quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

2010 - Retrospectivas

(uma fotografia para um ano : Uma bela imagem do vulcão islandês que lançou o caos nos céus da Europa em Abril - The Guardian/Reuters)

São vários os jornais que fazem o balanço do ano que agora termina.
Deixamos aqui alguns dos dossiers  publicados pela imprensa on-line, o The Guardian, o L'Express e o El Mundo.(basta clicar no título para ver as reportagens).
É o nosso modo de nos despedirmos deste ano, desejando um Bom Ano de 2011 para os nossos amigos.

O Ano de 2010 Numa Única Fotografia do Sol

(A posição do Sol no Santuário de Delfos em 2010, numa única fotografia)

A National Geographic revelou um conjunto de fotografias, cada uma tirada sempre no mesmo sítio, onde é possível "ver" o movimento aparente do Sol ao longo do ano de 2010:
Sun Pictures: A Full Year in a Single Frame (clicar na frase para ver a reportagem)

Uma década para esquecer...que a próxima recomece a esperança do novo século

O ano de 2010 encerra a primeira década do século XXI e não se pode dizer que encerre da melhor forma.

Em muitos aspectos esta década foi uma década perdida, em Direitos Sociais e Humanos.

Esta década foi igualmente marcada pelo crescente declínio do Ocidente, iniciado primeiro pelos Estados Unidos com as políticas de Bush e, mais recentemente, acentuado pela forma como a União Europeia se deixou enredar nos egoísmos nacionais e no mito neo-liberal.

Curiosamente os Estados Unidos, com a chegada de Obama ao poder, foram os primeiros a tentar reagir às políticas económico-sociais que atiraram o ocidente para a crise e a decadência, embora a reacção conservadora não anuncie nada de bom para o futuro dessa nação. Quando os Republicanos voltarem ao poder, o descalabro norte-americano será inevitável. Felizmente esse dia ainda está longe.

Já a União Europeia, que sempre se apresentou como campeã da democracia e dos direitos sociais, entrou num período de total desnorte, reduzindo direitos sociais e colocando mesmo em causa um necessário aprofundamento do funcionamento democrático das suas instituições.

A UE parece sofrer do sindroma atribuído à história empresarial: a primeira geração constrói, a segunda desenvolve e a terceira destrói.

Ora a actual geração de líderes europeus parece transportar consigo esse “sindroma da terceira geração”: gente ignorante sobre o seu passado, arrogante em relação aos cidadãos que representa, economicamente corrupta e irresponsável, socialmente incompetente, está a conduzir a UE para o caos.

Bem sintomático do total descrédito da actual geração de líderes europeus foi o modo como se anunciou, no princípio do ano agora findo, o Ano Europeu Contra a Pobreza, ao mesmo tempo que todos os passos dados na área económica e social por esses mesmos líderes, ao longo deste mesmo ano, irem no sentido do aumento da pobreza e das desigualdades, principalmente nos países mais fracos da comunidade.

Sem projecto viável para o futuro de uma Europa mais democrática, socialmente mais justa e economicamente mais competente, e sem respeito pela identidade construída no passado por várias gerações de europeus, que se baseou na defesa e aprofundamento consequente da democracia, dos direitos sociais e económicos , a actual geração de líderes europeus em muito está a contribuir para a decadência acentuada do modelo ocidental.

Quem beneficia com o enfraquecimento desse modelo são as economias asiáticas, com destaque para a China e a Índia, cujo modelo de desenvolvimento se baseia na generalização do dumping social, nos salários miseráveis, na falta de direitos sociais e políticos por parte dos seus trabalhadores, no desrespeito pelo ambiente, nas degradantes condições de trabalho, modelo que muito parece agradar ao capitalismo financeiro sem rosto, os tais “mercados”, que o procuram “vender” aos corruptos lideres europeus, em troca da destruição do Estado Social.

Em contrapartida ao verdadeiro genocídio social que está a marcar estes primeiros anos do século XXI, surgem alguns sinais de esperança na construção de novos modelos económicos e sociais, quer na América Latina, liderada pelo exemplo do Brasil, e em África, que começa a despertar a partir do exemplo Sul Africano.

