzir os anunciados processos de privatização, que muito irão beneficiar os clientes internacionais daquele banco.
Funcionando como uma autêntica organização mafiosa, essa "máfia" financeira não precisa de matar ninguém (...para já) para conseguir os seus intentos de saquear os rendimentos nacionais e dos cidadãos europeus.
Basta colocar os seus agentes no sítio certo, à hora certa...

Está de Volta...


HOMENAGEM A DOC WATSON (1923-2012) -3- Three Pickers/Doc Watson/Earl Skruggs/Ricky Skaggs/Alison Krauss--- The ...


HOMENAGEM A DOC WATSON (1923-2012) - 2 - Summertime


HOMENAGEM A DOC WATSON (1923-2012) - 1 - House Of The Rising Sun


O Lendário Musico Doc Watson Morreu aos 89 anos:

Doc Watson, falecido na última terça-feira, era um dos nomes míticos do folk norte-americano, ao lado de Peter Seeger.
Tendo ficado cego apenas com um ano de idade, tornou-se um dos mais destacados guitarristas da musica popular norte-americana, recolhendo os sons da musica popular nos lugares mais remotos do seu país.
Gravou mais de 50 albúns de originais e venceu oito Grammys.
Bob Dylan, que muito o admirava, comparou a forma de Watson tocar com a "água a correr".
Aqui recordaremos alguns momentos da sua carreira.

O SOM DO DIA - 236 - A SEMANA DO BOSS - 8 - Bruce Springsteen - Live in London - Part 4


O SOM DO DIA - 235 - A SEMANA DO BOSS- 7 - Bruce Springsteen - Live in London - Part 3


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Do "optimismo" da Moody's e da "euforia" dos comentadores de economia, ao realismo da UNICEF...


Aqui há uns dias, no início desta semana, a conhecida agência de pirataria financeira Moody´s divulgou uma nota sobre Portugal afirmando que, ao analisar os últimos dados estatísticos, podia afirmar que  “o programa” de austeridade “continua no bom caminho e há espaço para optimismo".

Foi o suficiente para os habituais comentadores e jornalistas de economia entrarem numa onda de euforia: agora é que é, os mercados confiam em Portugal, não somos a Grécia…e por aí "afora".

“Esqueceram-se” contudo de alguns “pequenos  pormenores”: é que os tão elogiados dados só foram possíveis com :

-  um aumento do desemprego para níveis nunca conhecidos em Portugal, rondando os 20% e mais de 1 milhão de desempregados;

-  cortes radicais nos salários, que já eram dos mais baixos da Europa, e desvalorização generalizado do factor tarbalho, com reduções drásticas nos direitos do trabalho;

-  o aumento da precaridade do emprego, situação em que vivem mais de 70% dos assalariados;

- o aumento da emigração para níveis idênticos, se não superiores, aos dos anos 60 e com a agravante de ser constituído maioritariamente por jovens qualificados ( a tal “geração mais qualificada de sempre”);

- o agravamento geral da situação social do país (alunos que abandonam os estudos porque não têm dinheiro para estudar; doentes que abandonam tratamentos por falta de dinheiro, agravamento da saúde mental com graves consequências pessoais e familiares, adiamento da maternidade, pessoas que entregam as casas aos bancos, aumento generalizado da miséria e da pobreza….);

-  a falência desenfreada  de pequenas e médias empresas, aquelas que são o sustento económico do país;

- o aumento generalizado dos impostos, que nos colocam ao nível dos países nórdicos sem que os cidadãos cumpridores tenham benefícios sociais idênticos aos desses países.

E a "procissão" ainda vai no adro. 

Nos próximos seis meses, quando os Funcionários Públicos deixarem de receber os subsídios de Férias e de Natal, levando a uma quebra radical do dinheiro em circulação, a maior parte das situações acima descritas vão-se agravar muito mais.

A euforia só pode ser justificada porque os patrões para os quais esses comentadores e jornalistas trabalham, os bancos, as grandes empresas estatais ou privadas, assim como os políticos profissionais, os gestores de topo que lideram Fundações e as Parcerias Público Privadas, são os intocáveis que beneficiam com todos esses sacrifício feitos pelos cidadãos.

Ou seja, os “criminosos”, isto é, o sector financeiro e os políticos que os servem, responsáveis pela actual situação de calamidade pública, aos quais podemos juntar os que recebem salários e reformas de luxo, os que beneficiam de isenções especiais e de escandalosos "prémios" e ajudas de custo, os que fogem ao pagamento devido de impostos, os corruptos de sempre, os branqueadores de dinheiro de origem duvidosa, continuam a ter razão para estar eufóricos, porque a crise não os atinge e até beneficiam dos fundos do FMI e da União Europeia, pagando nós, os cidadãos, os custos dos juros.

Tanta euforia quase fez esquecer um relatório, ontem divulgado pela UNICEF, onde se fica a saber que 27% das crianças em Portugal estão em situação de carência, apresentando Portugal um dos piores resultados entre os países analisados. Pior que nós só a Letónia, a Hungria, a Bulgária e a Roménia .

Se a amostra incluir apenas as famílias monoparentais, essa percentagem sobe para os  46,5%. Mas a situação ainda é pior para as crianças cujos pais estão desempregados, atingindo a percentagem de …73,6%.

A UNICEF alerta ainda para o facto de, tendo esses dados sido obtidos com indicadores de 2009, o pior para Portugal ainda “está para vir”.

  (...já sei, já sei, a srº Lagarde há-de vir dizer  que estão melhor que as crianças africanas e que a culpa, para ela que não paga impostos, é dos pais que não pagam impostos...ao que chegámos!!...fazer do nivelamento para os índices de vida africanos o objectivo do FMI para os países europeus!!!...mas isto é outra História!!?)

Ficamos assim a perceber o optimismo da Moody´s e os custos para os País, para os cidadãos e em especial para as futuras gerações, que é manter esses criminosos satisfeitos…

...Se não aconteceu...podia acontecer...


O SOM DO DIA - 234 - A SEMANA DO BOSS - 6 - Bruce Springsteen - Live in London - Part 2


O SOM DO DIA - 233 - A SEMANA DO BOSS - 5 - Bruce Springsteen - Live in London - Part 1


terça-feira, 29 de maio de 2012

SOLIDÁRIOS COM OS SÍRIOS: CARTOON´S MANCHADOS DE SANGUE

O que se passa na Síria resume toda a hipocrisia em que assenta a actual política internacional.
Desde que Bush anulou a importância da ONU, isolando-a e substituindo-a  pelo mero poder das suas armas, nunca mais voltou a paz  ao mundo, situação que, por enquanto vai poupando a Europa.

A situação no Médio Oriente tem sido especialmente dramática, onde dominam regimes ditatoriais e sanguinários.

A manutenção desses regimes, muitos há décadas, só se tornou possível com a conivências do ocidente e dos interesse estratégicos naquela região.

A maior parte deles é mantido pelas armas que, legal ou ilegalmente, lhes são vendidas pelo ocidente e com o apoio financeiro e técnico do ocidente (ao qual podemos acrescentar o apoio das chamadas “potências emergentes”, como a China e a Rússia…).

A forma criminosa como o ocidente se portou na Líbia, parecendo mais preocupada em eliminar fisicamente Kadhafi, que sobrevivia nas últimas décadas graças ao apoio desse mesmo ocidente, mas que, na hipótese de ser derrubado na rua, podia revelar todos os segredos dessa obscura relação e do tráfico de influências do regime com os políticos de países como a Itália, a França, a Grã-Bretanha e até Portugal , acabou por fragilizar e desacreditar a maior parte dos movimentos da chamada “Primavera Árabe”, cada vez mais dominada por grupos de fanáticos islamitas, muitos deles próximos da Al-Qaeda, e usando os mesmos métodos criminosos do regime deposto.

Essa hesitação da comunidade internacional e das organizações de defesa dos direitos humanos, que passaram a temer situações como as da Líbia, foi aproveitada pelo regime criminoso da Síria para intensificar a sua repressão sobre a oposição, da forma criminosa que se sabe.

