quinta-feira, 29 de setembro de 2011

ONTEM (NÃO) FOI NOTÍCIA: Vigília em Lisboa contra “cegueira absoluta” de Portugal sobre Angola.



...ele é o novo "amigo" de empresários, investidores e banqueiros portugueses...

FILMES DUMA VIDA - 98 - O CONCERTO

Camila Moreno, a nova coqueluche da musica de intervenção chilena:

Bruce Weber, fotógrafo de moda


Vale a pena apreciar o último trabalho do fotógrafo Bruce Weber para a marca de roupa Moncler:

http://moncler.com/news/latest/?articleId=moncler-campaign (clicar para apreciar o portefólio).

QUEM DIZ A VERDADE....


(legendagem do blog Avatar)

Alessio Rastani é um corrector privado que teve ontem os seus 15 minutos de fama.
E porquê? Porque disse em voz alta muito daquilo que o poder financeiro e político nos anda a esconder há muito tempo. Que esta crise não é uma crise como as outras e que foi uma "invenção" dos mercados financeiros, ou no mínimo potenciada por eles, para obter o máximo lucro no mínimo tempo possível , à custa do bem-estar dos cidadãos, dos seus direitos, das suas poupanças e do seu trabalho.
Não sei se o homem é um grande aldrabão, se é um cómico disfarçado, mas, ingénuamente ou não, é de louvar todos aqueles que apontam que "o rei vai nu"...

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

DIAS DO FIM DA EUROPA - 3 - A Europa ainda é modelo para alguém?


A Europa deu ao mundo o esclavagismo e o colonialismo, a pirataria e o saque, as duas mais sangrentas guerras da humanidade, a inquisição e as barbáries nazi-fascista e comunista.

Mas a Europa foi também o berço da democracia, do conceito de liberdade, dos Direitos Humanos e sociais, um grande centro da arte e da cultura, tudo práticas que ganharam influência e importância a partir dos anos 50 do século passado e fizeram esquecer a base onde assentava a civilização europeia.

Infelizmente o que assistimos hoje é à negação daquilo que a Europa de melhor deu ao mundo.

A Europa é governada por uma clique de agentes financeiros de quem ninguém conhece o rosto, que impõem as suas condições por entreposta pessoa, no caso pela voz da srª Merkel, pelas decisões do conselho e da comissão europeias e pelas decisões financeiras do BCE. Nenhum destes  poderes foi sujeito ao sufrágio democrático dos cidadãos europeus ( a srª Merkel apenas foi sufragada no seu país).

Ou seja, o modelo em que a actual Europa assenta é num modelo anti-democrático, onde as únicas instituições democráticas, o Parlamento Europeu e os Parlamentos nacionais, não detêm um poder de decisão suficientemente forte para enfrentar aqueles poderes.

A Democracia, em vez de se aprofundar, é cada vez mais um empecilho à expansão dos “mercados” (daí estes darem-se tão bem na China ou em Angola…).

A Europa gosta muito de exibir a bandeira dos Direitos Humanos, mas esquece-se que estes estão associados aos Direitos Sociais, ao bem-estar dos cidadãos. Não é uma mera formalidade, um mero jargão para enfeitar os discursos dos políticos. A Destruição do Estado Social, em vez do seu aprofundamento, é o primeiro passo para, a prazo, se caminhar para a destruição dos Direitos Humanos.

A liberdade também tem sido uma das montras da Europa, mas o modo como se começa a tratar o problema da emigração leva-nos a pensar que, para algumas lideranças políticas europeias, todos somos livres…mas alguns são mais livres do que os outros.

E se formos para a liberdade de informação, então aí vemos esta a ser utilizada pelo poder financeiro que a controla (pelo menos aquela que tem um verdadeiro poder de influência, como a televisão) como um autêntico aparelho de alienação colectiva e do pensamento único neo-liberal.

As criatividades artística e cultural da Europa deixaram de ser uma preocupação central das suas políticas, para serem encaradas como um mero ornamento ou um mero negócio.

Ou seja, tudo aquilo de positivo que a Europa podia “vender” ao mundo, está a ser posto em causa pela incompetência, pela corrupção ou pela falta de ética e cultura das suas lideranças ideológicas, políticas e económicas.

Por este caminho, a Europa já não tem nada a oferecer ao mundo…quanto muito o regresso à barbárie interrompida provisoriamente pelo “interlúdio” iniciado nos anos 50/60 do século passado…

UMA CRÓNICA, BEM A PROPÓSITO DOS "CEM DIAS" DO GOVERNO PASSOS COELHO:


"UM PAÍS OCUPADO
por José Vitor Malheiros
In Público, 27 de Setembro de 2011.



