sábado, 28 de fevereiro de 2009

O Sol, quando brilha, é só para alguns...

As andorinhas chegaram hoje a Torres Vedras. As cegonhas dos Casalinhos já tinham aparecido há três semanas.
Neste dia cinzento é o anunciar de uma Primavera que está próxima.
Fosse tudo assim tão simples como na Natureza...
No mundo real, continua o congresso norte-coreano do PS.
Foi anunciado que Vital Moreira vai ser o cabeça de lista desse partido ao Parlamento Europeu.
Mai uma vez o "crime" compensa.
Uma promoção pela sua actividade com "limpa fundos" ideológico do socratismo.
Ao longo destes quatro anos, foi vê-lo em franca actividade, por tudo o que era crónica de jornal,"prós e contras" e blogue de referência, a fazer o trabalho em defesa das "obras" deste governo. Foi um dos mais acérrimos defensores da actual Ministra da Educação.
O jeito em usar a cassete parece que não o abandonou desde os tempos idos de "ferro em brasa" do PCP.
O Sol, quando brilha é só para alguns...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

"O Povo é Quem mais Ordena"

O mote foi lançado por José Socrates.
A fazer fé no que se ouviu, quem quiser escapar ou considerar-se acima da justiça, basta sujeitar-se ao escrutínio do voto popular.
E quem criticar as políticas dos brilhantes políticos eleitos pelo povo, que fale no dia das eleições ou se cale durante quatro anos.
Grande lição de democracia dada pelo nosso primeiro....
Começa bem este congresso.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Congresso do PS - Num Mar de Rosas...

Prevê-se que este seja o Congresso mais Norte-Coreano de sempre da história do PS.
Com mais de 90% dos congressistas rendidos aos encantos do “socratismo”, com a oposição interna reduzida ao mínimo denominador comum, não se espera mais do que uma bem montada sessão de propaganda, cheia de retórica e de elogios ao chefe e à sua obra.
Já nem é preciso o Tino de Rãs para animar a malta, agora que existe um Augusto Santos Silva pronto a malhar.
Lá vai aparecer a “independente anarquista” Maria de Lurdes Rodrigues, a cereja no bolo socrático, recebida por uma plateia em apoteose.
Tendo em conta que a maioria dos delegados já não se move pela ideologia, mas sim pelo desejo de beneficiar das mordomias do poder, hão de se portar com muito respeitinho, para garantirem o seu futuro em listas europeias, nacionais, autárquicas ou noutros cargos do poder.
A única expectativa prende-se com a possível presença de Hugo Chávez na consagração de Sócrates .
Vai ser um mar de rosas… (e de varas…, e de canas…, e de coelhos…)...

A "tourada" e o congresso do PS

Não sei bem porquê, estava a ler uma notícia sobre o XVI Congresso Nacional do PS, que se inicia amanhã em Espinho, e comecei a cantarolar a "Tourada" do Ary.
Deixo-vos com a reprodução desse actualíssimo poema:

Não importa sol ou sombra
camarotes ou barreiras
toureamos ombro a ombro
as feras.

Ninguém nos leva ao engano
toureamos mano a mano
só nos podem causar dano
espera.

Entram guizos chocas e capotes
e mantilhas pretas
entram espadas chifres e derrotes
e alguns poetas
entram bravos cravos e dichotes
porque tudo o mais
são tretas.

Entram vacas depois dos forcados
que não pegam nada.

Soam brados e olés dos nabos
que não pagam nada
e só ficam os peões de brega
cuja profissão
não pega.

Com bandarilhas de esperança
afugentamos a fera
estamos na praça
da Primavera.

Nós vamos pegar o mundo
pelos cornos da desgraça
e fazermos da tristeza
graça.

Entram velhas doidas e turistas
entram excursões
entram benefícios e cronistas
entram aldrabões
entram marialvas e coristas
entram galifões
de crista.

Entram cavaleiros à garupa
do seu heroísmo
entra aquela música maluca
do passodoblismo
entra a aficionada e a caduca
mais o snobismo
e cismo...

Entram empresários moralistas
entram frustrações
entram antiquários e fadistas
e contradições
e entra muito dólar muita gente
que dá lucro aos milhões.

E diz o inteligente
que acabaram as canções.

Ary dos Santos

Beja - Biblioteca José Saramago





Beja - Biblioteca José Saramago




Beja - Biblioteca José Saramago

Entrata-se num edifício cheio de luz e recantos, uma estrutura moderna num edifício antigo.
Dizem-me que este é um dos lugares mais procurados de Beja, onde se cruzam crianças, jovens, adultos e idosos.
Leitores chegam com sacos cheios de livros que trocam por nova remessa.
Existem secções para todos os gostos,uma instalação de arte, secções de música (uma das mais importantes do país de música Jazz), cinema, hemeroteca.
Sábado à tarde é muito o movimento. Casais, jovens e velhos aproveitem a luminosidade do bar para tomarem o seu café e lerem os jornais do dia.
Estamos na Biblioteca José Saramago, uma das bibliotecas mais dinâmicas do país.

Beja - 21 de Fevereiro de 2009






Beja - 21 de Fevereiro de 2009






Beja - 21 de Fevereiro de 2009





Beja - 21 de Fevereiro de 2009





Beja - 21 de Fevereiro de 2009





Centenários 4- Sicília - "sensações d`arte"

Na sua edição de 8 de Fevereiro de 1909, a revista "Ilustração Portugues" iniciava um conjunto de artigos dedicados à ilha italiana da Sicília.
Várias fotografias de monumentos, vistas e costumes daquele território, eram acompanhadas por um texto de Ramalho Ortigão sobre a história e a cultura da ilha.