Numa guerra civil, a pior de todas as guerras, não existem bons nem maus, mas, de qualquer modo, quem tem o poder reconhecido internacionalmente tem a dupla responsabilidade de respeitar e fazer respeitar os direitos humanos e por cobro à violência.

O regime ditatorial de Assad não sabe, nem quer acabar com a violência, e a comunidade internacional está desacreditada.

Havia duas maneiras de asfixiar o regime: uma era cortar o fornecimento de armamento ao país, fazendo cair pesadas penas sobre os negociantes de arma da região, denunciando-os publicamente e revelando os nomes de pessoas e empresas envolvidas; a outra era congelar todas as contas dos dirigentes militares e políticos da Síria, denunciando também os políticos e os sectores financeiros que estão por detrás do apoio económico ao regime.

Infelizmente o Ocidente, tal como aconteceu com a Líbia, está fortemente comprometido com um regime que lhe foi útil na Guerra do Iraque, no combate aos movimentos palestinianos e na perseguição aos movimentos islamitas.

Enquanto esperamos que organizações internacionais como a ONU, a Liga Árabe, a União Eurpeia e a Nato percam a vergonha e se deixem de atitudes simbólicas de condenação, e passem a uma acção concertada contra o regime corrupto de Assad, resta o poder dos cartoons, como denuncia eficaz da situação, muito mais certeira para denunciar os criminosos da Síria do que todo o arsenal financeiro e militar do ocidente que, comprometido com os regimes corruptos e criminosos da região, se mostra, até agora,  incapaz de reagir:






Cartoons: THE INDEPENDENT

Síria - a Voz da Resistência: Syrian Actress Protests Regime


Günter Grass critica Europa e apoia Grécia em novo poema controverso.

O SOM DO DIA - 232 - A SEMANA DO BOSS - 4 - Bruce Springsteen - Born In The U.S.A.


O SOM DO DIA - 231 - A SEMANA DO BOSS - 3 - Bruce Springsteen - The River

segunda-feira, 28 de maio de 2012

OS "BELOS" ROSTOS DO MAL.



Vestem bem, lavam-se em perfumes caros, mantem a linha e uma imagem de glamour…mas o que lhes sobra do culto da imagem para a comunicação social é a arrogância, a ignorância e a total insensibilidade social, que disfarçam com propagandeadas preocupações caritativas e cínicas “preocupações”  pelos “pobrezinhos” que eles próprios semearam com a sua política.

Esta é a imagem que se aplica ao comportamento da srª Lagarde, presidente dessa tenebrosa organização de lavagem das responsabilidades do sector financeiro e responsável pela generalização da miséria que se abate sobre cidadãos cumpridores e trabalhadores por esse mundo fora.

A srª Lagarde revelou ontem uma total falta de respeito pelo sofrimento que a sua organização e os seus aliados têm vindo a causar ao gregos (…e não só…), misturando alhos com bugalhos, como se as crianças gregas tivessem de sofrer mais que as crianças da Nigéria para expurgar os “pecados” dos seus pais, como se fossem os filhos daqueles que provocaram o descalabro da Grécia que sofrem com os crimes financeiros do pais.

Na Grécia, como em Portugal e um pouco por todos os sítios por onde anda o FMI a apregoar e a impo o seu modelo, não são os que fugiram aos impostos, lavando dinheiro nos off-shores, especulando na bolsa, ou “simples” corruptos que levaram o mundo à beira do precipício, que estão a “pagar” pelos seus crimes.

Estes, aliás, têm sido os principais protegidos pelas medidas impostas pelo FMI, até porque são estes que pagam o guarda-roupa da srª Lagarde (antes pagavam as orgias do sr. Strauss Kahn…).

A “preocupação” que a srª Lagarde revelou pelas crianças da Nigéria, para desvalorizar o drama das crianças e idosos pobres da Grécia é do mais puro e abjecto cinismo, ou não fosse exactamente o tipo de políticas preconizadas e impostas pelo FMI que estão por detrás da dramática situação social em África e em muitos outros cantos do mundo.

Ignora ainda a srª Lagarde que na própria Europa “civilizada” persistem cada vez mais, como resultado da “austeridade” imposta e preconizada por si e pala sua amiga Merkel, autênticas ilhas de miséria “africana” que se espalham rapidamente por vários países europeus, formadas por desempregados em desespero, por reformados com pensões de miséria, por trabalhadores precários e mal pagos, no seio das quais vivem as tais crianças que a srª Lagarde resolveu ofender.

Já que a srª Lagarde tem tanta soberba para falar de alto para os miseráveis que a sua organização anda a semear, gostaríamos de a ver tratar com a mesma coragem e soberba os seus patrões do mundo das finanças, da política e do mundo das grandes empresas, os verdadeiros responsáveis pela grave situação da Europa.

Se é assim uma pessoa tão corajosa, frontal e desassombrada, tenha coragem para exigir o fim dos offshores, o combate eficaz à corrupção financeira e ao tráfico de influências, exigindo que as grandes empresas, o sector financeiros, os accionistas, a especulação financeira paguem os impostos devidos, pelo menos da mesma forma equitativa que é exigida aos cidadãos e às pequena e médias empresas.

E já agora, se anda tão preocupada com a miséria das crianças africanas, faça uma doação de metade do seu guarda-roupa e podia assim ajudar muitas centenas dessas crianças na sua alimentação e na sua educação.

...um pequeno à parte: a sr. Lagarde com um vencimento anual de 380 mil euros ...não paga impostos...está isenta porque ..."ocupa um cargo diplomático"!!!!....

Se não tem coragem para falar no mesmo tom aos “poderosos”, então remeta-se  à contenção de linguagem e de respeito que devia ser exigido pelo cargo que ocupa, cargo aliás que “conquistou” de um modo algo obscuro e ainda mal esclarecido…

Christine Lagarde: os pais das crianças gregas "têm de pagar os seus impostos" - Mundo - PUBLICO.PT (clicar para ler a notícia).

VAMOS TODOS RETRIBUIR-LHE O GESTO? Greeks are against Lagarde.

SE NÃO ACONTECEU...Podia acontecer!!!: - Banco Alimentar: Cavaco pediu para deixarem algumas coisas em Belém, que eles voltam terça - Imprensa Falsa

O SOM DO DIA- 230 - A SEMANA DO BOSS - 2 - Bruce Springsteen - I'm On Fire


O SOM DO DIA - 229 - A SEMANA DO BOSS - 1 - Bruce Springsteen - Dancing In The Dark


sexta-feira, 25 de maio de 2012

A TRALHA "SOCRÁTICA": Tribunal de Contas enganado para aprovar autoestradas.

 Os crimes do governo de José Sócrates só agora começam a ser conhecidos em pormenos. É o caso dos acordos secretos, entre o governo anterior,  as Estradas de Portugal, vários Bancos e empresas de construção, que permitiam que recaisse exclusivamente sobre o Estado os riscos financeiros de projectos de construção de auto-estradas, ludibriando o Tribunal de Contas e lesando os portugueses em mais de 750 milhões de euros. 
Toda a história pode ser lida e vista em baixo, uma investigação da TVI24.
Percebe-se a pressa de José Sócrates em emigrar para Paris para "estudar filosofia".
Percebe-se igualmente a dificuldade do PS de José Seguro em fazer oposição credível ao actual governo, enquanto não se livrar da "Tralha Socrática"!

O SOM DO DIA - 227 - Hoje, em Torres Vedras: Laurie Anderson.


Mais de Mil Anos de História ( e instabilidade) Europeia em cerca de 3 minutos:


quinta-feira, 24 de maio de 2012

A NÃO PERDER A EDIÇÃO DE HOJE DA REVISTA VISÃO:Os segredos da teia que lava milhões.