Sendo a evolução da Rússia uma incógnita, países como o Canadá, a Austrália ou a Noruega parecem ser um oásis excepcional no descalabro ocidental.

Finalmente, Portugal tem-se deixado arrastar, como um bom aluno de um mau professor, pelas políticas anti-sociais impostas pelos líderes europeus, não deixando de ser irónico que tenha sido o primeiro governo socialista de maioria absoluta a iniciar a destruição do frágil e marginal Estado Social que existia no país.

Iniciando uma nova década, o ano de 2011 anuncia-se como um dos mais negros na história da Europa desde a Segunda Guerra.

O que se anuncia parece indicar o início do fim de 65 anos de paz e estabilidade na Europa.

A esperança deixou de residir neste continente e seria bom que surgisse em Portugal uma liderança política que olhasse para fora da Europa como única forma de sobrevivermos ao descalabro para onde, pela terceira vez em cem anos, o egoísmo, a ganancia e a arrogância da liderança política alemã conduz o velho continente.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Há 115 anos atrás tinha lugar a primeira exibição pública do Cinematógrafo dos irmãos Lumiére. Aconteceu em 28 de Dezembro de 1895 e os primeiros filmes aí exibidos podem ser vistos AQUI.
Uma boa sugestão para este dia é uma visita à exposição no Museu da Ciência em Lisboa sobre o início do Cinema em Portugal, muito bem documentada e interessante.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O Respigo da Semana - Manuel António Pina e o discurso da pobreza.

“Pobres”, “pobreza”, estas foram duas das palavras mais lidas e ouvidas em mensagens de Natal.

Se uns as utilizaram em coerência com a sua acção e o seu conhecimento, como a Igreja e várias personalidades ligadas a ONG’s com intervenção social, outros fizeram-no por pura hipocrisia.

Estão neste caso alguns daqueles que mais têm contribuído, por opção ou por omissão, para agravar as condições de desigualdade social em Portugal e para o empobrecimento de grande parte da população, pelo desemprego, pela precariedade do trabalho ou pela e pela desvalorização do factor trabalho: Primeiro- ministro, vários ministros deste governo, Presidente da República, uma série de presumíveis candidatos a futuros governantes e os detentores desse verdadeiro "aparelho ideológico de estado" que são a maior parte dos economistas e comentadores do regime.

Nesta época do ano é a má consciência desta gente que as leva a derramar, com cinismo, as costumeiras lágrimas de crocodilo pelos “desfavorecidos” e pelos “pobres” que, nos outros 364 dias do ano, eles ajudam a criar com as suas opções políticas, económicas e sociais e a sua ideologia económico-social.

Por tudo isto, a crónica de Manuel António Pina, publicada na passada semana nas páginas do Jornal de Notícia, revelam-se mais actuais do que nunca:


"Pobres é o que está a dar

"De repente (a caça ao voto abriu este ano em época natalícia), os políticos descobriram os pobres. Assim, nos últimos dias, Cavaco organizou nada menos que duas expedições aos pobres levando consigo um batalhão de jornalistas e câmaras de TV que o mostraram ao Mundo destemidamente no meio deles a dizer frases sobre a pobreza.

"Sócrates é que não gostou pois, afinal de contas, os pobres, ou boa parte deles, são seus e dos seus governos.

"De facto, ainda há dias o jovem "boy" encarregado, na Secretaria de Estado da Segurança Social, das exéquias do falecido "Estado Social" se gabava de ter conseguido, em poucos meses, tirar o Subsídio Social de Desemprego a 10 291 desempregados e o Rendimento Social de Inserção a mais 8 321.

"E ontem o Ministério das Finanças anunciava festivamente, conta o DN, "uma luz ao fundo do túnel", com "os cortes nos apoios sociais aos desempregados e crianças (...) a ser decisivos para a contenção nos gastos e, logo, para o alívio no défice".

"Anda o Governo a fazer pobres para Cavaco vir aproveitar-se desse esforço!