Centenários 4- Sicília - "sensações d`arte"

Panorama de Messina

Um velho de Taormina


Carro típico da Sicíla, em Palermo

Vendedor de Cântaros em Messina

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Este carnaval terminou...o outro continua...

Graças à meteorologia e, principalmente, à publicidade do “Caso das Imagens Retiradas do Magalhães”, o Carnaval de Torres deste ano conheceu uma enchente que já não se via há muitos anos.
Claro que, devido à situação caricata provocada pelo Ministério Público, José Sócrates e o “Magalhães” foram os bombos da festa, isto numa cidade conhecida como o “PSQUISTÃO” do Oeste.
A história das imagens apreendidas é sobejamente conhecida do público em geral.
O que parece ter passado quase despercebido, não merecendo grandes comentários, foram as afirmações do procurador-geral da República, na sexta-feira passada, já depois de ter sido sanado o triste episódio e de terem sido repostas as imagens da polémica.
Afirmou o sr. Pinto Monteiro que “ a história não foi o que passou” e que “havia outro cartaz com foto pornográfica, que não corresponde à imagem mostrada”.
Deduz-se, da leitura destas palavras, que o sr. Procurador, ou estava mais informado do que o comum dos mortais e teve mais responsabilidades no episódio do que aquilo que se pensava, ou visou desculpar o acto da sua subordinada de Torres Vedras, com mais uma das suas afirmação enigmática a que nos tem vindo a habituar.
Se a história não foi “o que passou”, testemunhada por dezenas de pessoas no local e milhares através da comunicação social, então o que é que se passou?
E se, até a sua representante em Torres Vedras, confrontada com o cartaz em causa, revelou o embaraço e o ridículo da sua posição, onde pára a tal “foto pornográfica” referida por sua excelência?
Casos como os do carnaval de Torres, ou como o que aconteceu na feira do livro de Braga, revelam que, se as ordens não vieram de cima, pelo menos existe um clima propício à multiplicação de episódios como este e de atitudes de excesso de zelo por parte de funcionários de segundo plano, seja uma procuradora adjunta ou um chefe de posto da polícia.
Nos tempos da outra senhora, os informadores da polícia eram muitas vezes mais zelosos que os próprios agentes da PIDE.
Recordo-me de, ao investigar na Torres do Tombo as informações que chegavam à PIDE sobre a vida política de Torres Vedras, a preocupação em prestar serviço por parte dos informadores era de tal modo exagerada ou inverosímil, que eram os agentes mais experientes daquela policia política a desvalorizar tal afã em denunciar tudo e todos, por parte da bufaria local.
Ou seja, os experientes agentes daquela tenebrosa polícia revelavam mais bom senso, na forma de encarar as denuncias dos bufos, do que os actuais responsáveis do Ministério Público e da Polícia.
Já tínhamos um primeiro-ministro “Chico-esperto” (segundo a análise certeira de Marcelo Rebelo de Sousa) e um presidente do Banco de Portugal distraído com as falcatruas de alguns banqueiros e incapaz de acertar numa única previsão financeira.
Temos agora um Procurador-geral da República, mais preocupado em defender a falsa moralidade de candidatos a bufos e incapaz de perceber uma situação tão simples de esclarecer como a que se passou em Torres Vedras, do que em defender a liberdade.
É caso para nos interrogarmos, perante o exemplo da sua actuação nesse caso, qual é a credibilidade de um Ministério Público na resolução de situações bem mais complexas como é, por exemplo, o caso Freeport ?
…e o Carnaval continua ….

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O carnaval a dar as últimas...





O Entero do Entrudo em Torres Vedras

A "Quarta-feira de Cinzas" marca o final do Entrudo e o início da Quaresma e a esta ocasião estão ligadas várias cerimónias, entre elas a do o “enterro do Entrudo".
Ainda no século XIX este dia era ocupado, em Torres Vedras, com a Procissão das Cinzas, organizada pela Ordem Terceira de S. Francisco que a isso se obrigava por compromisso declarado no "breve" dessa instituição , datado de 21 de Novembro de 1676.
Com 9 andores, muitos "irmãos", uma filarmónica (durante anos a "Phylarmonica Torreense"), gente da vila e arredores, e uma guarda de honra com forças militares destacada para Torres Vedras, todos os anos, por essa ocasião, a procissão percorria o Largo de S.Tiago, a "rua da olaria", a do "Espírito Santo", a praça municipal, a rua de S.Pedro , a "travessa dos canos", as ruas "de trás do Açougue" e dos "celeiros”.
Bem diferente é a "procissão" que actualmente tem lugar em Quarta-Feira de cinzas.
Com origem nos tradicionais "enterro do entrudo" e "serração" da velha” muito referenciados na região Oeste, o enterro do carnaval já por cá se fazia pelo menos desde 1908.
Este costume realizava-se regularmente nos anos 30, quando se fazia um desfile pelas ruas da então vila, à luz de archotes, terminando no Largo de S. Pedro com a leitura do testamento do "defunto", realizando-se depois o "auto de fé" onde se queimava um boneco que o representava.
Hoje o enterro do carnaval, mantendo as mesmas características, conta com um maior aparato pirotécnico, realizando-se na Várzea, acompanhado da respectiva "viúva" e da leitura do testamento, com referências jocosas à vida social e política do concelho.

O carnaval a dar as últimas...