terça-feira, 17 de julho de 2012

OBRIGADO JON LORD POR TERES PERMITIDO QUE, DURANTE SEGUNDOS, TAMBÉM ME TENHA SENTIDO "UMA ESTRELA" DO ROCK AND ROLL...


Nos inícios da minha adolescência, numa época marcada pela afirmação do rock, tornei-me fã dos Deep Purple. Penso mesmo que foi o primeiro grupo do qual me tornei fã, ainda antes dos Pink Floyd ou dos Yes.

Os Deep Purple combinavam a irreverência do rock and roll com o virtuosismo musical, chegando a tocar com orquestras sinfónicas e criar temas que duravam meia hora, sem respeitar os habituais 3 ou 4 minutos dos temas de outros grupos.

Quando vieram a Portugal há poucos anos já não me senti tentado a vê-los, já andava por outras ondas.

Com a  morte de Jon Lord, que era praticamente o líder e o criativo do grupo, é também um pouco da nossa memória que morre.

Lembro-me do contentamento quando consegui comprar em segunda mão um velho vinil, com a capa já muito degradada ,  o célebre “Made in Japan”,  um dos melhores álbuns ao vivo de sempre e onde se resume toda a carreira do grupo. Recentemente adquiri esta álbum em CD, mas ainda não arranjei coragem para o ouvir, mas esta semana ainda vou voltar a ele.

Lembro-me também de ter descoberto os Deep Purple com o meu amigo Mário Rui Hipólito, que tinha uma grande colecção de discos, que ouvíamos, com tantos outros grupos dos anos 60 e 70, em altos berros, num gira disco no quintal da sua casa, na rua Conde Tarouca, para desespero da sua avó e dos vizinhos.

Foi nesse quintal que fiquei a conhecer muita da musica do principio do rock e ainda hoje associo a musica dos Deep Purple  aos primeiros amores platónicos, aos primeiros sonhos, e aos tempos de escola.

Também foi graças aos Deep Purple a ao seu tema “smoke in the water” que me iludi com o sonho de me transformar em estrela do rock and rol, dedilhando  numa guitarra do Mário os únicos acórdãos, do início daquele tema, que alguma vez consegui tocar…mas já me sentia num palco a pular com uma guitarra, pura ilusão adolescente…

Já não os ouvia há muito tempo, mas a memória das suas musicas rebeldes ficam a marcar para sempre, como uma banda sonora das imagens da nossa juventude, esse tempos sem regresso.

Obrigado Jon Lord.

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