Aqui há alguns anos um relatório internacional concluia que, se não houvesse tanta corrupção e fuga aos impostos em Portugal, o nosso país estaria ao nível da Finlândia.
É importante que revistas como a Visão denunciem e investiguem os casos de corrupão em Portugal. Contudo, tirando figuras já conhecidas, como Duarte Lima e outros do género, continuamos sem saber quem são os políticos, empresários, banqueiros e advogados envolvidos neste mega fraude.
Quem, como eu, paga todos os dias os seus impostos, sofre cortes mensais no ordenado e perde o direito aos subsidios de Natal e Férias,para pagar o que essa gente andou a roubar ao longo destes anos, o mínimo que  exige é que estes casos não fiquem pelos noticiários e que os tribunais funcionem como deve ser, e não deixem que tudo se arraste em "convenientes" "erros processuais" e em "prescrições"...e que, no fim,  os "presumiveis" corruptos ainda venham a ser indemnizados pelos "danos" causados ao seu "bom nome"!!!!

UM ARREPIANTE RELATÓRIO DA AMNISTIA INTERNACIONAL: Repressão usada contra milhões de manifestantes.

Tem uma ideia para Lisboa? Escreva-a num post...uma idéia da "Experimenta Design".

Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar a Lua, dá uma rara entrevista a um jornal Australiano.

O SOM DO DIA - 226- FELIZ ANIVERSÁRIO Mr. Dylan (...e já cantam...71 anos!!!).


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Desemprego histórico entre os jovens não descerá antes de 2016.

É mais uma instituição mundial a alertar as actuais lideranças mundiais para a catástrofe que se avizinha.
O tempo para mudar o rumo começa a escassear, nomeadamente na Europa.
Ao contrário do que aconteceu noutras épocas históricas, os actuais níveis de desemprego não são conjunturais, mas sim estruturais e só se resolviam com uma mais justa repartição da riqueza, uma aposta forte na formação, uma valorização dos salários e uma drástica redução do tempo de trabalho.
Infelizmente a ignorância, a irresponsabilidade, a falta de criatividade e a conivência dos nossos politicos para com a ganância dos sectores especulativos e financeiros, não augura nada de bom para o futuro da Europa e da humanidade.

Antecipando a actuação de Wolfgang Schaeuble na cimeira do conselho da Europa de hoje: Mein furher! I can walk!


O SOM DO DIA - 225 - Fuxan os ventos Cara a liberdade


terça-feira, 22 de maio de 2012

NOVAS OPORTUNIDADES...UM DESABAFO!

Vamos um dia destes falar do assunto…até lá deixo aqui o testemunho da minha amiga e colega Ana Miguel sobre a intenção, de que se fala, de desmantelar uma das mais interessantes iniciativa educativas dos últimos tempos, as NOVAS OPORTUNIDADES:

“Novas Oportunidades... esta é mais uma semana de blablabla. Uns dizem blabla, outros dizem blablabla. E que digo eu? (Sim, se toda a gente tem o direito de opinar, eu também!) Ora, eu digo que tem sido um privilégio trabalhar no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária Henriques Nogueira. E porquê? Porque a escola abriu mais portas, ou seja, abriu uma maior diversidade de percursos de qualificação e, por elas, passaram a entrar muito mais pessoas: pessoas que não sabiam ler nem escrever e que achavam que estas portas nem sequer eram para elas; pessoas que tiveram de começar a trabalhar aos 11, 12 anos e que vieram à procura da oportunidade que lhes foi roubada e que lhes permitisse deixar de ter "vergonha de ter só a 4ª classe"; pessoas que completaram tudo o que havia a completar quando andavam na escola mas que, passados uns anos, com as alterações dos planos de estudo, passaram a ter o ensino secundário incompleto; pessoas que chumbaram a uma disciplina nos antigos 12º anos e que nunca mais tiveram uma oportunidade para a completar; pessoas que...; pessoas que... . Houve más práticas em alguns dos percursos de qualificação? É provável que sim. Onde não as há?! Os percursos que as pessoas desempregadas fizeram não contribuíram para que estas arranjassem emprego? Mas onde é que há empregos? Quem trabalhava não passou a ganhar mais? Mas alguém foi aumentado estes últimos tempos?! Enfim... Se não gostam do nome mudem-no, mas, agora que as pessoas redescobriram os caminhos da formação e da qualificação, não deixemos que estas portas se fechem”.

ANA MIGUEL (na sua página do Facebook de hoje)

A ALEMANHA A POR-SE A JEITO....


Parece que a Alemanha se está a por a…jeito.

Ao modo pouco edificantes como as suas lideranças ( com a srª Merkel e o seu  tenebroso ministro das finanças  [que parece inspirado no “alemão” do filme “Dr. Estranhoamor” de Kubrik] à cabeça) tem vindo a chantagear a Europa em geral e a Grécia em particular para lhes impor um modelo de austeridade que só vai gerar mais miséria e alimentar os extremismos, junta-se agora a sua imprensa “local” de “referência” como o Der Spiegel.

A Alemanha devia ser a primeira a olhar com alguma humildade para a sua história e saber a diferença entre impor o “Tratado de Versalhes” aos países em dificuldades, em vez do “Plano Marshall”.

A Alemanha e os alemães que legitimam aquele tipo de lideranças, deviam recordar-se de três ou quatro coisas, a saber:

- as suas elites financeiras e empresariais tem maioritariamente raízes na acumulação de capital conseguida com o trabalho escravo dos judeus e dos presos políticos durante o nazismo, situação que foi maioritariamente perdoada no pós guerra, em nome da solidariedade dos vencedores ocidentais para como um país totalmente destruído e que precisava dessas empresas e desses sectores financeiros para recuperar;

- pela mesma razão referida acima, à Alemanha foram perdoadas as indemnizações de guerra devidas pela destruição causada pelos seus exércitos e pelas lideranças nazis em vários países da Europa, entre os quais a  Grécia;

- em nome da solidariedade, em vez de lhe ser imposto um novo “Tratado de Versalhes”, foi-lhe proposto o Plano Marshall, em condições muito vantajosas para a recuperação económica da Alemanha ocidental;

- a Alemanha ocidental foi aceite como fundadora da CEE, permitindo-lhe recuperar o mercado perdido com a guerra e com a criação da RDA, tendo beneficiando do alargamento continuado desse mercado, sem esquecer o papel que os emigrantes oriundos do sul (Itália, Espanha, Portugal..) tiveram na recuperação da economia alemã;

- por ocasião da unificação alemã, mais uma vez, em nome da solidariedade europeia, todos os cidadãos da União Europeia tiveram de contribuir, mais ou menos directamente, para o esforço de recuperação da nova Alemanha, com contenção salarial, com aumento de impostos…;

- a criação do euro, da forma atabalhoada que levou à estagnação e à crise nos países que aderiram a essa moeda,  mais uma vez beneficiou quase exclusivamente o sector financeiro alemão.

Será que os alemães pensam que, a partir de agora, e porque ainda revelam algum crescimento numa Europa em recessão (até quando?), podem fazer o seu caminho sozinhos ou apenas com alguns aliados de circunstância? Se é isso que pensam, então talvez seja tempo para começarem olhar para leste e de se interrogarem se pretendem enfrentar isoladamente, ou com a má vontade da generalidade dos cidadãos europeus, fartos da arrogância alemã, a futura recuperação dos objectivos imperialistas russos [o recente resultado das eleições na Sér via são um forte sinal que a União Europeia está a deixar de ser atractiva para esses povos, surgindo a Rússia com alternativa…].

E já agora, pensam os alemães que as suas industrias e o seu sector financeiro vão conseguir enfrentar sozinhos, com um mercado comum europeu enfraquecido por uma mão-de-obra barata e uma taxa explosiva de desemprego, a concorrência económica agressiva e o dumping social praticado pela China, pela Índia e por outras potências “emergentes”? Acharão por acaso os líderes alemães e os seus “empregados” da Comissão Europeia que a solução para enfrentar esses novos desafios, passa por impor na Europa o “modelo social”(?) chinês ou indiano?

Em vez de andarem a ofender com a arrogância histórica do costume os países e os cidadãos que enfrentam dificuldades, muitas das quais por culpa própria, mas muitas delas provocadas pela imposição do modelo de austeridade alemão, talvez fosse tempo de a sua opinião pública se começar a interrogar sobre muitas das questões acima referidas.

Nós, os europeus não alemães, estamos cada vez mais fartos da vossa arrogância, da vossa má fé e do vosso racismo de pacotilha…

O SOM DO DIA - 224 - ...Foi GRANDE A NOITE DE ONTEM NA GULBENKIAN: Maria João & Mário Laginha recordados aqui:- A Minha Pele


...Estavam à espera de quê? : Portugueses pouco satisfeitos com a vida, revela OCDE.

A mesma OCDE que tem promovido estudos que servem de base para lixar a vida dos portugueses, vem agora revelar que os portugueses são dos que estão menos satisfeitos com a sua vida. Estavam à espera de quê?:

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O SOM DO DIA - 223 - Robin Gibb - Juliet.


O SOM DO DIA - 222 - Robin Gibb - I've Got To Get A Message To You (From "With The Frankfurt ...


O SOM DO DIA - 221 - Bee Gees - Tragedy


O SOM DO DIA - 220 - Bee Gees - Massachusetts


PARABÉNS ACADÉMICA!...ou a velha história da Lebre e da Tartaruga...

 (Fonte: jornal A BOLA)
A vitória da Académica na Taça de Portugal foi uma vitória merecida e que trouxe ao de cima algumas das contradições do futebol dos nossos dias.
Uma equipa como o Sporting, cheio de vedetas bem pagas, a melhor em campo do ponto de vista técnico, mas onde se contam pelos dedos de uma mão ( e ainda sobram dedos) os jogadores portugueses no plantel, perde com uma equipa, como a Académica,com um plantel maioritáriamente português e que conseguiu ultrapassar a desvantagem técnica com jogadores cheios de garra e que deram a este jogo a importância que ele tinha.
A postura em campo dos jogadores da Académica foi muito diferente da postura dos jogadores do Sporting e a diferença talvez tenha a ver com a origem nacional da maior parte dos jogadores. Que importância é que um russo, um belga, mesmo um brasileiro, muitos deles de passagem para outras paragens, pode dar à Taça de Portugal? Nenhuma ou quase nenhuma! Desculpem estar a ser políticamente incorrecto, mas a forma como, principalmente na Europa, as grandes equipas se enchem de "vedetas" de países diferentes daqueles a que pertencem as equipas retira toda a mística que está por detrás dos jogos.
(Ainda esta semana tivemos a oportunidade de asistir a uma Taça da Liga Europeia onde, tal como acontece com o Sporting, mas também com o Benfica e o Porto,  se contavam pelos dedos da mão (..ou ainda menos) os jogadores alemães no Bayern ou os ingleses no Chelsea!!!).
É caso para dizer que, finalmente, uma equipa "portuguesa" venceu a Taça de Portugal...

EM 69 como em 2012: Estudantes protestam contra políticas do governo .

domingo, 20 de maio de 2012

TORCENDO PELA ACADÉMICA, RECORDANDO A FINAL DE 1969 como "FUTEBOL DE CAUSAS"

Não é por facciosismo que hoje vou apoiar a Académica. Se o jogo fosse contra o Benfica provávelmente também apoiava a Académica como nessa final de 1969, marcada pela componebte política desse momento, como se recorda em baixo.
Nesse mesmo ano jogavam no clube de Coimbra dois torrienses, que foram meus vizinhos aqui em Torres Vedras, os irmãos Campos.
Além disso a Académica era o clube do meu pai...
E VIVA A ACADÉMICA

Geração Feliz (Happy Generation)

