terça-feira, 10 de julho de 2012

Recondução de Juncker no Eurogrupo, um sinal de esperança ou apenas alguém a fazer o papel de “polícia bom” ?.


Jean-Claude Juncker é um dos poucos burocratas decentes que sobra entre um bando de incompetentes e irresponsáveis que têm vindo a minar a credibilidade do projecto Europeu nos últimos anos.

Talvez porque falava de forma diferente, criticando, embora de forma indirecta, o modelo autoritário e de austeridade imposto por Merkel, Olli Rehn, Barroso, e Draghi aos cidadãos europeus, já se “conspirava” para o afastar do cargo, colocando no seu lugar o sinistro ministro das finanças da Alemanha.

A mudança política em França e a situação da Itália e da Espanha vieram a baralhar a estratégia da senhora Merkel e dos funcionários que para ela trabalham na Comissão Europeia e, esta madrugada, a srª Merkel e a sua estratégia sofreram um novo revês com o prolongamento do mandato de Juncker para dirigir o Eurogrupo.

Espera-se agora que Juncker venha a ser coerente com afirmações recentes e se coloque ao lado daqueles que querem recuperar os princípios de uma Europa dos cidadãos, mais democrática e solidária, capaz de se bater por aquilo que a diferenciava ainda não há muito tempo do resto do mundo, que era o seu modelo que conjugava os direitos humanos com os direitos sociais.

Senão o fizer, até porque tem aliados para o fazer, Juncker vai desbaratar o seu capital de simpatia e arriscar-se-à a ficar para a história como o “polícia bom” que disfarça a maldade dos “polícias maus” que lideram a Europa e que a conduziram para o descalabro.

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