"Também os candidatos Francisco Lopes e Fernando Nobre se engalfinharam um destes dias na TV cada um reivindicando para si a glória de conhecer mais pobres (e pobres mais pobres) do que o outro.

"Não há dúvida de que os pobres é que estão a dar. Não só para o Governo poder ajudar bancos e grandes empresas mas também para os políticos exibirem na lapela".

Manuel Pina in Jornal de Notícias de 22 Dez 2010








terça-feira, 21 de dezembro de 2010

UM CARTOON PARA O NATAL -1

(Fonte - Diário de Notícias on-line, 21 de Dezembro 2010)

NO PAÍS DAS MARAVILHAS DE JOSÉ SÓCRATES - 29 - Portugal é o país com maior dificuldade em equilibrar trabalho e vida pessoal

Portugal é o país com maior dificuldade em equilibrar trabalho e vida pessoal - Ciência - DN (clicar na frase para ler notícia)

TODOS SOMOS BIELORRUSSOS!

Foi em Minsk que, numa visita a essa cidade há largos anos, encontrei o verdadeiro “espírito soviético”, ou, para ser mais claro, uma cidade cinzenta, nas suas casas, nas suas ruas, nos seus mastodônticos edifícios oficiais e até nas suas gentes.

Já nem Moscovo (excluindo a visita ao túmulo de Lenine), e muito menos Kiev ou S. Petersburgo (então Leninegrado), respiravam esse ambiente humanamente tão frio e desesperançado como o de Minsk.

A Bielorrússia nasceu de um equívoco histórico, do puro oportunismo político do ocidente nos anos 90, que procurou apressar a decadência do gigante russo empurrando as antigas repúblicas soviéticas para uma independência irresponsável, mesmo aquelas que, como a Bielorrússia, não ofereciam as condições mínimas para ser um país. (o mesmo aconteceria com a antiga Jugoslávia).

Independente, a Bielorrússia, cujo território foi dos que mais sofreu com a segunda guerra (1/3 da sua população dizimada), tornou-se rapidamente um pária do ocidente, pois o seu presidente, Lukachenko, quase vitalício desde a independência, introduziu um modelo de economia de Estado, fechado à economia de mercado, com a agravante de usar o poder de modo autoritário.

Claro que foi eleito “democraticamente”, e este foi outro dos equívocos do ocidente: a pressa em aproveitar-se da decadência da Rússia levou-o a aceitar como democracia qualquer acto eleitoral disputado por mais do que um partido ou pessoa, aclamando como democracia o mero acto formal de colocar um voto numa urna.

Ora a democracia é muito mais do que isso, como depressa o povo da Bielorrússia percebeu e é contra isso que agora se manifestam nas ruas de Minsk, sendo violentamente reprimidos pela polícia (uma situação que não é muito diferente do que se tem passado em Atenas, Londres, Roma ou Paris).

O cinismo da indignação ocidental em relação a essa violação dos Direitos Humanos em Minsk só se manifesta porque o sistema económico da Bielorrússia não se coaduna com o modelo neo-liberal do ocidente.

Fosse Lukachenko um líder de um qualquer país de leste (ou de qualquer outra parte do mundo) , onde existisse uma “democracia” tão formal e corrupta como a da Bielorrússia, controlada pelas várias espécies de máfias (como aconteceu recentemente no Kosovo), mas onde fossem aceites as regras dos “mercados” ou representasse um bom "negócio", e a reacção do ocidente seria outra, mais condescendente.

Por isso, a minha solidariedade para com a população Bielorrussa que sofre na pele o efeito de um governo corrupto e autoritário não se confunde com essa aparente “solidariedade” do ocidente para com esse país.

É a mesma solidariedade que manifesto para com os irlandeses, os gregos, os espanhóis, e, em geral, par com todos os que vivem do rendimento do trabalho na Europa, dominada por instituições que, ainda pior que na Bielorrússia, não se sujeitam ao mínimo de controle democrático por parte dos cidadãos atingidos na sua dignidade e direitos, como o Conselho Europeu, a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu, os “mercados” e toda a euro-burocracia.

A nossa luta é a mesma da dos Bielorrussos.

…Todos somos Bielorrussos!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

NO PAÍS DAS MARAVILHAS DE JOSÉ SÓCRATES - 28- Governo injecta 500 milhões no BPN e retira CGD da gestão - Economia - PUBLICO.PT


Governo injecta 500 milhões no BPN e retira CGD da gestão - Economia - PUBLICO.PT (clicar na frase para ler a notícia).

...pelo menos já fico a saber para onde vai o corte no meu vencimento e o aumento de impostos que vou pagar para o ano!
...já não há pachorra para esta gente!

NO PAÍS DAS MARAVILHAS DE JOSÉ SÓCRATES - 27 - Menos 40 mil negócios por conta própria em 12 meses - JN


Menos 40 mil negócios por conta própria em 12 meses - JN (clicar na frase para ler a notícia).

Lembram-se do discurso neo-liberal dos nossos políticos e economistas? Que as pessoas em vez de procurarem empregos deviam criar a sua própia empresa!?. Que cada cidadão podia ser um empresário de sucesso!?. Empreendedorismo para aqui, empreendedoriamo para acolá!? Era o capitalismo popular, estava ao nosso alcance termos o nosso próprio negócios, tudo com a ajuda do crédito bancário.
...o resultado dessa ilusão está à vista nesta notícia.

..´Ó PRÓ SÓCRATES TÃO PREOCUPADO COM A POBREZA: Pão, transportes e luz vão aumentar bem acima da inflação

Pão, transportes e luz vão aumentar bem acima da inflação - Economia - DN (clicar na frase para ler a notícia).

...estas devem ser as tais medidas "silenciosas" que o José Sócrates diz que anda a tomar para combater a pobreza!

..´Ó PRÓ SÓCRATES TÃO PREOCUPADO COM A POBREZA: Pão, transportes e luz vão aumentar bem acima da inflação

Pão, transportes e luz vão aumentar bem acima da inflação - Economia - DN (clicar na frase para ler a notícia).

...estas devem ser as tais medidas "silenciosas" que o José Sócrates diz que anda a tomar para combater a pobreza!

NO PAÍS DAS MARAVILHAS DE JOSÉ SÓCRATES - 26 - Poder de compra face à UE em risco


Poder de compra face à UE em risco - Economia - DN (clicar na frase para ler a notícia)

sábado, 18 de dezembro de 2010

O Respigo da Semana - Pedro Ivo de Carvalho


"Um país tão pequeno como um detalhe

Por Pedro Ivo de Carvalho.

In Jornal de Notícias, 17 de Dezembro de 2010.

"Creio não me equivocar quando atribuo aos pequenos gestos a máxima importância. Creio estar certo de que são, por vezes, os detalhes que melhor reflectem os comportamentos e as tendências. Ou, no caso português, as desgraças. Vamos sendo esmagados pela voracidade da informação, pela inevitabilidade dos factos, por um torpor que, mais do que nos importunar, nos adormece. Nos vicia na apatia.

"Ouvimos e lemos tanta coisa que já não logramos separar o importante do aparentemente importante. Gostamos de discutir a conjuntura, os cenários macroeconómicos, as teorias mais ou menos progressistas do desenvolvimento humano, o papel do Estado, as verdades adquiridas. Mas raramente discutimos os detalhes que redundam em erros quase patológicos. São muitos, em demasia, quase diários. E custam rios de dinheiro a um país a que já não restam muitos porquinhos mealheiros. Destaco três, recentes.

"Detalhe número 1: E, de repente, faltou o açúcar. As massas lançaram-se em histeria na direcção dos supermercados. Quem teria ousado fazer perigar as rabanadas e a aletria? Esvaziaram-se as prateleiras, culparam-se os países húmidos que nos fornecem, esconjurou-se o Governo. A venda quintuplicou. Um docinho para o negócio. E, afinal, por que raio faltou o açúcar? Pelos vistos, por causa de um pequenino detalhe: Bruxelas esqueceu-se dos alertas de quem, como Portugal, avisou para o facto de os países produtores estarem a virar-se para outras latitudes. Um ano volvido, chegou o amargo de boca.

