quarta-feira, 13 de junho de 2012

Vasco Gonçalves, sete anos depois:


Há homens ( e mulheres) com os quais muitas vezes discordei e até combati.

Mas entre esses uns mereceram sempre o meu respeito, pela sua convicção, pela sua firmeza, porque faziam o que faziam porque acreditavam, e não em proveito próprio.

Entre esses homens está Vasco Gonçalves.

A política portuguesa (..e europeia..) de hoje, está entregue a gente cinzenta e vendida, mais interessada em gerir a carreira própria e a dos “amigos”, detentora de um discurso fanaticamente formatado no “neoliberalismo” e politicamente “correcto”, com posse ensaiada ao pormenor para “parecer bem” na comunicação social que a serve, totalmente vazia de ética e de ideias, arrogante para com os fracos e subserviente para como os poderosos.

Por isso respeito cada vez mais homens que diziam o que sentiam e respeitavam os mais fracos, não olhando aos custos pessoais e políticos das suas convicções.

Entre esse homens está Vasco Gonçalves…e, à esquerda e á direita,  poucos mais… (...Sá Carneiro, Lucas Pires, Álvaro Cunhal, Salgado Zenha, Salgueiro Maia, Vitor Alves, Melo Antunes…apenas para referir alguns dos que já nos deixaram).

Discordei muitas vezes das suas decisões, cheguei mesmo a ligar-me a organizações que o combatiam, mas devo reconhecer, ao fim de todos estes anos e perante a triste realidade dos nossos dias, que homens como Vasco Gonçalves fazem-nos falta.

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