“Entre 1985 e 1999, o grupo de teatro inesperado "Os Felizes da Fé" marcou o panorama artístico do fim do século XX, ao criar o movimento Hiperdada, cujos pólos de acção foram Lisboa e San Francisco CA.
Com os seus happenings de rua, os Felizes desafiaram todas as formas de autoridade - civil, política ou moral. Não é assim de admirar que tenham chegado a ser presos... acusados, é claro, de perturbar a ordem pública. Em 1995, no auge da sua carreira, a actividade do grupo cessou inexplicavelmente, tal como os Beatles, quinze anos antes.
Procurando descobrir os motivos desta crise, «o documentário mais divertido dos anos 90» entrevista os membros do culto e relata a história do grupo, através de uma antologia de documentos fílmicos. HAPPY GENERATION”:

Sete maneiras de ajudar sem gastar dinheiro

sexta-feira, 18 de maio de 2012

A FORMA E A LUZ: NO DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS - RECORDAR UMA VISITA AO MUSEU DE MÉRIDA:

A FORMA E A LUZ: NO DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS - RECORDAR UMA VIS...: Mérida foi durante séculos a "nossa" capital, e nela existem muitos vestígios da passagem dos romanos pela Península Ibérica.(clicar par ver mais)

O RESPIGO DA SEMANA: Ricardo Araújo Pereira dá "idéias" a Passos Coelho



A utopia no bolso

Por Ricardo Araújo Pereira

“Quando Pedro Passos Coelho reconheceu que o nível da carga fiscal, no nosso país, é insuportável, mostrou a todos que a direita também pode ser sonhadora. Que pode ambicionar ir além do possível, rejeitar o espartilho do realismo e tomar viável aquilo que, à primeira vista, parece não passar de uma fantasia. O primeiro-ministro admite que a carga fiscal é insuportável, mas não é por isso que deixa de pedir aos portugueses que a suportem. Suportem o insuportável, diz ele. Passos Coelho descobriu uma utopia na nossa algibeira.

“Acaba por ser reconfortante que, em tempos de crise, um chefe de Governo faça sonhar o povo e adopte um discurso em que a política se deixa permear pela poesia. A política não é boa, e a poesia também não, mas não há dúvida de que uma anda a permear a outra. Além de deverem suportar o insuportável, os portugueses são incentivados a olhar para o desemprego como uma oportunidade. Os rústicos que olhavam para o desemprego como desemprego devem estar bem envergonhados. Pois que façam também desse embaraço uma oportunidade: procurem a poesia no desemprego. E, como sonhar não custa dinheiro, sigamos o exemplo de Passos Coelho e descortinemos oportunidades em todas as desgraças. Porquê ficar apenas pelo desemprego? Os acidentes rodoviários são uma oportunidade para trocar de carro. Os incêndios são uma oportunidade para organizar uma grande churrascada com amigos. As cheias são uma oportunidade para fazer um passeio de barco bem romântico. E a cadeia é uma oportunidade para descansar e descobrir novas sensações no duche.

O desemprego talvez seja a oportunidade mais promissora, e por isso aquela que o Governo mais acarinha. Parece que certas empresas estão a preparar oportunidades colectivas. A indemnização por despedimento tende a desaparecer.

A única formalidade a cumprir cabe ao trabalhador despedido, que deve dirigir-se ao seu ex-empregador para lhe agradecer a oportunidade. Depois de beneficiar dessa oportunidade, deve aproveitá-la para empreender e inovar. A maior parte dos desempregados reduz estas actividades ao mínimo, e limita-se atentar empreender uma ou duas refeições quentes por dia e inovar pagando contas para as quais não tem dinheiro. O problema é que a oportunidade do desemprego esgota-se na eventualidade, felizmente remota, de o desempregado encontrar emprego. Nessa altura, perdeu a oportunidade. E, embora não mereça, talvez deva receber nova oportunidade, até para animar a sua vida. O ideal é manter-se desempregado, estado em que se mantém permanentemente a aproveitar a oportunidade. É possível que haja quem não aguente e morra. Mas a morte, não sei se já adivinharam, é uma oportunidade. Para fertilizar a terra, por exemplo. É aproveitar, portugueses".

In  VISÃO de 17 de Maio de 2012.