"Mas o verdadeiro detalhe que nos escapou foi este: Portugal decidiu - e podemos agradecer ao ex-ministro da Agricultura Jaime Silva - encerrar uma fábrica de transformação de açúcar que chegou a produzir 70 mil toneladas. Fecharam-se as portas, empobreceu-se a agricultura, mas recebeu-se uma indemnização choruda da Comissão Europeia. Haja visão.

"Detalhe número 2: Lemos à primeira e não percebemos. Lemos à segunda e custa-nos a engolir. Mas, depois, ouvimos a explicação e ficamos em pânico. A Câmara de Matosinhos vai gastar 982 mil euros (leram bem) na compra de um pavilhão ilegal para o demolir de seguida. Tudo porque é inestético no contexto da orla marítima em que se insere e porque não lhe é dado uso. A Comissão de Coordenação da Região Norte torceu o nariz, mas, mesmo assim, a autarquia socialista vai avante, escudando-se no facto de 80% da verba brotar da torneira comunitária.

"É espantoso que não se tenham procurado soluções alternativas, mais baratas, ou que não se tenha decidido não decidir. E já nem vou perder tempo a discutir a moralidade do acto. O que isto configura é, pura e simplesmente, uma monstruosa falta de vergonha. Haja pudor".

Detalhe número 3: a rábula dos blindados. Para não fazermos má figura na arena internacional, encomendámos à pressa seis bisarmas sobre rodas. Porque as que tínhamos não eram modernas, não cheiravam a novo. Preço: cinco milhões de euros. Vieram só dois, já a cimeira da NATO tinha acabado. Faltam quatro. O ministro da Administração Interna exibiu mão firme: se não chegarem até ao fim do mês, Portugal pede uma indemnização. Pelo meio, ainda ficámos a saber que a PSP não queria receber emprestados os blindados da GNR porque tinham "apenas" 103 cavalos de potência e não estavam equipados com caixa automática.

Moral da história: gastámos dinheiro e tempo a encomendar um luxo de que não precisávamos e agora vamos castigar aqueles que não nos entregaram a horas uma coisa que não nos faz falta nenhuma. Haja um psiquiatra".

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A Bomba ao Retardador: 314 mil jovens não trabalham nem estudam

314 mil jovens não trabalham nem estudam - Portugal - DN (clicar na frase para ler a notícia).

... e a única preocupação dos nossos dirigentes nacionais e dos líderes europeus continua a ser a de "acalmar" os criminosos dos "mercados"...
Enquanto a Europa, e por arrasto os empregados locais da sr. Merkel, continuarem a dirigir o futuro da UE apenas para "apagar" os fogos conjunturais, uma verdadeira bomba ao retardador vai continuar a aumentar de potência ao seu lado.
...Isto vai acabar mal, muitos mal!

A FOTO DA SEMANA - ...E ainda dizem que faz frio por cá!

Fotografia tirada no porto de Graus, na Sibéria, em 14 de Dezembro, da autoria do fotógrafo Ilya Naymushin...
...e ainda dizem que faz frio por cá!

EDUARDO GAGEIRO - Retratos com História

Está patente ao público, até ao próximo dia 28 de Janeiro, na KGaleria, no Bairro Alto em Lisboa, uma exposição de 30 retratos da autoria do grande fotógrafo Eduardo Gageiro.
Intitula-se "Retratos com História- 30 fotografias de Eduardo Gageiro" e uma pequena viagem por essa exposição pode ser feita AQUI.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

a pantera cor de rosa - guerra de vizinhos

A PANTERA COR DE ROSA ESTÁ DE LUTO


Morreu o realizador Blake Edwards - Artes - DN (clicar na frase)

Carlos Pinto Coelho, um homem que nos vai fazer falta


Falecido ontem à noite, Carlos Pinto Coelho, deixa-nos num momento em que homens como ele fazem cada vez mais falta, ao país e ao jornalismo.

Ao país porque fazem falta homens íntegros, cultos, sonhadores, coerentes, humanistas, democráticos e com um olhar prospectivo sobre o mundo que nos rodeia.

Ao jornalismo, porque fazem falta profissionais frontais, sem serem arrogantes, inovadores, sem serem “modernaços”, independentes, mas comprometidos com a humanidade, cultos, mas sem pedantismos, inteligentes, mas humildes.

Carlos Pinto Coelho vai fazer falta para os que cá estão.

Em sua homenagem recordamos uma entrevista ao jornal Sol, dada no ano passado, na qual, para além de aspectos mais circunstanciais, ele revela facetas muito importantes e reveladoras da sua vida e da actividade que abraçou:


Carlos Pinto Coelho em entrevista ao SOL - Sol (clicar na frase para ler a entrevista)

Recordamos também aqui outra faceta sua menos conhecida, o Carlos Pinto Coelho fotógrafo, onde em cada olhar, sintetiza bem todos os valores que nortearam a sua vida:















- Carlos Pinto Coelho na última entrevista à RTP


Artes & Espectáculos - Carlos Pinto Coelho na última entrevista à RTP - RTP Noticias, Vídeo (clicar na frase para ver o video).

Esta foi a última intervenção pública de Carlos Pinto Coelho, que teve lugar na RTPN, na véspera do seu falecimento.
É uma bem humorada referência sobre o modo como hoje se faz informação em Portugal.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Morreu Carlos Pinto Coelho

Morreu Carlos Pinto Coelho - TV & Media - DN(clicar para ler a notícia).

Era um dos grandes nomes do jornalismo português.
É uma perda irreparável.

Com a chegada de Eusébio: - Há 50 anos o futebol português mudou



Lembro-me de, em miúdo, acompanhar com entusiasmo, na televisão, a preto e branco, os feitos de Eusébio, quer ao serviço do Benfica quer no inesquecível mundial de 1966.

No tempo da ditadura, o futebol , mesmo sem se ignorar a forma como ela dele se aproveitava, era uma das raras ocasiões em que se rompia com o cinzentismo do mundo que nos rodeava, tornando-se possível a espontânea manifestação de alegria.

Era também o tempo em que a carreira de um jogador se identificava com um clube, não havia a constante mudança de camisola, que hoje faz de cada jogador um mero objecto de consumo, que se usa e deita fora de seis em seis meses para gáudio de dirigentes desportivos pouco recomendáveis e para a lavagem de dinheiros de origem obscura.

O futebol hoje é um mero negócio, um escape para a manifestação das atitudes mais primárias e repelentes de claques organizadas à boa maneira nazi, ou para a manifestação artificial de paixões, um verdadeiro “ópio do povo” organizado e pouco inocente.

Claro que ainda há excepções e momentos únicos, mas hoje ninguém com bom senso leva a família ou um filho menor a um estádio de futebol, muito menos se for no estádio do adversário.

Lembro-me dos tempos em que se organizavam excursões onde famílias inteiras acompanhavam o seu clube nas visitas aos adversários e onde se era recebido, não à pedrada ou pela polícia de choque, mas com cordialidade e festa pelos adeptos dos clubes rivais, aproveitando-se para conhecer outras gentes e outras terras.

Eusébio é o último símbolo desse tempo em que o futebol era uma festa verdadeira e onde cada jogador tinha orgulho na camisola que vestia e lutava por fazer sempre o melhor, sem demasiados calculismos  e sem estarem anestesiados pela fortuna fácil que o futebol hoje permite.

Sem nostalgia, Eusébio é um dos últimos símbolos vivos da ingenuidade perdida nesses tempos.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

ITÁLIA A FERRO E FOGO

Depois da França e da Inglaterra, chegou a vez da Itália.
Violentos protestos tiveram hoje lugar em Roma e noutras cidades italianas.
...e os líderes europeus? Continuam a Dormir!










(Fotografias: El País, 14 de Dezembro 2010)