quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E O DIREITO A RIR


"Nem Maomé nem Deus precisam que os defendam; o deus que os extremistas veneram tem medo. Não é omnipotente nem confiante, o que prova o quanto eles ignoram a sua religião
(Azis Abu Sarah, palestiniano, director executivo do Centro de Religiões Mundiais, Diplomacia e Resolução de Conflitos da Universidade George Mason de Washington).

"Os muçulmanos em sociedades relativamente livres, como a Turquia, ou sob regimes mais opressivos, como o Irão, têm uma tradição rica de cinema, cartoons políticos e sátira. Muitos jornalistas e comediantes pagam o preço por defenderem a liberdade de expressão. São essas pessoas que merecem estar na ribalta e não os que fazem propaganda ao ódio"
(Omid Safi, professor de estudos islâmicos da Universidade da Carolina do Norte).

Estas duas afirmações foram retiradas da excelente repostagem de Margarida Santos Lopes, hoje editada no Público, intitulada "A violência dos muçulmanos é um insulto ao islão?", onde se analisa a origem da atual onda de violência que grassa no mundo muçulmano contra um obscuro filme que foi colocado nas redes sociais e que tem por detrás da sua realização gente e organizações da extrema-direita norte-americana.

Essas afirmações podem aplicar-se igualmente à ameaça que paira sobre as cabeças dos cartoonistas e humoristas do irreverente semanário Charlie Hebdo que hoje publca uma edição que procura abordar com o humor de sempre a situação provocada com aquele filme, incluindo novas caricaturas de Maomé.

Mais uma vez é o direito ao humor e à liberdade de imprensa que está em causa com essas ameaças.

É caso para dizer que hoje todos somos cartoonista do Charlie Hebdo.

El semanario satírico 'Charlie Hebdo' publica nuevas caricaturas de Mahoma | Medios | elmundo.es (clicar para ler).

Sem comentários: