quinta-feira, 14 de junho de 2012

Observatório da Saúde denuncia falta de análise e estratégia do Governo .



Que os tempos estão difíceis (só para os contribuintes e para os que produzem e trabalham…), nós sabemos...

Mas que se andem a aproveitar da situação para destruir, por preconceitos ideológicos, aquilo que levou décadas a construir, não podemos deixar.

Por muito mal que esteja um país, há um mínimo que deve ser preservado: a sua cultura, a sua educação, os seus serviços sociais e a sua saúde.

Já Churchill, durante a segunda guerra, confrontado com a necessidade de cortar na cultura para poupar, se interrogava: “Então porque combatemos? Não é pela nossa cultura?”.

A crise que hoje vivemos não é provocada por uma guerra nem por um cataclismo, mas pela maior fraude ideológico/financeira da história, aquilo que já alguém designou como o roubo mais bem organizado da história.

Tentam vender-nos a idéia que não existe alternativa à austeridade e que esta deve incidir sobre os apoios sociais do Estado.

Depois de ter sido a educação a estar debaixo de fogo com o anterior governo, a gora é a ves do Serviço Nacional de Saúde.

Se a austeridade que nos aplicam é para acabar com o ensino público, o serviço nacional de saúde e o Estado Social, então é caso para perguntar porque vamos continuar a pagar sem reagir!!?.

Claro que há muitos gastos supérfluos nesses serviços, nomeadamente a nível dos “boys”, dos “gestores” e dos negócios que gravitam à sua volta (…sei de um gestor hospitalar que tem direito a carro e chofer, que o vai buscar diariamente a casa, para além das “normais” ajudas de custo e ordenados chorudos…). Se queriam mexer era aqui que o deviam fazer, nunca pondo em risco a vida e o direito à saúde dos utentes.

A terminar uma pergunta cínica: se se registar um aumento da mortalidade e uma diminuição da esperança de vida em Portugal, como é previsível com este tipo de medidas, será que vão baixar o “índice de sustentabilidade” para os cálculos da pensão?

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