segunda-feira, 24 de março de 2014

O "Consenso" cavaquista


“Consenso” parece ser a nova palavra da “novilíngua” cavaquista.

“Consenso” implica convergência, negociação e acordo.

Convergência, negociação e acordo implicam cedências e uma base de valores e princípios negociáveis.

Ora o que Cavaco pretende é um “consenso” sobre uma realidade pré-existente e inegociável, imposta pelo seu querido governinho “passoscoelhista”, pele troika e pelos “mercados”, ou seja, o consenso nos cortes salarias, no empobrecimento geral do país , na retirada de direitos aos trabalhadores, no desrespeito pelos compromissos assumidos pelo Estado para com os reformados e os cidadãos em geral.

O verdadeiro consenso em democracia tem por base o respeito pela diversidade  de opiniões, pelas divergências políticas, o respeito pela lei e pelos direitos dos cidadãos, tudo isso consignado numa Constituição livremente negociada.

Ora o que o governinho acarinhado por Cavaco tem andado a fazer é desrespeitar a Constituição, a lei, os direitos dos cidadãos, tudo o que impede qualquer consenso na sociedade portuguesa.

Que a troika (leia-se Durão Barroso, pela União Europeia, Victor Constâncio pelo BCE, ou Vitor Gaspar, agora a trabalhar no FMI) apadrinhe essa falta de respeito pela Constituição, pela lei e pelos direitos dos cidadãos, só revela a falta de ética social que move as instituições que a controlam. Aliás, embora tardiamente e por meras razões eleitorais, o Parlamento Europeu já chegou à conclusão que essa troika tem agido ilegalmente e desrespeitando os direitos do cidadãos dos países onde actua, conclusão que não tem nenhuma consequência, revelando-se assim a inutilidade do Parlamento Europeu, o único órgão legitimo da União Europeia.

Quanto aos “mercados” que tanto preocupam Cavaco, não passam de um mero bando de bandoleiros engravatados, modernos assaltantes de estradas, (banqueiros, especuladores, corruptos de toda a espécie) que não devem merecer o mínimo respeito por parte de qualquer cidadão de bem, que não se mova por meros interesse financeiros.

Tentar impor um “consenso” baseado num programa pré-definido, para agradar a essa gente pouco recomendável da Troika e dos “mercados” é uma mera farsa, que só podia nascer na cabecinha do mais medíocre político português de todos os tempos, Aníbal Cavaco Silva.

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