terça-feira, 15 de março de 2016

Recordando um grande actor de cinema, Nicolau Breyner

Nicolau Breyner é uma daquelas figuras que fazem parte do nosso imaginário colectivo, goste-se mais ou menos do seu trabalho, e por isso serão imortais para toda uma geração como a minha.

Pessoalmente não o apreciava muito como comediante, embora seja por isso que ele é mais conhecido.

Claro que era uma actor competente e convincente, mas nunca foi inovador ou muito criativo na comédia.

Teve contudo um papel importante no lançamento de grandes actores e contribui muito para o desenvolvimento da produção nacional na televisão e no cinema.

Foi como director de actores e como actor dramático que mais evidenciou as suas qualidades humanas e artísticas.

Foi um dos principais responsáveis pela primeira telenovela portuguesa, "Vila Faia", estreada em 1982.

Embora tenha sido a televisão a contribuir para sua fama, foi no cinema que mais se destacaram as suas qualidades.

Foi actor de quase todos os realizadores portugueses dos últimos 50 anos.

Ao todo entrou em 49 filmes, tendo-se iniciado no cinema em 1961 no filme"Raça" de Augusto Fraga.

No ano seguinte fez parte do elenco de um dos mais importantes filmes portugueses, "Dom Roberto" de José Ernesto de Sousa.

Entre os filmes mais importantes onde participou destacam-se "O Rei das Berlengas"(1978) de Artur Semedo, "A Vida é Bela" (1982) de Luís Galvão Teles, "Crónica dos Bons Malandros"(1984) de Fernando Lopes, "Inferno"(1999) de Joaquim Leitão, "Os Imortais" (2003) de António Pedro de Vasconcelos ou "Comboio Nocturno para Lisboa" de Bell August.

Em 2013 realizou o filme "7 Pecados Mortais", um êxito de bilheteira. 

O último filme em que participou foi "Virado do Avesso" de Edgar Pêra, em 2014.

Era primo da poetisa Sophia de Mello Breyner Andersen.

Nicolau Breyner será sempre recordado como um dos grandes actores portugueses do palco e da tela.

Em baixo reproduzimos uma das suas últimas entrevistas dadas ao programa "Alta Definção" da Sic, no final do ano passado.

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