terça-feira, 11 de outubro de 2016

Entre taxistas e jornalistas...


Sinceramente, condenando os excessos de alguns, não tenho uma posição clara sobre  a razão do protesto dos taxistas.
Não sou um utilizador regular de táxis, mas, das poucas vezes que recorri a esse meio de transporte, não tenho qualquer razão de queixa, e por isso também não percebo a campanha negra que está a ser feita contra esses profissionais.
Penso que, entre os taxistas, existem maus profissionais como existem noutras profissões, nem melhor nem pior, nem mais nem menos.
Penso que, se existem diferenças quanto a contratos de trabalho, pagamento de impostos ou exigências legais, entre o serviço dos taxistas e os da Uber, há que regularizar rapidamente o sector, não se admitindo condições diferentes ou de privilégio entre prestadores do mesmo serviço.
Também é importante distinguir aqui entre os interesses corporativos das grandes empresas que controlam o serviço de táxis e a situação das pequenas e médias empresas e dos assalariados do sector, ao mesmo tempo que se deve penalizar o emprego precário e sem a formação adequada que, segundo o que se diz, é apanágio da Uber.
 
Por outro lado, é importante que os taxistas se actualizem quanto ao modo de usar as plataformas digitais e quanto ao tipo de serviço a prestarem.
Contudo, não foi nada disto que eu vi clarificado por quem o devia fazer, ou seja, a comunicação social (com as honrosas excepções da RTP, da Antena 1 ou do jornal Público).
Pelo contrário, o que eu vi foi a tentativa de explorar situações pontuais, graves sem duvida, amplificando a boçalidade de alguns e a violência de outros, uma minoria sem dúvida, mas que se tornaram nas vedetas da informação e, devidamente temperadas pelos “comentadores” do costume, contribuindo para lançar mais achas na fogueira e amplificar a imagem dos “feios, porcos e maus” que se tem  colado àqueles profissionais, sem dúvida por culpa de alguns deles, mas também por um certo preconceito amplificado pelo mau jornalismo a que assistimos.
Por isso, e mais uma vez, o que ficou de tudo isto foi a idéia de um jornalismo que amplifica o que é excepção ou marginal, se possível com violência à mistura, que trata os acontecimentos como reality shows e, mais do que esclarecer, lança mais poeira nos olhos, já demasiado embaciados, de uma opinião pública manipulável.
Sei que esta não é uma situação exclusivamente nacional, que esta é a forma de fazer jornalismo  por esse mundo fora, situação que muito tem contribuído para a expansão do populismo e do fanatismo.
 
Se a imagem de profissionalismo dos taxistas ficou abalada pelos acontecimento de ontem, a imagem dos jornalistas e comentadores que acompanharam aqueles acontecimentos, com raras e honrosa excepções, não saiu menos beliscada...mais uma vez!

1 comentário:

pvnam disse...

São de uma belezura de ética:
- as Multinacionais Monopolistas compraram empresas para depois as fechar... leia-se, reduziram a capacidade negocial de fornecedores... leia-se, esmagaram fornecedores (fizeram desaparecer milhões de pequenas e médias empresas) - todavia o seu lucro é sempre sagrado...
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QUANTO MAIS TARDE SE ENFRENTAR AS MULTINACIONAIS MONOPOLISTAS PIOR
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-» O governo de Dilma Rousseff não era um exemplo, mas enfrentou as multinacionais monopolistas... resultado: foi golpeado! [uma nota: em pouco tempo de governação Michel Temer fez logo várias concessões a multinacionais monopolistas]
-» O governo de Bashar al-Assad não era um exemplo, mas enfrentou as multinacionais monopolistas... resultado: as multinacionais monopolistas armaram mercenários para o derrubar.
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Enfrentar as multinacionais monopolistas vai desencadear represálias... mas... quanto mais tarde forem enfrentadas pior.
Exemplo 1: há que criar legislação que fomente o aparecimento de pequenas e médias empresas, e que procure contrariar a implementação de grupos monopolistas.
Exemplo 2: todos diferentes, todos iguais... isto é: todas as Identidades Autóctones devem possuir o Direito de ter o SEU espaço no planeta. [nota: Inclusive as de 'baixo rendimento demográfico'... Inclusive as economicamente pouco rentáveis...]
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NOTA:
- A alta finança (capital global) está apostada em dividir/dissolver as Nações... terraplanar as Identidades... para assim melhor estabelecerem a Nova Ordem Mundial: uma nova ordem a seguir ao caos – uma ordem mercenária (um Neofeudalismo).
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P.S
Existem dois tipos de famílias:
1) as que procuram preservar aquilo que herdaram;
2) as 'comissões liquidatárias' que - numa alegre bandalheira - vão desbaratando tudo o que herdaram.
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Não é novidade 1: Ao longo da História... montes de civilizações/sociedades desapareceram numa alegre bandalheira.
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Já foi a venda de Empresas Públicas Estratégicas (electricidade, gasolina, etc)...
Segue-se o massacre da classe média (que poupa e investe) com impostos.
Mais: a pouco e pouco a Comissão Liquidatária (pessoal numa alegre bandalheira em direcção ao desaparecimento) vai vendendo tudo aquilo que poderem... a Multinacionais Monopolistas.
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E mais: a sociedade (nativa) NÃO É SUSTENTÁVEL (média de 2.1 filhos por mulher); o pessoal critica da repressão dos Direitos das mulheres... todavia, em simultâneo, para cúmulo, o pessoal defende que... no aproveitar da 'boa produção' demográfica proveniente de determinados países {nota: 'boa produção' essa... que foi proporcionada precisamente pela repressão dos Direitos das mulheres - ex: islâmicos}... é que está a 'salvação' para resolver o problema do deficit demográfico!?!?!?!
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P.S.2.
Não é novidade 2: Ao longo da História... vários povos construíram muros... tendo em vista conseguirem sobreviver.
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Resumindo e concluindo:
Não há conversa nem com marionetas ao serviço da alta finança (capital global) nem com pessoal numa alegre bandalheira em direcção ao desaparecimento... leia-se SEPARATISMO-50!
Os 'globalization-lovers', UE-lovers e afins... que fiquem na sua... desde que respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa.
-» http://separatismo--50--50.blogspot.com/.
[o legítimo Direito à sobrevivência das Identidades Autóctones]
[O primeiro passo será/é ir divulgando a ideia de SEPARATISMO nos países aonde a população nativa está sendo submergida pelo crescimento demográfico imparável dos não-nativos naturalizados]
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Anexo:
E a LIBERDADE DE EXPRESSÃO: esta conversa em liberdade de expressão só é possível aqui na internet; ela não passa nos media - estão controlados por mercenários/marionetas ao serviço da alta finança (capital global).