"É espantoso como, no espaço de poucos meses, tanta coisa mudou. Não só nas nossas expecta­tivas mas, principalmente nas nossas atitudes. Apesar de algum debate nos media, de algumas declarações políticas mais fogosas, de alguma indignação localizada, de alguns dirigentes sindicais mais aguerridos, aceitamos como inevitável esta crise e pare­cemos resignados a sofrê-la. Na esperança, ténue, de que um dia passe. Enchemos bem o peito de ar, fechamos a boca com força e aceitamos que, durante os próximos anos, nos devemos resumir a tentar manter o nariz fo­ra da água, apenas o nariz, sem fazer ondas, sem fazer barulho, sem gritar, sem protestar, sem dar nas vistas, sem viver, ondulando ligeiramente os braços para nos mantermos à tona, sem olhar quem está à nossa volta, concentrando-nos apenas na nossa respiração. A palavra de ordem é, apenas, respirar. Respirar e esperar. Até que passe. Ou até que nos habituemos. Respirar assim só é difícil nos primeiros anos. Depois, habituamo-nos. É uma questão de ritmo.
"Não é que queiramos, não é que gostemos, mas sabe­mos que fomos vencidos. Não sabemos quando, nem como, nem por quem, mas sabemos que fomos vencidos. Ê verdade que sonhámos que não íamos ser vencidos mas hoje é evidente que esse sonho não tinha sentido. A derrota era inevitável. Toda a gente diz.
"Mas isto não é uma crise. Nem é uma simples derrota. Nem sequer é uma guerra. Isto é uma ocupação.



"Portugal é um país ocupado e não é o único. A presença do ocupante sente-se em cada rua, em cada esquina, em cada casa, em cada olhar. Os cartazes de propaganda do ocupante estão por todo o lado. O ocupante diz-nos que estávamos enganados e que temos de pensar de outra forma. Que agimos mal e que temos de vivar de outra forma. Que estávamos enganados em pensar que tínha­mos direitos e que temos de abdicar deles porque esses direitos destroem a economia. Que estávamos enganados em pensar que os nossos filhos podiam viver numa sociedade de bem-estar e que temos de os desenganar. Que estávamos enganados em pensar que as desigualdades se iriam reduzindo e que a justiça social era o mais belo dos objectivos. Que estávamos enganados em pensar que a solidariedade era fonte de progresso, quando só a competição entre as pessoas garante o progresso. Que estávamos enganados ao defender soluções colectivas quando a vitória é sempre individual. Quando acreditá­mos que saúde podia ser para todos. Quando pensá­mos que a democracia se exprime pelo voto e no espaço público quando na realidade o poder está no euro e no dólar e nas bolsas. Quando pensámos que as pessoas são mais importantes que o dinheiro. Quando pensamos que havia sempre alternativas.



"Isto não é uma crise porque não estamos a corrigir nada do que nos trouxe até aqui. Isto não é uma crise porque não é um sacrifício que estejamos a fazer em nome do futuro. Isto é algo que estamos a ser obrigados a reviver em nome do passado. Isto é apenas o regresso do passa­do, a vitória do que julgámos vencido mas regressou da tumba. Esta é uma vingança do passado, por nos termos preocupado tanto com o presente que nos esquecemos do futuro. Isto é uma ocupação. Uma ocupação com muito mais colaboracionistas que resistentes, como todas as ocupações. Colaboracionistas maravilhados com a pujan­ça física do ocupante, com a sua filosofia hegemonista, com a sua musculada e sadia visão do mundo, com um mundo de eficiência e sem parasitas. Sem sindicatos e sem esquerdistas. Sem solidariedade e com total obediência aos chefes e ao serviço dos mais ricos.
"Só que não é possível viver assim. E, apesar de tudo, há alternativas. A alternativa é procurar sempre e incan­savelmente a alternativa, sem sacrificar nada do que nos é caro".

FILMES DUMA VIDA - 97 - A Rainha

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Merkel sugere perda de soberania para incumpridores.



…E Ninguém a manda calar?

Cada vez que a srª Merkel fala, a Europa dá mais um passo a caminho do abismo.

Por vezes parece que dá à srª Merkel, e a alguns dos membros do seu partido, um ataque idêntico ao daquele personagem representado por Peter Sellers, no filme de Kubrick “DR. Estranhoamor”: cada vez que se irritava o braço ganhava autonomia e, de modo descontrolado tentava estender-se à maneira nazi, revelando o passado que essa figura procurava esconder.

Esta sugestão da srª Merkel, de retirar “soberania” aos países “incumpridores” cheira muito a resquícios da mentalidade neo-nazi, a qual, ao contrário do que muitos alemães têm tentado negar, ainda está muito presente no subconsciente da sua classe política.

Acredita a srª Merkel que o problema da Europa são as populações “inferiores” do sul da Europa, que não sabem gerir o seu destino sem a “orientação” e o “rigor” da raça superior alemã e, por isso, precisam de ser “punidos” de forma exemplar.

Ao que parece, a srª Merkel tem a memória curta ou é historicamente ignorante.

Infelizmente não existe ninguém na Europa com coragem para lhe lembrar na cara os sacrifícios que foram pedidos ao resto da Europa, durante os anos 90 do século passado, para suportar a unificação alemã (ainda me lembro desse discurso para travar qualquer medida de melhoria social na Europa de então), ou para lhe mostrarem os dados oficiais das duas últimas décadas que revelam uma Alemanha arrogantemente incumpridora dos critérios de Maastrich que agora evoca.

…E olhando para o seu deficit, a situação da Alemanha não é muito melhor que os países do sul.

Enquanto a srª Merkel e o seu “criado” Sarkozy continuarem a desrespeitar o espírito solidário europeu, será de temer sempre o pior para este projecto, com graves consequências para o bem estar dos cidadãos do continente.

Wangari Maathai, Nobel da Paz em 2004, morreu em Nairobi

PORTUGAL EXPLICADO À TROIKA (por deferência do meu amigo Esteveira)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

...O REGRESSO DOS...SACANAS SEM LEI - [23] - ...

Ainda não percebi o que é que facilitar os despedimentos contribui para a redução do deficit!

Ainda compreendo menos quando oiço instituições insuspeitas, como o Banco Mundial e o FMI , alertando para a gravidade dos números do desemprego, a consequência mais visível e desumanizada da actual crise financeira.

Por razões ideológicas e de fundamentalismo económico, o que essas instituições não dizem é que a causa do desemprego deve-se, basicamente, ao acentuar do dumping social à escala global, à ganância do poder financeiro, à corrupção generalizada do poder político e económico e ao oportunismo crescente de muitos para aproveitar a ocasião e destruir o que resta do “Estado Social”, destruir os direitos sociais e desvalorizar o factor trabalho.

Por isso, torna-se evidente que a escandalosa proposta de alteração das leis do trabalho em Portugal, visando destruir o que resta de direitos e de estabilidade no trabalho, através da peregrina ideia de justificar os despedimentos por "quebra de produtividade", por "inadaptação" ou por "incumprimento de objectivos", tudo jargões ambíguos e subjectivos, embora populares entre certos sectores políticos e económicos, não passa de uma escandalosa atitude oportunista e demagógica para aproveitar a onda das “reformas estruturais” a favor dos sectores de sempre.
Se vivêssemos num mundo ideal, talvez aquelas condições até não levantassem muitos problemas. Nesse mundo ideal tínhamos empresários, e não patrões, a dirigir as empresas com ética e de forma humana, procurando o melhor para os seus “colaboradores” e repartindo com eles os êxitos da empresa. Nesse mundo ideal as leis protegiam os mais fracos, os doentes, as mulheres grávidas, os mais velhos, os física e mentalmente mais débeis, das exigências produtivas.
Infelizmente, não vivemos no mundo ideal. Em Portugal ainda é dominante uma mentalidade de “patrão” a quem tudo é permitido dentro da sua empresa, nalguns casos autênticas ilhas totalitárias e de desumanidade. Ainda  por cima, e conforme as estatísticas continuam a divulgar, a maior parte desses patrões (que não confundo com “empresários”), tem menos habilitações do que os seus empregados. A fuga generalizada aos impostos e os jogos de influência junto do poder político, abonam também muito pouco a favor desses “patrões” em termos éticos.
Se aquelas alterações passarem, vamos começar a ver as grávidas, os deficientes, os doentes, os fisicamente mais débeis, os velhos, os que não agradam ao patrão por razões políticas ou meramente pessoais, os sindicalistas e membros de comissões de trabalhadores, impondo-lhes os patrões condições de produtividade e objectivos incomportáveis à sua situação, a serem despedidos, a torto e a direito, restando-lhes, quanto muito, o recurso à rede caritativa que esta gente pretende apresentar com alternativa à segurança social.
Não deixa ainda de ser curioso que as associações patronais, aplaudindo aquele projecto, tão preocupados em desvalorizar o factor trabalho, nada façam pelos pequenos e médios empresários que enfrentam grandes dificuldades e que, em caso de terem de encerrar o seu pequeno comércio, a sua pequena industria ou a sua pequena agricultura, nem direito tenham a um subsidio de desemprego ou ao auxílio da segurança social.
…Enfim, passadas as férias, estão de regresso os “Sacanas Sem Lei” de sempre….

Despedem-se os "R.E.M", fica agrande musica...


(R.E.M. - Man On the Moon)

FILMES DUMA VIDA - 96 - Caminho para a perdição

UMA VISITA AO JARDIM ZOOLÓGICO DE LISBOA


Graças à minha filha, que ganhou duas entradas para o Jardim Zoológico de Lisboa, por causa de um texto que enviou para a edição on-line da Visão júnior, este verão tive a oportunidade de revisitar esse espaço mágico, que marcou a minha infância.
Há quase dez anos que não entrava lá e foi para mim uma agradável surpresa revisitar aquele espaço.
O Jardim Zoológico de Lisboa evoluiu muito nos últimos tempos e proporciona um agradável passeio, passando-se ali um dia quase inteiro sem se dar pelo tempo.
O espaço está pedagógicamente muito bem organizado.
Os animais, bem tratados, parecem ter mais espaço e quase não se dá pelo facto de estarem em cativeiro
Existem espaços onde os podemos observar, quase como se estivéssemos no meio deles, permitindo uma grande proximidade, mesmo em relação aos mais perigosos.
O resultado dessa visita pode ser visto aqui: