quinta-feira, 10 de novembro de 2016

"Choque e Pavor": os números do “trumpismo”.


Olhando para os padrões eleitorais  que levaram Trump à presidência, as surpresas são muitas.

Usando os critérios que identificam o programa do “trumpismo” e aquilo que o candidato republicano defendeu em campanha, ficamos a saber que, entre os eleitores norte-americanos:

- 58% dos homens brancos são racistas e intolerantes;

- 49% dos brancos com formação superior assumem-se ignorantes e incivilizados ;

- 42% das mulheres gostam de ser “apalpadas” e ouvir piropos;

- 29% de hispânicos e asiáticos gostam de ser insultados:

Felizmente, apenas 8% de negros gostam de ser humilhado pela cor da pele.

São esse os números que identificam os apoiantes de Trump.

Contudo, e invertendo esses números, ainda há esperança, porque não o apoiaram:

- 88% dos negros votantes;

- 65% de hispânicos e asiáticos;

- 55% dos eleitores mais jovens (no escalão dos 18 aos 29 anos)

- 54% de mulheres;

Um outro dado que pode dar alguma esperança é o facto de, pela segunda vez neste século, e pela 5ª vez desde que há eleições nos Estados Unidos (nunca tendo acontecido no século XX), um presidente é eleito sem ter a maioria do voto dos eleitores.

Clinton recebeu mais 250 mil votos que Trump na totalidade de todo o país.

Não deixa de ser paradoxal que Trump, que tanto se queixou do “sistema”  tenha beneficiado do mesmo “sistema” para vencer umas eleições com menos de 50% de votos (uma percentagem que desceria ainda mais se contássemos com os votos noutros candidatos).

Se o “sistema” colocou Trump no poder, a maior parte dos norte-americanos não o apoiam e manifestaram-no nas eleições, retirando legitimidade democrática às suas acções futuras.

É a única boa notícia destas eleições.

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