quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Mais uma pesada herança de Crato.

Segundo se  revela numa notícia de hoje no jornal Público, os resultados do mais recente inquérito sobre o Potencial Científico e Tecnológico Nacional revelam que o ano de 2015 foi o 6ª ano consecutivo em que o investimento na ciência cresceu menos que a riqueza do país.
O resultado é ainda herança do anterior ministro da educação e ciência, Nuno Crato.
Nuno Crato, que apareceu como um homem "preocupado" com as questões do ensino, critico do chamado “eduquês”, grande defensor do primado das chamadas disciplinas “científicas” e “exactas” em detrimento das disciplinas ditas “sociais” e “humanas”, revelou-se um grande bluff e um autêntico desastre para o ensino e para a investigação científica em Portugal, situação agora mais uma vez confirmada por um relatório científico.
O desastre começou quando, no governo anterior, se aceitou que o ensino e a investigação eram áreas a cortar prioritariamente, assim como ter-se acabado com o Ministério da Ciência e Tecnologia, um dos que mais resultados tinha dado sob a orientação anterior de Marino Gago.
Que Nuno Crato, que vinha com a imagem, agora degradada e desmascarada (penso que em definitivo) de homem da ciência e preocupado com a educação, se tenha prestado ao “servicinho” de destruir uma área na qual Portugal tinha obtido bons resultados, percebe-se agora, é o normal em qualquer carreirista.
Já que, em Portugal, muito por responsabilidade de uma comunicação social indigente, provinciana e inculta, se criem mitos a partir de qualquer figurão bem falante (ou escrevente, como é o caso), é de lamentar e continua a ter custos para o país.
Felizmente, o tempo encarrega-se de desmascarar os mitos com pés de barro.

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